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MATERIALISMO DIALÉTICO E MATERIALISMO HISTÓRICO

MATERIALISMO DIALÉTICO E MATERIALISMO HISTÓRICO

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Obra Materialismo Dialético e Materialismo histórico do revolucionário georgiano Joseph Stalin, feita originalmente para para o estudo da filosofia marxista entre os operários da URSS por isso apresenta uma abordagem simples e objetiva mas sem rebaixar o conteúdo.
Obra Materialismo Dialético e Materialismo histórico do revolucionário georgiano Joseph Stalin, feita originalmente para para o estudo da filosofia marxista entre os operários da URSS por isso apresenta uma abordagem simples e objetiva mas sem rebaixar o conteúdo.

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MATERIALISMO DIALÉTICO E MATERIALISMO HISTÓRICO
 Josef StalinO materialismo dialético é a teoria geral do Partido marxista-leninista. O materialismodialético é assim chamado, porque a sua maneira de considerar os fenômenos da natureza, oseu método de investigação e de conhecimento é dialético e a sua interpretação, a suaconcepção dos fenômenos da natureza, a sua teoria é materialista.O materialismo histórico estende os princípios do materialismo dialético ao estudo da vidasocial; aplica estes princípios aos fenômenos da vida, social, ao estudo da história dasociedade.Ao definir o seu método dialético, Marx e Engels se referem habitualmente a Hegel, comoo filósofo que enunciou as características fundamentais da dialética. Contudo, isso nãosignifica que a dialética de Marx e Engels seja idêntica à de Hegel, pois Marx e Engels sótomaram da dialética de Hegel, o seu "núcleo racional"; rejeitaram dela a sua parte idealistae desenvolveram a dialética, imprimindo-lhe um caráter científico moderno.O meu método dialético, diz Marx, não só difere na sua base do método hegeliano mas émesmo exatamente oposto. Para Hegel, o movimento do pensamento. que ele personificasob o nome de Idéia. é o criador da realidade, a qual não é senão a forma fenomenal daIdéia. Para mim. pelo contrário. o movimento do pensamento é a reflexão do movimentoreal, transportado e transposto para o cérebro do homem. (O Capital).Ao definir o seu materialismo, Marx e Engels se referem habitualmente a Feuerbach, comoo filósofo que reintegrou o materialismo no seu devido lugar. Contudo, isso não significaque o materialismo de Marx e Engels seja 'idêntico ao de Feuerbach. Com efeito, Marx eEngels apenas tomaram, ao materialismo de Feuerbach, o seu "núcleo central";desenvolveram-no numa teoria filosófica científica do materialismo e rejeitaram dele assobreposições idealistas, éticas e religiosas. Sabe-se que Feuerbach, apesar de serbasicamente materialista, se ergueu contra a denominação de materialismo. Engels disse,várias vezes, que Feuerbach "continua, apesar da sua base" (materialista) "prisioneiro dosentraves idealistas tradicionais", que o "verdadeiro idealismo de Feuerbach aparece logo.que chegamos à sua filosofia da religião e à sua ética". (Friedrich Engels: LudwigFeuerbach e o fim da filosofia clássica alemã).Dialética vem da palavra grega "dialektiké" que significa conversar, debater. Naantiguidade entendia-se por dialética a arte de chegar à verdade, descobrindo e superandoas contradições contidas no raciocínio do adversário. Certos filósofos da antiguidadepensavam que a descoberta das contradições no pensamento e o choque das opiniõescontrárias eram o melhor meio de descobrir a verdade. Este modo dialético de pensamento,estendido a seguir aos fenômenos da natureza, tornou-se o método dialético doconhecimento da natureza; segundo este método, os fenômenos da natureza estãoeternamente em movimento e em transformação e o desenvolvimento da natureza é oresultado do desenvolvimento das contradições da natureza, o resultado da ação recíprocadas forças contrárias da natureza. Pela sua essência, a dialética completamente oposta àmetafísica.1º - O método dialético marxista é caracterizado pelos seguintes traços fundamentais:a) Ao contrário da metafísica, a dialética olha a natureza não como uma acumulaçãoacidental de objetos, de fenômenos separados uns dos outros, isolados e independentes unsdos outros, mas como um todo unido, coerente, em que os objetos, os fenômenos, estão
 
