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RESUMO DE DIREITO CIVIL V
O trabalho infra exposto segue a risca o conteúdo ministrado em sala de aula pelo professor, porém não possui nenhum tipo de vínculo ou correção realizada pelo mesmo, seconfigurando, portanto, apenas como uma mera síntese do conteúdo programático.
DIREITO DE FAMÍLIA
1.Conceito
“Direito de Família é o complexo de normas que regulam a celebraçãodo casamento, sua validade e os efeitos que dele resulta, as relações pessoais e econômicas da sociedade conjugal, a dissolução desta, asrelações entre pais e filhos, o nculo do parentesco e os institutoscomplementares da tutela, curatela e da ausência.”.
ClóvisBeviláqua
“É o ramo do direito civil concernente às relações entre pessoasunidades pelo matrimônio ou pelo parentesco e os institutoscomplementares de direito protetivo ou assistencial, pois, embora a tutela ea curatela o advenham de relações familiares, m, devido a suafinalidade, conexão com o direito de família.” 
Maria H. Diniz
2.Objeto
O objeto do DF (direito de família) é a própria família, podendo ser dividido em 04grupos distintos, possuindo cada um deles, uma faceta distinta do objeto supra citado,senão vejamos:
a)
 Direito Matrimonial 
= estuda as formalidades preliminares do casamento, osimpedimentos matrimoniais, a celebração do casamento e sua prova, a nulidade eanulidade do casamento, seus efeitos, o regime de bens entre os cônjuges, a dissoluçãoda sociedade conjugal e a proteção aos filhos.
 b)
 Direito do Concubinato
= se volta ao estudo da união estável, seus efeitos,conseqüências e dissolução.
c)
 Direito Parental 
= esse ramo estuda os direitos decorrentes do parentesco, como por exemplo, a filiação, adoção, pátrio poder e alimentos.
d)
 Direito Assistêncial ou Protetivo
= tal ramificação preocupa-se com a supressãodas faltas existentes dentro do DF, podendo serem supridas pelo instituto da tutela eda curatela.Esses 02 institutos serão estudas mais adiante, porém, apenas em cater decuriosidade, podemos destacar que a Tutela diz respeito a
menoridade
, isto é, ao menor incapaz ( - 21 anos), sendo impúbere (de 0 à 16 anos) ou púbere (de 17 à 20 anos), e aCuratela refere-se a
debilidade mental 
, isto é, ao incapaz maior de idade.Casos interessantes: a) qdo. o menor possuir debilidade mental, será resguardado pelatutela, pois a menoridade se impõe sobre a debilidade mental; b) qdo. o sujeito for menor deidade, porém emancipado, caberá à ele, se necessário, a curatela; c) qdo. o menor que possui tutor crescer e a incapacidade permanecer, não será nomeado um curador de formadireta/automática, primeiro o incapaz responderá por um processo de interdição.Apenas para finalizar, cabe distinguir a tutela e curatela da guarda, os dois primeirosinstitutos são de caráter duradouro, já o segundo é de caráter provisório.
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3.Família
O sentido técnico de família é : “O grupo fechado de pessoas, composto dos pais efilhos, e para efeitos limitados, de outros parentes, unidos pela convivência e afeto numamesma economia e sob mesma direção.”A definição de família depende do ponto de vista de quem a avalia, podendo ser:
a)
Visão Ampla
= família compreende todas as pessoas do mesmo sangue, derivadasda mesma árvore genealógica. Aqui a concepção de família é tão ampla que chega aincluir até mesmo pessoas estranhas, como é o caso do art. 744 do C.C., em que asnecessidades da família do usuária compreendem tb. as das pessoas de seu serviçodoméstico ou a situação do art. 241 da Lei n.º 8.112/90, que considera como família doservidor público civil da União quaisquer pessoas que vivam às suas expensas econstem de seu assentamento individual.
 b)
Visão Restrita
= família compreende os cônjuges e sua prole (art. 70, parág. únicodo C.C.), estende-se essa conceituação para os casos de concubinato onde existiremfilhos (art. 226, parág. 3º da CF/88), além das situações em que uma pessoa solteiraadota uma criança ou da grávida que cria o filho sem a presença do pai (art. 226, parág. 4º da CF/88).
c)
Visão Intermediária ou acepção lata
= família compreende os ascendentes,descendentes e os colaterais até o 4º grau. Tal corrente possui forte influência dodireito sucessório.
