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O Estado de SP Em PDF - Sexta 09072010

O Estado de SP Em PDF - Sexta 09072010

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04/01/2013

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Lulavaiemboraecausamal-estar
Procuradoraquetorturouécondenada
Congressovinculaaosarionimotodasasaposentadorias
Propostaporsenadorpetista,medidapassounaLeideDiretrizesOrçamentárias
ESTADO
SOBCENSURAHÁ343DIAS.
PÁG.A6
DescobertosanticorposresistentesaoHIV 
BrunoviuamortedeElizaecogitoumatarbe,dizpocia
Dissidentecubanoefimajejum
‘DerrotaparaHolandafoifatalidade’
CampanhamaiscaraédeRoraima
Custosdodivórciodevemcairaté50%
Estudoligainflaçãoaaltadeservos
Temponacapital
27˚
Máx.
12˚
Mín.
Soleaumentodenuvens
HOJE:
180PÁGINAS
(
4DECLASSIFICADOS
)
*VERTABELANAPÁGINAA3
Apreendidas21,5toneladasdemaconha
 WASHINGTONNOVAESNELSONMOTTATUTTYVASQUES
SEXTA-FEIRA 
JULIOMESQUITA 
1891 - 1927
RUYMESQUITA 
Diretor 
METRÓPOLE/PÁG.C5
OpresidenteLulaalegoucansaçoedeci-diunãoficarnaÁfricadoSulparaassistiraHolanda x Espanha.Na Fifa,a atitudefoivistacomodesfeita.Tradicionalmen-te,o presidente do próximo país-sedeéum dos atores principais da final. On-tem, a Fifa se apressava para refazer adisposiçãodaáreaVIPdoestádio.
PÁG.E2
Vergonhadeserhumano
OBrasilassisteincréduloaumdes-sesmomentosemquearaçahuma-naficaenvergonhadadacivilização.Éumaformadefimdomundo,né?
METRÓPOLE/PÁG.C10
EduardoMaluf 
DunganãoquernemverafinaldaCopa.“Vaificarumaferida”,disseoex-técni-co da seleção brasileira, em entrevistaao
Estado
, a respeito da derrota paraaHolanda.“Issonãoseesquece.Futebolé minha vida”, afirmou ele, que negoutercometidoerrosdeplanejamento.Pa-raDunga,ovolanteFelipeMelo“pagouaconta”pelaeliminação,comoelepró-priopagounaCopade90.
PÁG.E1
OfilmedaCopa
Sefossefilme,estaCopadoMundoseriaeletrizante,masbeira-riaoinverossímil.
NACIONAL/PÁG.A9METRÓPOLE/PÁG.C5
Umalongahistória
em1986,foicriadaumacomissãoparaestudaroamianto.ComnovoadiamentonoCongresso,aleiso- breotemacontinua“nãopegando”.
ESPAÇOABERTO/PÁG.A2VIDA/PÁG.A14VIDA/PÁG.A14
ProgramadeMulherzinha:
Ocharmedopotinhoquesechama‘tapauér’
NOTAS&INFORMAÇÕES
Novapolíticaparaolixo
 Apolíticanacionalparaolixoéenormeavanço.Édeselamentarquetenhademoradotanto.
PÁG.A3
PABLO VALADARES/AE
Caderno2
Chinaoperária
Livroinvestigacomoasindústriasmudaramro-tinadegarotaschinesas
Metrópole
9deJulho.
HisriaéavidadonetodertirdaRevoluçãode32.Pág.C10
13
espetáculosdehumor
122
lugaresondecomerebeber
Destinoinadequado
Osímbolode2014
Lançadaontem,alogomarcadaCopade2014foiescolhidaporum júridenotáveisapósconcorrênciaquereuniu25agênciasdepublicidadedoPaís.
PÁG.E2
Divirta-se
sdorock
Festaseshowscele-bramtodasasvariaçõesdogêneromusical
      L      U      K      E      M      A      C      G      R      E      G      O      R      /      R      E      U      T      E      R      S
23H
 A Igreja Católica cubana divulgou alistados5presospolíticosqueserãosoltos. O dissidente Guillermo Fa-riñasdecidiuencerrargrevedefomeapós134dias.
INTERNACIONAL/PÁG.A10
Entrevistaexclusiva:Dunga
 Asestimativasdegastosdoscandida-tosaosgovernosdos26EstadosedoDFsomamR$1,5bilhão.Roraimate-acampanha maiscarado País:R$116,72poreleitor.
NACIONAL/PÁG.A4
Emendaincluída pelo senador petistaPaulo Paim (RS) na Lei de DiretrizesOrçamentárias, aprovada ontem peloCongresso, indexa todos os reajustesdosbenefíciosprevidenciáriosàpolíti-ca de reajuste do salário mínimo comganhoreal.OsbenefíciosdaPrevidên-ciaatéopisomínimojárecebemcomoreajusteanualovalordoaumentocon-cedido ao salário mínimo. A emendadePaimestendeessapolíticaaosbene-fícios com valor acima do mínimo.Paim ainda queria que fosse usado nocálculodacorreçãoocrescimentoeco-nômicodesteano,queoBCestimaem7,3%,masainiciativafoibarrada.Otex-to ainda depende de sanção do presi-denteLula.
