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ARS Veterinária artigo publicado

ARS Veterinária artigo publicado

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02/12/2013

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 ARS VETERINARIA,Jaboticabal,SP ,v.24, n.2, 134-141, 2008. ISSN 0102-6380
134
CARACTERÍSTICAS BIOMÉTRICAS, TESTICULARES, SEMINAIS EPARÂMETROS GENÉTICOS DE TOUROS PERTENCENTES AOPROGRAMA DE MELHORAMENTO GENÉTICO DA RAÇA NELORE
BIOMETRIC, TESTICULAR, SEMINAL CHARACTERISTICS AND GENETICPARAMETERS OF PERTAINING BULLS TO THE PROGRAM OF GENETICIMPROVEMENT OF THE NELLORE RACE
A. A. PASTORE
1,2, 3
, G. H. TONIOLLO
2
, R. B.
 
LÔBO
1
, M. B. FERNADES
1
,P. A. VOZZI
1
, R. A. VILA
1
, M. A. V. GALERANI
1
, F. P. ELIAS
1
, D. J. CARDILLI
2
RESUMO
Avaliaram-se as caracter
ísticas andrológicas de 10
58 touros, do Programa de Melhoramento Gen
ético da Raça Nelore (PMGRN),
e suas correla
ções com características genéticas e a influência da endogamia nos parâmetros genéticos de fertilidade. Animais
com medidas de per
ímetro escrotal (PE) e volume testicular 
(VT) superior apresentaram coeficiente de correla
ção positivos para
motilidade e vigor esperm
áticos. Para os defeitos maiores, menores e totais não foram encontradas correlações signif 
icativas (p>0,05) com o PE e VT. As correla
ções entre andrológico e va
lores gen
é
ticos, diferen
ça esperada na progênie e mérito genético
total, n
ão diferenciaram (p>0,05). O PE e o VT medidos aos 700 dias de vida tiveram uma correlação baixa com os pesos e
per
ímetros mensurados em todas as idades. A motilidade e o vigor obser 
vados no androl
ógico não se corre
sponderam comnenhuma medida aferida at
é os 550 dias, mas correlacionaram
-se positivamente com per
ímetro aos 700 dias. Diferenteme
nte doobservado aos 700 dias, os animais que apresentaram maiores pesos e PE padronizados at
é os 450 dias tiveram menor quantidade
de defeitos menores, maiores e totais. Portanto, a precocidade sexual de crescimento pode nos informar com antecipa
ção que
boas medidas fenot
ípicas representam menor quantidade de defeitos na morfologia espermática. Não foi signific
ativo (p<0,05) aendogamia sobre as caracter
ísticas analisadas.
 
PALAVRAS-CHAVE:
Bovino. Nelore. Androl
ógico.
 
SUMMARY
An andrological exam was carried out in 1058 animals of Nellore breed with the objective to evaluate the andrological parameters of bulls that took part in a genetic enhancing program, Genetic Enhancing Program of Nellore Breed (GEPNB) and its geneticcorrelations, as well as the influence of the consanguinity in genetic parameters of fertility. Descriptive statistics were applied toevaluate the existing variability among the evaluated characteristics and also correlations were made to establish the association levelbetween different characteristics. We can observe that the existent variability among the characteristics analyzed in the andrologicalexam is important. Animals that have scrotal perimeter measurement (EP) and superior testicle volume (TV) presented positivenumbers for motility and spermatic strengh. In relation to major defects, minor defects and the total of abnormalities there could notbe found significant correlations (p<0,05) with the EP and TV. Most of the correlations between the andrological exam and thegenetic values, expected difference in the progeny (EDP) and total genetic merit (TGM), were not significant, a relevant fact is thatanimals that have Edp
s for the perimeters 365, 450, and 550 longer and sup
erior shows a slight tendence to present minor totaldefects, that, being a good indicator that the selection for the EP reduces the number of total defects found in the andrological exam.The EP and the TV measured aproximately on the 700
th
day of life presented a minor correlation with the weights and EP measuredin all ages. The motility and the spermatic strengh observed in the andrological exam does not correspond with any takenmeasurement until the 550
th
day of life, but correlates positively with the measurements of the EP on the 700
th
day of life, thereforewe can say that the motility and the strengh vary according to the age of the reproducer. Different from what was observed on the700
th
day of life, the animals that presented major standard weight and scrotal perimeters until the 450
th
day of life had less quantityof minor, major and total defects in the andrological, therefore, the sexual precocity of growth can tell us forwardly which animalswith good phenotypic measurements present less amount of defects in the spermatic morphology. No significant consanguinity effect(p<0,05) was found in the analysed characteristics.
KEYWORDS:
Bulls. Nellore. Andrological
1
Departamento de Gen
ética, Bloco C
 – 
FMRP/USP, Av. Bandeirantes, 3900, Ribeir
ão Preto
-S.P, Brasil.
2
Departamento de Medicina Veterin
ária Preventiva e Reprodução An
imal
 – 
FCAV/UNESP, Jaboticabal-SP, Brasil.
3
Androvet
 – 
Pecu
ária
 – 
Sert
ãozinho
-SP,dr.athos@netsite.com.br
 
