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Averbação de Tempo de Serviço-Médico Residente-Considerações (Parecer)

Averbação de Tempo de Serviço-Médico Residente-Considerações (Parecer)

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Análise sobre pedido de averbação de tempo de serviço de médico residente.
Análise sobre pedido de averbação de tempo de serviço de médico residente.

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Published by: Antonio Carlos Pinheiro da Silva on Jul 12, 2010
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05/25/2012

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Fl._______
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁSecretaria de Controle Interno e Auditoria
Coordenadoria de Acompanhamento e Orientação à Gestão
Seção de Acompanhamento e Orientação às Gestões Administrativas e de Recursos Humanos
Seção de Acompanhamento e Orientação às Gestões administrativas e de Recursos HumanosPar252_2009-Averbação de Tempo de Serviço.Médico Residente
PARECER/SAGES/COGES/SCI/N° 252/2009
Referência:
Processo Administrativo N.º 31.941/2009.
Assunto:
Tempo de Serviço. Médico Residente. Averbação. Revisão.Aplicação da Lei n. 9784/1999. Entendimento do TCU, STJ eSTF sobre a matéria. Considerações.Senhor Secretário,Cuida-se de comunicação interna da Seção de Aposentadoria e Pensões
 – 
 SEAPE
 – 
indicando a necessidade de análise da averbação do tempo de serviço do servidorDylvardo José Moreira da Costa Lima Filho, relativo ao período em que atuou comomédico residente na Universidade Federal do Ceará.2. Solicita a SEAPE, em sua CI, informação acerca da natureza jurídica demédico residente, com o fim de elucidar se esse trabalho médico se enquadra em algumadas categorias indicadas na Orientação Normativa n° 02/2009, para efeito de contagemcomo efetivo exercício no serviço público.3. Em informação de fls. 12/15, a Seção de Normas e Jurisprudência dePessoal aduz que, no caso do servidor em epígrafe,
“tem
-se que este comprovou através deCertidão emitida pelo INSS (fl. 11), a contribuição para a Previdência durante o períodoem que cumpriu Residência Médica. Pelo que, o tempo foi devidamente averbado paraaposentadoria. Todavia, em relação ao adicional por tempo de serviço, deferido por meiodo Acórdão 25.225/92, não encontramos fundamento legal para o cômputo
 dos 912(novecentos e doze)
 
dias de médico residente para essa finalidade.”
Face ao exposto,sugere a reapreciação da reportada decisão, ressaltando o prazo decadencial para aAdministração anular seus atos, previsto no art. 54 da Lei n° 9.784/99, e a decisão1020/200 do TCU tratando da aplicabilidade do referido artigo.4. É o relatório.5. De início, cabe reportar o que expressa a Orientação Normativa 02/2009do Ministério da Previdência Social respeitante a tempo de efetivo serviço público,
inverbis
:
 Art. 2º Para os efeitos desta Orientação Normativa, considera-se: I - ente federativo: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
 
Fl._______
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁSecretaria de Controle Interno e Auditoria
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Seção de Acompanhamento e Orientação às Gestões administrativas e de Recursos HumanosPar252_2009-Averbação de Tempo de Serviço.Médico Residente
 II - Regime Próprio de Previdência Social
 – 
RPPS: o regime de previdência, estabelecido no âmbito de cada ente federativo, que assegure, por lei, a todos os servidores titulares de cargo efetivo, pelo menos osbenefícios de aposentadoria e pensão por morte previstos no art. 40 daConstituição Federal; III - RPPS em extinção: o RPPS do ente federativo que deixou de assegurar em lei os benefícios de aposentadoria e pensão por morte a todos osservidores titulares de cargo efetivo, mas manteve a responsabilidade pelaconcessão e manutenção de benefícios previdenciários; IV - RPPS extinto: o RPPS do ente federativo que teve cessada aresponsabilidade pela concessão e manutenção de benefícios previdenciários;V - unidade gestora: a entidade ou órgão integrante da estrutura daadministração pública de cada ente federativo que tenha por finalidade aadministração, o gerenciamento e a operacionalização do RPPS, incluindoa arrecadação e gestão de recursos e fundos previdenciários, a concessão,o pagamento e a manutenção dos benefícios;VI - cargo efetivo: o conjunto de atribuições, deveres e responsabilidadesespecíficas definidas em estatutos dos entes federativos cometidas a umservidor aprovado por meio de concurso público de provas ou de provas etítulos;VII - carreira: a sucessão de cargos efetivos, estruturados em níveis egraus segundo sua natureza, complexidade e o grau de responsabilidade,de acordo com o plano definido por lei de cada ente federativo;
VIII - tempo de efetivo exercício no serviço público: o tempo de exercício de cargo, função ou emprego público, ainda que descontínuo, na Administração direta, indireta, autárquica, ou fundacional de qualquer dos entes federativos;
 