ECONOMIA/PÁG.B1
 A investigação da polícia mineira pôsontemogoleiroBrunoFernandesnace-na do cárcere e do homicídio de ElizaSamudio, sua ex-amante. O ex-policialcivil Marcos Aparecido dos Santos foiapontadocomooautordaexecuçãoeoresponsávelporocultarocorpo.Opla-no inicial era matar também o filho deEliza.Naprimeiranoitenacadeia,ogo-leiro,cujocontratocomoFlamengofoisuspenso, falou sobre futebol, informaa repórter
Gabriela Moreira
. “EstavacomocontratodoMilannasmãos”,dis-seapoliciais.
METRÓPOLE/PÁGS.C1eC3
Certezas.
Dungadefendeusuarigidez em torno da seleção
Estudo daFazenda mostra que a in-flaçãodeserviços(restaurantes,gas-to com empregado doméstico) é ofator que mais pesou no IPCA nosúltimosanos.
ECONOMIA/PÁG.B3
Lixão na periferia de Brasília, que passaa ser ilegal de acordo com a novalegislação aprovada pelo Senado; cercade 70% dos municípios brasileiros dãodestinação inadequada para resíduossólidos, aponta estudo
.VIDA/G.A13
WILTON JUNIOR/AE – 3/6/2010
%HermesFileInfo:A-1:20100709:
9DEJULHODE2010
R$2,50*
ANO131. Nº42633 EDIÇÃODE
estadão.com.br
 
7 8 9 10 11 12
 
SINAISPARTICULARES
M
ais uma vezfoi adiado odesfecho dainterminávelhistória dastentativas de baniraprodução,otransporteeo uso do amianto em território brasileiro. Na semana passada enesta, a chamada “bancada doamiantoconseguiumanobrareevitar a votação de relatório dogrupo de trabalho da Comissãode Meio Ambiente da CâmaradosDeputados,querecomenda- vaobanimento.É uma longa história. Já em1986 o Conselho Nacional doMeioAmbiente(Conama),dian-te de uma profusão de denún-cias,crioucomissãoespecialpa-ra estudar o tema. E em 1987,comosresultados,baixouaReso-lução007,queobrigavaosfabri-cantes de produtos de amianto(principalmente telhas, caixasd’água, canos, pastilhas defreios)aescreverem todoseles,“em caracteres bem visíveis”, aadvertência:“Cuidado!Estepro-duto contém fibras de amianto.Eviteageraçãodepoeira.Respi-rarpoeiradeamiantopodepreju-dicar gravemente sua saúde. Operigo é maior para fumantes.”Tambémmandavaqueseforne-cessemaosconsumidoresfolhe-tos explicativos. E o CongressoNacional aprovou, na mesmaépoca,aConvenção162daOrga-nizaçãoInternacionaldoTraba-lho(OIT), que regulamentouasmedidas indispensáveis nos lo-cais de trabalho que usassemamianto. A resolução do Conama “nãopegou”, como “não pegam” tan-tasleiseresoluções.Melhoraram-se um pouco as condições paraoperários nas mineradoras, masno comércio e nas indústriastransformadorastudoseguiuco-mo antes. E até agora mesmo ogovernofederalmantémumapo-sição ambígua sobre o assunto,comMinistériosafavordobani-mento (Meio Ambiente, Traba-lho, Cultura, Saúde) e Ministé-rios contra (Desenvolvimento,Indústria e Comércio e Minas eEnergia,queatéapoiamaexpor-tação para países que ainda não baniramoamianto).Oargumen-to utilizado pelos defensores doamianto é de que a crisotila – a variedade brasileira – não seriaprejudicialàsaúde,emboraeste- jabanida emmais de 50 países econdenadaporcentenasdeestu-doscientíficos,queaconsideramtãonocivaquantooanfibólio.Dequalquerforma,quatroEs-tados brasileiros já aprovaramleis que banem essa substância(SP, RJ, RS, PE). Na AssembleiaLegislativapaulistaháumproje-toquepretendeanularaleiante-rior, como informou este jornal(28/6).MashátambémemcursonoPaíscercade70projetosafa- vordasrestrições,todosmencio-nandoosproblemasparaasaúdecausados pelo amianto, princi-palmente câncer do pulmão, fi- brosepulmonaremesoteliomas,entre outros. A OrganizaçãoMundialdaSaúde(OMS)járeco-nheceuopotencialcarcinogêni-codasubstância,emtodasasva-riedades. A OIT atribui 100 milmortesanuaisaoamianto.Epre- juízosdeR$3bilhões/ano.NoCa-nadá, apontado durante algumtempocomopaísquenãoconde-nava a crisotila, sucedem-se osestudos científicos em direçãocontrária. Um dos últimos é doDepartamento de Epidemiolo-gia,BioestatísticaeSaúdeOcupa-cional da Universidade McGill,comapoiodaAssociaçãoMédicado Canadá e da Sociedade doCâncer.Ali,aAssociaçãoNacio-nal de Saúde recentemente fezumacríticaaogovernoporexpor-taramianto(crisotila).Tambéma Confederação Europeia dosSindicatos(82centraisem32paí-ses) condena com veemência aproduçãoeoconsumo. Algunspaísescontinuamapro-duziramianto,comoRússia,Chi-na,Casaquistão e Zimbábue. OsdefensoresdasubstâncianoBra-sil argumentam que a proibiçãoinviabilizariaumsetorquemovi-mentaR$2,6 bilhõesanuais, ex-porta mais de metade das 300miltoneladasanuaisproduzidas(para Índia e África, principal-mente) e envolve cerca de 170miltrabalhadoresnatransforma-ção e no comércio e 600 operá-riosnamineração.Tambémtor-nariainviávelomunicípiodeMi-naçu,emGoiás,ondeestáamine-ração. Mas, embora há quase 25anosobanimentoestejanapau-ta,atéhojenadasefezparaviabi-lizar alternativas para essa cida-de. Na transformação, diz a in-dústriadefibrocimento,hámui-totempojásecriaramessasalter-nativasparaprodutores,comer-ciantesetrabalhadores.Nacon-tramãodetudo,aindústriadeMi-naçu planeja aplicar US$ 16 mi-lhõesnaampliaçãodesuasativi-dades(