 
 
135
INTRODUÇÃO
Ao lado da necessidade de se manter padr
ões
raciais definidos para ra
ças zebuínas, surgem pesquisas
que buscam estudar as diversas caracter
ísticas que
podem conduzir a melhor efici
ência na reprodução e na
produ
ção de
rebanhos bovinos (PINTO, 1994).A fertilidade do touro
é uma das mais importantes
caracter
ísticas do rebanho de corte, podendo ser 
mensurada pela taxa de prenhez/ano. Nos animaisdom
ést
icos, esta taxa varia de 50% a 80% e depende,quase que exclusivamente da capacidade funcional doejaculado avaliado pela qualidade do s
êmen produzido
(LOVE e KENNEY, 1998).A import
ância do conhecimento da fertilidade
potencial do touro expressa pela qualidade do s
êmen,
biometria testicular e capacidade de servi
ço tem sido
demonstrado por diversos autores como Mies Filho etal. (1980), Chenoweth (1984), Fonseca et al. (1997) eKroetz et al. (2000). A infertilidade masculina
é uma
s
índrome multifatorial e pode ser congênita ou
adquirida (CARVALHO et al., 2002).O processo de fecunda
ção depende da qualidade do
o
ócito e dos espermatozóides. Para o espermatozó
ideexercer sua fun
ção deve estar qualitativamente viável e
potencialmente
értil (PAPA et. al., 2000).
 As caracter
ísticas do sêmen, normalmente
consideradas para se avaliar a qualidade do mesmo, s
ão os
seus aspectos f 
ísicos e morfológicos (BARBOSA et al.
1991).O Per
ímetro escrotal (PE) vem sendo utilizado
como crit
ério de seleção (em média aos 15
-17 meses),pelas correla
ções genéticas favoráveis com
caracter
ísticas de sême
n (KNIGHTS et al, 1984), comidade
à puberd
ade em machos e f 
êmeas (TOELLE e
ROBINSON, 1985, BOURDON e BRINKS, 1986,MARTIN et al. 1992 e MOSER et al., 1996) ecaracter
ísticas de crescimento (KINGHTS et al., 1984,
BOURDON e BRINKS, 1986, KRIESE et al., 1991,L
ÔBO et al., 1994 e BERGMANN et al. 1996).
Sabe-se que o conhecimento das caracter
ísticas
gen
éticas associadas à eficiência repr 
odutiva dosmachos
é necessário para auxiliar na identificação dos
animais mais aptos
à reprodução e que possuam
gen
ética
superior para as caracter
íst
icas reprodutivas.Desse modo, faz-se necess
ário conhecer a magnitude
do componente gen
ético aditivo associado a essas
caracter
ísticas repr 
odutivas e suas inter-rela
ções
(SARREIRO et al. 2000).As estimativas de herdabilidade para per
ímetro
escrotal evidenciam a exist
ência de variabilidade
gen
ética aditiva permitindo sua inclusão nos programas
de sele
ção. A média das estimativas de herdabilidade
para esta caracter
ística relatada pela literatura foi de
0,65, variando de 0,36 a 0,68. Quando o per
ímetro
escrotal foi ajustado somente para peso corporal foi de0,51, variando de 0,44 a 0,69 (TOELLE e ROBINSON,1985, SMITH et. al., 1989, BRINKS, 1994,BERGMANN et al., 1997, QUIRINO, 1999). NoBrasil, estudos revelaram estimativas de herdabilidadesde m
édia a elevada para perímetro escrotal, média de
0,60, variando de 0,28 a 0,87. Para modelos que n
ão
inclu
íram o peso corp
oral a m
édia das estimativas da
herdabilidade foi de 0,55, variando de 0,30 a 0,81(BERGMANN et. al. 1997).Com rela
çã
o
à endogamia, Burrow (1993) relatou a
ocorr
ência de efeitos adversos sobre o crescimento, do
nascimento at
é a maturidade e nas características maternas
pr
é
-desmama. O autor informou ainda sobre pequenasrestri
ções em outras característ
icas como conforma
çã
o,ingest
ão de alimentos, eficiência de conversão alimentar,
carca
ça e características reprodutivas dos m
achos. Aendogamia assume maior import
ância quando relacionadaàs popul
a
ções que não tem introdução de material genético
externo e que s
ão selecionadas
para uma caracter
ística.
Nestas, com o passar das gera
ções, os efeitos da endogamia
podem sobrepujar os benef 
ícios alca
n
çados como reposta à
sele
ção.
Diante do exposto, este trabalho tem comoobjetivos: Avaliar os par
âmetros andrológicos de
touros do Programa de Melhoramento Gen
ético da Raça
Nelore (PMGRN); verificar a correla
ção entre a
avalia
ção andr 
ol
ógica de touros com os pesos e PE
padronizados e tamb
ém com os valores genéticos,
diferen
ça esperada na progênie (DEP) e mérito genético
total (MGT), bem como verificar a influ
ência da
endogamia na fertilidade de touros.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram utilizados 1058 machos bovinos, adultos jovens (22
à 24 meses), da raça Nel
ore, provenientes de20 fazendas participantes do PMGRN
 – 
Nelore Brasil,localizadas em 5 estados diferentes (S
ão Paulo, Pará,
Goi
ás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)
.
 O manejo sanit
ário destes animais foi feito sob
r
ígido controle técnico. Os animais foram alimentados
com pastagem e sal
 
