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Discriminação condicional - definições, procedimentos e dados recentes

Discriminação condicional - definições, procedimentos e dados recentes

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RESUMO
O trabalho apresenta, inicialmente, uma caracterização das diferenças entre discriminação simples e condicionale discute a pertinência do conceito de discriminação condicional para o estudo de comportamentos complexos.Esta caracterização é seguida de uma breve revisão do desenvolvimento histórico de modelos conceituais sobrediscriminação condicional até suas formulações mais recentes. A necessidade de uma eventual reformulação desteconceito é apontada com base em considerações críticas a respeito da definição de discriminação mais recorrentementeempregada e com base nos resultados de estudos que envolveram alternativas metodológicas para o estabelecimentode relações condicionais emergentes.
Palavras-chave 
: discriminação condicional, comportamento complexo,
matching-to-sample, go/no-go
 ABSTRACT
This paper distinguishes between simple and conditional discrimination concepts and points to the importanceof the concept of conditional discrimination in the study of complex behavioral processes. A brief historicaloverview of the development of conceptual models about conditional discrimination until its more recentformulations is also described. Conceptual revisions are suggested based on both critical considerations regardingcurrently employed conditional discriminations definitions and on studies which used alternative methodologiesto establish emergent conditional relations.
Key words 
: conditional discrimination, complex behavior, matching-to-sample, go/no-go
EVISTA 
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RASILEIRA 
 
DE
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, 2006, V 
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. 1, 37-52
1 Endereço para correspondência: Paula Debert, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Experimental, Av. Prof. Mello Moraes, 1721, CEP05508-030, Cidade Universitária, São Paulo. E-mail:
 pdebert@uol.com.br 
.2 A submissão do artigo, em março de 2005, contou com a anuência de Maria Amelia Matos, a quem tributamos nosso respeito, com saudade.
O conceito de discriminação condicionaltem se revelado importante para o estudo defenômenos conhecidos como aprendizagemcomplexa (Skinner, 1950) e cognição (Sidman,1986). Primeiramente abordado nos experi-mentos de Lashley (1938), o estabelecimentode relações de controle condicional diretamenteensinadas e a generalização deste controle parasituações novas vêm recebendo destaque espe-cial nos estudos sobre comportamento com-
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, BRAZIL
plexo nas últimas décadas, principalmente como crescente número de publicações sobre for-mação de classes de equivalência.Dada a importância dos fenômenos emquestão e a grande parcela de estudos publica-dos sobre comportamentos sob controle con-dicional, faz-se necessário traçar um panoramade alguns aspectos do desenvolvimento histó-rico dos modelos conceituais sobre discrimi-nação condicional até suas formulações mais
DISCRIMINAÇÃO CONDICIONAL: DEFINIÇÕES, PROCEDIMENTOS E DADOS RECENTES CONDITIONAL DISCRIMINATION: DEFINITIONS, PROCEDURES AND RECENT DATA
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, BRAZIL
 
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P. DEBERT ET AL.
recentes. Estas formulações serão analisadas àluz de resultados de alguns estudos mais atu-ais que englobaram alternativas metodológicaspara o estabelecimento de relações condicio-nais emergentes e que permitem examinar al-gumas das críticas à forma como a definição dediscriminação condicional vem sendo mais re-correntemente empregada.
D
ISCRIMINAÇÃO
S
IMPLES
X D
ISCRIMINAÇÃO
C
ONDICIONAL
 Aprendizagens que envolvem processos decontrole de estímulos mais simples foram de-nominadas “discriminação simples” e caracte-rizadas por Skinner (1993, p. 115) como en-volvendo uma relação que “é flexível” uma vezque um estímulo antecedente “não elicia a res-posta, simplesmente altera sua probabilidadede ocorrência”. Esta definição evidencia certaflexibilidade própria da relação de controleentre estímulo discriminativo e resposta dis-criminada, que constitui o comportamentodiscriminado, e que o diferencia da relação deeliciação própria do comportamento reflexo. Apesar de ser possível identificar uma re-lação probabilística diferente nos comporta-mentos discriminados quando comparados aocomportamento reflexo, não se pode deixar demencionar que o comportamento operante dis-criminado envolve uma relação constante en-tre determinados estímulos antecedentes e de-terminadas probabilidades de reforçamentocomo produto de um procedimento dereforçamento diferencial. Neste procedimen-to, geralmente, respostas diante
3
de um estí-mulo são seguidas de reforço, e respostas di-ante de outros estímulos não são ou o são comoutra probabilidade. O desempenho resultan-te reflete, então, um responder sob controlediscriminativo. Ou seja, enquanto o estímulodiante do qual a resposta foi seguida de refor-ço passa a controlar a ocorrência da resposta,os outros estímulos passam a controlar a nãoocorrência de tal resposta, a ocorrência emmenor probabilidade desta resposta ou a ocor-rência de outra(s) resposta(s) operante(s), oque assinala a constância das relaçõesestabelecidas.Nesse sentido, analisando essa relação decontingência própria de uma discriminação,Skinner (1953) salienta a possibilidade de severificar o estabelecimento de uma restrição dereforçamento. Isto porque o desenvolvimentode uma discriminação implica o fato de quedeterminadas respostas somente serão seguidasde reforço caso sejam emitidas na presença doestímulo antecedente ou de aspectos específi-cos desse estímulo diante dos quais a respostafoi seguida de reforço.Diferentemente de uma situação de dis-criminação simples, em uma situação de dis-criminação condicional não se estabelece umarelação constante entre um estímulo antece-dente e uma resposta; esta relação muda deacordo com os contextos nos quais este estí-mulo aparece. Em linhas gerais, para se obteruma relação condicional, deve-se reforçar de-terminada resposta na presença de um estímu-lo específico apenas se um outro estímulo esti-ver presente. Apenas na presença desta combi-nação de dois estímulos, as respostas são segui-das de reforço. Combinações outras desses es-tímulos com outros estímulos não se configu-
3 É importante considerar que em alguns procedimentos utilizados para produzir discriminação simples ou condicional não há o requisito de que a respostaseja emitida na presença do estímulo. O critério experimentalmente definido para que o estímulo reforçador seja apresentado envolve a presença de umestímulo específico ou a sua apresentação em um momento qualquer anterior à ocorrência da resposta.
 