OBS.:
 Não é família a união de homossexuais!
Espécies de Família
a)
 Legítima
: baseada no casamento (seguindo os rigores legais);
 b)
 Ilegítima ou Natural 
: Oriunda das relações extramatrimoniais;
c)
 Adotiva
: estabelecida pela adoção, que, juntamente com a guarda e a tutela,configurará a família substituta. * A família tem personalidade jurídica?Resp.: Não, pois falta dispositivo legal prevendo tal característica, assim os direitosligados a família são defendidos pelo chefe de família ( que pode ser tanto o homem quantoa mulher, sendo que na discordância de opinião entre ambos prevalecerá a decisão domagistrado em benefício da família).
4.Princípios do DF
Princípio da “Ratio” do MatrimônioSegundo esse princípio o fundamento básico do casamento e da vida conjugal é aafeição entre os cônjuges e a necessidade que perdure a completa comunhão de vida (art.226, parág. 6º da CF/88).Princípio da Igualdade Jurídica dos CônjugesEsse princípio estabelece que o homem e a mulher possuem deveres e direitos iguaisna condução da sociedade matrimonial, as decisões devem ser tomadas em comum acordode ambos, desaparecendo a subordinação da esposa ao marido (Art. 226, parág. 5º daCF/88).Princípio da Igualdade Jurídica de Todos os FilhosTodos os filhos, independentemente da forma de sua concepção possuem os mesmosdireitos, como por ex., proíbe que se revele no assentamento de nascimento a adoção, permite o reconhecimento de filhos fora do casamento ... (art. 227, parág. 6º da Cf/88).
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5.Natureza Judica do DF
O DF tem natureza de direito personalíssimo e privado, porém com normas cogentes.
-
D. Personalíssimo : o DF está intimamente ligado as pessoas, o único caráter  patrimonial do DF é quanto ao regime de bens. Desta forma ele é irrenunciável einalienável, não admitindo condição ou termo ou exercício por meio de procurador.
-
D. Privado : pois regula as relações entre particulares.
-
 Normas cogentes : pois existe o imperante interesse do Estado em preservar afamília, “a célula da sociedade”.Um exemplo de normas cogentes é a própria separação, que somente poderá ser consensual após 02 anos de celebrado o matrimônio, antes disto somente poderá ocorrer aseparação litigiosa, onde é fundamental que se prove a culpa do outro cônjuge.
6.Importância do DF
O DF influência diversos ramos do Direito, tais como, o Penal (adultério), Tributário(isenção relativas ao cônjuge, filhos e dependentes), Administrativo (princípio da união doscônjuges, que visa que casais trabalhem na mesma comarca), Obrigações (ação que o filho prejudicado move contra o outro que recebeu, por doação, todos os bens do pai), Sucessãoordem de vocação hereditária).....
DIREITO MATRIMONIAL
1.Conceito
É o ramo do DF que visa estudar o casamento e seus conseqüências.
“Casamento é o vínculo jurídico entre o homem e a mulher que visa o auxílio mútuomaterial e espiritual de modo que haja uma integração físico - psíquica e a constituição deuma família legítima.”“Casamento é o contrato de DF que tem por fim promover a união do homem e damulher de conformidade com a lei, a fim de regularem suas relações sexuais, cuidarem da prole comum e se prestarem mútua assistência.”
OBS.: se um dos cônjuges não mantiver relações sexuais com seu par, o prejudicado pode exigir a separação, pois o sexo é um dos deveres ( ou “prazeres”) do matrimônio.
2.Prinpios do DM (direito matrimonial)
São eles: a) Livre união dos futuros cônjuges, b) monogamia e c) comunhão indivisa(por toda vida).
3.Natureza Jurídica
Existem 03 teorias que visam explicar a NJ do DM, são elas:
 
a)
Teoria de Mero Contrato (concepção contratualista)
O casamento é um mero contrato do direito comum. Essa teoria surgiu com oobjetivo de retirar do casamento o forte caráter religioso que ele possuía, mas hoje em dia jáé superada, uma vez que o contrato de direito comum é desfeito pelo distrato, já ocasamento não, pois possui normas cogentes (forte influ5encia do direito canônico). b)
Teoria da Instituição (concepção intitucionalista)
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