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História - Revolução Francesa

História - Revolução Francesa

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Published by: History História Geral e do Brasil on Jun 22, 2008
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02/22/2013

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1
A A
SSEMBLÉIA
N
ACIONAL
 
OU
A E
RA
 
DAS
I
NSTITUIÇÕES
(1789-1792)
A primeira fase da revolução foi inicialmente caracte-rizada pela reunião dos Estados Gerais, (cuja última reuniãoda assembléia nacional ocorrera no início do governo de LuísXIII), os estados nacionais estariam se reunindo para criaremuma estratégia econômica acerca do déficit orçamentário doestado francês, contudo a votação ficava limitada ao padrãodo voto por estado e não na perspectiva individual, comodesejava o terceiro estado. Por proposta de Sieyès, o tercei-ro estado separou-se dos demais e declarou Assembléia Na-cional, 17 de junho e liderado por Bailly prometeu entregaraFrança uma constituição.Ironicamente as adesões do primeiro e do segundoestado aumentavam frente ao projeto da nova AssembléiaNacional liderada pela burguesia, anulando uma reação ime-diata do rei, que pensando no fluxo de impostos para o esta-do francês determinou que as demais classes participassemda Assembléia.O panorama da Assembléia foi caracterizada pela se-guinte divisão: Mirabeau liderava a maioria monárquicaconstitucional e Robespierre a minoria favorável a uma de-mocracia igualitária republicana, expressando os ideais deMontesquieu e Rosseau. Os confrontos entre tropas realis-tas e deposição de Necker levaram a organização de umamunicipalidade revolucionária em Paris denominada comunae chefiada por Bailly, apoiada pela guarda nacional coman-dada por Lafayette, esses organismos populares financiadospela burguesia tiveram forte expressão em toda a Europa,coberta pelo radicalismo contra o privilégio desencadeadospela tomada da bastilha (14 de julho) e por ações campone-sas verificadas em quase todo o país “O Grande Medo”.Esse foi um momento de migração de muitos nobrese clérigos, e o próprio Luís XVI foi derrotado junto com oAntigo Regime. Na noite de 4 de agosto ocorreu diante daAssembléia Nacional Constituinte a derrubada dos privilé-gios feudais amparados pelo absolutismo.
Estados Gerais – abertura, 5/5/1789
As bases do novo regime foram lançadas com a Declara-ção dos Direitos do Homem e do Cidadão e a criação de umanova constituição. Com a corte e assembléia transferidas paraparis as pressões populares eram freqüentes.A opinião pública tornava-se cada vez mais atuante, pelapresença de clubes revolucionários (os Jacobinos) ou aindapela ação de jornais (L”ami du Peuple,de Marat), a AssembléiaNacional Constituinte buscando solucionar problema financei-ro determinou o confisco dos bens da Igreja e autorizou a im-pressão dos assignats (papel-moeda).Em 1790, foi confirmada a Constituição Civil do Clero, quereconhecia o confisco de suas terras além de submeter o a igre- ja ao estado.Luís XVI influenciado pela conspiração dos emigrados(franceses que se opunham à revolução no exterior) tentou fu-gir para Metz e organizar a reação. Aprisionado em Varennesfoi suspenso de suas funções, estimulando a difusão de idéiasrepublicanas exaltadas em sociedade populares. Como o clubedos Cordeliers liderados por Danton, Marat e Desmolins e clu-be dos Jacobinos (liderança de Robespierre).A Assembléia Nacional Constituinte que já havia se ma-nifestado em oposição às camadas populares, proibindo asassociações profissionais através da lei de Lê Chapelier (1791),receava que o republicanismo ameaçasse os privilégios da altaburguesia liberal dominante, procurou, portanto, inocentar orei e diminuir a ameaça estrangeira. Fez Luís XVI jurar pela Mo-narquia Constitucional da França, fundamentada teoricamentepela soberania do povo, mas na prática limitada pelo carátercensitário de seu sistema eleitoral, ocorrendo ainda a predo-minância do legislativo, harmonizando-se aos objetivos da altaburguesia liberal, que buscava limitar o poder real e conter asmassas populares. Ocorria a igualdade perante o imposto, eradescentralizada a administração, separava-se o judiciário doexecutivo, a população era dividida para fins eleitorais. Umavez formada a Assembléia Legislativa era dividida na seguintecomposição: Feuillants (políticos moderados, favoráveis a mo-narquias constitucionais), Partidários da república formavam aminoria e eram divididos em duas facções: uma liberal (Brissoti-nos ou Girondinos) e outra democrática (os jacobinos).A ameaça da intervenção estrangeira continuava existin-do, já que o apoio de Luís XVI à constituição (considerada pelosreacionários como absurda) era apenas aparente. Luís XVI con-tou com o apoio de governantes austríacos e prussianos pararestaurar o absolutismo.Em 1792, Áustria e Prússia declaram guerra a França, e osrevolucionários organizam um exército em oposição as forçaspartidárias ao Antigo Regime. Conspirava-se abertamente parase derrubar o rei, o discurso dos revolucionários era: “pátriaem perigo”, e os Sans-Culottes faziam ações patrióticas anti-realistas.
Revolução Francesa
L
EITURA
C
OMPLEMENTAR
 
