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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ DE DIREITODA DÉCIMA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE CUIABÁ
MATO GROSSO.
 ADRIANA VANDONI
, devidamente qualificados nos autos em epígrafe, porintermédio de seu advogado constituído, vem apresentarPETIÇÃO INCIDENTALpelos pertinentes e relevantes argumentos fáticos e jurídicos a seguirdemonstrados:
CÓPIAProcesso nº 158743
 
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Da fundamentação
Aberta a audiência de reconciliação, constatada a ausência doquerelante, por questão de ordem, passamos expor para ao final requerer.
Diz o “Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes
oportunidade para se reconciliarem,
fazendo-as comparecer em juízo
e ouvindo-
as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo.”
 Quis o legislador oportunizar o perdão, a fim de harmonizar os pilaresque sustentam o viver e conviver.O não comparecimento do querelante na audiência de reconciliaçãoincide os efeitos da perempção (art. 60, inciso III do Código de Processo Penal).Muito embora a doutrina tenha entendido ser a audiência de conciliaçãouma faculdade às partes, afastando, de certa forma, os efeitos do art. 60, inciso III doCPP, tal cabimento não merece prosperar em hermenêutica aos princípiosconstitucionais pós Constituição de 88.A análise axiológica do instituto da audiência de reconciliação temarcabouço sob a valoração social do perdão, devendo o juiz, com toda a suaexperiência e imparcialidade incentivar a paz através do perdão.Eis que esse instituto não pode ser considerado como uma faculdadeintima do querelante, mas de interesse da sociedade.Certamente que o processo criminal à que de impõe revela-se custoso àspartes e ao Estado, uma vez que conhecemos seus efeitos e seus custos, sejam elesdiretos ou indiretos.O fenômeno da reconciliação é mais interessante para a sociedade doque para as partes, tornando-se ônus e não mera faculdade.
 
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Pode-se até restar debalde, por condições intimas das partes, em que oEstado não lhe é permitido interferir, entretanto há de haver provocação no sentidode oportunizar a reconciliação.É dever do Estado promover o resgate da cidadania e dignidade dapessoa humana, agraves do elemento insculpido como Justiça Social, que temobjetivo no bem comum prevalecendo a harmonia de seus jurisdicionados.Num momento onde mais de vinte milhões de processos ingressam naJustiça Brasileira, há necessidade de o julgador procurar meios eficientes deminimizar o estrangulamento do Poder Judiciário, oportunizando a reconciliação.Sob o prisma legal, considerando que o Direito não se resume em lei, háde valorarmos as condições que sejam benéficas ao réu, fazendo o uso da analogia inbonam partem, a analogia benigna, como exceção a normas incriminadoras embranco e expressões que por si são duvidosas e obscuras.No caso em questão, há de traçarmos um parâmetro acerca da audiênciade conciliação, proposta perante o rito da Lei 9.099 e a de reconciliação anotada noart. 520 do CPP.Deveras que são institutos processuais idênticos, mas que guardamentre si certa relação, já que os crimes alçados têm cabimento na marcha dos doisinstitutos.Na ação do rito dos Juizados, o comparecimento do querelante naaudiência de conciliação é considerada obrigatória sendo sua ausência interpretadacomo renúncia tácita da queixa.Posicionou-se o Agravo Regimental no Recurso Especial nº 1041644 SE2008/0060452-0, Relator Min. Nilson Naves:
“Crimes contra a honra (ação penal privada). Audiência de conciliação
(ausência do querelante). Perempção (reconhecimento). Honorários desucumbência (inexistência). 1. A sentença, na ação penal privada,

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