Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
12Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Física - Pré-Vestibular Vetor - Capítulo 01 - Introdução á Física

Física - Pré-Vestibular Vetor - Capítulo 01 - Introdução á Física

Ratings:

4.5

(2)
|Views: 9,559|Likes:

More info:

Published by: Física Concurso Vestibular on Jun 17, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

02/04/2013

pdf

text

original

 
Capítulo 1Introdução à Física
Introdução à Física 
 Na preparação para o vestibular, a física é vista por muitos como complicada, principalmentequando não se trata de uma disciplina específica nos concursos. Talvez o grande empecilho seja oenfoque matemático usado por ela para a análise dos fenômenos. Todavia, quando os conceitos são bemcompreendidos e frequentemente praticados através dos exercícios propostos, não há mais dificuldades.Portanto, é muito importante a presença às aulas e a execução das tarefas extras em casa. É o esforçode cada um que determina o sucesso no vestibular. Principalmente em um contexto de competição, noqual há dezenas de pessoas por vaga concorrendo. É muito comum a desmotivação ao longo do ano, adesesperança e a vontade de desistir. Mas, sinceramente, vale insistir: isso é bem comum.É um período longo e cheio de abdicações, em que nos privamos de muitos prazeres em busca de umobjetivo maior. Mas tenha certeza: vale, e muito, a pena. O ingresso na universidade abre infinitas portase somente 2% da população têm chance de se preparar para o concurso. Por isso, aproveite muito suachance. Nos textos que seguem, abordaremos os principais tópicos da física, todos que têm possibilidade deocorrer em uma prova de vestibular. Procure lê-los calmamente, sem pressa de prosseguir caso hajaalguma dúvida. Releia o que for preciso sempre que sentir insegurança. E pratique com os exercícios propostos. Muitos deles têm a intenção de fazê-lo refletir antes mesmo de que a teoria correspondente lheseja apresentada. Por isso, de forma alguma veja a solução imediatamente.Boa leitura!
1.
 
A física
A física é o estudo dos fenômenos naturais (natureza = physis, em grego). Até o fim do século XIX,dividia-se em cinco grandes campos: a mecânica, o eletromagnetismo, a termologia, a óptica e o estudodas ondas. Atualmente, alguns desses campos fundiram e surgiram outros novos: a Física Relativística e aFísica Quântica. Contudo, o novo foco da física só é estudado nas universidades. A relatividade trata decorpos com velocidades muito grandes, próximas da velocidade da luz. A física quântica trata de corposmuito pequenos, como os elétrons, e como eles se comportam.
EXTRA
 _____________________________________________________________________________________ Os fenômenos naturais sempre intrigaram a humanidade. Desde coisas aparentemente simples, comoo movimento, até mesmo o sol e os relâmpagos. Contudo, em épocas mais antigas, havia outrasnecessidades bastante prioritárias à sobrevivência, que impediam que déssemos atenção às nossascuriosidades e questionamentos.Foi no momento de estabilidade política e econômica da Grécia Antiga que, pela primeira vez nahistória, o homem pôde dedicar mais tempo ao desenvolvimento da intelectualidade. Surgia a ciência.Obviamente, não nos moldes atuais, mas era a sua essência. O ócio surgido em virtude do contextohistórico determinou uma série de paradigmas novos, culminando naideologia básica de fomentação do saber e da arte, que rege nossacultura até hoje.O desenvolvimento intelectual grego iniciou-se com a matemáticae com a língua, bastante sofisticada. O prosseguimento desses estudosdeu origem à filosofia, que se desenvolveu de forma considerável, vistoque a religião grega não constituía um empecilho, como normalmenteocorre. Na verdade, a religião grega era bastante “livre”, isto é, nãoexistia uma entidade consistente com o objetivo de conservar a tradiçãoideológica, nem de controlar as interpretações das lendas. E, justamente por se tratarem de lendas, e não dogmas, havia um tom pessoal nareligião, isto é, não existia uma interpretação oficial para elas.A primeira “tese” registrada é de Tales de Mileto. Ele afirmou quetodas as coisas eram feitas de água. Seu trabalho incentivou vários pensadores a dissertarem sobre o mesmo assunto. Pitágoras defendiaque tudo era feito de números. Anaxímenes de Mileto propunha que ascoisas, por condensação e rarefação, eram essencialmente compostasde ar. Anaximandro de Mileto afirmou que tudo era feito doindeterminado, algo que tinha como principal característica a não-definição. Heráclito de Éfeso tentou provar que as coisas eram feitas de
Tales de Mileto
: primeiro passo na construção dafilosofia ocidental, com oquestionamento acerca daessência de todas as coisas.
 