2
O rei Luís XVI é executado. A guilhotina consistia numa lâ-mina que cortava fora a cabeça do condenado. Segundo o histo-riador francês Michel Péronnet, ela foi inventada por um médico edeputado do terceiro estado chamado Guilhotin. Inspirado pelosiluministas, o doutor queria uma execução simples, barata, higiê-nica e que não causasse sofrimento na vítima. No Antigo Regime,os nobres eram executados com golpe de machado e os plebeuseram executados na forca. Assim, a guilhotina também se apre-sentava como um instrumento democrático. Um modelo de racio-nalidade iluminista, não? Guilhotin pôde comprovar pessoalmenteas maravilhas de sua invenção: mais tarde, considerado traidor, eletambém seria guilhotinado.
O panorama era de gravidade ameaça interna de contra-revolução e ameaça externa de invasão. O povo invadiu o palá-cio de Tulherias e ordenou a assembléia legislativa a decretara prisão do rei e a convocar nova assembléia eleita por sufrágiouniversal. O rei agora estava preso e a monarquia constitucio-nal estava suspensa, mas as antigas estruturas foram derruba-das e novas instituições foram criadas.A sociedade de ordens era derrubada, com direção egestão burguesa.
C
ONVENÇÃO
N
ACIONAL
 
OU
E
RA
 
DAS
 A
NTECIPAÇÕES
(1792-1795)
Com a reunião da Convenção em setembro de 1792, seprocessou a fase mais radical da revolução, o radicalismo es-teve relacionado à oposição, à alta burguesia dirigente, enfa-tizada pelo alto custo de vida e pelo desemprego, as massaspopulares queriam aprofundar a revolução sob a liderança dosSans-Culottes apoiando os Jacobinos em sua política igualitá-ria. A Convenção aboliu a monarquia e elaborou a Constituiçãodo Ano I, instituindo a Primeira República.
A morte de Marat
Existiam três facções políticas: Girondinos (representan-tes da Alta Burguesia Mercantil, dirigidos por Brissot e Con-dorcet, excluindo as massas populares, constituindo uma repú-blica liberal), Jacobinos ou Montanheses ( representantes dapequena burguesia exaltada, acreditavam na igualdade e nasalvação pública, dirigidos por Robespierre, Marat e Danton) ea Planície (pretendiam unir a esquerda com a direita para salvarinterna e externamente a revolução, dirigida Sieyès).Algumas lideranças Girondinas foram guilhotinadas, acu-sadas de traição, a liderança do processo revolucionário foientregue aos Jacobinos com o apoio dos Sans-Culottes. Foicriado um governo revolucionário de fato, composto pelo Tri-bunal Revolucionário (poder judiciário sumário), pelo Comitêde Salvação Pública (poder executivo supremo), exercido pelogoverno de Robespierre, aprovou-se o confisco e a redistribui-ção dos bens inimigos, foi estabelecida a lei do preço máximo;em suma institui-se um governo centralizado e se adotarammedidas extremas.Essa fase foi considerada como a do Terror (ou RepúblicaJacobina), segundo Robespierre ações necessárias para trazera paz para Paris. Dentre as realizações dessa fase aboliu-se aescravidão nas colônias, diminui-se a carga tributária impostaaos camponeses, ocorreu o confisco de várias propriedades denobres, foi produzida uma avançada legislação social (reformis-mo urbano, educacional). O radicalismo jacobinista conseguiuesmagar a oposição externa e conter o reacionarismo interno.Robespierre influenciado pelas idéias de Rousseau lidera-va a república popular Jacobina , pregando a igualdade e a vir-tude. Tentou criar uma religião revolucionária, estabeleceu umareforma educacional. A constante contradição entre a pregaçãodemocrática e a prática radicalista manifesta nas execuções deacusados de serem inimigos da revolução, inclusive de partidá-rios do jacobinismo como os radicais (favoráveis a intensifica-ção da violência, liderados por Hébert) e os indulgentes(quedesejavam conter a revolução, pregando o fim das prisões eexecuções,eram liderados por Danton), fez Robespierre ser vis-to como tirano, dentro do próprio grupo montanhês por seuspartidários e pelo povo, perdendo o controle da Convenção esendo deposto pela reação Termidoriana (julho de 1794) orga-nizada pela Alta Burguesia que acabou por derrubar as refor-mas sociais da fase revolucionária.
 