OPopular 
,14/4).EmnovembropassadooMinis-tériodaCulturabrasileirobaixouportariaquevedaaelemesmoeaórgãosvinculados “a aquisição eautilizaçãodeprodutosesubpro-dutosquecontenhamqualquerti-pode asbesto ou amianto esuasfibrasemsuacomposição”.Eis-so inclui, diz o texto, tanto oamiantodotipoanfibólioquantoa crisotila. Logo depois voltou à cenacontrovérsiadealgunsanosatrás,quandofoiapresentadore-sultado de pesquisa atribuída ainstitutosuniversitáriosquecon-cluía pela não-periculosidade dacrisotila. Mas naquela ocasião,em depoimento no CongressoNacional,ocoordenadordapes-quisa,professorEricsonBagatin,admitiuseremeleeoutrosauto-resdotrabalhoperitoscontrata-dospelaempresadeMinaçuparadarem pareceres em processosnosquaiselaeraacionadaportra- balhadorescomgravesdanosdesaúde; também admitiu que amaiorpartedocustodapesquisafora financiada não por institui-çõescientíficas,esimpelaprodu-toradacrisotila. Agora, em novembro último,surgiunovapesquisa,inicialmen-teanunciadacomofinanciadape-loConselhoNacionaldePesqui-saseDesenvolvimento(CNPq).Depois,veioapúblicoqueapar-tedofinanciamentoatribuídaaoCNPq cabia ao CT Mineral, ór-gão do Ministério de Ciência eTecnologia. De qualquer forma,averbaporessecaminhocorres-pondiaaapenasumquartodoto-tal.OrestantecabiaaoInstitutoBrasileirodeCrisotilaeàSecreta-ria de Ciência e Tecnologia deGoiás. E dela fazia parte o mes-mo coordenador da pesquisaqueisentavadeproblemasacri-sotila,maseraperitocontratadopelaempresamineradora.Dequalquerforma,comono- voadiamentonoCongresso,ale-gislação sobre o amianto conti-nua“nãopegando”.
JORNALISTA. E-MAIL:WLRNOVAES@UOL.COM.BR
FórumdosLeitores
Fundadoem1875
Osnanicosdeesquerda
O
tempodetelevi-são no horárioeleitoralémíni-moeaplatafor-ma muitas ve-zes peca por ir-realismo, como quando anun-cia, em tom invariavelmentenormativo, a atualidade de umsocialismoaindamaldefinidoecompoucadensidadeculturaleprogramática: são os candida-tos dos partidos “nanicos” deesquerda, que ocupam um lu-garbemespecíficonoespectrodominado pelas candidaturasmais fortes, evidentemente,aquelas apresentadas pelasduas versões da social-demo-cracia brasileira e, agora commais visibilidade e capacidadedeaglutinação,pelosambienta-listasdoPV.Trata-se,apesardaprevisívelfragilidadeeleitoral,depersona-gens e correntes com inserçãonão desprezível no mundo dauniversidadeedosintelectuais,esóissotornariaobrigatóriole- vá-los a sério. Mas ainda há mais: Plínio Sampaio vem delonge: originalmente democra-ta-cristão,radicalizou-sepoliti-camente,comcoerênciaedigni-dade,eveioaencontrar-secomoutros setores dissidentes doPT,agoranumpartidoque,pelomenos no nome, busca combi-nar “socialismo” e “liberdade”.De fato, não é pouco, uma vezquetambém não foram poucasasvezesemquesechocaram“li- berdade” e “socialismo”, espe-cialmentequandoesteúltimoes-teve no poder e construiu Esta-doscujaforçapolíticasufocouli- berdadesindividuaisecoletivas.Palavras análogas podem serditas quanto a Ivan Pinheiro, ocandidato de um residual PCBque busca manter de pé a velhatradição bolchevique, com to-dososseuslimites,edeJoséMa-riadeAlmeida,doPSTU.Todosestesgrupos,independentemen-tedo anacronismodequesere- vestem várias das suas proposi-çõespolíticaseeconômicas,po-deriam constituir, entre nós,umaespéciedeembriãodeuma“esquerda alternativa”, que nosajudasseadelinear,aindaquedemodo contraditório e às vezespouco claro, possibilidades desuperação das “compatibilida-des” dadas, de tal modo que ofuturonãofossearepetiçãoinde-finida de um presente de desi-gualdadeseinjustiçasqueestãoàvistadetodos.Nesse sentido, uma primeiracríticadefundo–enãoapenasdemétodo,comopareceàprimeira vista–deveserdirigidaàreitera-daincapacidadedeumadinâmi-camaisunitáriaporpartedessesagrupamentos, potencializandoodesempenhoeleitoralcomvis-ta a uma maior representaçãonasassembleiaseletivaseaode-sempenhodemaioresresponsa- bilidades administrativas, espe-cialmente em nível local. O de-sempenho dessas funções seriaumapoderosa“vacina”democrá-ticacontraosmalesdosectaris-mo–doespíritodeseitanosenti-domaisprópriodotermo–,quefrequentementeassolaeesterili-za as associações políticas quepregamanecessidadedesupera-çãodocapitalismo.