mineralizado. As medidas de PEeram feitas trimestralmente e enviadas para a base dedados do PMGRN-Nelore Brasil. O exame androl
ógico
era realizado como rotina nas fazendas participantes.A mensura
ção do perímetro escrotal foi realizada
com aux
ílio de uma fita milimetrada (unidade
cent
ímetro) e aferida no m
aior di
âmetro dos testículos.
Para se obter o volume testicular (expresso em cm
3
)utilizou-se a f 
órm
ula 2[(r
2
)
ð
h]; onde r = largura/2; h=
comprimento (considerando os test
ículos e excluindo
-se acauda do epid
ídimo) e
ð
= 3,14; e o paquímetro foi
utilizado para fornecer o comprimento e a largura de cadatest
ículo.
A consist
ência testicular foi obtida pela
palpa
ção testic
ular (escore de 1-5). Como preconizadopor Unanian et.al., (2000), as medidas foram realizadassempre pelo mesmo t
écnico
.A colheita de s
ê
men foi realizada em todos osanimais. Os m
étodos utilizados foram: massagem das
gl
ând
ulas vesicais e/ou eletrejacula
ção (Torjet 65,
Eletrovet, S
ão Paulo).
As an
álises do sêmen foram feitas da seguinte
maneira: Os testes f 
ísicos constaram de avaliações de
 volume (expresso em mililitro); turbilhonamento (feito emmicroscopia comum, diretamente na l
âmina, com uma
gota de s
êmen
in natura
, em aumento de 200 vezes, sua
escala variou de 0 a 5, sendo o maior n
úmero o sêmen de
melhor turbilh
ão); vigor (ao qual f 
oi atribu
ído a
velocidade progressiva dos espermatoz
óides, realizado em
conjunto com a avalia
ção da motilidade, sendo que sua
 
136escala variou de 0 a 5); motilidade (expressa emporcentagem) foi a estimativa de quantos espermatoz
óides
vivos e vi
áveis poss
u
ía
a amostra de s
êmen utilizada para
an
álise; e concentr 
a
ção, que foi avaliada em função da
quantidade por mililitro (contagem na C
âmara de
Neubauer). Os testes f 
ísicos foram avaliados logo após a
colheita do s
êmen, ainda na fazenda, enquanto a
morfologia esperm
ática foi avaliada a post
eriori.A morfologia esperm
ática foi avaliada segundo o
m
étodo proposto por Cerovsky (1976), e exame da gotaúmida onde o sêmen foi corado com Bengal Rose (Rosa
Bengala) a 3% e observado entre l
âmina e lamínula no
microsc
ópio ópt
ico.Os touros que tinham DEPs calculadas peloPMGRN-USP foram usados para estabelecer oscoeficientes de correla
ção com as medidas biométricas
e exame androl
ógico, afim de se verificar a correlação
entre estes dados. Foram usados somente dados detourinhos participantes do PMGRN - Nelore Brasilpara que a base gen
ética utilizada para o cálculo das
DEPs fosse a mesma.As an
álises estatísticas descritivas (média, desvio
padr
ão, valor mínimo, valor máximo) e coeficientes de
correla
ções entre as característ
icas androl
ógicas avaliadas,
bem como as medidas de pesos e per
ímetros escrotais
padronizados para cada idade e os respectivos valoresgen
éticos (DEPs e MGT) tiveram seus dados analisados e
processados utilizando o software SAS (2000).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A Tabela (TAB) 1, apresenta o n
úmero de animais
usados para cada caracter
ística, a média, o desvio
padr
ão e os valores mínimos e máximos de cada
caracter
ística andrológica avaliada.
 
