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Transmissão das obrigações

Transmissão das obrigações

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Transmissão das obrigações (disposições gerais): Noções gerais:As relações obrigacionais admitem alterações no conteúdo do seu objeto e nos seus sujeitos(ativos e passivos). A transferência de sujeito pode dar-se por mortis causa, como na sucessãohereditária, ou por atos inter vivo. A mudança de sujeitos não acarreta nenhuma alteração nascaracterísticas objetivas da obrigação. Elas se preservam como se nada tivesse acontecido. O atoque determina a transmissão chama-se cessão.Cessão do crédito:Conceito:É a mudança do sujeito ativo da obrigação. Acontece entre o credor e terceiro, alheio ao negócio jurídico inicial. O devedor (cedido) não participa necessariamente da cessão. Sua anuência édispensada. Ele tem apenas o direito de ser informado da cessão.Diferença com institutos afins:A cessão de crédito se diferencia da novação subjetiva ativa porque nela as característicasobjetivas da obrigação permanecem. Na novação, o que há é a substituição da obrigação por outra, o que acarreta na mudança de todas as características. O crédito transmitido sub-existe, preservando todos seus acessórios. Não há animus novandi. A cessão do crédito transmite apenasos direitos do credor, preservados os do devedor.Características e requisitos:"O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a
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da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessãonão poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação" (art.286). A convenção das partes pode impedir que se faça uma cessão de crédito, mas não pode ser alegada para anular a cessão ao cessionário de boa-fé caso não esteja constado no instrumento daobrigação.A cessão de crédito pode ser feita gratuitamente ou onerosamente (mais comum). É como umavenda, com a diferença de que o objeto é um bem incorpóreo. Na cessão onerosa, o cedente éresponsável pela existência e titularidade do crédito no momento da transferência. Quando acessão é gratuita, este só será responsável se tiver agido de má-fé."Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios"(art. 287). Não se pode transmitir as obrigações de caráter personalíssimo e de direito de família.O cedente deve ser pessoa capaz e legitimada para praticar atos de alienação. O cessionário deser pessoa plenamente capaz. Em alguns casos, a capacidade não é requisito suficiente para se ter a legitimação. O tutor e o curador, por exemplo, não podem ser cessionários de créditos contraseus pupilos e curatelados, respectivamente. Da mesma forma, os pais, ao administrar os bensdos filhos menores, não podem cedê-los se, prévia autorização judicial (art. 1691). Nos créditosenvolvendo direito real de garantia, deve haver consentimento do cônjuge.Espécies de cessão de crédito:"Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável aocessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhecabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé" (art. 295). Responder pela
 
