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A Corrente Do Bem

A Corrente Do Bem

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Published by jolubsq
Tudo começou como uma tarefa valendo crédito extra para a aula de estudos sociais: pensar num plano para mudar o mundo para melhor, e agir.
Trevor McKinney, um garoto de doze anos começa fazendo algo bom para três pessoas. Mas ao invés de fazê-los pagar de volta, ele pede que eles paguem adiante, fazendo um favor para mais três pessoas, que ajudarão outros três e assim por diante, cada ato um elo numa corrente de bondade humana. Só que ninguém poderia imaginar como esse plano iria longe.
Livro que deu origem ao filme com Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment.
Tudo começou como uma tarefa valendo crédito extra para a aula de estudos sociais: pensar num plano para mudar o mundo para melhor, e agir.
Trevor McKinney, um garoto de doze anos começa fazendo algo bom para três pessoas. Mas ao invés de fazê-los pagar de volta, ele pede que eles paguem adiante, fazendo um favor para mais três pessoas, que ajudarão outros três e assim por diante, cada ato um elo numa corrente de bondade humana. Só que ninguém poderia imaginar como esse plano iria longe.
Livro que deu origem ao filme com Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment.

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 A Corrente do Bem
Catherine Ryan Hyde
 
 
PRÓLOGO
Outubro, 2002Talvez, algum dia, eu tenha os meus próprios filhos. Espero que sim. Seos tiver, provavelmente eles perguntarão que papel tive no movimento que mudou omundo. E porque não sou a pessoa que era certa vez, eu lhes direi a verdade. Meu papelfoi nada. Eu não fiz nada. Fui somente o cara no canto tomando notas.Meu nome é Chris Chandler e sou um repórter investigativo. Ou pelo menosera. Até que descobri que ações têm conseqüências, e nem tudo está sob meu controle. Até que descobri que não conseguiria mudar o mundo afinal, mas um garotoaparentemente comum de doze anos poderia mudar o mundo completamente – paramelhor, e para sempre – trabalhando com nada exceto seu próprio altruísmo, uma boaidéia e um par de anos. E um enorme sacrifício.E um pingo de publicidade. Foi onde eu entrei. Posso contar-lhes como tudocomeçou. Começou com um professor que se mudou para Atascadero, Califórnia, paraensinar estudos sociais a alunos de uma escola secundaria. Um professor que ninguémconheceu muito bem, porque não conseguiam olhar para além de seu rosto.Começou com um garoto que não parecia tão notável por fora, mas conseguia ver além do rosto de seu professor. Começou com uma tarefa que este professor haviapassado uma centena de vezes antes sem nenhum resultado surpreendente. Mas,aquela tarefa nas mãos daquele garoto, motivou uma semente a ser plantada e depoisdaquilo nada no mundo voltaria a ser o mesmo. E nem ninguém queria que fosse.E eu posso lhes dizer o que se tornou. De fato, contar-lhes-ei uma estória queirá ajudá-los a entender como se tornou grande.Há cerca de uma semana atrás, meu carro falhou num cruzamentomovimentado e não voltaria a funcionar não importa quantas vezes eu tentasse. Erahora do rush, pensei estar com pressa. Achava que tinha algo importante para fazer, enão poderia esperar. Então, lá estava eu no meio do cruzamento olhando por sobre ocapô, o que era um esforço inútil porque eu não sei consertar carros. O que vocêsacham que eu vi? Estava esperando por isso. Era um carro velho. Melhor que morresse.Um homem se aproximou por trás de mim, um estranho. “Vamos para oacostamento,” ele disse. “Aqui, vou ajudá-lo a empurrar.” Quando conseguimos – e nosconduzimos – em segurança, ele me deu as chaves de seu carro. Um belo Acuraprateado, mal tinha dois anos. “Pode ficar com o meu,” disse. “Vamos trocar.”Ele não me deu o carro como empréstimo. Ele me deu como um presente.Pegou meu endereço, então poderia mandar o título. E ele mandou; acabou de chegarhoje. “Um grande lote de generosidade entrou tarde em minha vida,” dizia o bilhete,“então, senti que poderia pegar seu carro velho e usá-lo como uma troca. Posso muito bem dar algo novo, então, porque não dar algo tão bom quanto o que eu recebi?”Foi nisto que o mundo se transformou. Não, de fato, é mais. Tornou-se muitomais do que isso. Não é apenas o tipo de mundo em que um completo estranho lhe dá opróprio carro como presente. É o tipo de mundo que, no dia em que recebi aquelepresente, não foi dramaticamente diferente de todos os outros dias. Tal generosidadetornou-se o modo como as coisas são. Tornou-se comum.E então, eu entendo disso o suficiente para relatar: começou como uma tarefa valendo crédito extra para uma classe de estudos sociais, e tornou-se um mundo ondeninguém passa fome, ninguém sente frio, ninguém está sem um emprego, uma caronaou um empréstimo. E ainda assim, de início, as pessoas precisavam saber mais. Dealguma forma, não era suficiente que um garoto que mal entrara na adolescência fossecapaz de mudar o mundo. De algum modo, tinham que saber por que o mundo poderiamudar somente naquele momento, por que não poderia ter mudado antes, o que Trevor
 
