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Alterações pleurais e parenquimatosas

Alterações pleurais e parenquimatosas

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04/09/2013

 
REVISTA PORTUGUESA DE PNEUMOLOGIA
Vol XI N.º 5 Setembro/Outubro 2005
477
Alterações pleurais e parenquimatosas relacionadas à exposição ao asbesto:Ensaio pictórico
GSP Meirelles, JI Kavakama, D Jasinowodolinski, LE Nery, M Terra-Filho, RT Rodrigues, JA Neder, E Bagatin, G D’ippolito
Alterações pleurais e parenquimatosas relacionadas coma exposição ao asbesto: Ensaio pictórico
 Asbestos-related pleuropulmonary diseases:Pictorial essay 
Recebido para publicação/received for publication: 05.05.19Aceite para publicação/accepted for publication: 05.07.21
GSP Meirelles
1
JI Kavakama
2
D Jasinowodolinski
3
LE Nery
4
M Terra-Filho
5
RT Rodrigues
6
JA Neder 
7
E Bagatin
8
G D’ippolito
9
ResumoResumoResumoResumoResumo
As alterações pleurais e pulmonares decorrentes daexposição ao asbesto podem ser benignas, como oderrame e as placas pleurais, ou malignas, como ocarcinoma de pulmão e o mesotelioma pleural. O
 
Artigo de Revisão
Revision Article
 Abstract Abstract Abstract Abstract Abstract
Pleural and pulmonary asbestos-related diseasesrange from benign conditions, like pleural effu-sion and pleural plaques, to some neoplasias, suchas lung cancer and malignant mesothelioma. Pleu-
1
Doutor em Radiologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). São Paulo – SP, Brasil.
2
Médico assistente da Coordenação de Imagem do Instituto do Coração (INCOR) e supervisor do Grupo de Tórax do Instituto de Radiologia do Hospital dasClínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD HC-FMUSP). São Paulo – SP, Brasil.
3
Médico do Sector de Radiologia Torácica do Centro de Medicina Diagnóstica Fleury. São Paulo - SP, Brasil.
4
Professor adjunto da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). São Paulo – SP, Brasil.
5
Professor associado da Disciplina de Pneumologia do INCOR do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).São Paulo – SP, Brasil.
6
Professor do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). São Paulo – SP,Brasil.
7
Professor Doutor do Sector de Função Pulmonar e Fisiologia Clínica do Exercício (SEFICE) da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). São Paulo – SP, Brasil.
8
Professor assistente da Área de Saúde Ocupacional – Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas da UniversidadeEstadual de Campinas (UNICAMP). Professor adjunto da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí – SP, Brasil.
9
Professor visitante do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). SãoPaulo – SP, Brasil.
Instituição / Departamento:
Grupo Interinstitucional para Estudo das Doenças Relacionadas ao Asbesto. UNIFESP/EPM, INCOR/ HCFMUSP e UNICAMP. Brasil.Endereço para correspondência: Dr. Dany Jasinowodolinski – Rua Doutor Diogo de Faria, 1077 / 102 – Vila Clementino – 04037-003 – São Paulo –SP, Brasilgustavo.meirelles@fleury.com.br 
 
