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Práticas inovadoras no ensino de Geografia

Práticas inovadoras no ensino de Geografia

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05/09/2013

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PRÁTICAS INOVADORAS NO ENSINO DA GEOGRAFIA:INTERAÇÕES POR MEIOS TÁTEIS
Ian Bruno Mendonça TAQUARY (1); Patrícia Santos FAGUNDES (2)
(1)
 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Rua Creso Bezerra, 1864,Quintas, Natal - RN, (84) 9422-3913, e-mail:ib.taquary@bol.com.br (2)
 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, email:patriciafagundes_@hotmail.com
RESUMO
O presente trabalho é fruto de pesquisa acadêmica vinculada à disciplina de metodologia do ensino dageografia e visa discorrer sobre práticas inovadoras para o ensino da Geografia no Ensino Fundamental eMédio, como medida incentivadora para as aulas, propondo a interação dos alunos com os conteúdos dadisciplina, a serem trabalhadas de modo prazeroso e concreto por meio de objetos ou atividades construídoscolaborativamente pelos alunos e professores em sala de aula ou laboratório como forma de promover apercepção tátil-espacial dos discentes e tornar o ensino da disciplina menos abstrato, (de caráter mnemônico,onde os conceitos são a peça fundamental do processo) promovendo um ensino mais lúdico, umareestruturação do espaço escolar e do papel de seus agentes atuantes. Entre os meios propostos a seremutilizados em sala de aula, foi dado enfoque principal aos que podem ser construídos com mínimo ounenhum custo, que podem ser conseguidos facilmente, em casa, na escola ou mesmo nas ruas, comomateriais que podem ser reciclados, reaproveitados, naturais orgânicos e inorgânicos (sementes, madeiras,rochas, terra...). Pretende-se então incentivar a construção de modelos táteis da crosta terrestre e do espaçogeográfico mostrando-se as representações que nele ocorrem por meio dos materiais acima descritos. Espera-se com esta pesquisa a promoção de uma didática tátil e interativa que torne os alunos mais ativos,interessados e conscientes de seu papel na busca pelo conhecimento, por meio de aulas mais prazerosas.
Palavras-chave:
tatilidade, ensino e aprendizagem, geografia.
 
1. INTRODUÇÃO
Nos dias atuais, a renovação do ensino das disciplinas presentes no ensino básico das escolas brasileiras temse tornado um tema constante no meio acadêmico e profissional de todos os educadores. A defesa por umamudança na educação tem por base movimentos críticos surgidos desde a segunda metade do século passado,tendo como principais alvos os cursos de licenciatura. Tal renovação, ainda supostamente presente emnossas escolas, deve implicar não somente a mudança de conteúdos em sala de aula, onde os principaisaspectos a serem listados sejam a "realidade" do aluno, por vezes expressa como reportagens meramentecoletadas em um jornal local ou como as ultimas novidades da mídia (KAERCHER, 2002), mas tambémdeve contemplar abordagens criteriosas, cuidadosamente planejadas pelo professor, que possam se refletirem sua postura na sala de aula para com os alunos, a ordem e disposição das cadeiras, sua forma de avaliaçãoe o melhor: promover o aprendizado por formas inovadoras de aprendizagem, não de ensino.Pensar em inovar o ensino de Geografia nesta realidade dominada por pensadores "críticos" ou que se auto-afirmam como renovadores pode parecer demagógico, um pensamento comum, alguma prática enrraigada detecnologia ou embebedada em pensamentos de autores contemporâneos, modernistas que ao pensarem nocomplexo acabam por gerar uma profusão acadêmica, onde as disciplinas muitas vezes perdem suasparticularidades em prol de um conhecimento único e um diálogo que apesar de unir conceitos e conteúdosgerais para os alunos, não facilitam uma visão global do universo específico de uma disciplina. A busca porpráticas inovadoras no ensino da Geografia que contemplem a relação entre os vários aspectos atuantes noespaço físico é fundamental para que se desenvolvam os processos cognitivos dos alunos, desde que taispráticas sejam elaboradas de modo estimulante (LUZ, 2009).O conceito de inovação aqui proposto não é aquele se refere ao inovar o sistema de ensino, mas as técnicasutilizadas em sala de aula, como forma de se propiciar uma aprendizagem diferente, um ensino dinâmico,atual, criativo e instigante para que nossos alunos percebam a Geografia como um conhecimento útil epresente na vida de todos e prazerosa aos alunos do ensino básico (KAERCHER, 2002). Para tanto, como severá a seguir, propomos a construção e/ou utilização de objetos didáticos táteis e seu devido uso em sala deaula, de forma planejada pelo professor de Geografia, sozinho ou em conjunto com outras disciplinas,promovendo o desenvolvimento do tocar, da atividade lúdica inserida em um espaço agradável - a escola,bem com a percepção espacial e a escala, conceitos abstratos quando não promovidos por uma percepçãotátil.Ademais, temas como a inclusão de pessoas com deficiência visual e alunos com déficit de atenção setornam uma constante viável no processo de ensino-aprendizgem desta disciplina, ainda recoberta deconceitos e aspectos teóricos necessários para se compreender a sociedade que fazemos.
2. OS MEIOS DIDÁTICOS TÁTEIS
Um acontecimento visível e singularmente comum nas escolas brasileiras, mesmo nas que prometem umaprática educativa diferenciada que supostamente visam a formação dos cidadãos é que grande parte daestrutura didática das mesmas está voltada para o ensino dos professores, não para a aprendizagem dosalunos (TORRES, 2009).Muitas escolas, com destaque notável para as instituições privadas em nosso país, estão repletas decomputadores encerrados em laboratórios de informática, entretanto seus devidos usos são estritamentecoordenados pelo professor. Em sala de aula, o professor de Geografia manuseia com destreza o mapa e oglobo terrestre (quando os dispõe na escola) para toda a classe. Os alunos, quando muito, observamatentamente os atos do professor. De acordo com Torres (2009), a escola tem se centrado no ponto de vistado ensino por entender que ensinar equivale a aprender.Entretanto, ensinar e aprender são duas coisas diferentes e envolvem processos distintos para suas devidasconstruções. Enquanto o professor planeja a aula, lê diferentes textos e reflete sua sobre prática docente, oaluno somente aprenderá aquilo que considerará interessante, e tudo o que for considerado como "chato" ou"inútil", será desprezado logo em seguida (ALVES, 2001).É fato notável tanto para educadores, quanto para pais e familiares que os jovens têm maior facilidade noensino por meio do tato. É através deste sentido que a criança percebe sua mãe quando nasce, por meio doato de sugar o leite materno. Quando infante, adquire especial gosto em provar o mundo por meio da boca,sentido a necessidade de perceber os objetos de forma mais eficiente que suas ainda não preparadas mãos.
 