 
trouxera e por que era aquilo que o momento exigia. E isto, infelizmente, é a parte queeu não consigo explicar.Eu estava lá. A cada passo do caminho, eu estava lá. Mas era uma pessoadiferente até então. Estava olhando em todos os lugares errados. Pensei que erasomente uma estória, e a estória era tudo que importava. Eu me importava com Trevor,mas no momento em que me importei o suficiente com ele, já era tarde demais. Penseique me importava com meu trabalho, mas não sabia o que realmente poderia significaraté que estivesse acabado. Eu quis fazer muito dinheiro. Eu fiz muito dinheiro. Doeitudo. Não sabia quem eu era até então, mas agora sei quem sou.Trevor me mudou também. Achei que Reuben teria as respostas. Reuben St.Clair, o professor que começou tudo. Ele era o mais próximo de Trevor do que qualquerum exceto talvez pela mãe de Trevor, Arlene. E Reuben estava olhando em todos oslugares certos, eu acho. E acredito que estava prestando atenção.Então, depois do fato, quando era meu serviço escrever livros a respeito domovimento, fiz duas importantes perguntas a Reuben. “O que havia a respeito deTrevor que o fazia diferente?”, perguntei.Reuben pensou cuidadosamente e então disse: “A coisa a respeito de Trevor foique ele era apenas como qualquer outro, exceto pela parte dele que não era.”Nem mesmo perguntei que parte era. Estou aprendendo.Então, perguntei: “Quando você passou aquela agora famosa tarefa pelaprimeira vez, você pensou que um de seus alunos iria de fato mudar o mundo?”E Reuben replicou: “Não, eu pensei que todos mudariam. Mas talvez em escalasmenores.”Estou me tornando alguém que faz poucas perguntas. Nem tudo pode serdissecado e entendido. Nem tudo tem uma resposta simples. É por isso que não soumais repórter. Quando você perde o interesse pelas perguntas, está fora do serviço.Tudo bem. Não fui tão bom como deveria. Não trouxe nada de especial ao jogo. Aspessoas gradualmente pararam de precisar saber o porquê. Ajustamo-nos rapidamenteàs mudanças mesmo que estejamos correndo à beira do abismo, e juremos que nunca vamos conseguir. Todo mundo gosta de mudanças se é uma mudança para melhor.Ninguém gosta de estender-se no passado se ele é feio, e tudo está finalmente correndo bem. A coisa mais importante que posso acrescentar de minhas próprias observaçõesé esta: Saber que tudo começou de circunstâncias comuns deveria ser um conforto paratodos nós. Pois isto prova que você não precisa de muito para mudar o mundo inteiropara melhor. Você pode começar com os ingredientes mais comuns. Você pode começarcom o mundo que tem.

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