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Da fundamentação
Aberta a audiência de reconciliação, constatada a ausência doquerelante, por questão de ordem, passamos expor para ao final requerer.
Diz o “Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes
oportunidade para se reconciliarem,
fazendo-as comparecer em juízo
e ouvindo-
as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo.”
Quis o legislador oportunizar o perdão, a fim de harmonizar os pilaresque sustentam o viver e conviver.O não comparecimento do querelante na audiência de reconciliaçãoincide os efeitos da perempção (art. 60, inciso III do Código de Processo Penal).Muito embora a doutrina tenha entendido ser a audiência de conciliaçãouma faculdade às partes, afastando, de certa forma, os efeitos do art. 60, inciso III doCPP, tal cabimento não merece prosperar em hermenêutica aos princípiosconstitucionais pós Constituição de 88.A análise axiológica do instituto da audiência de reconciliação temarcabouço sob a valoração social do perdão, devendo o juiz, com toda a suaexperiência e imparcialidade incentivar a paz através do perdão.Eis que esse instituto não pode ser considerado como uma faculdadeintima do querelante, mas de interesse da sociedade.Certamente que o processo criminal à que de impõe revela-se custoso àspartes e ao Estado, uma vez que conhecemos seus efeitos e seus custos, sejam elesdiretos ou indiretos.O fenômeno da reconciliação é mais interessante para a sociedade doque para as partes, tornando-se ônus e não mera faculdade.
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