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DISCRIMINAÇÃO CONDICIONAL
ram ocasiões diante das quais as respostas sãoseguidas de reforço, mesmo se estas combina-ções compartilharem um dos estímulos com ascombinações diante das quais as respostas fo-ram seguidas de reforço.Sendo assim, o procedimento básico paragerar discriminações condicionais geralmenteenvolve, no mínimo, quatro estímulos. Deter-minadas respostas são seguidas de reforço ape-nas na presença de dois dos possíveis pares destesquatro estímulos. Diante dos demais pares des-tes quatro estímulos, as mesmas respostas nãosão seguidas de reforço. Tem-se como resulta-do desse tipo de treino que um estímulo passaa controlar uma resposta específica a dependerde um contexto específico, de um outro estí-mulo. Dizer que em uma discriminação con-dicional a conseqüênciação da relação entre es-tímulo e resposta muda de acordo com o con-texto no qual os estímulos aparecem, significatambém que as respostas não serão sempre re-forçadas se emitidas com base apenas em umdos estímulos; são necessários pelo menos doisestímulos (ou mais de uma propriedade de umestímulo) com base nos quais a resposta, seemitida, poderá ser reforçada. Em outras pala-vras, uma relação de controle do tipo condici-onal envolve, portanto, uma restrição dereforçamento e uma “maleabilidade” aindamaior do que em uma situação de discrimina-ção simples, o que conferiria maior complexi-dade às relações de controle presentes em dis-criminações condicionais.
B
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ESENVOLVIMENTO
H
ISTÓRICO
 
DE
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DE
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ISCRIMINAÇÃO
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ONDICIONAL
Cumming e Berryman (1965), em arti-go de revisão da literatura sobre o que vinhasendo chamado de “operantes discriminativoscomplexos”, assim como Keller e Schoenfeld(1950), Millenson (1967) e Catania (1998),apontaram uma série de experimentos desen-volvidos por Lashley (1938) como uma dasprimeiras tentativas de se estabelecer discrimi-nações condicionais em ratos, chamadas por elede “reações condicionais”.Lashley (1938) teve por objetivo demons-trar que a resposta de seus sujeitos de pular umanteparo em direção a determinados estímulosseria condicional à presença de outros estímulos.Para isso, inicialmente, Lashley conduziu um trei-no em que dois estímulos eram apresentados umao lado do outro. Um deles era um triângulo combase embaixo ( ) em um fundo preto e o outroum triângulo invertido ( ) também em um fun-do preto. Respostas de pular na direção do triân-gulo com a base embaixo no fundo preto eramreforçadas e respostas de pular na direção do tri-ângulo invertido no fundo preto não eram refor-çadas. Depois de atingido o critério estipuladonesta tarefa, Lashley apresentava outros dois estí-mulos. Um deles era um triângulo com a baseembaixo em um fundo com listas horizontais e ooutro um triângulo invertido também em fundocom listas horizontais. Nesta tarefa, eram refor-çadas as respostas de pular em direção ao triân-gulo invertido com fundo de listas horizontais enão se reforçava as respostas de pular na direçãodo triângulo com base embaixo com fundo delistas horizontais. Quando o critério de acertosestipulado foi novamente atingido, o autor pas-sou a apresentar os dois pares de estímulos (tri-ângulos com a base embaixo e invertidos) ora comfundo preto ora com listas horizontais em umamesma sessão. Segundo Lashley (1938), depoisde algumas sessões, quando o fundo era trocado,tanto de preto para listrado, quanto de listradopara preto, a resposta de pular era imediatamen-

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