reflexos em termos de redução da atratividade para o investimento privado, deinsegurança na disponibilidade e de aumento no preço da energia. Assim sendo,há que se reformular os procedimentos e parâmetros para licenciamentoambiental, estabelecendo prazos para todas as manifestações e extrapolando oslimites de decisão de um órgão ambiental específico, para, talvez, um órgão oucolegiado superior (por exemplo, de ministros de Estado) que arbitre as questõesambientais versus demais impactos danosos, inclusive daqueles resultantes da própria mora nos licenciamentos.
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Há que se combater a crescente judicialização das questões ambientais,instituindo mecanismos de diálogo, cooperação e informação com a sociedadecivil organizada e com o judiciário. Uma vez que o Ministério Público se envolvecrescentemente com questões ambientais, chegando a ter estruturas montadas paraesse acompanhamento. Há que se acordar uma mais eficiente interveniência daação de cada um dos poderes, evitando que ações, despachos e liminarescasuísticos (muitos dos quais sem a base de informação necessária) tenhamimpactos danosos e recorrentes sobre o setor elétrico, sobre a economia e,consequentemente, sobre o desenvolvimento do país.
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A redução da área alagada dos reservatórios das hidrelétricas, com impacto na perda da regularização e da energia armazenada, leva a sérios riscos para asegurança energética e tem justificativa relacionada à proteção ambiental, o que é bastante discutível. Isto porque, primeiro, o abandono da construção de usinas deregularização torna o sistema elétrico cada vez mais vulnerável aos períodossecos, potencializando a dependência em relação às chuvas e induzindo oacionamento de usinas térmicas cuja energia gerada é mais cara e mais poluente.Os reservatórios de regularização do fluxo, contribuem para evitar que as cheiasdos rios causem inundações repentinas e a devastação de, por vezes, cidadesinteiras, cujo o impacto pode ser significativamente maior do que o eventualalagamento provocado por reservatórios, já que este é feito de forma lenta e progressiva, com cuidados de resgate de espécies animais e ainda comreassentamento das populações atingidas.
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O peso dos custos ambientais sobre os empreendimentos do setor elétrico torna osempreendimentos de geração hidrelétrica cada vez mais caros, reduzindo a suacompetitividade com outras fontes de energia e conflitando com as premissas dosistema, que incluem a modicidade tarifária.
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Não há dúvida a respeito do Brasil conseguir atender a demanda por energia nos próximos anos. Em que pese a riqueza e a diversidade de variáveis que afetameste tipo de projeção (tratados no item "Principais Assuntos Derivados do Tema",dentro do tópico "A Oferta e a Demanda de Energia frente ao CrescimentoEconômico"), a principal dúvida que se coloca não é "se", mas "como" o Brasilatenderá o aumento da demanda. O caminho que se desenha é o da combinação deum melhor aproveitamento hidrelétrico com a expansão das fontes alternativas deenergia, segundo uma estratégia que conta ainda com a expansão da utilização dogás natural para fins de geração de energia elétrica, dada a sua disponibilidade(por produção nacional ou importação), conferindo um lastro de segurança aosistema.