“Esquerda alternativa” e “es-querdadegoverno”–comoaque-la que se expressa majoritaria-mentetantonoPTquantonoPS-DB e no pequeno PPS – pode-riamidealmenteviverumadialé-ticaporcertoáspera,masnofun-do virtuosa, em que a primeirafuncionasse tal como funcio-nam na economia os lobbies egruposdepressão.Pode-se argumentar que esseéumcenárioideal–eidealizado–, bem distante do mundo real,emquesecruzamanátemas,cis-maseexcomunhõestãocomunsao tradicional modo de ser dasesquerdas.Argumento,semdú- vida, poderoso, em relação aoqual, por ora, pouco há a fazeralém de lutar, teórica e pratica-mente, para que se generalizepaulatinamente, e com umaabrangência cada vez maior en-treforçasepersonalidadesdees-querda, a adesão aos valores dademocracia política, forma altade civilização e convivência hu-mana que permite “processar”conflitosedivergênciascomummínimo de trauma. Ou, por ou-traspalavras,comopredomíniodoconsensoedoconvencimen-tosobreaforçaeacoerção.Deresto,essaseriaumaopera-çãoculturaldefôlego,destinada,pornatureza,anãosemanternoâmbitoestritodaesquerdapolíti-ca.Atraduçãopráticadeumatalperspectivasó podeser adefesaeavalorizaçãodaCartade1988,sem as tentações da “democra-ciaplebiscitária”,deConstituin-tes“exclusivase todaformadeautoritarismo. Nesse âmbitoconstitucional,inimigostornam-se adversários, que não se devepensarem liquidar(nemsequercomo“classe”,comodiziaStalindoskulaksnaépocadacoletiviza-çãoforçadanavelhaURSS),mas vencercomas“armas”dademo-cracia. Logicamente, as diferen-tes forças de centro e de direitasão aceitas como participantescomtodosostítulosdaarenapo-lítica,enãosópormotivosinstru-mentais,mas,fundamentalmen-te,pelofatodequeadialéticade-mocráticareconhece que obemcomumpodeserelaboradodedi-ferentesformasenenhumgrupodetém o monopólio da virtudeoudoprogressosocial.De novo, pode-se retorquirque também esse cenário maisamplo, que pretende ir além doestritocampodaesquerda,pecapor idealismo. Decerto, não épossívelignoraradurezadocon-flitosocial,aintensidadedocho-que entre paixões e interesses,as relações de poder e força en-tregruposeclasses.É,contudo,possível afirmar que “ganha”quem fizer prevalecer, comoconquista civilizatória, umaideianovadepolítica,quecombi-ne irreversivelmente
hegemonia
e
pluralismo
, começando porcriareestimular,aquieagora,o“patriotismoconstitucional”.Protagonizaralutasocialsemrecorreraométododademocra-cia,ouconsiderando-ocomore-cursoadescartarnodiaseguin-teà“tomadadopoder”,condu-ziu aos excessos que desonra-ram o conceito de socialismo epuseram – e ainda põem – emdificuldadetodaaesquerda,dosseus componentes mais mode-radosatéosmaispropriamentede ultraesquerda. Na frase deHabermas, que, na verdade,equivaleaumprograma,épreci-soserfielaoEstadoDemocráti-codeDireito,semnenhumaam- biguidade, para poder ir muitoalémdostatusquo.
ENSAÍSTA, É TRADUTOR E UM DOSORGANIZADORES DAS OBRAS DEANTONIO GRAMSCI EM PORTUGUÊS(WWW.GRAMSCI.ORG)
 WASHINGTONNOVAES
Ahistóriadoamiantoedaleiquenãopegou
9DEJULHO
LuzdaPátria!
Cresci ouvindo as histórias demeu velho pai, orgulhoso de terparticipado dos combates da Re- volução Constitucionalista de1932.Cresciaprendendonaesco-laohinodomovimento:
 9 de Ju-lho é a luz da Pátria, data imortaldeste berço augusto! Dos bandei-rantes denodados, deste São Paulo vanguardeiro e justo...
”Hojenemo hino os paulistas conhecemmais.Porqueabafaramnossoes-pírito cívico e nossas lembrançashistóricas? Sou paulista e paulis-tana, sim, senhor! Tenho imensoorgulhodas minhasorigensemerevolta muito saber que historia-dores da esquerda reescreveramnossaHistóriaenlameandoafigu-ra dos bandeirantes paulistas. Eisso é passado às crianças nos bancos escolares! Gostaria queos demais brasileiros soubessemqueoquelevouSãoPauloasele- vantar contra Getúlio Vargas foisimplesmente a defesa de nossaConstituição. Aliás, existe algum brasileiro que se disponha hoje alutar pela nossa Constituição de1988, tão afrontada e banalizadaultimamente, como lutaram bra- vamente os paulistas em 32?
MARAMONTEZUMAASSAF
montezuma.fassa@gmail.comSão Paulo
Exemplojamaisesquecido
Euaindanãoeranascida,masmi-nhamãecontavaoorgulhoqueti-nham ela e minha avó materna(italiana de nascimento) de terajudado, como voluntárias, a or-ganizar mantimentos e roupasque eram mandados pelo povopaulista aos soldados que luta- vamnaRevoluçãode1932contraoditadorVargas.9dejulhoécon-siderado por nós, paulistas, a da-ta mais importante do nosso ca-lendário,esempreserálembradaparacultuarosnossosheróisquetombaramederramaramseusan-gueparaquenós,filhosdestater-ra brasileira, vivêssemos numademocracia. Foram 87 dias decombates,de9dejulhoa4deou-tubro. Jamais esqueceremos es-ses heróis e esta data significati- va, ainda mais neste ano de elei-ção,poisanossademocraciaestá em perigo e nós, paulistas, deve-mos mais que nunca honrar es-ses bravos, vigilantes e atuantesnas próximas eleições para quenão venhamos a ser governadospor quem nunca lutou por ideaisdemocráticos, como os paulistasde 32. Salve o 9 de Julho!
