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A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia

A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia

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Análise do estilo do Padre Oscar Gonzales Quevedo em utilizar-se da polêmica disciplina da Parapsicologia em proveito da doutrina católica. Opinião de diversos autores, falhas da argumentação de Quevedo e indícios que comprovam muito das idéias que são contrárias às defendidas por Quevedo e discípulos.
Análise do estilo do Padre Oscar Gonzales Quevedo em utilizar-se da polêmica disciplina da Parapsicologia em proveito da doutrina católica. Opinião de diversos autores, falhas da argumentação de Quevedo e indícios que comprovam muito das idéias que são contrárias às defendidas por Quevedo e discípulos.

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Published by: Carlos Antonio Guimarães on Jun 21, 2010
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 A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia
 
Ou
 
omo o Absolutismo Religioso e a Inquisição modernizaram suasroupagens pelo uso da mídia
 
 por 
 
arlos Antonio Fragoso Guimarães
 
"E, no entanto, ela se move!"
Galileu-Galilei
-
Esta frase foi dita por Galileu após ter sido obrigado pelo Tribunal do SantoOfício (Inquisição)
-
que o estava julgado, entre outras acusações, pela suaafirmação, baseada em Nicolau
ompérnico e em suas próprias observaçõescientíficas, de que a Terra não é o centro do universo
-
a renegar suasdescobertas
 
"Não compreendo como o Padre Oscar González 
-Q
uevedo pode permitir 
-
seeste julgamento [de fraude, no que se refere ao fenômenos dosdesenhos derostosque se plasmavam na cozinha de uma casa no povoado de Belmez de la Moraleda, em Jaén, Espanha, confirmado por várias testemunhas e objeto deintensa pesquisa científica, fotos e gravações que não demonstraramquaisquer indícios de fraude], porque ele jamais esteve em Belmez. Eu nuncao encontrei em nenhum congresso de Parapsicologia, nem na Europa nem nos Estados Unidos, e assim não posso fazer nenhuma idéia da atitude do Pe.
Q
uevedo para formular tal julgamento a priori. Os rostos de Belmez são o quese chama de teleplastia espontânea. Se o padre González 
-Q
uevedo continuar com a hipótese de fraude, quedemonstre isto de forma contundente. Mas isso ele não pode demonstrar. Emvista disto, parece
-
me correto que, de agora em diante, ele se contenha emseus julgamentos".
Dr. Hans Bender, do
 Institut für Grenzgebiete der Psychologie und  Psychohygiene
, Friburgo, Alemannha
"
Q
uanto maior a ignorância, maior será o dogmatismo."
 William Ostler
 
"Além disso, Rueda em um artigo recente no Journal of Parapsychology, faz oimportante assinalamento de que
Q
uevedo "tem usado a Parapsicologia comouma arma ideológica em uma briga para marcar sua perspectiva conceitual  particular« De fato, para atingir suas metas, o Pe.
Q
uevedo tem distorcido a Parapsicologia em seus livros, querendo, a maior parte do tempo, acomodar dogmas católicos à sua conveniência"(p.183). Ainda que seja certo que a ideologia permeie toda atividade científica(Longino, 1990), no caso de
Q
uevedo esta toma uma primazia quase absoluta, ficando marcadamente afastado em suas obras o espírito crítico, a falibilidadee a tolerância que deve caracterizar o esforço de toda pessoa que valorize aatividade científica (Karl Popper, 1962). Em vez disso, no Pe.
Q
uevedoencontramos o tratadista escolástico, que crê que a crítica e o trabalho decadeira são suficientes para modelar uma determinada disciplina".
Alfonso Martinez-Taboas, Parapsicólogo associado ao
 Parapsychology Foundation
(PF), de Nova Iorque
"Não há limitação legal para quem se denomine parapsicólogo. Reservo otermo para aqueles que têm treinamento científico ou acadêmico e têmcontribuído para a literatura científica e acadêmica sobre o tema.
Q
uase todasessas pessoas são membros da Parapsychological Association. Eu nunca ouvi  falar do Pe.Oscar Gonzales
Q
uevedo e ele não está na lista de membros da Parapsychological Association."
Charles Tart, psicólogo transpessoal, pesquisador, teórico e uma das maisconhecidas autoridades do mundo sobre Estados Alterados de Consciência,emcartaao parapsicólogo Wellington Zangari, membro-diretor do
 Portal  Psi 
, Centro de Estudos Peirceanos do Programa de Comunicação eSemiótica da PUC, São PauloEis que então lá vinha
ele
... Aos poucos sua silhueta vai se deixando formarpor entre a penumbra e a névoa artificial, feita pela fumaça de gelo seco, em umcenário que lembra os corredores que levam ao salão de torturas de um castelomedieval...Quem seria este personagem que vem de negro, ao som de uma músicamisteriosa, fazendo aguçar atenção dos telespectadores de forma tãoexplicitamente calculada, para criar um clima artificial de mistério, como se diantede nós estivesse a se materializar um antigo monge medieval atualizado, porém,por um moderno (?) blusão de couro igualmente negro, e tendo no rosto o riso dequem se julga detentor dos segredos de
"conhecimentos ocultos"
?Segundo a emissora de TV que o contratara, à época, para tomar o lugar deum famoso mágico mascarado - aliás, melhor seria dizer que a dita emissora
 tornou famoso
no Brasil o tal mágico mascarado - trate-se de um padre que é (oumelhor, se diz) "autoridade" em parapsicologia, prolífico escritor einequivocamente detentor de extraordinários dotes intelectuais . Mas faltou àcompentente emissora expor que o mesmo padre, porém, não é reconhecido como
 
