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enurese pais

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ENURESE E ENCOPRESE
Orientação aos Pais
O DESAGRADÁVEL "XIXI" NA CAMA...Um problema psicológico
O "xixi" na cama fora do tempo é problema infanto-juvenil denominado enurese, que significao esvaziamento desapropriado e involuntário de urina por um indivíduo cuja idade deveria ser asuficiente para controlar os seus esfíncteres, os músculos que asseguram a oclusão ou aberturado orifício da bexiga.Trata-se de uma situão bastante comum, mas que causa grande transtorno eaborrecimentos no seio da família.Este descontrolo vesical noturno acontece durante a infância, afetando principalmente osrapazes entre os 6 e os 7 anos de idade. Mas, em certos casos, pode persistir até que apuberdade seja atingida.No entanto, estabelece-se uma distinção entre as crianças que não conseguiram atingir ocontrolo dos seus esfíncteres e continuam a urinar na cama (enurese permanente ou primária) eas que, depois de o terem conseguido por um período superior a seis meses, voltam a urinar-se(enurese secundária ou adquirida).
As causas mais comuns
Existem vários fatores que podem originar a enurese. Entre os mais comuns estão osproblemas emocionais devidos a perturbações na relação da criança com o seu meio ambiente.Mas o problema também pode ser devido a alterações de tipo orgânico. Uma das que devemser tidas em consideração para o diagnóstico e tratamento da enurese é a possível existência dedeformações ou alterações funcionais do aparelho urinário, como um atraso no desenvolvimentodo controlo da bexiga, uma bexiga pequena ou um músculo esfíncter débil.A possível existência de infecções do trato urinária é outra das causas mais freqüentes daenurese secundária, sobretudo nas meninas.Há ainda outras possíveis causas orgânicas com a presença de diabetes mellitus ou dediabetes insípida e certas afecções neurológicas, como a epilepsia.Mais recentemente, investigações demonstraram que na origem desta disfunção pode estar um fator hereditário. Neste caso, o melhor é ser muito paciente com a criança, felicitando-asempre que acorde seca.Durante muito tempo, atribuíram-se os episódios de enurese a transtornos do sono, masatravés de estudos poligráficos (registros electro-encefalográficos durante o sono) não foiconseguido um padrão estatisticamente significativo. Mesmo durante o sono profundo, aspessoas retêm a urina de maneira que, mesmo quando a bexiga está cheia, produzem apenas
 
algumas gotas, enquanto o enurético evacua a bexiga num jacto completo e, além disso,demonstra-se que o faz precisamente durante o sono profundo.
A freqüência deste problema
A enurese é mais freqüente entre os rapazes do que entre as raparigas, numa relação de 3para 1. Até aos 5 anos atinge uns 15 a 20 por cento das crianças, 7 a 10 por cento por volta dos10 anos, mas pode persistir em um por cento dos casos até ao final da adolescência.Alguns estudos demonstram que quase 50 por cento das crianças com enurese noturna nãosão levadas ao médico por esse motivo. A enurese não tratada cura-se espontaneamente aoritmo de 10 a 20 por cento dos casos por ano.
Um pesado "segredo"
A enurese constitui um pesado fardo para a criança e para a sua família, não só por afetar asua auto-estima numa idade extremamente importante para o desenvolvimento da suapersonalidade, mas também porque acarreta custos econômicos e sociais consideráveis que vãoaumentando com o crescimento da criança.Hoje, são muitas as atividades da criança que exigem passar a noite fora de casa: dormir emcasa de amigos, campos de férias, acampamentos, torneios desportivos, visitas a familiares. Umacriaa com enurese evita todas estas atividades, receando que o seu "segredo" sejadesvendado, sobretudo por outras crianças.
O tratamento
O tratamento deverá adaptar-se às peculiaridades e características de cada caso, sendo, por isso, necessário realizar um exame atento nas áreas médica e psicológica para determinar aorigem do problema.De qualquer maneira, é importante pensar que a eliminação do sintoma de enurese nãorepresenta em si mesmo a cura da enfermidade enurética. Por isso, é necessário eliminar asituação conflituosa que se encontrar na base da situação, ou seja, a relação perturbadora dacriança com o seu ambiente. Quando se conseguir cumprir este objetivo, o efeito será duradouro.A enurese resolve-se na maior parte dos casos com a conjugação do tratamento médicoadequado com um acompanhamento psicológico, em que se pretende dar confiança à criança eacarinhá-la.
O papel dos pais
Os pais m um papel muito importante no processo de tratamento, ajudando a
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desdramatizar o problema. É preciso enfrentar o problema com tranqüilidade e paciência,encorajando a criança pelo esforço que está a fazer para o ultrapassar. E, sobretudo, nãodemorar a procurar apoio médico.A criança não molha a cama para chamar à atenção ou por ser preguiçosa, trata-se de umasituação que ela não controla. Por isso, "sermões" e castigos só a vão fazer sentir-se pior,agravando os sentimentos de frustração, angústia e culpa.No dia a dia, os pais deverão também tentar alterar alguns hábitos prejudiciais, evitando quea criança beba muitos líquidos antes de ir para a cama e lembrando-a da necessidade de urinar antes de se deitar.
Evitar a vergonha
Existem no mercado produtos de higiene infantil que ajudam a minimizar asconseqüências da enurese, poupando as crianças às situações de vergonha resultantes daexposição pública do seu problema.Para uma dormida fora de casa ou umas férias com amigos, existem já cuecas de proteçãonoturna, superabsorventes, mas com um aspecto que não é muito diferente da roupa interior utilizada pelas crianças. Assim, ela evitará os embaraços da cama molhada.
ENCOPRESE
Fowler (1882), Henoch (1889) e Weissenberg (1926), parecem ter sido os primeirosinvestigadores a interessarem-se pela encoprese, devendo-se a este último o termo e a suadefinição:
"- Qualquer defecação involuntária que ocorra numa criança que já tenha ultrapassado aidade de 2 anos e na ausência de lesão evidente do sistema nervoso ou de outra afecção orgânica".
Trata-se, portanto, de uma falta de controle do esfíncter anal, que é geralmente adquirido atéà idade de 2 anos e meio, caracterizando-se sobretudo por ser uma defecação involuntária, nãodiretamente atribuída a doenças físicas tais como anomalias retais e anais, a fraturas da colunavertebral, infecções agudas e outras ( que serão
"incontinência intestinal" 
e não encoprese).A encoprese não é uma doença do esfíncter anal, mas de um problema psicológico que afetao seu normal controle. Tal como a enurese, a encoprese é apenas um dos sintomas de um quadropsicopatológico, raramente sendo monossintomático. Mas pode aparecer associado a tiques,manipulações (roer as unhas, sucção no polegar), gaguez, timidez, medos, birras, delinqüência, etc.(Gruenspun, 1982).Ajuriaguerra (1976) diferencia Encoprese Primária de Encoprese Secundária.
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