achar assuntos simples, humanos, naturais, que,fugindo da banalidade, não fossem também fatigar océrebro do pequenino leitor, exigindo dele umareflexão demorada e profunda.Mas a dificuldade maior era realmente a da forma.Em certos livros de leitura que todos conhecemos,os autores, querendo evitar o apuro do estilo, fazemperíodos sem sintaxe e versos sem metrificação.Uma poesia infantil conheço eu, longa, que não temum só verso certo! Não é irrisório que, querendoeducar o ouvido da criança, e dar-lhe o amor daharmonia e da cadência, se lhe dêem justamenteversos errados, que apenas são versos por querimam, e rimam quase sempre erradamente?Não sei se consegui vencer todas essasdificuldades. O livro aqui está. É um livro em quenão há animais que falam, nem fadas que protegemou perseguem crianças, nem as feiticeiras queentram pelos buracos das fechaduras; há aquidescrições da natureza, cenas de família, hinos aotrabalho, à fé, ao dever; alusões ligeiras à história dapátria, pequenos contos em que a bondade élouvada e premiada.Quanto ao estilo do livro, que os competentes o julguem. Fiz o possível para não escrever demaneira que parecesse fútil demais aos artistas ecomplicada demais às crianças.Se a tentativa falhar, restar-me-há o consolo de terfeito um esforço digno. Quis dar à literatura escolardo Brasil um livro que lhe faltava.
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