AGNESECKERMANN
agneseck@yahoo.com.brPorto Feliz
Homenagem
Participante da cruzada ginasialpaulista,queangariavadonativos(alimentos) para a RevoluçãoConstitucionalista, como alunodo Lyceu Coração de Jesus, nãopoderia deixar de homenagearnosso querido Estado no dia dehoje, em que se comemora maisum aniversário dessa redentorarevolução. Faço-ocom estesmo-destos e despretensiosos versos:
 9 de julho de 32, São Paulo se le- vanta num só grito:/ Liberdade, li-berdade para todos nós,/ por elalutarei como povo aflito/ sem te-mer o nosso maior algoz
.”
ANTONIOBRANDILEONE
abrandileone@uol.com.brAssis
BandeiraeBrasão
Não é somente na bandeira queSão Paulo leva o Brasil. No Bra-são, também: “Pro Brasilia fianteximia” (“Pelo Brasil seja feito omelhor”)!
ARTHURVERNA
arthurverna@uol.com.brSão Paulo
Heróis
Em pronunciamento público, opresidente Lula declarou que oBrasil é um país sem heróis...Não, presidente, não é. Temosmuitosheróisquesouberamhon-rar a Pátria e eu poderia passarhoras citando nomes e mais no-mes.Citoquatropaulistas,he-róis brasileiros que deram a vidanadefesa da democracia, estere-gimequegarantiusuaeleiçãopa-ra presidente: Martins, Miragaia,Dráusio e Camargo (MMDC). Osenhor deve gratidão a eles.
BENONEAUGUSTODE PAIVA
benonepaiva@yahoo.com.brSão Paulo
CAMPANHAELEITORAL
Dilmax Ruth
Dona Dilma devia poupar-se dedizer bobagens como a de que oPSDBnãotemcredibilidadeparafalar em programas sociais. Casotenha esquecido, cito só umexemplo: dona Ruth Cardoso,quetevedossfabricadoedivul-gado pela Casa Civil como “ban-co de dados”, foi criadora do Co-munidade Solidária. Aliás, a malinformada Dilma declarou queuma“grevedosprofessorespara-lisouSãoPaulo”.Ora,agrevepro-movida pela Apeoesp mobilizoumenos de 1% das escolas, alémdetersidomotivadapeloqueatéo TSE reconheceu: interesseseleitorais de quem apoia Dilma.
M.CRISTINADAROCHA AZEVEDO
crisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolis
Apagão
 A“assinaturasemleitura”deveu-se à escuridão: na ausência dochefe, o poste ficou sem luz.
A.FERNANDES
standyball@hotmail.comSão Paulo
LOREDANO
LUIZSÉRGIOHENRIQUES
JulioMesquita
(1891-1927)
Juliode Mesquita Filho
(1927-1969)
Francisco Mesquita
(1927-1969)
LuizCarlos Mesquita
(1952-1970)
José Vieira de Carvalho Mesquita
(1959-1988)
Juliode Mesquita Neto
(1969-1996)
LuizVieira de Carvalho Mesquita
(1959-1997)
 Américo de Campos
(1875-1884)
Nestor Rangel Pestana
(1927-1933)
PlínioBarreto
(1927-1958)
PUBLICAÇÃODAS.A.
O ESTADO DE S. PAULO
 Av.Eng.CaetanoÁlvares,55-CEP02598-900SãoPaulo-SPCaixaPostal2439CEP01060-970-SP.Tel.3856-2122(PABX)FaxNº(011)3856-2940
Vicente del Bosque, treinador da Espanha
 A OIT atribui 100 milmortes anuais a essasubstância. E prejuízosde R$ 3 bilhões/ano Apesar da previsívelfragilidade eleitoral, éobrigatório levar essespersonagens a sério
%HermesFileInfo:A-2:20100709:
 A2
Espaço aberto
SEXTA-FEIRA, 9 DE JULHO DE 2010
O ESTADO DE S. PAULO
 
GoleiroeseuamigoMacarrãoseentregaramàpolícia;presoemBHosuspeitodeestrangularatima
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TEMADODIA
BrunoestarianolocalemqueElizafoimorta
 VOCÊNOESTADÃO.COM.BR
AversãonaInternetdeOEstadodeS.Paulo
O
agravamentoda epidemia dedengue em to-do o País, pre- vistoporumes-tudo do Minis-tério da Saúde divulgado emdezembrode 2009,infelizmen-te está se confirmando. O estu-do alertava as autoridades mu-nicipais e estaduais para a ne-cessidade de providências que barrassem a disseminação dadoença. Mas as medidas adota-das pelos Estados e municí-pios parecem não ter surtidoefeito. Segundo os infectolo-gistas, o calor acima da média,o acúmulo de lixo e as forteschuvas de verão favorecem aproliferação do mosquito
Ae-des aegypti 
, transmissor da den-gue e que se reproduz em águaparada.Sócomonúmerodecasosdoprimeirosemestre,2010jábateo recorde de notificações dedengue. Ao todo, já houve 321mortes.Nomesmoperíodo,fo-ramefetuadas830milnotifica-ções–ante806milnosprimei-ros seis meses de 2008. Até omomento, a situação é crítica,principalmente em dois Esta-dosbastantepopulosos.Com 203 mil notificações, oprimeiro é Minas Gerais. Emmuitascidadesdepequenopor-te, os prefeitos chegaram até aoferecer alimentos em troca dalimpezade entulhos ondeo
Ae-des aegypti 