ligados organicamente entre eles, dependem um dos outros e condicionam-sereciprocamente.É por esta razão, que o método dialético considera que nenhum fenômeno da natureza podeser compreendido se for considerado isoladamente, fora dos fenômenos que o rodeiam; poisqualquer fenômeno, em qualquer domínio da natureza; pode ser convertido numa coisa semsentido, se for considerado fora das condições que o rodeiam, se for separado destascondições; pelo contrário, qualquer fenômeno pode ser compreendido e justificado, se forconsiderado sob o ângulo da sua ligação indissolúvel com os fenômenos que o rodeiam, sefor considerado tal como é condicionado pelos fenômenos que o cercam.b) Ao contrário da metafísica, a dialética olha a natureza, não como um estado de repouso ede imobilidade, de estagnação e de imutabilidade, mas como um estado de movimento etransformação perpétuos, de renovação e desenvolvimento incessantes, em que semprenasce e desenvolve-se qualquer coisa, desagrega-se e desaparece qual. quer coisa.É por esta razão que o método dialético exige que os fenômenos sejam considerados não sódo ponto de vista das suas relações e condicionamentos recíprocos, mas também do pontode vista do seu movimento, da sua transformação, do seu desenvolvimento, do ponto devista do seu aparecimento e do seu desaparecimento.Para o método dialético, o que importa, antes de mais, não é. o que parece estável numdado momento, mas o que começa já a decair; o que importa, antes de tudo, é o que nasce ese desenvolve mesmo se, num dado momento, a coisa parece instável, pois segundo ométodo dialético, nada é menos vulnerável do que aquilo que nasce e se desenvolve.Toda a natureza, diz Engels, das partículas mais Ínfimas aos corpos maiores, do grão deareia ao Sol, do protiste (céluva primitiva) ao homem, está empenhada num processo eternode aparecimento e de desaparecimento, num fluxo incessante, num movimento e numatransformação perpétuos, (Dialética da Natureza. F. Engels).É por esta razão, diz Engels, que a dialética "observa as coisas e o seu reflexo mentalprincipalmente nas suas relações recíprocas, no seu encadeamento, no seu movimento, noseu aparecimento e desaparecimento" (Anti-Dühring. F. Engels).c) Contrariamente à metafísica, a dialética considera o processo de desenvolvimento, nãocomo um simples processo de crescimento, em que as mudanças qualitativas não têm comoresultado mudanças quantitativas, mas como um desenvolvimento que passa das mudançasquantitativas e latentes a mudanças evidentes e radicais, a mudanças qualitativas; em que asmudanças qualitativas não são graduais, mas rápidas, bruscas e se verificam por saltos, deum estado a outro; estas mudanças não são contingentes, mas necessárias; são o resultadoda acumulação de mudanças quantitativas insensíveis e graduais.E por esta razão que o método dialético considera que o processo de desenvolvimento deveser entendido não como um movimento circular, não como uma simples repetição docaminho percorrido, mas como um movimento progressivo, ascendente, como a passagemdo estado qualitativo antigo, a um novo estado qualitativo, como um desenvolvimento quevai do simples ao complexo, do inferior ao superior.A natureza, diz Engels, é a pedra de toque da dialética e é necessário dizer que as ciênciasmodernas da natureza forneceram, para esta prova, materiais que são extremamente ricos eque aumentam de dia a dia; assim, provaram que a natureza, em última instância, comporta-se dialeticamente e não metafisicamente, que não se move num círculo eternamenteidêntico que se repetiria perpetuamente, mas que conhece uma história real. A propósitodisto convém, antes de mais, mencionar Darwin que infligiu um rude golpe à concepçãometafísica da natureza, ao demonstrar que todo o mundo orgânico, tal como existe hoje, as
 
