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PAULO FREIRE

PAULO FREIRE

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12/11/2012

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text

original

 
 
PAULO FREIRE ,
³ PEDAGOGIA DA AUTONOMIA´ 
 ABERE 
S
NECE 
SSÁ
RIO
S
À PR 
 ÁT 
ICA EDUCA
IVA
 APÍTULO 1 - NÃO HÁ DO 
CÊ 
IA SEM DIS 
CÊ 
IA
reflexão
ríti 
ca da p
ráti 
ca
é
uma exigência da relação teoria/ prática, sem a qual a teoria irá virando apenasalavras, e a prática, ativismo.á um processo a ser considerado na experiência permanente do educador. No dia-a-dia ele recebe osonhecimentos ± conteúdos acumulados pelo sujeito, o aluno, que sabe e lhe transmite.este sentido, ensinar não
é
transferir conhecimentos, conteúdos, nem
form
a
 
é
ação pela qual um sujeitoriador dá forma, alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas sexplicam e seus sujeitos, apesar das diferenças, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quemnsina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.nsinar 
é
mais que verbo-transitivo relativo, pede um objeto direto: quem ensina, ensina alguma coisa; pedem objeto indireto: à algu
é
m, mas tamb
é
m ensinar inexiste sem aprender e aprender inexiste sem ensinar.ó existe ensino quando este resulta num aprendizado em que o aprendiz se tornou capaz de recriar ouefazer o ensinado, ou seja, em que o que foi ensinado foi realmente aprendido pelo aprendiz.sta
é
a vivência autêntica exigida pela prática de ensinar-aprender. É uma experiência total, diretiva, política,eológica, gnosiológica, pedagógica, est
é
tica e
é
tica.ós somos
³s
ere
s p
rogr 
a
m
ad 
o
s,
m
as, pa
a ap
ren
er´ 
(F 
a
nçoi 
s Jac 
ob).
 
O processo de aprender podeeflagrar no aprendiz uma curiosidade crescente que pode torná-lo mais e mais criador, ou em outrasalavras: quanto mais criticamente se exerça a capacidade de aprender tanto mais se constrói e desenvolve acuriosidade epistemológica´, sem a qual não alcançamos o conhecimento cabal do objeto.
.
EN 
S
INAR EXIGE RIGORO
S
IDADE ME 
ODOLÓGICA
educador democrático, crítico, em sua prática docente deve forçar a capacidade de crítica do educando, suauriosidade, sua insubmissão. Trabalhar com osducandos a rigorosidade metódica com que devem se ³aproximar´ dos objetos cognoscíveis,
é
uma de suasarefas primordiais. Para isso, ele precisa ser um educador criador, instigador, inquieto, rigorosamente curioso,umilde e persistente. Deve ser claro para os educandos que o educador já teve e continua tendo experiênciae produção de certos saberes e que estes não podem ser simplesmente transferidos a eles.ducador e educandos, lado a lado, vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstruçãoo saber. É impossível tornar-se um professor crítico, aquele que
é
mecanicamente um memorizador, umepetidor de frases e id
é
ias inertes, e não um desafiador. Pensa mecanicamente. Pensa errado. A verdadeiraitura me compromete com o texto que a mim se dá e a que me dou e de cuja compreensão fundamental meou tornando tamb
é
m sujeito.ó pode ensinar certo quem pensa certo, mesmo que às vezes, pense errado. E uma das condiçõesecessárias a pensar certo
é
não estarmos demasiados certos de nossas certezas. O professor que pensaerto deixa transparecer aos educandos a beleza de estarmos no mundo e com o mundo, como seresistóricos, intervindo no mundo e conhecendo -o .Contudo, nosso conhecimento do mundo tem historicidade.o ser produzido, o conhecimento novo supera outro que antes foi novo e se fez velho, e se ³dispõe´ a ser ltrapassado por outro amanhã.Ensinar, aprender e pesquisar lidam com dois momentos do ciclo gnosiológico:momento em que se ensina e se aprende o conhecimento já existente, e o momento em que se trabalha arodução do conhecimento ainda não existente.a prática da ³do-discência´ : docência- discência e pesquisa.
.
EN 
S
INAR EXIGE PE 
SQ
UI 
S
 A
Não há ensino sem pesquisa, nem pesquisa sem ensino. Enquanto ensinoontinuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Educome educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e para comunicar o novo.
.
EN 
S
INAR EXIGE RE 
S
PEI 
O AO
S
 
