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Portal do Planejamento – Secretaria de Planejamento eInvestimentos Estrategicos (SPI)
Pelo que entendi, cada “tema” (sao 53) e’ discutido usando as seguintessubcategories:1.Definicao do Tema2.Indicadores3.Marco Legal4.Principais Assuntos Derivados do Tema5.Interfaces Tematicas6.Atores Relevantes7.Analise Territorial do Tema8.Reflexoes Criticas9.Bibliografia1.Referencias Bibliograficas2.Glossario/Indicacoes de Leitura10.Insercao no PPA1.Programacao2.Visao das Prioridades3.Programas Selecionados1.Orientacoes Estrategicas2.Efetividade do Gasto3.Recomendacoes4.Notas de texto11.GlossarioPor enquanto, apresenta-se aqui o que foi possivel recuperar da categoria “ReflexoesCriticas” de alguns temas. Imagino que essa categoria contem um resumo da analiseapresentada nas paginas anteriores, e portanto serve como atalho enquanto o quebra-cabeca continua sendo montado.
Reflexoes Criticas:Energia Eletrica
O Tema energia encerra significativos debates relacionados ao próprio setor e a aos seusefeitos na sociedade e na economia, muitos dos quais lançados na seção “PrincipaisAssuntos Derivados do Tema”. São apresentadas abaixo, pragmaticamente, reflexõescríticas que buscam uma melhor apreciação do tema.
A imprevisibilidade dos licenciamentos ambientais (muitos dos quais sujeitos amanifestações de órgãos competentes sem prazo definido), leva a um risco não probabilístico de desabastecimento, uma vez que se perde qualquer  previsibilidade para cronogramas de planejamento e execução de obras, com
 
reflexos em termos de redução da atratividade para o investimento privado, deinsegurança na disponibilidade e de aumento no preço da energia. Assim sendo,há que se reformular os procedimentos e parâmetros para licenciamentoambiental, estabelecendo prazos para todas as manifestações e extrapolando oslimites de decisão de um órgão ambiental específico, para, talvez, um órgão oucolegiado superior (por exemplo, de ministros de Estado) que arbitre as questõesambientais versus demais impactos danosos, inclusive daqueles resultantes da própria mora nos licenciamentos.
Há que se combater a crescente judicialização das questões ambientais,instituindo mecanismos de diálogo, cooperação e informação com a sociedadecivil organizada e com o judiciário. Uma vez que o Ministério Público se envolvecrescentemente com questões ambientais, chegando a ter estruturas montadas paraesse acompanhamento. Há que se acordar uma mais eficiente interveniência daação de cada um dos poderes, evitando que ações, despachos e liminarescasuísticos (muitos dos quais sem a base de informação necessária) tenhamimpactos danosos e recorrentes sobre o setor elétrico, sobre a economia e,consequentemente, sobre o desenvolvimento do país.
A redução da área alagada dos reservatórios das hidrelétricas, com impacto na perda da regularização e da energia armazenada, leva a sérios riscos para asegurança energética e tem justificativa relacionada à proteção ambiental, o que é bastante discutível. Isto porque, primeiro, o abandono da construção de usinas deregularização torna o sistema elétrico cada vez mais vulnerável aos períodossecos, potencializando a dependência em relação às chuvas e induzindo oacionamento de usinas térmicas cuja energia gerada é mais cara e mais poluente.Os reservatórios de regularização do fluxo, contribuem para evitar que as cheiasdos rios causem inundações repentinas e a devastação de, por vezes, cidadesinteiras, cujo o impacto pode ser significativamente maior do que o eventualalagamento provocado por reservatórios, já que este é feito de forma lenta e progressiva, com cuidados de resgate de espécies animais e ainda comreassentamento das populações atingidas.
O peso dos custos ambientais sobre os empreendimentos do setor elétrico torna osempreendimentos de geração hidrelétrica cada vez mais caros, reduzindo a suacompetitividade com outras fontes de energia e conflitando com as premissas dosistema, que incluem a modicidade tarifária.