plantas e os animais e portanto também o homem, é o produto de um processo dedesenvolvimento que já dura há milhões de anos. (Ibidem).Engels mostra que no desenvolvimento dialético, as mudanças quantitativas se convertemem mudanças qualitativas:Em física... toda a transformação é uma passagem da quantidade à qualidade, o efeito damudança quantitativa da quantidade de movimento - de qualquer forma - inerente ao corpoou comunicado ao corpo. Assim, a temperatura da água é, em princípio, indiferente ao seuestado líquido; mas se se aumenta ou diminui a temperatura da água, chega um momentoem que o seu estado de coesão se modifica e a água se transforma em vapor e em gelorespectivamente... É assim que é necessária uma corrente de uma certa intensidade paratornar luminoso um fio de platina; é assim que qualquer metal tem a sua temperatura defusão; é assim que qualquer líquido, a uma dada pressão, tem o seu ponto determinado decongelação e de ebulição, na medida em que os nossos meios nos permitam obter astemperaturas necessárias; enfim, é assim que, para cada gás, ha um ponto crítico no qual sepode transformar em líquido, em determinadas condições de pressão e arrefecimento... Asconstantes, como se diz em física (pontos de passagem de um estado a outro), não são, namaior parte dos casos, mais do que pontos nodais em que a adição ou subtração demovimento (mudança quantitativa) prova uma mudança qualitativa num corpo, em que, porconseqüência, a quantidade se transforma em qualidade. (Dialética da Natureza).E a propósito da química:Pode-se dizer que a química é a ciência das transformações qualitativas dos corpos, devidasa transformações quantitativas. O próprio Hegel já o sabia. Tomemos o oxigênio: se sereúnem numa molécula três átomos em lugar de dois, como normalmente, obtém-se umcorpo novo, o azono, que se distingue nitidamente do oxigênio ordinário, pelo seu cheiro epelas suas reações. E que dizer das diferentes combinações do oxigênio com o azoto oucom o enxofre, de onde, de cada uma delas, resulta um corpo qualitativamente diferente detodos os outros? (Ibidem)Enfim, Engels critica Dühring que censura Hegel atribuindo-lhe subrepticiamente a suacélebre tese, segundo a qual a passagem do reino do mundo insensível ao da sensação, doreino do mundo inorgânico ao da vida orgânica, é um salto para um novo estado:É com efeito a linha nodal hegeliana das relações de medida, em que uma adição ou umasubtração puramente quantitativas produzem em certos pontos nodais. um salto qualitativo.como é o caso, por exemplo, da água aquecida ou arrefecida, para a qual o ponto deebulição e o ponto de congelação são os nós em que se verifica, à pressão normal, o saltopara um novo estado de agregação; em que, por conseqüência, a quantidade se transformaem qualidade. (AntiDühring).d) Ao contrário da metafísica, a dialética parte do princípio que os objetos e os fenômenosda natureza encerram contradições internas, pois todos eles têm um lado negativo e um ladopositivo, um passado e um futuro, todos eles têm elementos que desaparecem ou que sedesenvolvem; a luta destes contrários, a luta entre o velho e o novo, entre o que morre e oque nasce, entre o que se desagrega e o que se desenvolve, é o conteúdo interno doprocesso de desenvolvimento da conversão das mudanças quantitativas em mudançasqualitativas.É por esta razão que o método dialético considera que o processo de desenvolvimento doinferior ao superior não se efetua no plano de uma evolução harmoniosa dos fenômenos,mas no de evidência das contradições inerentes aos objetos, aos fenômenos, no plano deuma "luta" das tendências contrárias que se operam na base destas contradições.

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