S
 ABERE 
S
DO EDUCANDO
 A escola deve respeitar os saberesocialmente construídos pelos alunos na prática comunitária. Discutir com eles a razão de ser de algunsaberes em relação ao ensino dos conteúdos. Discutir os problemas por eles vividos. Estabelecer umatimidade entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm comodivíduos. Discutir as implicações políticas e ideológicas, e a
é
tica de classe relacionada a descasos.
.
EN 
S
INAR EXIGE CRI 
ICIDADE 
Entre o saber feito de pura experiência e o resultante dos procedimentosetodicamente rigorosos,
o
h
á
u
m
a
up
u
a,
mas uma superação que se dá na medida em que auriosidade ingênua, associada ao saber do senso comum, vai sendo substituída pela curiosidade crítica oupistemológica que se rigoriza metodicamente.
.
EN 
S
INAR EXIGE E 
STÉT 
ICA E 
ÉT 
ICA
Somos seres históricos ± sociais, capazes de comparar, valorizar,tervir, escolher, decidir, romper e por isso, nos fizemos seres
é
ticos. Só somos porque estamos sendo.ransformar a experiência educativa em puro treinamento t
é
cnico
é
amesquinhar o que há deundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser 
 
umano, o ensno os coneos no poe ar-se aeo ormaço mora o eucano. vnzar ouiabolizar a tecnologia ou a ciência
é
uma forma altamente negativa e perigosa de pensar errado.ensar certo demanda profundidade na compreensão e interpretação dos fatos. Não
é
possível mudar e fazer e conta que não mudou. Coerência entre o pensar certo e o agir certo. Não há pensar certo à margem derincípios
é
ticos, se mudar 
é
uma possibilidade e um direito, cabe a quem muda, assumir a mudança operada
.
EN 
S
INAR EXIGE A CORPOREIFICAÇÃO DA PALAVRA PELO EXEMPLO
professor que ensina certo não aceita o ³faça o que eu mando e não o que eu faço´. Ele sabe que asalavras às quais falta corporeidade do exemplo quase nada valem. É preciso uma prática testemunhal queonfirme o que se diz em lugar de desdizê-lo.
.
EN 
S
INAR EXIGE RI 
S
CO, ACEI 
 AÇÃO DO NOVO E REJEIÇÃO A
Q
UAL
Q
UER FORMA DE 
S
CRIMINAÇÃO
- O novo não pode ser negado ou acolhido só porque
é
novo, nem o velho recusado,penas por ser velho. O velho que preserva sua validade continua novo.prática preconceituosa de raça, classe, gênero ofende a substantividade do ser humano e negaadicalmente a democracia.nsinar a pensar certo
é
algo que se faz e que se vive enquanto dele se fala com a força do testemunho;xige entendimento co-participado. É tarefa do educador desafiar o educando com quem se comunica e auem comunica, produzindo nele compreensão do que vem sendo comunicado. O pensar certo
é
 tercomunicação dialógica e não polêmica.
EN 
S
INAR EXIGE REFLEXÃO CRÍ 
ICA
S
OBRE A PR 
 ÁT 
ICA
- Envolve o movimento dinâmico, dial
é
ticontre o fazer e o pensar sobre o fazer. É fundamental que o aprendiz da prática docente saiba que deveuperar o pensar ingênuo, assumindo o pensar certo produzido por ele próprio, juntamente com o professor ormador. Por outro lado, ele deve reconhecer o valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade, datuição.trav
é
s da reflexão crítica sobre a prática de hoje ou de ontem
é
que se pode melhorar a próxima prática. E,inda, quanto mais me assumo como estou sendo e percebo a razão de ser como estou sendo, mais me tornoapaz de mudar, de promover-me do estado da
cu
rio
s
dad 
e
 
ingênua para o de
cu
rio
s
dad 
e
 
e
 p
s
temológi 
ca
.
 
ecido, rompo, opto e me assumo.
.
EN 
S
INAR EXIGE O RECONHECIMEN 
O E A A
SS
UNÇÃO DA IDEN 
IDADE CUL
URAL
- Uma dasarefas mais importantes da prática educativo-crítica
é
propiciar condições para que os educandos em suaselações sejam levados à experiências de assumir-se. Como ser social e histórico, ser pensante,ransformador, criador, capaz de ter raiva porque capaz de amar.questão da identidade cultural não pode ser desprezada. Ela está relacionada com a
assu
nção
 
do indivíduoor ele mesmo e se dá, atrav
é
s do conflito entre forças que obstaculizam essa busca de si e as que favorecemssa
assu
nção.
 