6. A respeito do exercício da residência médica, convém destacar o parecer doMinistério Público Eleitoral, anexo às 09/10, que analisou pedido de averbação de tempode serviço do servidor em questão, do qual se extrai o seguinte entendimento:
“Conforme ficou expendido, o residente médico não é exercente de cargo
ou função pública e, a teor do que prevê a Lei de Organização daPrevidência Social (LOPS), é contribuinte autônomo, porque bolsista,estagiário, podendo recolher suas contribuições à Previdência Social, para fins de benefícios, desde que os bolsistas não têm o referido desconto
em suas bolsas.”
 
7. Nessa esteira, também tem sido a orientação do Tribunal de Contas daUnião, não reconhecendo o tempo de residência médica para fins de averbação de tempo
 
Fl._______
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de serviço, por representar modalidade de pós-graduação, constituindo-se meramente emextensão da atividade escolar. Desse modo:
 Acórdão 1612/2006 - Primeira Câmara Relatório do Ministro Relator
 É pacífica a jurisprudência do TCU no sentido da vedação da averbaçãodo tempo de serviço de monitoria (Súmula TCU 245 e Decisões 306/1997 e308/1997 da 1ª Câmara e 486/2000, 101/2001, 339/2001 da 2ª Câmara e Acórdão 596/2003 - 2ª Câmara), por absoluta inexistência de autorizaçãolegal. No que concerne à Residência em Medicina, dispõe o art. 1º da Lei n.º 
6.932/1981 que a „Residência Médica constitui modalidade de
ensino de pós-graduação, destinada a médicos, sob a forma de cursos deespecialização, caracterizada por treinamento em serviço, funcionando soba responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não, sob aorientação de profissionais médicos de elevada qualificação ética e
 profissional‟.
  Referida lei dispõe, em seu artigo 4º, que o médico residente recebe bolsade estudos e não remuneração ou vencimentos, podendo-se então facilmente confirmar que a residência médica não diz respeito ao exercíciode cargo público. Não sendo cargo público, não pode ser aceita a certidãode tempo de serviço lavrada por órgão público (fl. 19 - v. 1) paraaverbação desse tempo.O Tribunal Superior do Trabalho nos Recursos de Revista n.ºs: 238/1982,2120/1983 e 6380/1985 entendeu que a Residência Médica não configurarelação de emprego. Referido período dá a falsa impressão de existir relação de emprego, por constituir-se em estágio de alto nível,caracterizado por treinamento em serviço, em regime de dedicaçãoexclusiva.
 
8. Portanto, com base na jurisprudência pacífica do TCU, por não dizerrespeito ao exercício de cargo público, não se pode aceitar a certidão de tempo de serviço,referente a residência médica, lavrada por órgão público. No entanto, consta dos autoscertidão emitida pelo INSS comprovando que o servidor contribuiu para a Previdência, naqualidade de autônomo, no período em que foi médico residente, devendo-se, desse modo,considerar esse tempo para efeito de aposentadoria.9. Ressalte-se, porém, que esta Corte deferiu, através do acórdão 25.225, aaverbação do tempo de residência médica cumprido pelo servidor, reconhecendo essetempo como de efetivo serviço público, contando-se inclusive para fins de concessão deanuênios. Todavia, em face da iterativa jurisprudência do TCU, entendemos que o períodode residência deve ser considerado como exercício de atividade privada, contando-se, nos

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