Capítulo 1Introdução à Físicafogo pois, assim como o fogo, “tudo flui” (tudo está em constante mudança – “é impossível banhar-seduas vezes no mesmo rio”).Parmênides de Eléia contra-argumentou dizendo que se tudo muda, a lei das mudanças tambémmudará, e passará a haver algo que não muda. Logo, é impossível que tudo mude. E, em um pensamentodiametralmente oposto, ele afirma que nada muda, pois tudo é feito do “ser”. Zenão de Eléia argumentavaem defesa de Parmênides. Daí surge o famoso paradoxo de Aquiles e a tartaruga.Esse grupo de filósofos gregos constituiu o embrião da ideologia do mundo ocidental. Podemosdestacar três ícones: Sócrates, Platão e Aristóteles. Este último foi a peça-chave para o desenvolvimentoda física, em especial pela Teoria da Causalidade. Aristóteles postulou que todas as coisas no mundo têm potência de mudança e, sob esse aspecto, a qualquer processo desencadeado é possível atribuir umacausa. Em outras palavras, tudo ocorre segundo a seqüência causa – fato – conseqüência. _____________________________________________________________________________________ 
2.
 
Revisão matemática: potenciação e radiciação
Antes de iniciarmos o estudo dos conceitos físicos, precisamos fixar alguns conceitos matemáticosacerca de potenciação, em especial o uso da base 10. Se você já domina esse tema, deve pular este tópico.
( )
101010...10 x vezes101000...0 (x zeros)
 x x
= =
 É bastante comum encontrarmos também um expoente negativo:1100,00...01 (x zeros, incluindo o zero à esquerda da vírgula)10
 x x
= =
 Da mesma forma que podemos “passar” o 10 para o denominador da fração trocando o expoente parao seu equivalente positivo, podemos também fazer o inverso:11010
 x x
=
 Há ainda algumas propriedades interessantes da potenciação:
( )
.
1010101010101010
 x y x y x x y y y x x y
+
===
 Quando multiplicamos um número intero por 10, acrescentamos um zero à sua direita.
525*105250
=
 Se multiplicamos um número inteiro por uma potência de 10 (10
x
), acrescentamos x zeros à suadireita:
4
525*105250000
=
 Se o fazemos com um número racional, devemos deslocar a vírgula x casa para a direita:
3
5,25178*105251,78
=
 Porém, se o número de casas à direita da vírgula não forem suficientes para completarmos aoperação, devemos continuá-la complementando o número com zeros:
5
5,25*10525000
=
 O procedimento para efetuarmos a divisão por 10 e suas potências é exatamente o inverso:
2345
525/1052,5525/105,25525/100,525525/100,0525525/100,00525
=====
 
Propriedades gerais da potenciação
 
Capítulo 1Introdução à FísicaSeja
a
e
b
um número real qualquer. Generalizando as propriedades vistas de potenciação, podemosescrever:1.
 
 x y x y
a a a
+
× =
 2.
 
 x x y y
aaa
=
 3.
 
( )
.
 y x x y
a a
=
 Há ainda outras propriedades como:4.
 
( )
..
 x x x
ab a b
=
 5.
 
 x x x
a ab b
=
 
Radiciação
Comumente calculamos a raiz quadrada de um número. Às vezes, até mesmo a raiz cúbica. Aradiciação é a operação inversa da potenciação. Podemos definir a raiz n-ésima de um número da seguinteforma:1.
1
nn
a a
=
 De forma mais geral, escrevemos2.
( )
11.
mmnm mnn n
a a a a
= = =
.Pelo fato de ser possível escrever uma raiz na forma de potenciação, seguem algumas outras propriedades:3.
 
.
n n n
a b ab
× =
 4.
 
nnn
a abb
=
 
5.
 
Medidas
Aqui, começamos de fato o estudo da física. Se a física é o estudo da natureza, precisamos de dados para analisá-la. Esses dados são numéricos, são comparações com coisas já conhecidas. Medir, em termostécnicos, significa comparar. Podemos por enquanto traduzir como “interpretar a natureza comonúmeros”.Sempre que desejamos realizar alguma medida, não a fazemos com perfeita exatidão. Isto é, há umamargem de erro correspondente ao próprio instrumento e também devida à falta de precisão humana. Por isso, quando queremos representar numericamente uma medida, devemos mostrar também a sua
incerteza
.Por exemplo, imaginemos que vamos medir o comprimento de algo:Começando pelo zero, a outra extremidade do objeto ficou situada entre a medida 1,3 e 1,4. Dandoum “chute” para essa medida, podemos dizer que o objeto mede 1,36 cm.Ou seja, sempre que citamos uma medida, colocamos o último algarismo como sendo o
algarismoduvidoso
. Isto é, dizer que esse objeto mede 1,36 cm significa afirmar que sua medida está entre 1,3 e1,4, mas que a melhor aproximação que pudemos obter é 1,36 cm.0 0.5 1.0 1.5

Activity (12)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Naiara000000 liked this
gino55 liked this
Paulo Romario liked this
gino55 liked this
Geovani2009 liked this
vandoerth liked this
Maicon Moreno liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->