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Resenha Kant

Resenha Kant

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Published by: Rodrigo Luciani Faria on Jun 27, 2010
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁDEPARTAMENTO ACADÊMICO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃOCURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS E INGLÊS
RODRIGO LUCIANI FARIA
IMMANUEL KANT: RESPOSTA À PERGUNTA: QUE É“ESCLARECIMENTO”?
RESENHACURITIBA2010
 
RODRIGO LUCIANI FARIA
IMMANUEL KANT: RESPOSTA À PERGUNTA: QUE É“ESCLARECIMENTO”?
Resenha apresentada para avaliação do1º semestre da disciplina de FilosofiaGeral do Curso de Licenciatura emLetras Português – Inglês sob orientaçãoda professora Luciana de Lima..
CURITIBA2010
 
RESENHA
Resposta à pergunta: Que é “Esclarecimento”?
Immanuel Kant inicia seu texto definindo Esclarecimento como “a saída do homemde sua menoridade, da qual ele próprio é culpado” e, mesmo que essa definição esteja inseridaem uma obra publicada em 1784, a partir do desenvolvimento da idéia do autor, acabamos por reconhecê-la como algo ainda presente em nossa sociedade.Kant atribui à covardia o fato de que muitos homens passam toda a vida como“menores”, nunca fazendo uso de seu entendimento. Assim sendo, o próprio homem éresponsável pela sua menoridade, quando ele não toma suas decisões e deixa ser levado por outros. Em suma, a menoridade acontece quando falta coragem ao homem. Na visão do filósofo, isso ocorre porque “é cômodo ser menor”. Uma vez que ohomem encontra algo que possa substituir seu entendimento, seja isso um livro ou até mesmooutra pessoa, ele não tem necessidade de se encarregar de seus próprios pensamentos,deixando que os outros façam isso por ele. Então, uma vez que o homem se encontra nessasituação, de não fazer uso de seu próprio entendimento, é difícil que o ser em questão passe aandar com suas próprias pernas. Kant chega a comparar tais pessoas ao gado, criado paranunca “ousarem dar um passo fora do carrinho”. Como é difícil sair da menoridade, ela acaba por tornar-se uma natureza do homem, e esse cria amor por ela, sendo poucos aqueles queconseguem se livrar dessas limitações.Porém, todo homem é capaz de se libertar da menoridade, por mais difícil que sejaessa tarefa. Basta que, para isso, lhe seja dada liberdade.Essa liberdade é tida para Kant como “a de fazer um
uso público
de sua razão”. Masessa liberdade acaba por ser limitada de todos os lados. Podemos usar nossa razão, mas não podemos expressá-la. Temos, assim, um uso privado da razão que, embora limitado, constitui um importante passo no progresso atrás do esclarecimento. Por sua vez, o uso público da razão é o responsável pela realização do esclarecimento, e é justamente esse usoque nos é negado. Define, então, como uso público da razão, aquele que “qualquer homem,enquanto sábio, faz dela diante do grande público do
mundo letrado
” e uso privado como“aquele que o sábio pode fazer de sua razão em um certo
cargo público
ou função a eleconfiado”.3

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