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Estudos de Literatura - Ensino Médio e Vestibulares

Estudos de Literatura - Ensino Médio e Vestibulares

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Estudos deLiteratura para oEnsino Médio eVestibulares
Honneur Monção 
 
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Literatura Brasileira para Vestibulares – Honneur Monção
1
 
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Todos os direitos reservados.Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida sem a autorização da Editora.
 
Título: Literatura Brasileira para VestibularesAutor: Honneur MonçãoEditora: CopyMarket.com, 2000
 
 A Evolução da Poesia Romântica no Brasil
Honneur Monção
 As Gerações
É ponto pacífico que, na literatura brasileira há, pelo menos três romantismos: o nacionalista, o individualista e osocial. Para explicar esse fato, Karl Mannhein oferece-nos um enfoque sociológico. As transformaçõesresultantes da Revolução Francesa, em diversos planos da vida, geraram o descontentamento de váriossegmentos sociais:1 - A aristocracia foi deslocada do centro do poder e elege o passado como fulcro de suas aspirações derecuperação da glória e do esplendor perdidos. Seu conservadorismo ressentido desconfia do progresso e da vidacoletiva. Daí o mergulho nos temas que elegem o heroísmo, o medievalismo, a religiosidade, a tradição, opassado remoto em geral, a natureza e a idealização dos personagens e do amor.2 - A burguesia em ascensão dividiu-se em dois segmentos, se não antagônicos, pelo menos divergentes:a) os que, tendo ficado marginalizados do poder, mergulharam no pessimismo, no negativismo, noescapismo, na exasperação egótica; seus temas prediletos são a morbidez, o tédio, o satanismo, a boêmia,o sonho, o erotismo irrealizado.b) os que assumiram a atitude liberal-progressista, rebelando-se contra as instituições anacrônicas.Engajados nas grandes causas sociais, os temas constantes são: a liberdade, os proletários oprimidos pelaRevolução Industrial na Europa, os escravos na América, a causa republicana, a exaltação do progresso.O Brasil da 2ª metade do séc. XIX é uma nação agrária, atrasada, periférica no contexto mundial — veja o leitorque nada mudou desde então —, não se podendo transplantar cabalmente a realidade européia para o contextobrasileiro. Os temas literários, contudo, são praticamente idênticos e possibilitam essas aproximações: A
1ª geração — década 1840/50
— (Indianista ou Nacionalista), de Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias(inclusive a ficção de Alencar). A
2ª geração — década 1850/60 — 
(Byroniana, do Mal-do-Século, Individualista ou Ultra-Romântica), de Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela etc A
geração década 1860/70
(Condoreira, Social ou Hugoana), representada, principalmente, porCastro Alves.Castro Alves (1847-1871) surgiu para a literatura numa época particularmente agitada da vida política brasileira. Aefervescência ideológica do período contaminou a literatura e fez da poesia um púlpito em que se veiculavamidéias novas e se procurava atrair adeptos e correligionários. O teatro e as praças públicas tornaram-se palco deinflamados discursos poéticos, declamados ardorosamente pelos próprios autores.Nesses precursores dos “showmícios” modernos, discutia-se a proclamação da república, a Guerra do Paraguai, areforma do ensino, a abolição da escravatura e os demais problemas políticos, sociais, filosóficos e ideológicosque afligiam a intelectualidade do Império do Brasil.
 
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Literatura Brasileira para Vestibulares – Honneur Monção
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Castro Alves, jovem, bonito, galante, inflamado, culto e indiscutivelmente genial, chegou e empolgou as platéiascom seu discurso de tom elevado e sua figura bela e empolgante, o poeta chegava na hora certa. Foi consagradoprincipalmente porque sua eloqüência agradava muitíssimo ao público da época em que viveu.Seu tema predileto, mas não único, foi a escravidão. Os poemas de cunho social abarcam quase todo o rosáriopreferido pela poesia da época. Na poesia abolicionista, é insuperável a marca do gênio baiano. Seu clamor porliberdade e suas invectivas contra a mancha obscena da escravatura não encontram paralelo em nenhuma época eem nenhum autor da literatura brasileira. As imagens grandiosas, hiperbólicas, reforçadas por apóstrofes e antíteses provocantes, a linguagem enfática ealtissonante são marcas da escola condoreira — hugoana — de que ele é o representante maior em nossas letras.No poeta das
 Espumas Flutuantes
, essas características não se encontram apenas em poemas de temática que sepode chamar épica, porque abordam grandes questões coletivas, mas aparece também em poemas propriamentelíricos, seja os de tema amoroso, seja os que nos revelam o poeta como um admirável pintor de paisagens.Suas imagens, quase sempre arrojadas e intensas, costumam alternar o pequeno e o grandioso e têm uma espéciede atração cósmica e telúrica indiscutível — uma preferência pelos magnos elementos da natureza, comooceanos, céus, noite, estrelas, montanhas e tufões.{©O poeta exercitou seu estro também na poesia lírico-amorosa, de forma dissonante em relação aos demaisromânticos, pois revela-se por uma poesia sensual e, por vezes, extremamente erótica. Sua expressão amorosa éprenhe de sensualidade, e a configuração da mulher, nos momentos mais marcantes de seus poemas eróticos, édestacada por uma realidade, uma "carnalidade" inexistente na poesia de seus coetâneos e predecessorespróximos ou distantes, que tendiam à pura idealização feminina, seja na figura da mulher-anjo, seja na da mulher-demônio.Castro Alves, diferentemente, fala de mulheres reais, mulheres que são, por assim dizer, motivo de lubricidade;de realização e de frustração amorosa, mas palpáveis, virtuosas ou pecaminosas. A leitura dos poemas de Castro Alves remete-nos para um momento eletrizante da vida brasileira, em que váriascorrentes de pensamento se entrecruzavam em choques ideológicos marcantes e apaixonantes. O poeta bemsoube erigir o seu monumento literário que tem o dom de congregar homens de diferentes épocas na reflexãosobre uma realidade de profunda significação humana e social.
Primeira Geração Romântica
É a geração que introduz e consolida a estética romântica na literatura brasileira. Coube a Gonçalves deMagalhães, com o seu famoso
Suspiros Poéticos e Saudades 
, dar início a um fazer poético que levava em conta anatureza e o ambiente de nossa terra; valorizando sobremaneira nossa cultura, a tradição e a formação étnica dagente brasileira. Evidentemente que seus versos ressentem-se, ainda, de uma certa influência clássica, que só vaiser inteiramente superada no primeiro grande poeta genuinamente brasileiro: Antônio Gonçalves Dias. A poesia de Gonçalves Dias reveste-se de maior elaboração estética e já dentro dos padrões românticos. Maisconhecido como poeta indianista, escreveu também poemas lírico-amorosos da mais perfeita extração desentimentalidade romântica.O mais famoso dos poemas de Gonçalves Dias, cantado em prosa e verso, imitado, plagiado, parafraseado,parodiado e admirado desde que foi escrito, a
Canção do Exílio,
fala-nos bem próximo do amor exagerado à terranatal. Lembrando a
Carta de Caminha 
, podemos dizer que o sentimento ufanista perpassa a literatura brasileiranuma constante bem perceptível e este poema é um de seus modelos mais bem acabados.

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