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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES

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DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
DIREITO CIVILVÍNCULO OBRIGACIONAL = relação existente entre o sujeito ativo e o sujeito passivo tendocomo vínculo um objeto lícito.Sujeito ativo = Credor Objeto lícito = vínculoSujeito passivo = Devedor OBRIGAÇÃO DE DAR COISA CERTAConsiste no vínculo jurídico pelo qual o devedor fica restrito a fornecer ao credor determinado bem, perfeitamente individuado, que tanto pode ser móvel como imóvel. A coisa certa há de seconstar de objeto preciso, que se possa distinguir por característicos próprios, de outros damesma espécie, a ser entregue pelo devedor ao credor, no tempo e pelos motivos devidos.O objeto da obrigação é o produto da compra. A obrigação de dar coisa certa se extingue com a posse e a entrega da propriedade do bem ao credor, em caráter definitivo. Caso não entregue acoisa certa o devedor estará em mora com o credor e este poderá pleitear perdas e danos.A obrigação de dar coisa certa só confere ao credor simples direito pessoal e não real. Assim, p.ex., em um contrato de compra e venda, relativo a coisa certa, o vendedor não transfere desdelogo o domínio; obriga-se apenas a transmiti-lo. Neste caso se o alienante não torna efetiva aobrigação assumida, pois não ocorreu ainda a efetiva tradição do bem (e antes da tradição o bemcontinua a pertencer ao alienante), só com a tradição real (quando se realiza materialmente) ousimbólica (quando a coisa não passa de mão em mão, porem é representada por algo que asimbolize ou presume). Não pode pois, o adquirente, atentar a demanda para reaver propriedadeque esta na pose de outrem, pois lhe falta o domínio do bem. Assiste-lhe, tão somente, o direitode mover indenização (contra o alienante), a fim de ser ressarcidos dos prejuízos que sofreu coma inexecução da obrigação (art. 389, CC/2002).Se a transmissão da coisa a essa terceira pessoa ocorreu com o intento de fraude ao credor, noscasos previstos no art. 158 e 159 do CC/2202, poderá o adquirente valer-se dos meios legaisadequados (ação revocatória ou pauliana), a fim de invalidar o ato lesivo.Principio “aliud pro alio” Credor de coisa certa não pode ser obrigado a receber outra coisa,ainda que mais valiosa; não é lícito ao devedor, unilateralmente, modificar o objeto da prestação.O verdadeiro adimplemento é especifico, sem possibilidade de sub-rogação ou substituiçãoatravés de prestações diferentes, salvo anuência do credor.Não pode o devedor, deste modo,exemplificativamente, substituir a coisa devida pelo respectivo valor.O contrato acessório segue o contrato principal, aqueles não têm individualidade própria, e,
 
