Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
4Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
TAMG

TAMG

Ratings: (0)|Views: 566 |Likes:
Published by Túlio Vianna

More info:

Published by: Túlio Vianna on Jul 12, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/11/2013

pdf

text

original

 
 EMENTA - Certidão de antecedentes criminais apócrifa. Ausência devalidade jurídica. A certidão de antecedentes criminais apócrifa não possuiqualquer valor jurídico e, em respeito ao princípio constitucional depresunção de não-culpabilidade o réu deverá ser considerado primário e debons antecedentes.Provimento parcial.A C Ó R D Ã OVistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Criminal Nº 401.833-1 da Comarca de MONTES CLAROS, sendo Apelante (s): ALEXANDREMENDES DA SILVA e Apelado (a) (os) (as): MINISTÉRIO PÚBLICODO ESTADO DE MINAS GERAIS,ACORDA, em Turma, a Segunda Câmara Mista do Tribunal de Alçada doEstado de Minas Gerais, DAR PROVIMENTO PARCIAL.Presidiu o julgamento o Juiz ERONY DA SILVA (Relator) e deleparticiparam os Juízes ALEXANDRE VICTOR DE CARVALHO(Revisor) e MARIA CELESTE PORTO (Vogal).O voto proferido pelo Juiz Relator foi acompanhado na íntegra pelosdemais componentes da Turma Julgadora.Belo Horizonte, 12 de agosto de 2003.JUIZ ERONY DA SILVARelatorV O T O
 
 O SR. JUIZ ERONY DA SILVA:O Ministério Público do Estado de Minas Gerais denunciou, na Comarcade Montes Claros, Alexandre Mendes da Silva como incurso nas sançõesdo art. 155, caput, c/c art. 14, II, ambos do CP, por ter, em 19 de abril de2002, por volta das 12h30, tentado subtrair um aparelho de som CDinstalado no veículo de propriedade da vítima Karem Dayana RodriguesSilva.A sentença monocrática às f. 60 e seg. julgou procedente a denúncia econdenou o réu a 3 (três) anos, 7 (sete) meses e 10 (dez) dias de reclusãoem regime fechado e ao pagamento de 107 (cento e sete) dias-multa comvalor unitário mínimo. Não lhe foi concedida a substituição da penacorporal por restritiva de direitos.Inconformada, apelou a defesa, apresentando suas razões às f.68 e seg., nasquais pugna pela absolvição ou, alternativamente, pela aplicação da penano mínimo legal.As contra-razões ministeriais às f.75 e seg. são pelo provimento parcial dorecurso.A douta Procuradoria-Geral de Justiça, em parecer às f.81 e seg.,manifestou-se pelo provimento parcial do recurso.Em síntese, é o relatório.Conheço do recurso, pois presentes os pressupostos de sua admissibilidade.A materialidade e a autoria delitiva estão sobejamente comprovadas nosautos, inclusive pela confissão do acusado.Não obstante o magnífico trabalho de defesa apresentado pela Dra. MaízaRodrigues Silva em suas alegações finais às f. 52 e seg., não há falar emaplicação analógica do art. 34 da Lei 9.249/95, nos termos julgados emcasos semelhantes pelo brilhante Des. Amílton Bueno de Carvalho doTJRS.No presente caso, a vítima sofreu um efetivo prejuízo, pois o vidrodianteiro direito de seu automóvel foi quebrado para que o aparelho de sompudesse ser subtraído.Assim, não há falar em aplicação analógica in bonam partem do art. 34 daLei 9.249/95, como quer a defesa, pois para tanto seria necessária a
 
comprovação de que o agente restituiu todo o prejuízo causado à vítima.Por outro lado, assiste inteira razão ao nobre Defensor Público WellisonCarlos Fonseca Cambuí, subscritor das razões do apelo, ao afirmar que apena foi excessivamente fixada.É que as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP são todas comuns aoscrimes da espécie e, portanto, elementos constitutivos do próprio tipopenal, em nada demonstrando uma maior reprovação da conduta.Assim, fixo-lhe a pena-base no mínimo legal de 1 (um) ano de reclusão.A certidão de antecedentes criminais às f. 24 e seg. não está assinada, razãopela qual não tem qualquer valor jurídico.Não se pode considerar informação computadorizada apócrifa comodocumento hábil para se comprovar antecedentes criminais.Assim, não levarei em conta a reincidência na fixação da reprimenda.Em razão de a pena-base ter sido fixada no mínimo legal, deixo deconsiderar em favor do réu a atenuante da confissão espontânea, aplicandoao caso a súmula 231 do STJ.Reduzo-lhe a pena pela tentativa em apenas 1/3 (um terço) tendo em vistaque o iter criminis foi percorrido em quase sua totalidade.Fixo-lhe a pena definitiva em 8 (oito) meses de reclusão em regime aberto,em face da ausência da comprovação por documento legal da reincidência.Fixo-lhe a pena pecuniária em 10 (dez) dias-multa com valor unitáriomínimo.Ainda pela ausência da prova de reincidência e em respeito ao princípioconstitucional da presunção de não-culpabilidade, substituo a penacorporal fixada por uma restritiva de direitos, a ser designada pelo juízo daexecução e na prestação pecuniária de 1 (um) salário mínimo à vítimacomo forma de reparar-lhe o dano causado.É como voto.JUIZ ERONY DA SILVA

Activity (4)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Sara Davylla liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->