tal estrela de primeira grandeza por vários outros parapsicólogos e instituiçõessérias ligadas a área no Brasil e no exterior.Implicitamente, o mais novo polemista das noites de domingo é apresentadocomo
"o maior parapsicólogo do Brasil"
, mas, além do que diz ele de si mesmo o
"
açador de Enígmas"
e seus discípulos, não sabemos quais foram os referenciais ecritérios de comparação, já que não vemos nehum debate realmente aprofundadoentre o dito contratado e outros parapsicólogos nacionais ou estrangeiros. Entreestes, como vimos na epígrafe a este texto, mais acima, temos opiniões contráriasde Hans Bander, da Alemanha, Charles Tart, dos EUA, e do Sr. Matinez-Taboas,de Porto Rico, que cita igualmente outros autores-pesquisadores estrangeiros (vero artigo
Uma Revisão
rítica dos Livros do Padre
Q
uevedo
, do citado autor,encontradoPortal Psida PUC, São Paulo). Na verdade, a lista de nobresacadêmicos que criticam o prentenso auto-intitulado parapsicólogo seria aindamaior, como iremos ver. Mas vamos por partes.A nível de pesquisadores nacionais, o breve confronto que houve entre o tãoenfaticamente auto-intitulado ³parapsicólogo´ jesuíta e o pesquisador ClóvisNunes sobre a
Transcomunicação Instrumental 
, fenômeno de gravação de imagense vozes atribuidas a pessoas mortas (também conhecido como E.V.P - ElectronicVoice Phenomena, ou F. V. E., Fenômeno das Vozes Eletrônicas de ruído branco)apesar da edição tendente ao lado do Sr.
"
açador de Enigmas"
, deixou aoimpressão de ser inconcludente, mesmo havendo sido retirado as colações dopesquisador brasileiro para deixar o ³bom´ padre em uma situação maisconfortável (o vídeo na íntegra do confronto pode ser encontrado na internet, emhttp://video.google.com/videoplay?docid=-6289525992691881191#). Este "debate", devidamente editado a favor do contratado da Globo,apresentado no dia 23 de janeiro de 2000, foi, como se vê no link com o debateintegral, truncado na montagem da edição levada ao ar, e, apesar das interessantesimagens apresentadas, inclusive expondo pesquisadores e técnicos internacionais,entre os quais se encontram outros sacerdotes católicos, como o Padre FraçoisBrune, o processo de edição miniaturização das matérias deixou no ar um montede dúvidas, em especial no que tange à resposta, à guisa de explicação, dado pelo
"
açador de Enígmas"
- e vimos que a parte do Sr. Padre Quevedo foi gravada porfora do local onde o encontro com Clóvis Nunes foi realizado... por quê?A hipótese de ação do inconsciente enquanto agente da ação do fenômeno
não
foi apresentada como tal, ou seja, como
uma hipótese
, um modelo explicativosujeito à confirmação ou não, portanto se prestando ao debate e ao confrontoconstrutivo com outras hipóteses verossímeis, que é o teste de falibilidadenecessário à lógica da pesquisa científica, como bem defendeu Karl Popper. Aomenos faltou ao ilustre e inteligente interlocutor católico apresentar evidências epesquisas que apontassem indícios firmes para a questão, para ele indiscutível, deque as imagens gravadas por meios eletrônicos obitdas por técnicos e cientistas emrigorosas experimentações eram frutos de uma "ideoplastia" ou "escotografia" daação do inconsciente.Mas Quevedo é conhecido - como vimos pelas citações dos Srs Drs.Martinez-Tabos e Charles Tart - por jamais produzir qualquer pesquisa

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