trimestre de 2009 e do exercício de 2009. As demonstrações financeiras consolidadas da Companhia são apresentadas pela primeira vez de acordo com o padrão contábil internacional - IFRS (International Financial Reporting Standards) emitido pelo IASB (International Accounting Standards Board).
Crescimento de25 ,4 % na Receita Operacional Líquida, atingindo R$ 3.627,8 milhões;
Crescimento de38 ,9 % do EBITDA Ajustado para R$ 2.450,7 milhões;
Margem EBITDA Ajustado de6 7,6 %, com crescimento de 6,6 p.p;
O quarto trimestre de 2009 foi marcado pela alteração da razão social de Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos S.A. para Cielo S.A., padronizando nossa identificação no mercado com nome de pregão e código de negociação de Cielo e CIEL3, respectivamente, antes VisaNet e VNET3. Tal modificação faz parte de um plano estratégico para preparar a Companhia para operar em um cenário multibandeira a partir de 1º de julho de 2010. Com nova razão social e nova marca, a Companhia adquire uma nova identidade visual para o cenário multibandeira e ainda evitará o pagamento de royalties pelo uso da antiga razão social e marca.
Outro evento ocorrido no trimestre foi o anúncio do lançamento de um programa de ADRs (American Depositary Receipts) nível 1. A iniciativa, que não representa aumento de capital social ou emissão de novas ações, colocará a Companhia no seleto grupo de empresas brasileiras que possuem DRs negociados nos Estados Unidos, sendo que atualmente apenas 67 das 420 empresas nacionais listadas na Bovespa dão esta condição de investimento aos seus investidores. Tal iniciativa cria mais uma alternativa para investidores e aumenta a visibilidade da Cielo fora do Brasil.
Outro atributo fundamental de nossas operações é a segurança. Uma grande conquista da Cielo, finalizada em janeiro de 2010, foi a certificação do Padrão de Segurança de Dados (DSS) do PCICou ncil (Payment Card Industry), a mais importante da indústria mundial de cartões. Trata-se de um padrão de segurança definido pelas maiores bandeiras internacionais, cujo objetivo é evitar fraudes elevando o nível de segurança na indústria de pagamentos eletrônicos. Na prática, a conquista do padrão PCI DSS significa maior proteção para os portadores de cartões, estabelecimentos comerciais e bancos emissores, o que torna toda a indústria ainda mais confiável e menos suscetível ao vazamento de dados. Para obter tal certificação, a Cielo precisou atender a uma série de exigências, fazer adaptações em sete sites onde nossos sistemas estão localizados e adequar 11 mil processos internos. O trabalho levou um ano e meio para ser concluído e envolveu investimentos em equipamentos, atualização do parque de POS (o mais moderno do país com média de 2,3 anos) sistemas de alta tecnologia, treinamento de mais de 3 mil pessoas, entre outros. A certificação da Cielo foi a maior concedida na América Latina pelo PCI.
No trimestre no qual enfrentamos o maior movimento do ano, o Natal, nossa operação esteve 100% disponível e apresentamos um novo recorde de transações, mais de 35 milhões nos dias 23 e 24 de dezembro, 18% maior do que no mesmo período do ano anterior. Embora o impacto no faturamento seja pouco relevante em função do alto volume característico do período, esta disponibilidade reforça a imagem da Companhia como a maior e melhor rede de pagamentos no Brasil, atuando com redundância na operação e mobilizando suas equipes de forma a garantir maior confiabilidade para o lojista.
A Cielo capturou R$ 61,6 bilhões em volume financeiro de transações com cartões de crédito e de débito no 4T09, apresentando crescimento de 20,7% sobre o volume registrado no mesmo período de 2008, confirmando a expansão de sua rede de estabelecimentos credenciados ativos e o aumento do uso de cartões de crédito e débito.
A Receita Operacional Líquida atingiu R$ 1.027,2 milhões, um crescimento de 22,5% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. A receita gerada pelas transações de crédito e débito apresentou um crescimento de 20,3% e a receita de aluguel de equipamentos 15,7%. É importante mencionar que o reconhecimento de nossa receita com crédito parcelado ocorre a cada parcela e não no momento da compra, o que faz com que a maior atividade de vendas do Natal não seja reconhecida integralmente no quarto trimestre. A receita financeira de antecipação de recebíveis não é comparável ao mesmo período do ano anterior já que esta operação foi iniciada em setembro de 2008, tendo atingido o montante de R$ 65,5 milhões no 4T09 não considerando o ajuste a valor presente.
O Custo dos Serviços Prestados apresentou redução de 1,7% no 4T09 sobre o mesmo período do ano anterior, para um crescimento de 16,3% na quantidade de transações de cartões de crédito e de débito entre estes períodos. Se não considerarmos o adicional das tarifas pagas à bandeira, o Custo dos Serviços Prestados teria diminuído 6,7%. As Despesas Operacionais apresentaram redução de 40,4% no 4T09 comparado ao mesmo período de 2008. Estas reduções refletem o comprometimento da companhia com seu programa de redução de custos e despesas, o qual continuará em execução durante o ano de 2010.
Como resultado da firme expansão da receita e do maior controle dos custos e despesas operacionais, o EBITDA ajustado atingiu R$ 700,6 milhões e o Lucro Líquido Recorrente R$ 442,0 milhões, apresentando crescimento de 61,1% e de 77,5% em relação ao 4T08, respectivamente.
A Margem EBITDA ajustado alcançou o recorde de 68,2% e a Margem Líquida 43,0% no trimestre encerrado em dezembro de 2009, gerando aumento de 16,3 e 13,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2008, respectivamente.
Seguindo uma conduta de adotar as melhores práticas de governança corporativa e manter proximidade do mercado de forma geral, realizamos e participamos de diversos eventos, entre teleconferências de resultados, reuniões APIMEC e apresentações em conferências tanto no Brasil como no exterior.
A Cielo, mais uma vez se antecipando em adotar às melhores práticas de governança corporativa, apresenta resultado consolidado de acordo com o padrão contábil internacional - IFRS (International Financial Reporting Standards) emitido pelo IASB (International Accounting Standards Board) buscando adequação às regras de mercado e provendo resultados mais facilmente comparáveis às empresas internacionais.