Universidade Moderna). Esta é uma curta lista entre milhares de nomes, divididos porvárias obediências - as mais representativas são o
Grande Oriente Lusitano
(
GOL
),liderado pelo ex-deputado sodalista
António Reis
, e a
Grande Loja Regular de Portugal
(
GLRP
), dirigida pelo escritor
Mário Martin Guia
- que se movem em todos os sectoresde actividade. É a acção conjunta destes homens, que se reúnem entre as paredes discretasdos templos maçónicos, repletos de símbolos e artefactos, que forma o designado "
lóbimaçónico
".
O
último episódio demonstrativo da proximidade entre a maçonaria e o poder surgiu namais recente remodelação governamental.
António Costa
saiu para ser candidato à CâmaraMunicipal de Lisboa e, para seu sucessor na pasta da Administração Interna, foi designado
Rui Pereira
, que hoje é visto como um dos nomes mais fortes do GOL. Fez parte da
LojaConvergência
, liderada por
Luís Nunes de Almeida
, o ex-presidente do TribunalConstitucional (TC)
falecido em 2004
e em cujo funeral maçons de várias lojas eobediências fizeram - sem o conhecimento do prior Horácio Correia, responsável pelaBasílica da Estrela – uma cadeia de união (ritual maçónico em que todos dão as mãos eproferem as últimas palavras de homenagem ao morto). O acto decorreu discretamente nacasa mortuária, longe dos olhos de elementos não maçons, os "
profanos
".Frequentador assíduo destas e de outras reuniões maçónicas,
Rui Pereira
dividiuultimamente tarefas entre a
visível coordenação da Unidade de Missão para a Reforma Penal
e a
presidência-sombra do Supremo Tribunal Maçónico
, que acabou porabandonar, segundo fontes do GOL, quando foi há poucos meses escolhido pelo PS paraintegrar o
Tribunal Constitucional
. Hoje faz parte da
Loja Luís Nunes de Almeida
- criadaem homenagem ao jurista falecido após a cisão registada na
Loja Convergência
, quecontinuou a ter, entre outros membros,
Luís Fontoura,
social-democrata e ex-secretário deEstado da Cooperação dos governos de Balsemão, e
Abel Pinheiro
, administrador da Grão-Pará e o ex-homem-forte das finanças do
CDS
, arguido no processo judicial Portucale.Contactado, Abel Pinheiro assume uma ligação de mais de 20 anos à maçonaria,considerando que esta “não tem qualquer espécie de poder”.
SE NÃO TEM PODER
oficialmente, pelo menos está "representado" em vários órgãos depoder.
Rui Pereira
, o actual ministro da Administração Interna,
já foi director, entre 1997e 2000, do Serviço de Informações de Segurança (SIS)
e
mantém desde então relações próximas com o mundo da espionagem portuguesa.
Rui Pereira
- que não quis falar sobrea sua ligação à maçonaria - é também olhado como uma ponte entre o GOL e a GLRP[Grande Loja Regular de Portugal], através do seu grande amigo
José Manuel Anes
. Alémde ser hoje grão-mestre honorário da GLRP, Anes é director da revista maçónica
Aprendiz
e da publicação
Segurança e Defesa,
lançada em Outubro de 2006 pela editora
Diário de Bordo,
e onde escrevem vários elementos ligados aos serviços secretos.Os membros da maçonaria
têm marcado presença na definição das opções do País
, emespecial junto de governos socialistas. Há áreas em que os maçons actuaram desde sempre,como a administração interna e os serviços de informações, e outras em que a suainfluência é grande. Os governos de António Guterres são um exemplo claro.
JorgeCoelho
, enquanto ministro da Administração Interna, teve como secretário de Estado
Armando Vara
- outro maçom, que hoje é administrador da Caixa Geral de Depósitos,nomeado pelo Governo. No exercício das suas competências, Coelho nomeou em 1997,
para dirigir o SIS
,
Rui Pereira
, que acabou por sair três anos depois para ocupar o cargode secretário de Estado da Administração Interna.
Jorge Coelho
- que não quis falar demaçonaria ("Nunca falei disso com ninguém, mas vou ter muito gosto em ler o artigo") - jáentão tinha trocado a pasta da Administração Interna pela do Equipamento Social e
Rui