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Cultura Religiosa

Cultura Religiosa

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apostila de Cultura Religiosa do Prof Ademildo Kuhn CEULP/ULBRA
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7 - A EDUCAÇÃO LUTERANA E A ULBRA
Para conhecer um pouco a história da Ulbra e a filosofia de educação luterana, apropriamo-nos de doistextos que tratam do Assunto. O primeiro foi escrito pelo professor Douglas Moacir Flor e extraído dolivro o Homem e o Sagrado (editora Ulbra, 1998). O segundo, tratando da confessionalidade foi escritoPelo Pastor Gehard Grasel e extraído da pagina Pastoral (www.ulbra.br/pastoral).
7.2 As Origens -
Para entender esta preocupação pela educação, é necessário um retorno às origens.Vamos voltar mais uma vez ao século XVI e ver que Martinho Lutero teve uma preocupação constantecom a educação do povo alemão, principalmente das crianças e dos jovens. O reformador não estavapreocupado somente com a existência de escolas e boas universidades, mas também com a qualidade deensino. Para entender bem este aspecto, é preciso reler alguns textos nessa área e tirar, em ordemcronológica, as principais idéias de Lutero quanto à educação.Por volta de 1500, a Igreja Cristã ainda se resumia em Católica Apostólica Romana e Igreja Ortodoxa,resultado do Cisma de 1054. A Reforma Luterana estava longe de acontecer. Martinho Lutero era um jovem de dezessete anos e nem sabia que um dia entraria para alguma ordem religiosa e seguiria a vidamonástica. Ele estava concluindo a escola secundária e o desejo do pai era fazer de seu filho um grandedoutor em Direito. Foi para isso que Lutero entrou na Universidade de Erfurt, uma das melhores daAlemanha, com aproximadamente dois mil alunos. Sua preparação foi suada, incluindo leituras dosescritos de romanos famosos e de grandes pensadores gregos. Mas valeu a pena, pois em setembro de1502, Lutero recebeu o diploma de Bacharel em Artes.A Reforma, já vista em capítulo anterior, aconteceu em 1517. Mas já em 1501 Lutero teve o primeirocontato com a
Bíblia 
. Em 1505, recebeu o título de mestre em Artes e, no mesmo ano, decidiu ser monge,entrando, assim, para a ordem dos agostinianos em Erfurt. Sua decisão é surpreendente, difícil deexplicar. As razões estão em algumas crenças populares, no seu medo de Deus e em alguns fatosocorridos anteriormente. Em 1507, como sacerdote, Lutero reza a primeira missa. Em 1508, torna-sepastor em Wittenberg e um ano depois inicia suas lições sobre a
Bíblia 
. Em 1510, vai a Roma e sedecepciona com o que vê. Em 1512, recebe o título de doutor em Teologia. Em 1513, expõe os livro deSalmos; em 1515, o livro de Romanos; e em 1516, o livro de Gálatas. Em 1517, Lutero dá início à Reforma,com a publicação das 95 teses.Lutero viveu num sistema de educação bem diferente do atual. Ele entrou na escola com quatro anos emeio. Os meninos aprendiam a ler e falar a língua latina. Os sacerdotes ou estudantes universitários queos ensinavam eram muito rigorosos. Se um menino se comportasse mal ou não soubesse a lição, seu nomeera escrito numa lousa chamada de “lista do lobo”. Semanalmente o professor apagava a lista, depois dedar uma varada no aluno cujo nome constava na lousa. Certa vez, Martinho teve uma semana nada fácil –seu nome apareceu quinze vezes na “lista do lobo”.Outro fato interessante aconteceu em Eisenach, na Escola da Igreja de São Jorge, quando Luteroestava fazendo sua preparação para a universidade. Ele gostava especialmente do diretor, o MestreJoão Trebonius, que tratava seus alunos com amor e respeito. Um escritor conta que sempre que MestreTrebonius entrava na classe, esse tirava o chapéu e fazia uma inclinação de cabeça para os estudantes.Quando perguntaram-lhe por que fazia isso, respondeu: “Entre estes jovens discípulos, sentam-se algunsa quem Deus pode fazer nossos futuros líderes e homens eminentes. Ainda que não os conheçamosagora, é perfeitamente adequado que os honremos”.Histórias como estas fazem-nos pensar que esta convivência nas escolas e universidades tenha dado aoreformador um gosto saboroso pela educação. Para ele, aí estava o segredo para a liberdade do Homem.Sua preocupação com os jovens alemães sempre foi muito forte, e sua crítica ao modelo educacional demuitas instituições, principalmente universidades, era procedente. Vamos ver, em seguida, alguns de
1) Objetivos
: A) Conhecer a historia e os princípios que regem a instituição em que o acadêmico busca a suaformação ; B) analisar criticamente a teoria e prática da filosofia luterana de educação; C) agir coerentemente navida pessoal e profissional com base nos princípios que regeram sua formação.
2) Metodologia
: Aula expositiva e dialógica
4
 
