segurança, técnicas de dinâmica de grupo, cartazes enfocando a prevenção de acidentes,simulação de emergência, etc.O terceiro grupo, porém apresenta maior resistência ao desaparecimento: o homemcomporta-se de maneira insegura e não quer comportar-se de outra maneira. A este grupo, atransmissão de conhecimentos se torna insuficiente e necessário se faz uma profunda mudançade atitudes.Partamos do princípio de que todo comportamento pressupõe uma causa. Queremos entãosaber porque os homens do grupo acima se comportam dessa maneira. Qualquer condição ouevento, que tenha algum efeito demonstrável sobre o comportamento, deve ser considerado.Descobrindo e analisando estas causas poderemos prever o comportamento inseguro e, portantocontrolá-lo.A busca das causas do comportamento vem sendo feita, porém, de maneiras diversas.Qualquer evento conspícuo que coincida com a emissão de um comportamento humano pode bem ser tomado como uma causa, Há o que chamamos de causas internas atribuídas a umcomportamento: são as causas neurais onde se usa o sistema nervoso como explicação imediatado comportamento, ou as causas internas psíquicas onde este comportamento é explicado emtermos de um agente interior sem dimensões físicas, chamado "mental" ou psíquico.Este hábito de buscar dentro do organismo uma explicação do comportamento tendea obscurecer as variáveis que estão ao alcance de uma análise científica. Estas variáveis estãofora do organismo, no ambiente natural. Não se pode esperar uma explicação adequada docomportamento sem analisá-las.As variáveis externas, das quais o comportamento é função, dão margem ao que pode ser chamado de análise causal ou funcional. Tentamos, por exemplo, prever e controlar o comportamento de um organismo individual: o não uso de equipamentos de segurança. Esta é anossa
"variável dependente"
- efeito para o qual procuramos a causa. Nossas "variáveisindependentes" -
causas
do comportamento - são as condições externas das quais ocomportamento é função. Relações entre as duas - as relações de "causa e efeito" nocomportamento - são as leis de uma ciência.Estudos anteriores em aprendizagem nos mostram que, depois de emitido, umdesempenho tende a aumentar ou diminuir de freqüência, conforme o reforço que recebe doambiente. Pertinentes então se tornam os estudiosos, quando sugerem a "modificação doambiente", como técnica para a redução de acidentes.O ambiente pode funcionar como:a)
um estímulo discriminativo
, (
S
D
) quando oferece ocasião para que um desempenhoseja reforçado e, portanto, aumente de freqüência; b)
um estímulo generalizador, (S
G
)
oferecendo ocasião para que um desempenho, por exemplo, um ato inseguro, não seja reforçado, diminuindo de freqüência até aextinção.Poderemos, assim, começar por procurar, no ambiente, os estímulos reforcadores quelevam o trabalhador a comportar-se inadequadamente. Assim, se uma pessoa possui necessidadede atenção e a obtém através do uso do torno sem os óculos protetores, o ambiente estáfuncionando como um
S
D
que manterá tal desempenho (o não usar os óculos), em freqüênciaelevada. A distração de José, o maquinista, foi reforçada pela reprimenda do chefe.Parece-nos evidente que condições insatisfatórias de trabalho funcionam como
S
D
para fuga detais condições, fator responsável, pelo acidente do trabalho (SLIVNACK, KERR & KOSINAR,1957). A fadiga reforça comportamentos que levam a acidentes.