poderia colocar seusovos.Com121milnotificaçõese98mortes,osegundoéSãoPau-lo, onde, por causa do volumeatípico de chuvas nos três pri-meiros meses do ano, a denguesealastrounointerior,naBaixa-daSantista,naregiãometropoli-tanaenacapital.BarretosePre-sidente Prudente, dois municí-pios importantes, estão em si-tuaçãoderisco.NoGuarujá,mu-nicípio que – juntamente comSantos– sedia o maior comple- xoportuáriodoPaís,houveatéanecessidade de se levantar ten-das nos bairros mais carentes,para o atendimento de pacien-tescomdengue.O quadro também é preocu-panteemRondôniaenoParaná – Estados em que, segundo asautoridadesfederais,osdirigen-tes municipais e estaduais so-mente teriam começado a sepreocuparquandoopiorjáesta- va acontecendo. Agora, a aten-ção dos técnicos do Ministérioda Saúde está se voltando paraos bairros mais pobres das re-giões metropolitanas dos Esta-dos do Nordeste. A região en-trouemseuperíodomaischuvo-so, que é o de maior incidênciadadoença.Em 2009, o Estado da Bahiaregistrou 2.400 notificações dedengue por semana e 1 morte acada três dias. Infectologistastememqueasituaçãosejaagra- vada em 2010. “Estamos, semdúvida, num dos piores anos”,dizocoordenadordoProgramaNacional de Controle da Den-gue,GiovanniCoelho.Depoisdetersidoconsidera-daerradicada,adenguevoltouase espalhar pelo País após seisdécadas,nosanos80.Desdeen-tão, as autoridades federais fa-zem campanhas de educação,esclarecimento e conscientiza-ção, mostrando para a popula-ção a importância de protegerascaixasd’água,evitaroacúmu-loexcessivodelixoenãopermi-tir que a água empoce empneus,vasosegarrafas.Emseguida,aUniãopassouafinanciaratividades devigilân-ciasanitáriaemuitosEstadosemunicípiospassaramainvestirna capacitação de agentes desaúde,afimdequeidentificas-sem as chamadas “áreas de in-festação”,ondeselocalizamoscriadouros do mosquito trans-missor da dengue. Posterior-mente, com base em informa-çõesenviadaspelasSecretariasMunicipaiseEstaduaisdaSaú-de,oMinistériodaSaúdeelabo-rou um mapa nacional dos fo-cos da doença, repassou ver- bas,padronizou asaçõesde vi-gilância e colocou técnicos à disposição de governadores eprefeitos.Osucessoinicialdessasmedi-daslevouasadministraçõeslo-cais e a população a relaxar oscuidados que deveriam ser to-mados. Com o recrudescimen-todosurto,algunsgovernoses-taduais passaram a combater adengue de maneira ininterrup-tae,noanopassado,oMinisté-rio da Saúde lançou as Diretri-zesNacionaisparaaPrevençãoe Controle de Epidemias deDengue.Infelizmente,esseses-forços se revelaram insuficien-tes para evitar que a epidemiade dengue batesse um novo re-corde, o que coloca para aUnião,osEstadosemunicípioso desafio de elaborar uma açãoarticulada e contínua mais efi-cazdoqueaadotadaatéagora.
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C
riadas, em tese,para renovar efortalecer a orga-nização sindical eapoiar os sindica-tosdetrabalhado-res em suas reivindicações, ascentrais sindicais pouco ou na-da têm feito para cumprir seupapel. Elas estão preocupadasapenas em filiar o maior núme-ro possível de sindicatos. Masnão estão fazendo isso para sefortalecer para suas lutas, co-mo costumam dizer seus diri-gentes; fazem-no por dinheiro.Sob a aparência de uma dispu-ta por aumento de influênciapolítica, o que elas disputam,de fato, são maiores fatias deum mercado lucrativo em que,com a inestimável ajuda do go- verno Lula, foi transformada aestrutura sindical do País.Esta é mais uma das conse-quências nocivas da iniciativado governo do PT de reconhe-cer as centrais como integran-tes do sistema sindical nacio-nal, o que as habilita a receberparteda arrecadação doimpos-to sindical – dinheiro retiradodo bolso do trabalhador e equi- valente a um dia de trabalhopor ano. Pela lei que as reco-nheceu como entidades sindi-caisformais, ascentraistêm di-reito a 10% do bolo do impostosindical, o que significa maisde R$ 100 milhões por ano. Édinheiro que entra automatica-mente nos cofres das seis cen-trais que, por terem cumpridoas exigências mínimas da lei,passaram a receber uma fatiado bolo do imposto sindical.Essa fatia é proporcional aonúmero de sindicatos, federa-ções e confederações filiados à central e ao número de traba-lhadores que essas entidadessindicais representam. Na mé-dia, esse dinheiro representa80% do orçamento das cen-trais beneficiadas. Para aumen-tar sua fatia, cada uma das cen-trais concentra sua atuação na busca de filiados.Embora centrais mais anti-gas já tenham um bom númerode filiados, o que lhes garanteuma fatia expressiva do bolo,ainda há um ambiente promis-sorparaosdirigentesquetrans-formaram o mundo sindicalnum mercado a ser disputado.Quase 40% dos sindicatos bra-sileiros ainda não estão filiadosa uma central; outros 2,8 milsindicatos aguardam seu reco-nhecimento pelo governo parase filiarem a uma central.Para obter a adesão das enti-dades já existentes, algumascentrais criaram departamen-tos especializados que visitamos sindicatos independentes,onde apresentam vídeos, fa-zem palestras e até oferecempresentes, como aparelhos detelevisão, computadores e mó- veis, conforme reportagem pu- blicadana quarta-feirapelojor-nal