Tabela 1
- Valores m
ínimos, máximos, médias e desvio padrão das c
aracter
ísticas biométricas e andr 
ol
ógicas de touros do Programa
de Melhoramento da Ra
ça Nelore (PMGRN
-Nelore Brasil), Ribeir
ão Preto
 – 
SP, 2004.
VariávelNúmero deAnimaisMédiaDesvioPadrãoMínimo Máximo
Per
ímetro Escrotal (cm)
1043 32,02 3,85 21,00 51,00Consist
ência Testicular (1
-5)
*
1048 3,13 0,40 2,00 5,00Test. Esq. Altura (cm)
**
1046 10,17 1,22 5,50 17,80Test. Esq. Largura (cm)
**
1046 6,03 0,89 3,00 10,10Test. Dir. Altura (cm)
**
1045 10,35 2,36 6,20 17,60Test. Dir. Largura (cm)
**
1045 6,14 0,86 3,30 11,50Volume Testicular (cm
3
) 1045 607,18 237,25 51,74 1970,00Volume Ejaculado (ml)
 
986 5,69 1,18 2,00 10,00Turbilhonamento (0-5) 986 1,80 1,18 0,00 5,00Motilidade (%) 986 59,23 10,78 0,00 70,00Vigor (0-5) 985 4,60 1,14 0,00 5,00Concentra
ção (x 10
6
 /mm
3
) 986 833,18 392,62 300,00 1800,00Total Defeitos Menores (%) 1058 3,37 3,09 0,00 36,00Total Defefeitos Maiores (%) 1058 2,95 3,32 0,00 35,00Total de Anormalidades (%) 1058 6,33 5,42 0,00 71,00*1- fl
ácido / 5
- firme**
Test
 
 – 
test
ículo;
dir
 
 – 
direito;
esq
 – 
esquerdoNa TAB 1 pode-se observar que a variabilidade existenteentre as caracter
ísticas analisadas no exame andrológico
mostrou-se importante. O resultado obtido sobre consist
ência
testicular apresentou o valor m
ínimo, em
algumasoportunidades, ficou abaixo da m
édia (2,00). Esse resultado
n
ão viabilizou descarte de qualquer animal, visto que todos
eram adultos jovens e somente uma medida foi tomada emcada animal.O volume obtido para o ejaculado de touros Nelorevariou entre 2,00 e 10,00 ml, considerando os doism
étodos de colheita preconizados nesse experimento.
Deve-se argumentar que Rodrigues (2000) n
ão fez
coment
ário sobre o volume do ejac
ulado; no entanto,esse autor utilizou a vagina artificial como m
étodo de
colheita, uma vez que os animais receberam treinamentopr
évio.
Basile (1981), avaliando touros Nelore de 17 a 20meses de idade, constatou que o valor m
édio do
comprimento (altura) do test
ículo e da largura eram,
respectivamente, 10,7 cm e 5,1 cm, ao passo que nopresente estudo tais medidas foram, respectivamente,10,17
± 1,22cm e 6,03 ± 0,89 cm.
 Pinho et al. (2001), aferindo per
ímetros escrotais de
touros jovens Nelore, encontraram valor m
édio de 27,9
cm, enquanto que, neste estudo o resultado foi de 32,02cm (tabela 01), mostrando que a sele
ção para perím
etroescrotal vem sendo feita constantemente e que osacasalamentos utilizando as DEPs para per
ímetro
escrotal s
ão de grande utilidade. Notter et al. (1981),
Toelle e Robinson (1985); Pinto (1987), Notter (1988),Martins Filho (1991), Bergmann (1993), Pinto (1994)Peripato (1997), Gressler et al. (1998), Kroetz et al.(2000), Unanian (2000) e Pinho et al. (2001) citaram aimport
ância da seleção do PE, pois ele tem correlação
positiva com caracter
ísticas importa
ntes como, porexemplo, precocidade sexual de machos e f 
êmeas.
Machinonn et al.(1990) sugeriram que os fatoreshormonais respons
áveis pelo desenvolvimento

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