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Ansiedade de Separação na Infância

Ansiedade de Separação na Infância

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08/11/2013

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Ansiedade de Separação na Infância
As crianças com Ansiedade de Separação podem ser incapazes de permanecer em um quartosozinhas, podem exibir um comportamento muito adesivo à pessoa de forte vínculo afetivo(normalmente a mãe), costumam andar juntos como uma sombra atrás dos pais, não só fora do lar como até por toda a própria casa e sofrem muito diante da possibilidade de ficarem separadas.Sintomas de ansiedade são relativamente comuns em crianças e adolescentes, e a ansiedade patológica, incluindo o Transtorno de Separação na Infância é um problema clínico freqüente nestafaixa etária. Por estas razões, todos os profissionais que lidam com crianças e adolescentes devemestar conscientizados sobre as possíveis manifestações de ansiedade nesta faixa etária.Esse apelo é especialmente dirigido aos pediatras, inegavelmente os primeiros a tomarem contactocom a criança ansiosa e, infelizmente, os maiores responsáveis pelo não tratamento da ansiedadenesses pacientes. Exceto alguma coisa do tipo maracujá, dificilmente são capazes (normalmente por ignorarem) de recomendar o tratamento correto.O problema fica mais grave na medida em que as famílias jamais contestam a conduta do pediatra deseus filhos e, quando eles acham que criança não deve tomar nenhum medicamento psiquiátrico, oassunto está definitivamente encerrado.As diretrizes a seguir podem auxiliar os pediatra ou médico da família médicos a determinar se há justificativa para um encaminhamento para serviço de saúde mental:1. A criança apresenta sintomas que excedem o que seria esperado nodesenvolvimento.2. A ansiedade cria comprometimento significativo em alguma área dasfunções da criança.3. Os sintomas de ansiedade persistem por um tempo inadequado.Os transtornos ansiosos podem ser debilitantes para crianças e adolescentes e estressantes para asfamílias, podem comprometer significativamente o desenvolvimento e o equilíbrio emocional. Por isso, o tratamento rápido e apropriado pode ser efetivo em aliviar os sintomas e ajudar o jovem aretornar à função normal.A Ansiedade de Separação é, provavelmente, o transtorno ansioso mais comum em crianças. Acaracterística essencial do Transtorno de Ansiedade de Separação é a ansiedade excessivaenvolvendo o afastamento de casa ou de pessoas com forte vínculo afetivo, normalmente a mãe.O medo é uma emoção humana universal e, tanto as crianças e adolescentes, quanto os adultos podem (e devem) experimentá-lo fisiologicamente. O medo até é benéfico na conservação daespécie, na medida em que serve de resposta adaptativa em muitas situações adversas.Portanto, a simples presença de medo de separar-se da mãe, pai ou qualquer outra figura de forteligação afetiva não é um sinal de patologia emocional, é um fenômeno normal no desenvolvimentoinfantil, existindo naturalmente dos 10 meses de idade até a idade pré-escolar. Mas, em outros casos,1
 
as reações de medo e ansiedade diante da separação ou perspectiva de separação podemcomprometer a adaptação e o desenvolvimento infantil.Para o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade de Separação há necessidade de que a ansiedadediante da separação ou perspectiva de separação da figura de mais contacto afetivo (normalmente amãe) seja exagerada, que a criança apresente algum sofrimento significativo ou algum prejuízosocial, escolar ou de outra área importante de sua vida. Portanto, para o diagnóstico é importante queas crianças com ansiedade de separação tenham dificuldades em realizar suas atividades cotidianasnormais, freqüentar a escola, ficar na casa de amigos, ir à excursões e, até, manter hábitos de sononormais.As crianças com este transtorno experimentam um sofrimento excessivo quando separados de casaou de pessoas de vinculação afetiva importante, bem como podem sofrer antecipadamente diante dasimples possibilidade de futura separação. Quando os pacientes são separados da casa ou dessas pessoas de vinculação afetiva, precisam insistentemente saber de seu paradeiro e sentem necessidadede permanecer em contato constante, como por exemplo, através de telefonemas repetidos.Embora teoricamente a Ansiedade de Separação possa ocorrer em qualquer idade, o transtorno émais freqüentemente diagnosticado na pré-puberdade. Isso porque, possivelmente, em idadesanteriores o problema possa ser menos valorizado pela família. A proporção entre meninos emeninas para a Ansiedade de Separação é pouco conhecida, embora alguns estudos epidemiológicosrelatem mais casos femininos.Dos 9 aos 12 anos as crianças com costumam suportar mais a angústia excessiva no momento daseparação. Os adolescentes com o transtorno entre 13 e 16 anos podem recusar ir à escola eapresentar queixas físicas. Pesadelos sobre separação também são freqüentemente em crianças mais jovens.Algumas crianças com Transtorno de Ansiedade de Separação sentem saudade extrema e chegam asentir-se doentes (com febre, diarréia, vômito, etc.) devido ao desconforto por estarem longe de casaou quando a pessoa de maior vínculo afetivo está ausente (viagens, trabalho...). Outros sintomasincluem preocupação fora da realidade com algo de mal que possa acontecer a si mesma ou aos pais,recusa em ir à escola, relutância em dormir sozinha ou longe dos pais, pesadelos repetidos comtemas de separação e queixas físicas (cefaléias, dores de estômago, náuseas, vômitos) nos momentosde separação ou antecipadamente, diante da possibilidade de separação.Esses pacientes freqüentemente expressam o medo anormal de se perderem e jamais reverem seus pais. Devido ao desconforto que sentem quando se ausentam de casa, costumam evitar de ir aqualquer lugar sozinhas. Pode, inclusive, haver relutância ou recusa a irem à escola ou outro tipo deatividade fora de casa, assim como, visitar ou pernoitar em casa de amigos.Outro sinal marcante do transtorno de separação que essas crianças apresentam é a freqüentedificuldades para dormir sozinhas, sendo habitual a insistência para que alguém (normalmente amãe) permaneça ao lado até adormecerem. Durante a noite podem ir à cama dos pais ou de outra pessoa significativa, como um irmão. Também pode haver pesadelos cujo conteúdo expressa ostemores fantasiosos da criança, como por exemplo, a destruição da família, assassinato ou outracatástrofe.2

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