sto
é
incompatível com o
trein
a
mento
p
a
gmáti 
o
,
com os que se julgam donos da verdade e que sereocupam quase exclusivamente com os conteúdos.m simples gesto do professor pode impulsionar o educando em sua formação e auto-formação. Axperiência informal de formação ou deformação que se vive na escola, não pode ser negligênciada e exigeeflexão. Experiências vividas nas ruas, praças, trabalho, salas de aula, pátios e recreios são cheias deignificação.
 APÍTULO 2 - ENSINAR NÃO É TRANSFERIR 
ONHE 
IMENTO 
. . mas, criar possibilidades ao aluno para sua própria construção. Este
é
o primeiro saber necessário à
orm
a
ção
o
o
ente
,
numa perspectiva progressista. É uma postura difícil a assumir diante dos outros e coms outros, face ao mundo e aos fatos, ante nós mesmos. Fora disso, meu testemunho perde eficácia.
.
EN 
S
INAR EXIGE CON 
S
CIÊNCIA DO INACABAMEN 
O -
Como professor crítico sou predisposto àudança, à aceitação do diferente. Nada em minha experiência docente deve necessariamente repetir-se. Aconclusão
é
própria da experiência vital. Quanto mais cultural o ser, maior o
sup
orte
 
ou espaço ao qual o ser e prende ³afetivamente´ em seu desenvolvimento. O
sup
orte
 
vai se ampliando, vira
m
u
n
o
 
e a
da
,
 xi 
s
tên
a
na medida em que ele se torna consciente, apreendedor, transformador, criador de beleza e não deespaço´ vazio a ser preenchido por conteúdos.
exi 
s
tên
a
envolve linguagem, cultura, comunicação em níveis profundos e complexos; a ³espiritualização´,ossibilidade de embelezar ou enfear o mundo fazos homens seres
é
ticos, portanto capazes de intervir no mundo, de comparar, ajuizar, decidir, romper,scolher. Seres capazes de grandes ações, mas tamb
é
m de grandes baixezas. Não
é
possível
exi 
s
tir 
 
sem
ssu
mir 
 
o direito e o dever de optar, decidir, lutar, fazer política.aí a imperiosidade da prática
form
ad 
or 
a
eminentemente
é
tica. Posso ter 
e
sp
er 
a
nç 
a,
sei que
é
possíveltervir para melhorar o mundo. Meu ³destino´ não
é
predeterminado, ele precisa ser feito e dessaesponsabilidade não posso me eximir. A História em que me faço com os outros e dela tomo parte
é
umempo de possibilidades, de
 p
roblem
a
tiz 
a
ção
 
do futuro e não de inexorabilidade..
EN 
S
INAR EXIGE O RECONHECIMEN 
O DE 
S
ER CONDICIONADO
 
o saer a nossa nconcuso assuma. e que sou nacaao, porm conscene so, se que posso r ais al
é
m, atrav
é
s da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente.utando deixo de ser apenas
objeto
,
para ser tamb
é
m
su
 jeito
 
da História.consciência do mundo e de si como ser inacabado inscrevem o ser num permanente movimento de busca.nisto se fundamenta a educação como processo permanente.a experiência educativa aberta à procura, educador e alunos curiosos, ³programados, mas para aprender´,xercitarão tanto melhor sua capacidade de aprender e ensinar, quanto mais se façam sujeitos e não purosbjetos do processo..
EN 
S
INAR EXIGE RE 
S
PEI 
O À AU 
ONOMIA DO
S
ER DO EDUCANDO
. . à sua dignidade e identidade. Isto
é
um imperativo
é
tico e qualquer desvio nesse sentido
é
uma
a
n
s
gre
ss
ão.
 
O professor autoritário e o licencioso são transgressores da eticidade. Ensinar, portanto, exigeespeito à curiosidade e ao gosto est
é
tico do educando, à sua inquietude, linguagem, às suas diferenças. Orofessor não pode eximir-se de seu dever de propor limites à liberdade do aluno,em de ensiná-lo. Deve estar respeitosamente presente à sua experiência formadora..
EN 
S
INAR EXIGE BOM 
S
EN 
S
O
- Quanto mais pomos em prática de forma metódica nossa capacidade dedagar, aferir e duvidar, tanto mais crítico se faz nosso bom senso. Esse exercício vai superando o que há destintivo na avaliação que fazemos de fatos e acontecimentos. O bom senso tem papel importante na nossaomada de posição em face do que devemos ou não fazer, e a ele não pode faltar a
é
tica..
EN 
S
INAR EXIGE HUMILDADE,
OLERÂNCIA E LU 
 A EM DEFE 
S
 A DO
S
DIREI 
O
S
DO
S
EDUCADORE 
S
 