REVISTA PORTUGUESA DE PNEUMOLOGIA
Vol XI N.º 5 Setembro/Outubro 2005
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Alterações pleurais e parenquimatosas relacionadas à exposição ao asbesto:Ensaio pictórico
GSP Meirelles, JI Kavakama, D Jasinowodolinski, LE Nery, M Terra-Filho, RT Rodrigues, JA Neder, E Bagatin, G D’ippolito
ral effusion is the earliest finding after asbestosexposure, but the imaging findings are not spe-cific. Diffuse pleural thickening involves the vis-ceral pleura and pleural plaques are considered tobe hallmarks of exposure. Asbestosis is the pul-monary fibrosis due to asbestos. Rounded atelecta-sis is a peripheral lung collapse in these individuals,generally related to pleural disease. Some neo-plasias, like lung carcinoma and pleural me-sothelioma, are more prevalent in asbestos-exposedsubjects. The aim of this essay is to illustrate themain imaging findings of asbestos-related diseases.
Rev Port Pneumol 2005; XI (5): 477-485Key-words:
Asbestos, pneumoconioses, occupa-tional diseases.derrame pleural é a manifestação mais comum nosprimeiros anos após a exposição e os aspectos deimagem são incaracterísticos. O espessamento pleu-ral difuso compromete a pleura visceral, não sendoespecífico da exposição ao asbesto. As placaspleurais, espessamentos focais da pleura, sãoconsideradas marcadores de exposição. A asbestosecorresponde à fibrose do parênquima pulmonarpelo asbesto, predominando nos lobos inferiores,e a atelectasia redonda a um colapso pulmonarperiférico, geralmente associado a alteraçõespleurais. O carcinoma pulmonar e o mesoteliomapleural são mais prevalentes em indivíduosexpostos. O objectivo deste estudo é ilustrar asprincipais alterações de imagem das alteraçõesrelacionadas com o asbesto.
Rev Port Pneumol 2005; XI (5): 477-485Palavras-chave:
Asbesto, pneumoconioses, doen-ças ocupacionais.
IntrIntrIntrIntrIntroduçãooduçãooduçãooduçãoodução
Os agravos à saúde decorrentes daexposição ao asbesto tornaram-se causa desérias preocupações nos últimos anos, porenvolver elevado número de trabalhadoresnas actividades industriais e de mineração.São várias as afecções pleuropulmonaresrelacionadas com a exposição ao asbesto.Algumas são benignas, como o derramepleural, as placas pleurais, o espessamentopleural difuso, a fibrose pulmonar (asbes-tose) e a atelectasia redonda. Outras são ma-lignas, como o mesotelioma da pleura e dopericárdio e o cancro do pulmão. As mani-festações clínicas decorrentes da exposiçãogeralmente aparecem após longos pe-ríodos de latência, cerca de 15 a 20 anos,sendo fundamental a correlação dose-resposta.
1-4
Derrame pleural pelo asbesto
O derrame pleural relacionado com oasbesto geralmente é a principal mani-festação clínica nos primeiros 10 anos apósa exposição inicial. Às vezes, pode causardor torácica, mas comummente é esque-
São várias asafecções pleuropulmonaresrelacionadascom a exposiçãoao asbesto.
 
REVISTA PORTUGUESA DE PNEUMOLOGIA
Vol XI N.º 5 Setembro/Outubro 2005
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Alterações pleurais e parenquimatosas relacionadas à exposição ao asbesto:Ensaio pictórico
GSP Meirelles, JI Kavakama, D Jasinowodolinski, LE Nery, M Terra-Filho, RT Rodrigues, JA Neder, E Bagatin, G D’ippolito
cido, devido ao seu curso benigno, que nãorequer tratamento específico e temremissão frequentemente espontânea emcerca de 3 a 4 meses.
5, 6
Os achados de imagem são inespecíficos. Amaior parte dos derrames é facilmente detec-tada na radiografia de tórax (Fig. 1), prin-cipalmente quando são realizadas incidênciasem decúbito lateral
5
. A ultra-sonografia (US)e a tomografia computadorizada (TC)podem ajudar na caracterização do derramee na avaliação dos de menor volume
7, 8
.
Espessamento pleural difuso
O espessamento pleural difuso (EPD)resulta de espessamento e fibrose da pleuravisceral, com posterior fusão com a pleuraparietal. Não é específico da exposição aoasbesto, podendo estar relacionado comprocessos infecciosos, especialmente pormicobactérias, colagenoses, reacção adrogas, procedimentos cirúrgicos ou trau-mas.
9
Na radiografia de tórax é definido comoespessamento contínuo da pleura, que seestende por no mínimo um quarto daparede torácica, geralmente com oblite-ração do seio costofrénico. Na TC, que émais sensível e específica, o EPD é diagnos-ticado quando o espessamento pleural seestende por, no mínimo, 8 cm no sentidolongitudinal, 5 cm na largura e 3 mm naespessura (Fig. 2).
10
Placas pleurais relacionadas como asbesto
As placas pleurais (PP) são a manifestaçãomais comum da exposição ao asbesto,sendo consideradas marcadores de expo-sição.
11-14
As PP são geralmente bilaterais, envol-
Fig. 1 –
Derrame pleural pelo asbesto. Radiografiado tórax na incidência póstero-anterior demonstrandoopacidade na base esquerda (seta), obliterando o seiocostofrénico lateral, com “sinal do menisco” (aspectocôncavo da porção superior).
Fig. 2 –
A. Espessamento pleural difuso relacionado com oasbesto. Espessamento contínuo da pleura da parede torácicadireita na radiografia de tórax, obliterando o seio costofrénicolateral (setas). B. TCAR demonstrando espessamento contínuoda pleura direita (setas), compatível com espessamento pleu-ral difuso relacionado com o asbesto.

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