existência é garantir que o crédito não seja prejudicado por exceções ou qualquer outro tipo deimpugnação, ressarcindo o cessionário caso o haja.A cessão do crédito pode abranger a totalidade da dívida ou não. Quando sim, diz-se que ela foitotal. O cedente é excluído da obrigação por não fazer mais parte dela. Na cessão parcial docrédito, o cedente persiste com parte do crédito, estando incluso ainda na obrigação. O cedente pode ainda transmitir a sua parcela do crédito para pessoa diversa. O crédito cedido a mais de umcessionário é independente para cada um.A cessão pode constituir-se pelo simples acordo entre as partes. Nestes casos a cessão éconvencional. Para valer entre as partes, não se exige forma especial, salvo se o objeto tiver por substância do ato escritura pública. Porém, "é ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão deum crédito, se não se celebrar mediante instrumento público, ou instrumento particular revestidodas solenidades do § 1° do art. 654" (art. 288).A cessão do crédito é legal quando ocorre por determinação da lei (ipso juri). São exemplos decessão legal: as sub-rogações do art. 346, inc. II; o devedor solidário que paga toda a dívida (art.283), o fiador que também paga toda a dívida (art. 831); o mandante, em favor de quem sãotransferidos os créditos adquiridos pelo mandatário (art. 668); as cessões dos acessórios (art.287); etc. Quando a cessão é legal, o cedente não responde pela existência do crédito, pois elenão concorreu com a transferência. Esta foi imposta pela lei. Sendo assim, seria ilógico obrigá-lo por algo que não foi feito por ele.A cessão pode ainda ser judicial. Ela o é sempre que for determinada pelo juiz. A cessão legal e a judicial não necessitam de nenhuma exigência a mais do que as que naturalmente dispõe.Quando o cedente responde apenas pela existência do crédito e não pela solvência do devedor, acessão é chamada de pro soluto.Porém, se o cedente, além de responder pela existência, deve cobrir a dívida em caso deinsolvência do devedor, a cessão é pro solvendo. Esse tipo de cessão deve estar expressamenteestipulada no contrato, nunca podendo ser presumida. "Salvo estipulação em contrário, o cedentenão responde pela solvência do devedor" (art. 296)."O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do quedaquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e asque o cessionário houver feito com a cobrança" (art. 297). Exemplo: se o cedente vende umcrédito de R$ 10.000 que possui com terceiro para o cessionário no valor de R$ 8.000,responsabilizando-se pela insolvência, caso esta aconteça, o cedente irá reembolsar o cessionárioem R$ 8.000, acrescidas as despesas. O que se indeniza é apenas o interesse contratual negativo,e não o crédito do cessionário. A situação do cedente não se confunde, por exemplo, com a dofiador ou a do devedor solidário. Entretanto, pelo princípio do pacta sunt servanda, podem as partes convencionar que o cedente deve responder pela quantia total do crédito, e não somente anegociada. Notificação do devedor:"A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada;mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente dacessão feita" (art. 290). Isto não significa, porém, que a notificação seja elemento essencial."Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor primitivo,ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta, com o
 
título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de escritura pública, prevaleceráa prioridade da notificação" (art. 292). Se o devedor foi notificado e mesmo assim paga ao credor  primitivo não se desobrigará quanto ao cessionário, pois quem paga mal, paga duas vezes. Tantoo cedente quanto o cesionário podem notificar o devedor. Caso a obrigação seja solidária, todosos co-devedores dever ser notificados. A notificação pode ser expressa ou presumida. A expressaé a comunicada pelo credor. A presumida é a que resulta da espontânea declaração de ciência dodevedor. Alguns crédito não exigem notificação da cessão, pois sua transmissão dá-se de formaespecial, a qual presume o consentimento do devedor, como os títulos ao portador. A citaçãoinicial para ação de cobrança equivale à notificação."O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, nomomento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente" (art. 294). Se nadaopôs na hora contra o cedente, não poderá mais fazer. Já as exceções cabíveis ao cessionário ou ànatureza da obrigação podem ser opostas a qualquer momento, mesmo que não tenham sidofeitas na altura da notificação. Num contrato bilateral, caso o cedente não tenha cumprido aobrigação, pode o devedor exigir o cumprimento pelo cessionário para que, então, efetue o pagamento."O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, ficaexonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiros" (art. 298). Uma vez penhorado, o crédito deixa de fazer parte do patrimônio da pessoa. Por isso, não pode ser objetode cessão.Cessão do débito:Conceito:É a alteração do sujeito passivo da obrigação, também conhecida como assunção de dívida. "Éfacultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor,ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e ocredor o ignorava" (art. 299, caput). A assunção da dívida acarreta somente na mudança do polo passivo obrigacional. Todos os encargos e acessórios são mantidos, sendo repassados para onovo devedor.Características:Só pode ser feita com a anuência expressa do credor. O terceiro, que recebe a dívida, responde pelos encargos obrigacionais, inclusive os acessórios. A anuência do credor é indispensável, poisse presume que ele vê na figura do devedor a certeza de que este tem idoneidade patrimonial para solver a dívida. Uma troca de devedor pode representar, para ele, uma incerteza quanto aoseu cumprimento."Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida,interpretando-se o seu silêncio como recusa" (art. 299, parágrafo único). Somente no caso doadquirente de imóvel hipotecado é que o silêncio do credor interpreta-se como sua anuência."O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido;se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito, entender-se-á dadoo assentimento" (art. 303). Esse artigo torna mais fácil a venda de imóveis hipotecados, poisdispensa a homologação do credor de forma direta. Torna mais rápida a transferência, preservando, do mesmo modo, a segurança do negócio.

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