 Não há dúvida a respeito do Brasil conseguir atender a demanda por energia nos próximos anos. Em que pese a riqueza e a diversidade de variáveis que afetameste tipo de projeção (tratados no item "Principais Assuntos Derivados do Tema",dentro do tópico "A Oferta e a Demanda de Energia frente ao CrescimentoEconômico"), a principal dúvida que se coloca não é "se", mas "como" o Brasilatenderá o aumento da demanda. O caminho que se desenha é o da combinação deum melhor aproveitamento hidrelétrico com a expansão das fontes alternativas deenergia, segundo uma estratégia que conta ainda com a expansão da utilização dogás natural para fins de geração de energia elétrica, dada a sua disponibilidade(por produção nacional ou importação), conferindo um lastro de segurança aosistema.
 
Quando se fala em modicidade tarifária, pode-se discutí-la sobre dois aspectos: o primeiro, o de quanto custa o kW para a unidade consumidora e o segundo, o dequanto custa a conta final. Dependendo do custo do kW, seja ele barato,subsidiado ou desonerado, pode-se ter um efeito perverso sobre o consumo. Isto porque a eventual modicidade tarifária pode induzir um consumo e umdesperdício maior, bem como o abandono de medidas de eficiência energética,refletidos numa conta final de energia com o mesmo valor que teria antes, porémcom eficiência energética menor e sem eficácia em termos de ter reduzido odesembolso da unidade consumidora.
Inclusao Digital
Com base nas reflexões realizadas por meio das entrevistas, da literatura e da pré-montagem realizada internamente na SPI, foi possível identificar um conjunto deassuntos que causam barreiras ao desenvolvimento da inclusão digital, especialmenterelacionados às causas do problema central do tema em análise – baixa taxa de acesso àsTICs. As causas identificadas dizem respeito ao caráter multidimensional do processo deinclusão digital e envolvem questões complexas que requerem ações governamentais e oapoio da sociedade civil organizada.Assim, seguem algumas reflexões sobre os pontos críticos que envolvem a temática:
1. Infraestrutura
– A infraestrutura de comunicações no Brasil é gerida pelas empresasdo mercado privado. Assim, só existe onde o mesmo atua, fato que retrata a exclusãodigital. Em menor escala, mas de igual importância, a ausência de infraestrutura elétricaem determinadas regiões contribui para a desigualdade de acesso às novas tecnologias deinformação e comunicação, pois é pré-requisito para a conectividade (exclusão digital eelétrica). Tais deficiências ocorrem principalmente nas periferias dos grandes centrosurbanos e nas zonas rurais em geral, pelos motivos já destacados no documento.A ação regulatória do Estado incentiva o processo de padronização e expansão dainfraestrutura no território brasileiro quando promove a livre concorrência e inibe açõesmonopolistas das empresas do setor. Entretanto, a lacuna deixada pelo mercado pressupõe a intervenção do Estado, seja na regulação ou mesmo na atuação direta no provimento de infraestrutura de acesso, no sentido de garantir à população não assistida,as mesmas condições e oportunidades oferecidas pela tecnologia. Nesse contexto, surgeno governo a necessidade de atuar além da regulação, implementando políticas públicasque estimulem a expansão da infraestrutura de comunicação onde ela não existe e garantaà população menos favorecida condições de adquirir o serviço onde há infraestrutura. Oanúncio do Plano Nacional de Banda Larga confirma a pretensão do governo em atuar mais diretamente no setor, reduzindo os entraves de conectividade (recursos físicos) dasociedade brasileira.O escopo de atuação do plano supõe o atendimento de outras demandas prementes dainclusão digital, como produção de conteúdos e disponibilização de serviços públicos baseados em aplicativos e-Gov, como ilustra a Figura 8.1, conforme dados da Casa Civil.
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