 portanto desprovidos de autonomia jurídica, em outras palavras, o contrato acessório depende, para a sua existência, de um principal.O contrato é manifestação de vontades podendo ser tácito ou explicito , mas o contrato acessório(fiança) tem que ser explícito.Por exemplo: efetuando a entrega da coisa vendida o alienante assume acessoriamente aobrigação de responder pela evicção .(art.447, CC/2002). Podem as partes entretanto, excluir agarantia. O vendedor responde, igualmente, nas mesmas condições, pelos vícios redibitórios(art.441). Todavia, circunstancias evidentes do ato jurídico podem excluir tal responsabilidade,como o conhecimento do vício por parte do adquirente, ou no caso de resilação . Caso não hajaconhecimento do vicio redibitório por parte do adquirente extingue-se a obrigação com o direitodeste a cobrança de perdas e danos.Se apesar de toda diligencia e zelo à coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes. Se a perdaresultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente mais perdas e danos.(art.234).Havendo caso fortuito ou força maior, e já havendo sido efetuado o pagamento, embora não hajaresponsabilidade do devedor, este deve devolver o valor já pago em dinheiro, que é odenominador comum de todos os valores (para que não ocorra enriquecimento ilícito credor eempobrecimento do devedor), mas, estando o devedor em mora ou tendo este assumido aresponsabilidade contratual de pagar perdas e danos (que normalmente são excludentes deresponsabilidade), o devedor poderá ser responsabilizado por perdas e danos. Já o vicioredibitório extingue a obrigação com direito a perdas e danos.Danificando-se a coisa, deixa ela de ser idêntica a que fora inicialmente pactuada na obrigação,neste caso reserva a lei as seguintes alternativas ao credor: dar como resolvida a situação, ouaceitar a coisa deteriorada, deduzida o valor da depreciação sofrida.Sendo culpado o devedor, poderá o credor, exigir o equivalente ou aceitar a coisa no estado emque se acha, com direito a reclamar, em um ou outro caso, indenização por perdas e danos(art.236).Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento de preço. Se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação, p.ex., o objeto da obrigação é um animal que depois venha a ter cria. Se o devedor se obrigou aentregar o semovente A, não pode ser compelido a entrega-lo com a cria. Ao credor, assiste nestecaso, o direito de exigir aumento do preço, pelo acréscimo que teve a coisa. Caso o credor nãodeseje anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.A diferença entre obrigação de dar coisa certa e restituir está em que, na primeira, a coisa pertence ao devedor até a data da tradição e o credor recebe o que não lhe pertence; na segundo acoisa é de propriedade do credor, antes mesmo do fato gerador da obrigação, ou, a coisa estavalegitimamente em poder do devedor, pertencendo, porem, ao credor, que tinha sobre ela o direitoreal.
 
 Na obrigação de restituir, com relação a melhoramentos ou deterioração, até a tradição pertenceao devedor a coisa, com seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço. Se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.Se na obrigação de restituir ocorre a deterioração sem culpa do devedor, o credor torna-seobrigado a recebe-la no estado em que se acha. Se o devedor tiver agido culposamente poderá ocredor exigir o equivalente à coisa danificada, ou recebe-la mesmo deteriorada, mas tendo num enoutro caso o direito a pleitear perdas e danos.A responsabilidade civil só ocorre (por parte do devedor) quando houver culpa ou dolo.Com relação a benfeitorias:a) Úteis – melhora a utilização do bem, valorizando-o, o devedor deverá ser indenizado pelocredor, se este não concordar com as benfeitorias o devedor poderá cobra-las em juízo. b) Necessárias – fazem a manutenção do bem, p.ex., rachaduras, substituição de canalização deágua ou esgoto, parte elétrica, etc., nestes casos o devedor é obrigado ao pagamento.c) Voluptuárias – são somente de embelezamento, não geram direito a cobrança.OBRIGAÇÃO DE DAR COISA INCERTAObrigação de dar coisa incerta são aquelas conhecidas pelo gênero e pela quantidade. Nestamodalidade não se conhecem claramente quais os objetos, por não ser ela individuada. Aexpressão ‘coisa incerta’ não quer dizer qualquer coisa, porem, diz respeito a coisaindeterminada, suscetível de determinação oportuna, p.ex., venda de 30 livros de direito,quaisquer que sejam eles, mas devem ser medianos, nem o melhor, nem o pior, ou a escolha seráfeita pelo credor,que terá o poder discricionário da escolha.Até o momento da escolha o sujeito passivo (devedor) não poderá invocar perdas e danos comoexcludente de responsabilidade. Mas a partir da escolha:A obrigação de dar coisa incertaPASSAA obrigação de dar coisa certaOBRIGAÇÃO DE FAZER  Nas obrigações de fazer, a prestação consiste num ato do devedor, ou num serviço deste.Qualquer forma de atividade humana, lícita e possível, pode constituir objeto da obrigação. Osatos ou serviços da obrigação de fazer se apresentam sob as mais diversas roupagens: trabalhosmanuais, intelectuais, científicos e artísticos, promessa de recompensa, obrigação de quitar, a delocar um imóvel, a de prestar fiança, a de reforçar uma garantia, a de renunciar certa herança, ade sujeitar-se ao juízo arbitral , a de obter fato de terceiro, etc.

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