 A luta dos professores em defesa de seus direitos e dignidade, deve ser entendida como um momentoportante de sua prática docente, enquanto prática
é
tica. Em conseqüência do desprezo a que
é
relegada arática pedagógica, não posso desgostar do que faço sob pena de não fazê-lo bem. Necessito cultivar aumildade e a tolerância, afim de manter meu respeito de professor ao educando. É na competência derofissionais idôneos que se organiza politicamente a maior força dos educadores. É preciso priorizar ompenho de formação permanente dos quadros do magist
é
rio como tarefa altamente política, e repensar aficácia das greves.ão
é
parar de lutar, mas reinventar a forma histórica de lutar..
EN 
S
INAR EXIGE APREEN 
S
 ÃO DA REALIDADE -
Preciso conhecer as diferentes dimensões da práticaducativa, tornando-me mais seguro em meu desempenho. O homem
é
um ser consciente que usa suaapacidade de aprender não apenas para se adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade.memorização mecânica não
é
aprendizado verdadeiro do conteúdo. Somos os únicos seres que social eistoricamente, nos tornamos capazes de
ap
reen
er.
 
Para nós, aprender 
é
aventura criadora,
é
 
on
s
tr 
u
ir 
,
econstruir,
on
s
a
a
pa
a
m
uda
,
e isto não se faz sem abertura ao risco.papel fundamental do professor progressista
é
contribuir positivamente para que o educando seja artífice deua formação, e ajudá-lo nesse empenho. Deve estar atento à difícil passagem da
h
eteronomi 
a
para a
u
tonomi 
a
para não perturbar a busca e investigações dos educandos.
EN 
S
INAR EXIGE ALEGRIA E E 
S
PERANÇA -
Esperança de que professor e alunos juntos podem aprender,nsinar, inquietar-se, produzir e tamb
é
m resistir aos obstáculos à alegria. O homem
é
um ser naturalmentesperançoso. A esperança crítica
é
indispensável à experiência histórica que só acontece onde hároblematização do futuro. Um futuro não determinado, mas que pode ser mudado..
EN 
S
INAR EXIGE A COVICÇÃO DE 
Q
UE A MUDANÇA
É 
PO
SS
ÍVEL
É o saber da História comoossibilidade e não como
etermin
a
ção.
 
O mundo não
é
, está sendo. Meu papel histórico não
é
só o de
on
s
a
a
 
o que ocorre, mas tamb
é
m o de
inter 
ir 
 
como sujeito de ocorrências.
on
s
a
to
 
não para me
adap
a
,
as para
m
uda
 
a realidade.partir desse saber 
é
que vamos programar nossa ação político-pedagógica, seja qual for o projeto a questamos comprometidos. Desafiando os grupos populares para que percebam criticamente a violência e a justiça de sua situação concreta; e que tamb
é
m percebam que essa situação, ainda que difícil, pode ser udada. Como educador preciso considerar o saber de ³experiência feito´ pelos grupos populares, suaxplicação do mundo e a compreensão de sua própria presença nele. Tudo isso vem explicitado na ³leitura doundo´ que precede a ³leitura da palavra´.ontudo, não posso impor a esses grupos meu saber como o verdadeiro. Mas, posso dialogar com eles,esafiando-os a pensar sua história social e a perceber a necessidade de superarem certos saberes que seevelam inconsistentes para explicar os fatos..
EN 
S
INAR EXIGE CURIO
S
IDADE 
- Procedimentos autoritários ou paternalistas impedem o exercício dauriosidade do educando e do próprio educador. O bom clima pedagógico-democrático levará o educando assumir eticamente limites, percebendo que sua curiosidade não tem o direito de invadir a privacidade doutro, nem expô-la aos demais. Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, não
 p
ren
o
 
nem
en
s
ino.
 
É fundamental que alunos e professor se assumam
e
 p
s
temologi 
ca
mente
cu
rio
s
o
s
.
 
aibam que sua postura
é
 
a
lógi 
ca,
aberta, curiosa, indagadora e não apassivada, enquanto fala ou ouve.exercício da curiosidade a faz mais criticamente curiosa, mais metodicamente ³perseguidora´ do seubjetivo. Quanto mais a curiosidade espontânea se intensifica e se ³rigoriza´, tanto mais epistemologicamente

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