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A doença como caminho

A doença como caminho

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 A Doença como Caminho
T
HORWALD
D
ETHLEFSEN
 
E
 
RÚDIGER 
 
DAHLKE
 Pergaminho
A D
OENÇA
 
COMO
C
AMINHO
de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke
7Prólogo
Traduzido da edição original alemã:
 Krankheit als Weg 
C. Bertelsmann Verlag GmbH, Munchen, 1993. (ISBN 3-570-03579-4)
copyright©
C. Bertelsmann Verlag GmbH, 1993Todos os direitos reservados. Este livro não pode ser reproduzido, no todo ou em parte, por qualquer processo mecânico, fotográfico, electrónico, ou por meio degravação, nem ser introduzido numa base de dados, difundido ou de qualquer formacopiado para uso público ou privado - além do uso legal como breve citação emartigos e críticas - sem prévia autorização do editor.VENDA INTERDITA NO BRASILDireitos Te$dh
1
àdos paraa língua portuguesa (Portugal) àEditora
 Pergaminho,
Lda.
 
Cascais - Portugal
 
l.
a
Edição, 2002ISBN 972-711-460-1Este livro é incómodo porque arrebataao Ser Humano a possibilidade de recorrer à doença como um álibi para a resoluçãodos seus problemas pendentes. Propomo--nos demonstrar que o doente não é a vítimainocente dos erros da natureza, mas antes o seu próprio carrasco. Através desta afir-mação não nos referimos à contaminação do meio ambiente, aos males da civilização,à vida insalubre nem a outros quantos vilãos do género, pretendendo antes evidenciar o aspecto metafísico da doença. Encarados por esse prisma, os sintomas surgem comomanifestações físicas de conflitos psíquicos e a sua mensagem pode desvendar o problema de cada paciente. Na primeira parte expomos uma filosofia da doença e fornecemos as chaves para asua compreensão. Recomendamos ao leitor que a leia com particular atenção - maisdo que uma vez se necessário for - antes de passar à segunda parte. Este livro pode ser considerado como a continuação, ou o comentário, do meu livro anterior,
Schicksal ais Chance,
ainda que nos tenhamos esforçado por torná-lo completo em si mesmo.De qualquer das formas, consideramos que uma leitura de
Schicksal ais Chance
 poderá fornecer uma boa preparação ou complemento, em especial para aqueles quesintam dificuldades na abordagem da parte teórica.
8 A Doença como Caminho
 Na segunda parte expõem-se os quadros clínicos acompanhados do seu simbolismo eo seu carácter enquanto manifestações de problemas psíquicos. Um índice de cada umdos sintomas colocado no final do livro permitirá ao leitor descobrir, caso necessite, osentido de um sintoma específico. De qualquer das formas o nosso objectivo principalconsiste em facultar ao leitor uma nova perspectiva que lhe permita reconhecer ossintomas e entender por si mesmo o seu significado.Ao mesmo tempo utilizámos o tema da doença como base para um leque de temasideológicos e esotéricos cujo alcance está para além do quadro restrito da doença. Estelivro não é de entendimento difícil, mas tão-pouco será tão simplista ou trivial como porventura possa parecer a todos aqueles que não compreendam o nosso conceito. Não se trata de um livro «científico» escrito à laia de dissertação. Dirige-se àquelas pessoas que se sentem dispostas a percorrer o caminho em vez de permanecerem sen-tadas à beira da estrada matando o tempo com malabarismos e especulações gratuitas.Aquele que busca a luz não tem tempo para experiências e teorias científicas,aspirando acima de tudo ao Conhecimento. Este livro irá certamente suscitar muitoantagonismo, esperamos no entanto que chegue às mãos daqueles (sejam eles em pequeno ou grande número) que o possam utilizar como um guia no seu percurso.Escrevemo-lo a pensar neles.Munique, Fevereiro de 1983
Os Autores
11Primeira Parte
Condições Teóricas paraa Compreensão da Doença e da CuraDoença e sintomas
O entendimento humano é incapaz de apreender o verdadeiro ensinamento. Porém,
 
quando tiverdes dúvidas e não entenderdes, conversarei convosco com todo o gosto.
Y
OKA
D
AISHI
,
Shodoka
Vivemos numa Era em que a medicina,fruto de possibilidades que raiam o milagroso, oferece incessantemente ao profanoassombrado novas soluções para os seus males. Ao mesmo tempo, porém, as vozes dedesconfiança em relação a esta medicina moderna, quase omnipotente, tornam-se cadavez mais audíveis. A cada dia aumenta o número dos que confiam mais nos métodos,antigos ou modernos, da medicina naturalista ou da medicina homeopática, do que namedicina académica e científica. Motivos de crítica não faltam - efeitos secundários,mutação dos sintomas, falta de humanidade, custos exorbitantes, para referirmosapenas alguns. Mais interessante, porém, do que os motivos de crítica propriamenteditos será a existência da crítica em si mesma, uma vez que, antes de se concretizar demodo racional, a crítica responde a um sentimento difuso de que algo falha e de que ocaminho empreendido não conduz ao objectivo almejado, ainda que a acção sedesenvolva de um modo con-12A
compreensão da doença e da cura Doença e sintomas
IIsequente - ou precisamente por causa disso. Esta inquietação é comum a muitos,contando-se entre eles grande número de jovens médicos. De qualquer das formas, aunião desmorona-se chegado o momento de propor alternativas. Para uns a solução passa pela socialização da medicina, para outros reside na substituição daquimioterapia por medicamentos naturais e vegetais. Enquanto alguns vislumbram asolução de todos os problemas na investigação das radiações telúricas, outros há que propugnam a homeopatia. Os acupunctores e os investigadores de focos advogam quese desvie a atenção do plano morfológico para o plano energético da fisiologia. Seanalisarmos todos os métodos e esforços extra-académicos no seu conjunto,observamos, para além de uma grande receptividade em relação a toda a diversidadede métodos existentes, a vontade de considerar o Ser Humano no seu todo enquantoente psíquico-fisiológico. Ora, não será segredo para ninguém se dissermos que amedicina académica perdeu o Ser Humano de vista. A superespecialização e a análisesão os conceitos fundamentais sobre os quais assenta a investigação, mas essesmétodos, ao mesmo tempo que proporcionam um conhecimento mais minucioso e preciso do pormenor, fazem com que o todo se dilua.Se prestarmos atenção ao debate animado que se desenrola no mundo da medicinaobservaremos que, de um modo geral, se discutem os métodos e o seu funcionamento,e que até hoje muito pouco se disse da teoria ou da filosofia da medicina. Ainda queseja verdade que a medicina se serve em grande medida de operações concretas e práticas, a filosofia dominante encontra--se - deliberada ou inconscientemente -expressa em cada uma delas. A medicina moderna não falha por falta de possibilidades de actuação mas antes em virtude do conceito sobre o qual - muitasvezes de modo implícito e irreflectido - baseia a sua actuação. É pela sua filosofia quea medicina falha, ou, mais precisamente, pela falta de filosofia. Até ao presente aactuação da medicina tem respondido unicamente a critérios de funcionalidade eeficácia; a falta de bases valeu-lhe o qualificativo de «desumana». Ainda que essadesumanidade se manifeste num13

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