Quando criança desenvolve a visão por meio das mãos, agora mais bem desenvolvidas e melhor preparadaspara a apreensão tátil. Entretanto, em sala de aula, tanto a criança quanto o adolescentes são privados muitasvezes do tocar (ALVES, 2009). O professor, a sua frente, no quadro, muitas vezes somente lhes disponibilizaunicamente como objeto concreto, o livro didático.Além de prazeroso, desenvolver atividades por meio das mãos humanas pode apresentar também benefíciosterapêuticos nos âmbitos físicos e cognitivos para quem os pratica. Têm se perdido a sensibilidade naturalprópria da raça humana simplesmente por vivermos em uma sociedade ocidental que desvaloriza a pele ouque a trata como um simples revestimento corporal (MONTAGU, 2006).Valorizar o tocar nas aulas de Geografia não deve ser uma abordagem somente para classes que contenhamalunos com baixa visão ou deficiência visual. Mas como um meio de seduzir o aluno e respeitar sua naturezaenquanto ser humano, que sente o seu espaço de vivência por meio do toque.Pelos motivos supracitados, entendemos que o processo de ensino e aprendizagem deve ser norteado porelementos motivadores em sala de aula, que possibilitem despertar a atenção do estudante para o processo deconstrução de seu próprio conhecimento, entendendo-se agente atuante, tanto do espaço didático, quanto doespaço geográfico, por meio de objetos táteis.Tais objetos, como as maquetes, terrários e outras formas de se representar o espaço, permitem aos alunosque eles desenvolvam habilidades táteis, não somente as que se referem às de cunho artístico mas também ascognitivas e espaciais, que podem ser trabalhadas de modo coeso e planejado com outras disciplinas.
3. OS OBJETOS TÁTEIS E A INCLUSÃO
Existe no meio acadêmico uma constante tendência de se relacionar os conceitos de objetos táteis e educaçãoinclusiva especialmente aos casos que dizem respeito ao papel do professor de se trabalhar com pessoasdeficientes visuais. Entretanto, tais conceitos se separam quanto a abrangência de seus limites verbéticos,devidos aos seus usos em diferentes campos da ciência.Por educação inclusiva podemos entender a rejeição da exclusão de qualquer aluno da comunidade escolar,isto é, o aceite sem qualquer forma discriminatória do mesmo na instituição, formando para isto um conjuntode políticas, cultura e prática que valorize a contribuição ativa de cada aluno (RODRIGUES, 2006).Por outro lado, o conceito de objetos táteis é mais abrangente, podendo ser definido como qualquer materialque possa ser tocado e manipulado (CAMARGO; NARDI, 2007). Assim conceituado, um objeto tátil temcaráter geral, não se aplicando especificamente a educação inclusiva nem a outra ciência qualquer. Pode serum martelo, uma casa ou um livro, por exemplo. O conceito aqui expresso, de utilização no presente artigo éo de um objeto que possa ser manipulado e que atenda a fins didáticos, excluindo-se, assim, qualquer outromeio tateável.A utilização e fabricação de meios táteis didáticos em sala de aula não apresentam grandes restrições quantoao publico alvo, podendo ser utilizados por alunos de ensino regular ou na modalidade EJA, por exemplo,sempre sob a supervisão de um ou mais orientadores, a depender do tipo de complexidade do produto que sepretende construir. Por esta abrangência, podem-se inserir alunos com deficiência visual não só quanto aouso, mas também na fabricação dos objetos, haja vista que muitos podem ser construídos com materiais queoferecem algum risco ao aluno.Entretanto, o enfoque principal não deve ser o aluno com deficiência, mas todo e qualquer discente. Pois,como nos afirma Crozoara e Sampaio (2008, p.01), "O processo de inclusão visa uma educação de qualidadenão só para alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais, mas para todas as pessoas na Escola".Desse modo, se por meio de práticas inovadoras conseguimos incluir o aluno com deficiência, mesmo queestas não sejam elaboradas exclusivamente para eles, então estaremos desenvolvendo, assim, uma educaçãorealmente inclusiva.
4. O TERRÁRIO EM SALA DE AULA: CONSIDERANDO UMA GEOGRAFIA TOTAL
A prática docente de muitos professores do ensino básico, expressa em variados trabalhos apresentados emcongressos, simpósios ou encontros sobre práticas em educação tem demonstrado a grande frequência queobjetos didático-tatéis têm sido utilizados em sala de aula, especialmente as maquetes e outras representaçõesou modelados que objetivem a demonstração dos professores. Quando utilizadas pelos professores deGeografia ou Biologia, principalmente, as maquetes servem para que se demonstre visual e tatilmente algum

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