3
O D
IRETÓRIO
(1794-1799)
Foi uma república moderada caracterizada pela hegemonia Girondina, que sofriam a oposição dos Jacobinos e dos rea-listas que queriam o retorno dos Bourbons. Combateu levantes populares internos e a permanência das ameaças estrangeiras.Em 1795 e 1797, existiram golpes realistas, em 1796 ocorreu a Conspiração dos Iguais, um movimento de orientação popular dosSans-Culottes, liderado pelo jornalista de tendência comunista Graco Babeuf. Externamente o exército francês acumulava vitóriascontra as forças absolutistas da Espanha, Holanda, Prússia e reinos da Itália, que 1799 constituíram a Segunda coligação contra aFrança Revolucionária.Destacou-se a presença de Napoleão Bonaparte, buscando garantir a república burguesa contra as ameaças internas. Os Gi-rondinos promoveram um golpe contra o Diretório com Bonaparte liderando, foi o Golpe 18 de Brumário (9 de novembro de 1799).O Diretório foi substituído pelo Consulado, formado por Napoleão, o abade Sieyès e Roger Ducos. O poder do estado ficou nasmãos de Napoleão que ajudou na consolidação das conquistas burguesas. Era Napoleônica foi então caracterizada por profundastransfomações políticas sociais e econômica. Ocorreu o fim dos privilégios feudais. Nas cidades foram rompidas os laços feudaisdo corporativismo que restringiam o desenvolvimento burguês. A Revolução Francesa impulsionou a França do estado feudal parao capitalista, sendo esta construção possível pelas transformações políticas e sociais.
A E
RA
N
APOLEÔNICA
 
E
C
ONGRESSO
 
DE
V
IENA
(1799-1815)
Numa época em que não havia te-levisão, as imagens de propaganda eramas obras artísticas. Neste quadro de LouisDadid, Napoleão aparece como um herói romântico atravessando os Alpes. Há muitaencenação aí porque na verdade, nessa cam-panha militar, ele esteve em cima de umamula e com roupas bem mais simples.
O jovem general Napoleão Bonaparte foi símbolo do heroísmo, do nacionalismo francês, encabeçando políticas de expan-são territorial, como a Campanha da Itália,em 1797, quando subjugou a Áustria e obteve com a Paz de Campofórmio importantesvantagens territoriais para a França. Em 1799, tentou bloquear o comércio inglês com o Oriente e mesmo tendo tido várias vitóriasem terra foi vencido na Batalha de Aboukir (1789) pelo Almirante Nelson.O retorno de Napoleão da França, o colocou como um personagem central na conspiração que levaria a suprimir o Diretório,dando início ao Golpe 18 de Brumário.
P
ERÍODO
N
APOLEÔNICO
 
Internamente o período napoleônico pode ser dividido em duas fases: a do consulado e a do império, etapas em que ocor-reu a consolidação das instituições burguesas.O Consulado foi uma República Burguesa, fundamentada pela Constituição do Ano VII aprovada por plebiscito. O executivocabia a três cônsules, mas quem realmente o exercia era Napoleão. Em 1802, foi elaborada uma nova constituição que o colocavacomo primeiro-cônsul por um período de dez anos, mais tarde se tornaria cônsul vitalício. O legislativo era debilitado (Conselhodo Estado, Tribunato, Corpo Legislativo e Senado) e o sufrágio universal era limitado por uma eleição em três graus.

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