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PREFÁCIO Habitar Humano (Portugues)

PREFÁCIO Habitar Humano (Portugues)

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Prefácio ao libro de Humberto Maturana y Ximena Dávila: Habitar Humano em seis enaios de Biología-Cultural. 2009.
Prefácio ao libro de Humberto Maturana y Ximena Dávila: Habitar Humano em seis enaios de Biología-Cultural. 2009.

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Published by: Ignacio Muñoz Cristi on Jul 24, 2010
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PREFÁCIO
Este livro fala do fim de uma era e do avistamento das fronteiras de uma nova.Uma nova era que não é uma invenção dos autores, muito pelo contrário, dadoque os sinais da aproximação de sua chegada surgem com facilidade ao olhar o presente cultural que vivemos em praticamente todo o nosso planeta. Defato, existe hoje uma consciência generalizada que surge e se amplia de ver,sentir e ser parte da dor e sofrimento manifesto no mundo humano e naturalque vivemos. Consciência que surge com mais força ainda ao ver que nósmesmos temos gerado e conservado o mal-estar que nos aprisiona.Boa parte, então, da riqueza deste livro radica em nos mostrar comosomos, como temos sido, como nos temos enredado no histórico-cultural e no pessoal, e como podemos liberar-nos também a partir do pessoal e da derivahistórica que temos vivido enquanto humanidade. E faz isto num convitereflexivo profundo que ressoa em nossso viver cotidiano, fazendo isto além domais sempre de um modo que na leitura possibilita constatar que tudo o que édistinguido sempre tem a ver com cada um de nós, devolvendo-nos, assim, a possibilidade da responsabilidade pelo próprio mundo que cada qual gera comseu viver e conviver, para daí, na conservação de um fazer ético, devolver-nosa possiblidade de ser livres.Cabe também dizer que o livro que o leitor tem nas mãos alcança umaespecial importância em dois âmbitos fundamentais. É relevante no espaçosocial, porque entrega divulgação científica de primeira mão ao recolher osdiversos ensaios que o compõem, distinções fundamentais sobre a naturezahumana tanto no aspecto biológico como no cultural, de um modo queconvida a ver e constatar nas diversas dimensões do viver e conviver cotidianoas consequências deste entendimento a respeito de como é que somos comosomos enquanto seres humanos e seres vivos.Por outro lado, também é importante no espaço do afazer do próprioInstituto Matríztico co-fundado pelos autores, já que constitui, após oito anosde reflexão, investigação e práxis, o primeiro livro que esta instituição publicae que relata uma história que entrelaça a arte e a ciência do viver e conviver humano, como um trabalho
reflexivo-operativo
que tem seu fundamento naexplicação
biológico-cultural 
da existência humana da qual se tomaconsciência no livro em diversas dimensões, de modo rigoroso e extenso.
 
 No ensaio
 As Eras Psíquicas da Humanidade
se projeta com grande potência reflexiva o convite que nos é feito a lançar um olhar sobre nossahistória de transformações culturais a partir do suceder de nossos espaços oudimicas emocionais e de
 sentires
relacionais íntimos que guiam taistransformações num sentido ou noutro. Uma evocação histórica que vivemoscomo válida a partir da experiência de nossas próprias histórias individuaisnas quais tais transformações podem ocorrer na conservação de nossos
 sentires
relacionais configurando os diferentes nichos psíquicos que de fatovivemos em nossa existência. Neste ensaio nos reconhecemos como comunidade humana global acomeçar de nossa localidade pessoal e entendemos que é neste jogo sistêmicoentre nossa condição individual e social que repousa a nese dastransformações culturais e sociais que temos vivido e vivemos em nosso presente. Não se trata, pois, de fazer uma mera inspeção histórica linear, e sim,de entender a circularidade de nossa existência humana e cósmica através deum olhar que nos leva, em última instância, a nos perguntar o que desejamosconservar em nosso viver, conscientes de que tudo o mais pode mudar emtorno disso.O texto
 Biologia do Tao: O Caminho do Amar 
é uma obra excepcionalonde a ciência e a experiência mística despidas de todo dogma se dão as mãosnum ato reflexivo cuja potência radica em mostrar o indizível (o Tao) comoalgo básico em nossa experiência humana cotidiana, para mostrá-lo desde ascoerências dessa mesma vida cotidiana nas experiências do viver que seentrelaçam para explicar o viver. E ao fazer isso, traz à baila tanto a origemcultural de toda dor e sofrimento, como a saída deles, através do desapegoreflexivo que constitui o Caminho do Amar na Biologia do Amar.É, além disso, um texto em que ecoa o transitar cultural que estamosvivendo em nosso planeta ao convidar a ver as diferenças culturais comodiferentes orientações de nosso viver guiadas por nosso sentir e pela maneiracomo vivemos nosso viver. Convida, assim, a soltar a certeza de querer passar  por cima do viver na cegueira de não ver que não vemos, crendo que o quevemos é o que é. E a encontrar-nos, então, com o fato de que o sentido denosso viver é um não ser de todo ser no fazer que acontece em cada momento.O ensaio sobre
 As Leis Sistêmicas e Meta-sistêmicas
constitui, numcorpo
multidimensionalmente
denso e sintético, uma impressionante abstraçãosistêmica recursiva das regularidades e coerências experienciais mais gerais
 
do viver e conviver humano, cuja presença e pertinência é
constatável 
emcada âmbito da corporalidade e do habitar humano.Se a constituição de um país é formada pelas abstrações fundamentaisque orientam os propósitos de conviência e o projeto-país que guia a
deriva
deuma comunidade nacional qualquer, as
 Leis Sistêmicas e Meta-sistêmicas
, por seu lado, se constituem de abstrações fundamentais do viver e conviver humano que podem ajudar a orientar o modo de vida implicado no convite àcomprensão dos fundamentos
biológico-culturais
de nossa natureza humana.Por conseguinte, é um escrito
 fundante
em relação à possibilidade de gerar uma plataforma epistemológica e operacional em nível planetário a partir deonde seria possível a práxis da unidade social em escala humana se assimdesejássemos.A seguir deparamos com um ensaio
 Reflexões sobre Terapia e MinhasConversções com Ximena Dávila sobre a Liberação da Dor Cultural 
, queconvida todas as pessoas honestamente interessadas na dor humana aconsiderar através da reflexão que o afazer das conversações liberadorasrevela aos olhos de um observador as dinâmicas relacionais e operacionais quede fato estão em jogo nas diferentes conversações orientadas para a cura oudissol\ução da dor e do sofrimento.E este convite o é innuo, embora requeira candura para seescutado: é na Biologia do Amar que devemos buscar a resposta, Biologia doAmar que durante milhões de anos nos acompanhou em nosso transitahumano, surgindo como a base fundamental de nossa arquitetura dinâmicahumana e ecológica natural. Daí sua potência curativa e liberadora. No ensaio sobre a
Matriz Biológica Cultural da Existência Humana e oConversar Liberador 
se alcança, por outro lado, uma profundidade tal, quedança entre a cotidianidade do viver e nossa cofiguração histórica enquanto aclasse de seres que somos, convidando-nos com audácia a reconhecer quevivemos um presente cultural em que não são nada triviais as perguntas quenos fazemos e os caminhos que escolhemos para buscar respostas a elas.Convida-nos a tomarmos consciência de que toda dor para que se pede ajudarelacional sempre é de origem cultural.E nos propõe com rigor e desenvoltura uma reflexão a partir do suceder da dor que nos pode liberar das armadilhas culturais que vivemos, se nosapercebermos de que nosso viver se entrelaça com o cosmos que habitamos,

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