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O Trabalhador da CML Nº 140 - Julho/Agosto 2010

O Trabalhador da CML Nº 140 - Julho/Agosto 2010

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o trabalhadoro trabalhador
8 de Julho8 de Julho
Dia Nacional de Protesto e LutaDia Nacional de Protesto e Luta
Pág. 10
Mais de 300 milMais de 300 milem manifestão históricaem manifestão histórica
RIP - Ao fim de oito anos a lutaRIP - Ao fim de oito anos a lutadeu resultados!deu resultados!
Pág. 9
   A   N   O    X   X   V   I   A   N   O    X   X   V   I
  
   N   º   1   4   0   N   º   1   4   0
  
   J  u   l   h  o   /   A  g  o  s   t  o   2   0   1   0   J  u   l   h  o   /   A  g  o  s   t  o   2   0   1   0
da CMLda CML
 
O TRABALHADOR DA CML
2
o trabalhador
Director:
Delfino Serras
Corpo Redactorial:
Luís Dias, Vítor Reis, Mário Rosa, Mário Souto, Francisco Raposo,Frederico Bernardino
Propriedade:
Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa
Administração eRedacção:
Rua de São Lázaro, 66 - 1º Dtº 1150-333 Lisboa - Telfs. 218 885 430 / 5 / 8 - Fax 218 885 429 -
Email
:stml@stml.pt
Internet:
www.stml.pt
Produção e Apoio Redactorial:
António Amaral
Impressão:
MX3 ArtesGráficas, Lda
Periodicidade:
Bimestral
NIF:
500850194
Distribuição:
Gratuita aos sócios do STML
Tiragem:
4.500 exs.
Depósito Legal:
17274/87
da CML
http://www.stml.pt
N
o momento em que atravessamos uma das maio-res crises do Portugal de Abril, com as mais ele-vadas taxas de desemprego dos últimos 30 anos,com a generalização da precariedade, dos baixos salá-rios, da contínua destruição das funções sociais de Esta-do, em áreas tão fundamentais com a saúde, educação,segurança social, a justiça entre outras, o povo portu-guês e em especial os trabalhadores, deram uma res-posta ímpar na mega manifestação convocada pela nos-sa central sindical, a CGTP-IN, no passado dia 29 deMaio, contra as políticas de direita do PS e PSD e, maisconcretamente, contra os cadernos de encargos, PEC 1e PEC 2.Mais de 300 mil trabalhadores marcaram presençaneste sábado!A contestação e a indignação face às intenções do PS(D) em roubar salários, destruir direitos conquistados,agravar o custo de vida de milhares de homens e mu-lheres através das medidas concretas como o aumentodos impostos, IRS e IVA ou pela ameaça de retirar o 13.ºmês aos trabalhadores da administração pública, fez-sesentir com uma força impressionante nas avenidas dacidade de Lisboa, palco desta grandiosa manifestação.Vivemos, não temos dúvidas, um dos momentos maisdifíceis da nossa história mais recente. A direita, nos úl-timos 34 anos, representada nos governos do PS, PSD,com ou sem CDS, tem defendido exclusivamente os in-teresses do capital, em detrimento dos interesses damaioria, ou seja, das populações, dos trabalhadores, dosaposentados, dos jovens. Os nossos interesses são de-fendidos, hipócrita e unicamente diga-se, nos períodoseleitorais por estes mesmos partidos e, de forma ime-diata, esquecidos deliberadamente, após o término daseleições.Por estas razões, a luta torna-se no único caminhopossível e como tal, imprescindível no sentido de invertero rumo que nos querem impor.A disponibilidade demonstrada pelos milhares dehomens e mulheres que estiveram neste histórico "
29 deMaio
" dá-nos para o futuro, confiança e garantias sólidasde que a luta irá continuar com o intensificar da contes-tação, que inevitavelmente acontecerá!Apesar do cenário negro, que PS e PSD querem traçare impor à esmagadora maioria do povo português há, poroutro lado, sinais de regozijo e de vitória. Falamos daconquista alcançada por milhares de trabalhadores daCâmara Municipal de Lisboa.Após 8 anos de luta exigindo a actualização do Sub -sídio de Insalubridade, Penosidade e Risco (RIP), os tra -balhadores e o STML conseguiram, finalmente, que asua reivindicação fosse satisfeita pelo actual executivocamarário.O STML sempre afirmou, e continuará a fazê-lo, que aluta é o único caminho para defender e garantir o cum -primento dos nossos direitos. A luta em torno da opçãogestionária, pela revogação do SIADAP, pela extinçãodos postos de trabalho, implícito na reorganização dosserviços municipais, deve merecer da parte de todos ostrabalhadores, um envolvimento maior.Igualmente e no plano mais geral, é necessário con ti-nuar e aprofundar a luta, face ao desgoverno do PS ePSD. A estrondosa manifestação do passado dia 29 deMaio terá o seu passo seguinte já no próximo dia
8 deJulho
.Neste dia dizemos NÃO aos PECs do PS (D),
NÃO
aoaumento de impostos,
NÃO
ao roubo dos salários,
NÃO
à destruição dos serviços públicos,
NÃO
à venda dasoberania do nosso País.
O único caminho é a LUTA!E lutar, como verificamos, vale a pena!
Editorial
 Vale a pena lutar!
 
