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Camille Flammarion - Como Acabará o Mundo

Camille Flammarion - Como Acabará o Mundo

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Published by fabio astoni
LIVROS BÁSICOS DA DOUTRINA ESPÍRITA
LIVROS BÁSICOS DA DOUTRINA ESPÍRITA

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LIVRODECAMILLE FLAMMARIONCOMO ACABARÁ O MUNDOIntrodução
Pode desde já se anunciar o fim do mundo com tanta segurançacomo se este acontecimento se realizasse na atualidade, perante osnossos olhos. E não falamos somente do fim do mundo que nóshabitamos, da ruína da humanidade terrestre com todas as suasobras, mas também do fim de todos os mundos do nosso sistemaceleste e do próprio Sol, fonte da luz e da vida, do movimento e docalor.Um dia virá em que esse Sol brilhante se ha de apagar; em que avida terrestre dormira o sono eterno; em que o nosso globo, escuro egelado, cemitério silencioso e solitário, girará na noite estrelada emtorno do seu antigo Sol, convertido em astro invisível; em que todos
 
os planetas darão voltas como se fossem imensas esferas negras emredor de outra esfera também negra.Eno, todas as grandezas humanas, tudo o que faz agora palpitar os corações e excitar o entusiasmo dos mortais, o amor, agloria, a investigação da verdade, o sentimento religioso, o culto da pátria, a fortuna, todas as vaidades, tudo, enfim, terá desaparecido daterra, fria e escura.A sensação de viver é agradável, e basta, ás vezes, para nos permitir dominar as provas mais cruéis do infortúnio. Deixar deviver parece-nos a mais sombria das perspectivas, e nenhum ser que pense pode encará-lo de frente sem sentir um vácuo profundo,experimentando a vertigem do abismo e do nada. E, no entanto,todos os dias, quando dormimos, deixamos de viver. Perdemos anoção do mundo exterior e a consciência de nós mesmos, e essadeliciosa sensação de viver, tão doce e querida para nós, desaparececom o sono, mas, quando a ele nos entregamos, é contando com odespertar...Quando o nosso planeta adormeça, quando a humanidade fecheos olhos, será para sempre essa noite não será seguida de umaaurora.Como e quando chegará o fim do nosso mundo??Tal e a questão.
I
A Terra, semelhantemente a todos nós, pode morrer de acidente,de enfermidade ou de velhice.Tudo sucede no infinito sideral.O dever do pensador é estudar as causas, tentar um diagnostico baseado na análise completa das condões da vida terrestre econcluir segundo o cálculo das probabilidades.Ponhamos, pois, os conhecimentos científicos atuais ao serviçoda nossa imaginação, para passar em revista os diversos destinos quea natureza pode reservar ao planeta que habitamos.
 
Pode, sem duvida, suceder que, depois de termos julgadoscomparar todas as causas de morte e de nos havermos decidido pelamais provável, tenhamos pensado em tudo, menos no que realmentesucederá o caso idêntico ao do medico que vai pedir noticias de umdoente em convalescença, e que, ao saber da sua morte, declara queele morreu curado. Mas não podemos proceder de outro modo?Teremos a pretensão de adivinhar tudo? Isso seria incorrer emnotória necessidade. Por outro lado, o estarmos certos dainsuficiência do nosso saber, é uma razão para que renunciemos a procurar e para que apoiemos tranqüilamente a cabeça na almofadada indiferença? Esta é, contudo, a opinião de muitos homens sériosda nossa época, que se julgam excessivamente inteligentes.Restam, no entanto, curiosos, e não poucos. Nós somos dessenumero, e por isso propomos o problema, ainda que mais não seja pelo prazer de discutir.Sim: como morrerá a Terra? E, antes de tudo, morrerá ela?A Terra é nova, muito nova. A sua humanidade não tem ainda aidade da razão. Esta raça, que se sente destinada a converter-se umdia em raciocinada, não é ainda mais do que raciocinadora, e apenasisso. A primeira educação que dá a seus filhos é que se fuzilemmutuamente, entre musicas. O emprego que dá aos seus recursos édistraí-los de todo o trabalho positivo para os aplicar á destruição da própria humanidade. Os princípios mais avançados do progressosocial consistem em afirmar que os homens o iguais e queRavachol e Caserio valem tanto como Newton e Vicente de Paula. E para provar que tem razão, os que tal afirmam, nada encontraramainda melhor nem mais eloqüente do que um sôco. Os habitantes deMarte não tem, sem duvida, semelhantes idéias. Oh! sim, a nossahumanidade é muito nova ainda: um garoto de quatro anos, maleducado, de um arrabalde de sistema solar. E que arrabalde! Mas,enfim, a humanidade, por causa da sua extrema juventude, não pedemais que viver, sabe que crescerá, e, adornada com a sua espessa einculta cabeleira encaracolada, não pensa em que um dia terá os seuscabelos brancos e esquecerá os entretenimentos ferozes e uma idadeirresponsável e impiedosa, depois de haver vivido séculos e séculos

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