Valor 
. Alguns dirigentes desindicatos se aproveitam do in-teressedascentraisparaganharo maior número de presentes,como uma entidade da BaixadaSantista, que mudou de centraltrêsvezes.Reportagempublicadarecen-tementepelo
Estado
mostrouaexistência de uma “indústria”explorandoaliberdadesindicalassegurada pela Constituição eafacilidadedelegalizaçãoofere-cidapelo governo. Em média, oMinistério do Trabalho reco-nhece um novo sindicato pordia. Há de tudo na nova leva desindicatos–osdefachada,osre-sultantes de rachas dentro deuma entidade e os desmembra-dosdeoutrosexistentesape-nasparaabrigarmaissindicalis-tasremunerados.“Partedossindicatoséconsti-tuída sem representatividade,só com o objetivo de arrecadaros recursos dos trabalhadoresatravés das taxas existentes”,disse ao
Estado
, na ocasião, opresidentedaCUT,ArturHenri-que. Foi uma maneira delicadade dizer que esses sindicatossão formados só para remune-rarumgrupodepelegosmoder-nos,quesevalemdaleiparaar-rancardinheirodotrabalhador. Afacilidadeparaaaberturadesindicatos e a transferência au-tomáticaparaseuscofresdefa-tia do imposto sindical geraminúmeros abusos, como o fatodeumasópessoapresidirsimul-taneamente cinco sindicatos,comomostrouo
Estado
.Aanáli-se pelo Ministério do Trabalhodadocumentaçãoexigidaparaaaberturadeumsindicatoéape-nasformal.Reconhecidaaenti-dade,elapassaautomaticamen-tearecebersuafatiadoimpostosindicale,daíparaafrente,prati-camente não há mais fiscaliza-çãodogoverno.É essa legislação que tem ali-mentadoanovageraçãodepele-gos que, dos trabalhadores, sóqueremdinheiro–edistância.
2.471
Informação
Notas&Informações
DiretordeOpinião:
Ruy Mesquita
EditorResponsável:
Antonio Carlos Pereira
 A aprovação peloSenado do projetode lei que cria a Po-lítica Nacional deResíduos Sólidos –que já passou pelaCâmara –, depoisde quase 20 anosde debates, é um enorme avanço nasolução de um dos maiores proble-mas ambientais do País, como obser- vou com razão a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira. É de la-mentar apenas que a nova lei tenhademorado tanto.Passa a ser uma obrigação paraUnião, Estados e municípios elabo-rar e executar planos para tratar osresíduos sólidos, com novas regraspara o manejo desse tipo de lixo e afixação de metas. Um dos pontosque merecem destaque é a proibiçãodos lixões – nos quais são lançadosresíduos e rejeitos a céu aberto –, fo-cosderiscosparaasaúdequehámui-to deveriam ter sido banidos. Algunspoucos Estados, como São Paulo,progrediram muito na eliminaçãodos lixões, mas conseguir o mesmoem todo o País não será fácil.O que diz o senador César Borges(PR-BA), relator do projeto, a respei-to dos seus ambiciosos objetivos éparticularmente verdadeiro no quese refere aos lixões: “Vai mudar danoite para o dia? Não, porque é umtrabalho de conscientização, em quetodos vão estar comprometidos emobedecer a lei.” Seria necessárioacrescentar apenas que esse pontoexigirá dos governantes uma boa do-se de coragem para investir em obraque não proporciona retorno eleito-ral imediato.Outros pontos importantes são areciclagemeaimplantaçãodachama-da “logística reversa”, que é um dosprincipaisavançosdoprojeto.Asem- balagens deverão ser fabricadas commateriaisquepossibilitemsuareutili-zação ou reciclagem. As cooperativasde catadores de materiais reutilizá- veis serão beneficiadas com linhasde financiamento público. Essa éuma medida de alcance tanto econô-mico, pelo tipo e importância do tra- balhoporelesfeito,comosocial,ten-do em vista que são pessoas de baixarenda.AUnião,osEstadoseosmuni-cípios deverão também dar incenti- vos fiscais a indústrias e entidadesque tratam e reciclam resíduos.Pela “logística reversa”, que seguea mesma orientação da União Euro-peia para o lixo eletrônico, produtoscomo pilhas e baterias, pneus e pro-dutos eletrônicos e seus componen-tes deverão, ao fim de sua vida útil,retornar às fábricas, que terão delhes dar destinação ambiental ade-quada. Assinale-se que São Paulo foipioneiro na aplicação dessa medida.Em meados do ano passado, o entãogovernador José Serra sancionou leiobrigando fabricantes, importadoresecomerciantesde