3
O TRABALHADOR DA CML
A luta pela actualização do Sub-sídio de Risco, Insalubridade ePenosidade valeu a pena e sódemonstra que lutar vale a pena!
Há oito anos atrás, o STML e os tra-balhadores denunciaram a ilega -lidade do congelamento de actuali-zação do RIP, decidido pelo entãopresidente da CML, o Sr. SantanaLopes.Durante oito anos, o STML e ostrabalhadores não desistiram de exi-gir o cumprimento do direito à actua-lização deste subsídio, deter minadolegalmente em 1990 na AssembleiaMunicipal de Lisboa.Em Fevereiro do corrente ano, ano va vereadora dos Recursos Hu -manos era peremptória
"Tenho mui ta pena mas é ilegal...
".Desde Novembro que o STML pro -curara reunir com a nova vereadora,todavia, a nova responsável pelo Pe -louro dos Recursos Humanos da au-tarquia não tinha até en tão encon-trado um pequeno espaço na suaagenda para reunir com o STML, amaior organização sindical da CML.Não tivemos outra solução que nãorealizar uma concentração, nos dias23 e 24 de Fevereiro, à porta dos Pa-ços de Conselho com os trabalhado- res que estavam a ser prejudicadospelo famigerado congelamento, queteve início em 2002. A Sra. vereadora,nesse mesmo dia (!), lá encontrou umpouco de tempo para falar com osdirigentes do STML, mas insistiu naideia de que: "
Tenho muita pena mas é ilegal...
".Nesse dia, 24 de Fevereiro, o pre-sidente do STML aborda a questãona sessão pública de Câmara. Aresposta, já repetida e gasta da Sra.vereadora foi a mesma, ou seja:
"Tnho muita pena mas é ilegal..." 
logosecundada pelo Sr. vereador SantanaLopes, como não podia deixar de ser.Não baixámos os braços, a razãoera nossa e o caminho só podia serum!Organizámos forças, unimosesforços e fomos à luta.
Dois dias de greve depois!
Nas vésperas da greve, novamen-te em Sessão de Câmara, o tom ge-ral mudou um pouco...
"Há que ver  juridicamente..." 
afirmou então opresidente da CML.O parecer jurídico da CML dava
odito pelo não dito
...
"afinal não era ilegal... havia anos que o RIP podia ser actualizado" .
A união faz a força, como o STMLrecorrentemente afirma e este exem-plo de determinação, confiança epersistência dos trabalhadores daautarquia, deu o resultado que co-nhecemos.A CML reconheceu o direito deactualização anual e considerou que2003, 2004, 2005, 2007 e 2008 de-veriam ser actualizados, calendari- zou o pagamento de retroactivos emduas tranches, em Setembro de2010 e Janeiro de 2011 respectiva-mente e, desde já actualizou o pa-gamento do RIP.Falta o ano de 2009. No momentoem que se escreve este artigo, osdepartamentos jurídicos, da CML edo STML, estão a preparar uma pro-posta que dê uma resposta satis-fatória às justas reivindicações dostrabalhadores.Foi uma pequena GRANDE vitó-ria! Contudo, a luta tem que conti-nuar e a certeza do STML é só uma:
nada é
inevitável 
se nos
unirmos e lutarmos 
.
RIP:
 Vitória dos trabalhadores
C
omo noticiámos no último número, o Departamentode Obras e Infra-estruturas Viárias mudou recen-temente de instalações, da Avenida Almirante Reis paraa Quinta da Bela Flor a Campolide.Num processo que começou mal, com os traba lhado-res a serem tratados como peças de mobiliário, é naturalque o mesmo, não acabasse bem... Assim, a transfe-rência foi efectuada com as obras ainda por concluir enem os trabalhadores e munícipes que necessitam dese deslocar ao serviço, tinham condições mínimas deconforto e segurança, nem o próprio trabalho a desen-volver, poderia ser realizado adequadamente.O STML, que já vinha intervindo no processo, realizouvárias visitas e promoveu um plenário de trabalhadoresface ao quadro de desconforto e falta de condições quese faziam sentir.Com as poeiras e a natural sujidade resultante do pro-cesso de mudanças e obras, havia trabalhadores afecta-dos com alergias, além de serviços parados devido àprecária instalação eléctrica, entre outros problemas. Daanálise feita chegou-se à conclusão que era necessárioagir. Os trabalhadores presentes no plenário efectuado,comprometeram-se a consultar os restantes no sentidode se promover uma paralisação simbólica de protesto,que mereceu o apoio da maioria dos cerca de 200 tra -balhadores deste local de trabalho.Só que...
"miraculosamente" 
, as obras aceleraram, aslimpezas industriais foram iniciadas e foram dadas ins -truções para que os trabalhadores afectados com pro -blemas de saúde, devido aos efeitos das obras, aguar-dassem a conclusão das mesmas nas suas respectivasresidências. O Sr. vereador Nunes da Silva recebeu oSTML para dar conta destes mesmos desenvolvimentos. Obviamente que processos de mudança são semprecomplicados...Mas não tivessem os trabalhadores feito constar queiriam protestar, quem nos garante que a coisa estariaresolvida?
DOIS: Mudanças e condições

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