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ALCOOLISMO É DOENÇA

ALCOOLISMO É DOENÇA

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Allcolismo com doença
Allcolismo com doença

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 RECRIAR – Espaço de Saúde Mental  Psicóloga Márcia Sessegolo
ALCOOLISMO É DOENÇA? (Fonte: Imesc)
 De forma direta, o tema específico do alcoolismo foi incorporado pela OMS à Classificação Internacionaldas Doenças em 1967 (CID-8), a partir da 8ª Conferência Mundial de Saúde. No entanto, essa questão não pode ser vista apenas como um fato cronológico. A questão do impacto sobre a saúde provocado peloabuso do álcool já vinha sendo objeto de discussão pela OMS desde o início dos anos 50, compondo um processo longo de maturação (que até hoje ainda é objeto de contendas médico-científicas). Consta queem 1953 a OMS, através do seu Expert Comittee on Alcohol, já havia decidido que o álcool deveria ser incluído numa categoria própria, intermediária entre as drogas provocadoras de dependência e aquelasapenas formadoras de hábito (sobre isso consulte o documento da OMS denominado: Technical Repport84,10 (1954)Uma resposta sobre data e fato não comportaria a riqueza dos debates e as sutilezas conceituais queenvolveram a questão do alcoolismo no âmbito da OMS. Além disso, é interessante acompanhar comodesenvolveram-se tais debates no interior de várias outras instâncias científicas e médico-corporativas(tanto no Brasil como no exterior). Esse tipo de investigão é útil quando se quer entender adequadamente um fenômeno que no fundo remete a uma série de determinantes que tangenciam as maisdiversas fronteiras do conhecimento
EFEITOS
*
( fontes: Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo e médicos).
 
O que é estar alcoolizado?
O indivíduo é considerado alcoolizado se estiver com taxa a partir de 0,6 gramas de álcool por litro desangue.A taxa de álcool no sangue varia de acordo com o peso, altura e condições físicas de cada um. Mas, emmédia, a pessoa não pode ultrapassar a ingestão de duas latas de cerveja ou duas doses de bebidasdestiladas, se não, já está considerado alcoolizado.
Com0,6 g/litrode sangue,o risco deacidente é50% maior Com0,8 g/litrode sangue,o risco deacidente équatro vezes maior Com1,5 g/litrode sangue,o risco deacidente é25 vezes maior 
 Av. Flores da Cunha 580 sala 603 – Fone: 4382343 - Cachoerinha
1
 
 RECRIAR – Espaço de Saúde Mental  Psicóloga Márcia Sessegolo
Quantidade de álcool por litro de sangue (em gramas)*Efeitos
0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copo de cerveja, um cálice pequeno de vinho, uma dose de uísque ou outra bebidadestiladaAs funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são prejudicadas0,3 a 0,5 g/l - dois copos de cerveja, um cálice grande devinho, duas doses de bebidas destiladasO grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. Ocontrole cerebral relaxa, dando sensação de calma esatisfação0,51 a 0,8 g/l - três ou quatro copos de cerveja, três copos devinho, três doses de uísqueReflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão adiferenças de luminosidade, superestimação das possibilidades e minimização de riscos e tendência àagressividade0,8 a 1,5 g/l - a partir dessa taxa, as quantidades são muitograndes e variam de acordo com o metabolismo, com o graude absorção e com as funções hepáticas de cada indivíduoDificuldades de controlar automóveis, incapacidade deconcentração e falhas na coordenação neuromuscular 
 
1,5 a 2,0 g/lEmbriaguez, torpor alcoólico, dupla visão2,0 a 5,0 g/lEmbriaguez profunda5,0 g/lComa alcoólica
* Tomando-se por base a ingestão de álcool por um indivíduo que pese 70 kg
.
AS FASES DO ALCOOLISMO
O Alcoolismo é uma doença caracterizada por 4 fases:
Fase 1
: (Fase social, sem dependência física, apenas dependência Emocional). Inicia-se na primeira vezque se bebe (lembrando-se que dois fatores são fundamentais: Predisposição Orgânica e Benefícios, docontrio a doença o se desenvolve). O primeiro sintoma é a dependência Emocional. Odesenvolvimento emocional pára e a pessoa torna-se pouco tolerante. Como geralmente isso acontece nainfância ou na adolescência, a mudança emocional geralmente não é percebida, pois confunde-se commalcriação, infantilidade ou temperamento forte. A partir daí, a doença desenvolve-se mais ou menosdevagar, dependendo da predisposição orgânica. Bebe-se pouco e socialmente, não há perdas em virtudedo uso. Não há problemas físicos.
Fase 2:
(Fase social, sem dependência física, apenas dependência emocional). O organismo modifica-se:tem-se a tolerância aumentada (bebe-se mais que na fase 1). Não há problemas em conseqüência daingestão de álcool. Não há problemas físicos. Não há dependência física, apenas emocional.
Fase 3:
(Fase problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito (altíssima tolerância). O beber torna-se um problema. Muitos problemas emocionais, ressacas constantes, problemas emdecorrência da bebida , problemas familiares, problemas de relacionamento. Há o inicio da síndrome deabstinência, comam as "PARADAS ESTRAGICAS", pode-se haver internações. boasexpectativas de recuperação física. Há muitas perdas. Perda de controle.
 Av. Flores da Cunha 580 sala 603 – Fone: 4382343 - Cachoerinha
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 RECRIAR – Espaço de Saúde Mental  Psicóloga Márcia Sessegolo
Fase 4:
(Fase problemática, com dependência física e emocional). Bebe-se muito pouco, menos que nafase 1. Inicia-se a atrofia do cérebro. Pode-se ter delírios. Pode-se ter as mãos trêmulas por períodosexcessivamente longos. Problemas físicos e emocionais extremos. Pode-se ter Esquizofrenia. Muitas vezesconfunde-se com PMD (psicose maníaco-depressiva). Há poucas expectativas de recuperação física.Perdas extremas.
SEQUELASESTATÍSTICAS
 
(Fonte: Jornal o Estado de São Paulo - Repórter Gabriela Scheinberg.)
 Alcoolismo afeta 15% da população brasileira
 Av. Flores da Cunha 580 sala 603 – Fone: 4382343 - Cachoerinha
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