Base Bíblica
: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8.32 
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seus artigos publicados, os quais questionavam e chamavam a atenção dos governantes para aimportância da educação.Em 1520, Lutero propõe a reforma nas universidades como parte de um programa de reforma geral e dasociedade política. Com o tema
À nobreza cristã da nação alemã, acerca da melhoria do estamento cristão 
, o reformador coloca as
Escrituras Sagradas 
em primeiro lugar como objeto de estudo, tantonas escolas superiores, como nas inferiores. Para entendê-la, era preciso estudar as línguas e as artesliberais. Aproveitou para criticar os religiosos que pregavam a Palavra sem conhecer a língua original (ohebraico e o grego). Para ele, a partir do desconhecimento, muitos textos da
Bíblia 
eram malinterpretados.Em 1522, acontece a publicação do Novo Testamento na língua alemã. Foi o resultado da preocupaçãodidática de oferecer ao povo, na própria língua, os textos que fundamentavam os argumentos para que aReforma continuasse. Em 1534, toda a
Bíblia 
já havia sido traduzida e distribuída ao povo, graças aoconhecimento do Doutor Martinho Lutero. Podemos lembrar aqui que Lutero foi beneficiado com osurgimento da imprensa, pouco antes de 1500. Graças a isso, foi possível espalhar com rapidez entre opovo todo o seu trabalho.Em 1524, mostrando preocupação e zelo pela educação, Lutero escreve uma
Carta aberta aos conselhos de todas as cidades da Alemanha para que criem e mantenham escolas cristãs 
. Também argumenta emfavor dos estudos clássicos com vistas à formação de lideranças para a Igreja e o Estado. Caracteriza aeducação como obra do amor cristão, que atende às necessidades individuais e coletivas dos sereshumanos. Lutero constatou que em todas as partes da Alemanha as escolas estavam no abandono, asuniversidades eram pouco freqüentadas e os conventos estavam em declínio. Então convocou os pais etodas as autoridades para aconselhar a juventude (isso como solução para todos). O argumento principalfoi o seguinte:
Se anualmente é preciso levantar grandes somas para armas, estradas, pontes,diques e inúmeras outras obras semelhantes para que uma cidade possa viver em paz e segurança temporal, por que não levantar igual soma para a pobre juventudnecessitada, sustentando um ou dois homens competentes como professores? 
O reformador põe mais lenha na fogueira e faz um desafio. Para ele, cada cidadão deveria pensar naquantidade de dinheiro que gastou com indulgências, missas, vigílias, doações, espólios testamentários,missas anuais por falecimento, ordens mendicantes, fraternidades, peregrinações e toda confusão deoutras tantas práticas desse tipo. Para Lutero, agora que todos estavam livres dessa ladroeira e doaçõespara o futuro, eles deveriam doar, por agradecimento e para a glória de Deus, parte disso para a escola,para educar as pobres crianças.Mas a maior crítica foi quanto à falta de escolas cristãs. Nelas é que os jovens encontrariam averdadeira educação e os valores adequados para a vida. A tese era de que a universidade até então nãocolaborava praticamente em nada; pelo contrário, corrompia a nobre juventude. Lutero chega ao pontode perguntar o que se aprendeu até o momento nas universidades e conventos, e afirma que houve quemestudasse vinte, quarenta anos e não soubesse nem latim nem alemão, quer dizer, muitos não dominavamnem a própria língua.O vergonhoso era a necessidade de estimular os pais a educar os filhos e a juventude, buscando omelhor para eles. Vergonhoso porque a própria natureza os deveria incentivar em vários sentidos. Parailustração desse pensamento, Lutero falou o seguinte:
Não existe animal irracional que não cuide de seus filhotes e não lhes ensine o que lhes convém, com exceção da avestruz, que é tão rigorosa com seus filhotes como se não fossem seus, deixando os ovos abandonados no chão. Em primeiro lugar, há pais que sequer são leais e conscientes para educarem seus filhos, ainda que tivessem condições para tanto. Como as avestruzes, também eles endurecem- se contra seus filhos, contentando-se com o fato de terem livrado-se dos ovos e de terem gerado filhos; além disso, nada mais fazem.
Mas se as crianças deveriam viver na cidade entre o povo, como poderia a razão, e em especial o amorcristão, tolerar que elas crescessem sem educação? Para Lutero, as crianças sem educação essencialseriam veneno para as outras crianças, de sorte que, por fim, se arruinaria uma cidade inteira.
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