produtos eletrôni-cos, com atuação no Estado, a reci-clar ou reutilizar, total ou parcial-mente, o material descartado.Para se ter uma ideia do impactoconsiderável que a “logística rever-sa”terána proteçãodomeio ambien-te, recorde-se que são comercializa-dos por ano mais de 12 milhões decomputadores no País, dos quaismais de 1 milhão é descartado tam- bém anualmente. São vendidos porano cerca de 12 milhões de televiso-res e 82 de cada 100 brasileiros pos-suem telefones celulares. A média de vida desses produtos, nos quais sãoempregados metais tóxicos, é de trêsa cinco anos. Tudo isso mostra a ne-cessidade de dar destinação adequa-da, como faz o projeto, a esse tipo delixo. Na mesma ordem de preocupa-ção se enquadra a proibição de im-portação de resíduos sólidos perigo-sos e de rejeitos.Segundo Carlos Roberto Vieira Fi-lho, diretor da Abrelpe, entidade quereúne as empresas que tratam resí-duos, “43% dos resíduos coletadoshoje no País têm destino inadequa-do”. Há, portanto, muito a ser feito,dentrodasnovasregras, paraaprote-ção do meio ambiente.No mesmo dia em que o Senadoaprovou a Política Nacional de Resí-duos Sólidos, a Câmara Municipal deSão Paulo aprovou projeto de lei quetratadeoutro aspectodacoleta etra-tamentodelixo,degrandeimportân-ciaparaacapital,quemereceserdes-tacado. Ele prevê multa de até R$ 12mil – hoje ela só chega a R$ 500 – pa-ra quem despejar entulho em via pú- blica ou nela jogar sacos de lixo. Essamulta deve doer no bolso do infratore por isso tem tudo para alcançar seuobjetivo. Hoje existem na capital1.500 locais mapeados onde é despe- jado entulho irregularmente e a Pre-feitura gasta R$ 2 milhões por mêspara retirá-lo.
DiretorPresidente:
Silvio Genesini
DiretordeMercadoLeitor:
João Carlos Rosas
DiretorFinanceiro:
Ricardo do Valle Dellape
DiretoraJurídica:
Mariana Uemura Sampaio
Presidente
 Aurélio de Almeida Prado Cidade
Membros
Fernão Lara Mesquita, Francisco Mesquita Neto,Júlio César Mesquita, Patricia Maria Mesquita eRoberto C. Mesquita
DiretordeConteúdo:
Ricardo Gandour
Editor-ChefeResponsável:
Roberto Gazzi
Novapolíticaparaolixo
“Se ele presenciou ou não, é o mandante e coautor. Ninguémmataria a namorada de um amigo sem que ele mandasse.”
CARLOSROBERTOMARCEU
“Culpa provável nem sempre é real. Lembram do caso EscolaBase? Pessoas foram moralmente arrasadas pelo ‘parece que’.”
FÁBIOAMARALDI FINI
“Meu coração de mãe sofre por esse inocente sem pai e mãe.O que será desse lindo bebê!? Muito triste isso tudo.”
NAYARACRISTINASILVA
estadão.com.brAartedo impossível
É quase inacreditável, apesar deser de conhecimento geral, verno
Estado
fotodeQuércialadea-do por Serra e Alckmin. De fato,a política é a arte do impossível.
JOSÉPIACSEK NETO
bubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandava
Promessas
Serra promete acabar com as fi-lasnasaúde.Deveriaterpensadoassim quando era governador...
VIRGÍLIOMELHADO PASSONI
mmpassoni@gmail.comPraia Grande
COPADE2014
Logotipo
Uma pergunta ao dono do fute- bol no País, o sr. Ricardo Teixei-ra: por que 2014 na cor vermelhanalogomarcadaCopadoMundono Brasil, mudaram-se as coresdaBandeirabrasileiraouéavon-tadedeajudar,subliminarmente,o PT nesta eleição presidencial?
RUYDEJESUSMARÇALCARNEIRO
ruycar88@uol.com.brLondrina (PR)
Propagandasubliminar
Muitointeressante o logo da Co-pa que o Brasil acolherá: justa-mente o 2014 está em vermelho.E para seu lançamento quem lá estava? Ora, o nosso presidenteturistaLuladaSilva.Assimcomoos petistas alegaram propagandaeleitoralsubliminarnaquelascha-madas sobre os 45 anos da RedeGlobo, os peessedebistas bemque poderiam alegá-la tambémnesse símbolo da Copa.
JOSÉEDUARDOZAMBON ELIAS
zambonelias@estadao.com.brMarília
“O primeiro a gente nuncaesquece”
ROBERTOTWIASCHOR
/ SÃOPAULO, SOBRE O PROGRAMARADICAL DE GOVERNODA CANDIDATA DO PT ÀPRESIDÊNCIA DA REPÚBLICAENTREGUE AO TSErtwiaschor@uol.com.br
“Apócrifos: se uma e outrosassinam sem ler e o outronão lê, quem escreve?”
JAIROP. GUSMAN
/ SÃO PAULO,IDEM jairogusman@gmail.com
“Assinou,não leu, o paucomeu. Antigo,mas verdadeiro”
MARIADO CARMOZAFFALONLEMECARDOSO
/ BAURU, IDEMmdokrmo@hotmail.com
Orecrudescimentodadengue
É preciso uma açãoarticulada e permanentemais eficaz do quea adotada até agoraUm novo tipo depeleguismo moderno é oque se vê na proliferaçãode centrais sindicais
Omercadosindical
%HermesFileInfo:A-3:20100709:
OESTADODES.PAULO
SEXTA-FEIRA, 9 DE JULHO DE 2010
Notas e Informações
A3

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