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Classes Sociais e Luta de Classes

Classes Sociais e Luta de Classes

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ECONOMIA POLÍTICA 1
3 - CLASSES SOCIAIS E LUTA DE CLASSES
Introdução
A definição de classe social fornecida por Lênin deixa evidente a ligação entre aexistência de classes e a luta entre elas. Diz ele:
“Chamam-se classes a grandes grupos de homens que se diferenciam pelo seu lugar no sistema historicamente determinado de produção social, pela sua relação (namaioria dos casos confirmada e precisada nas leis) com os meios de produção, peloseu papel na organização social do trabalho e, por conseguinte, pelos meios deobtenção e pelo volume da parte da riqueza social de que dispõem. As classes sãogrupos de homens em que uns podem apropriar-se do trabalho dos outros graças àdiferença do lugar que ocupam num sistema da economia social”.
A definição marxista começa com o fator material da existência de determinadosistema de produção – formação social – e usa como critérios objetivos de diferença entre asclasses a sua posição neste sistema, a relação com os meios de produção, o papel naorganização do trabalho e a posse ou não de parcela da riqueza produzida pela sociedade.Esta abordagem científica se mostra muito diferente da abordagem subjetiva das teoriasburguesas. Por exemplo, termos como “classe alta” ou “classe baixa”, que não precisam osignificado dos termos “alto” e “baixa”, são absolutamente vagos, e pior ainda é a definiçãopor letra do alfabeto, que tem como base a renda dos grupos assim identificados. Poderiahaver tantas classes quanto faixas de renda, e a definição destas mesmas faixas poderia ser diferente de acordo com a opinião individual de cada um. Como podemos ver, a definição deLênin menciona a renda de cada classe social – “volume da parte da riqueza social de quedispõem”, mas acrescenta a origem dela utilizando o critério objetivo e verificável.Outra crítica às teorias não-marxistas de classe direciona-se a que, além de terem odefeito muito sério de não tratar das causas fundamentais do fenômeno de classe social, aomesmo tempo elas servem para ocultar a existência da exploração da classe operária pela
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classe dominante capitalista. Isso significa que estamos diante de um ponto de vistaideológico burguês. Conforme advertia Lênin: “Os homens sempre foram em política vítimasingênuas do engano dos outros e do próprio e continuarão a sê-lo enquanto não aprenderema descobrir por trás de todas as frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticase sociais, os interesses de uma ou de outra classe.”
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Estas palavras chamam a atenção para a grande importância de se aprofundar oestudo da teoria da luta de classes, a fim de que possamos desenvolver a crítica darealidade social conforme a visão de mundo da classe operária. E exprimem o enorme passoem frente representado pela fundamentação e elaboração da teoria marxista-leninista da lutade classes na história do pensamento humano, na procura de respostas capazes dedesvendar, do ponto de vista dos explorados na sociedade capitalista, como se desenvolvemas relações entre as classes sociais, apontando para a necessidade do enfrentamento àscondições impostas pelos interesses do capital e de construção da sociedade comunista, quedará fim à exploração do homem pelo homem.Nas seções que seguem vamos examinar certas características fundamentais dasclasses sociais.
Características fundamentais das classes sociais
Os extratos que seguem tratam de algumas características fundamentais das classessociais, a ver:1) elas nem sempre existiram;2) o conflito entre elas - a luta de classes - é inevitável;3) a luta de classes é o motor do desenvolvimento das sociedades ao longo da história;4) a idéia de uma sociedade sem classes é uma idéia construída na luta de classes e umapossibilidade histórica concreta.1
LÊNIN, V.I.,
 As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo,
em
Obras Escolhidas
em três tomos, Edições«Avante!»-Edições Progresso, Lisboa-Moscovo, 1977, t. 1, p. 38.
 
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A natureza histórica (passageira) das classes sociais
Marx demonstrou que, nas sociedades primitivas, não havia a divisão entre classes.Esta divisão surgiu com base em mudanças nas forças de produção e nos conflitos entre oshomens, que levaram à posse privada, por um grupo social, do excedente produzido e daprópria terra geradora de riqueza, graças à exploração de outra classe social que nãodetinha a posse dos meios de produção. Assim explicou Marx:
“A primeira forma de propriedade é a propriedade tribal. Corresponde a um estágionão desenvolvido da produção em que um povo vive da caça e da pesca, criandoanimais ou, na fase mais elevada, da agricultura. (...) A divisão do trabalho, nesteestágio, é muito elementar ainda, e está limitada a uma extensão da divisão natural dotrabalho imposta pela família: a estrutura social é, portanto, resumida a uma extensãoda própria família (...)”
A segunda forma é a antiga propriedade comunal e do Estado, que provém,particularmente, da união de várias tribos numa cidade, por acordo ou conquista, e ainda éacompanhada pela escravio. Ao lado da propriedade comunal, encontramos apropriedade privada móvel e, mais tarde, a imóvel, em desenvolvimento, mas como formasubordinada à propriedade comunal. (...) toda a estrutura da sociedade baseada em talpropriedade comunal, e com ela o poder do povo, entra em decadência na mesma medidaem que progride a propriedade privada imóvel. A divio do trabalho esmaisdesenvolvida. encontramos o antagonismo entre a cidade e o campo, depois oantagonismo entre aqueles estados que representam interesses urbanos e os querepresentam interesses rurais e, dentro das próprias cidades, o antagonismo entre a indústriae o comércio marítimo. As relações de classe entre os cidadãos e os escravos estão, agora,totalmente desenvolvidas.”
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Estudando as condições materiais de existência e os conflitos sociais resultantes dasrelações antagônicas entre as diversas classes surgidas no decurso do processo histórico, ateoria marxista produziu análises que nos permitem compreender que o processo de
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MARX, Karl – FORMEN – Formações Econômicas Pré-Capitalistas, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1975, pp. 114-115
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