Ciência J | N.º 38/39/40 - 2006 | 3
EditorialEditorial
Com o ano lectivo já avançado, eis quechega mais um número (na verdade,
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números
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) da revista Ciência J, a únicadedicada à ciência que é dirigida, redigidae desenvolvida exclusivamente por jovens. Todavia, e ainda que este exemplar seja aconcretização do renascer da CJ, a verdadeé que não podíamos deixar de salientar asinúmeras dificuldades (sobretudofinanceiras) com que a equipa da Ciência J,e a AJC, em geral, se tem deparado, muitopor culpa do incumprimento a tempo ehoras dos contractos por parte do EstadoPortuguês, mas sobretudo pela horrívelburocracia que é necessário compreender,desvendar e engolir, para se conseguirfazer algo que realmente valha a pena nopanorama científico juvenil.Por outro lado, no último número daCiência J foi detectado, pela equipa da CJ,um defeito que se estendeu a centenas deexemplares, e que resultou da completa eexclusiva responsabilidade da Editorial doMinistério da Educação. Assim, por essa epor outras razões, a Ciência J deixa, apartir de hoje, de ser realizada na EME,passando a ser produzida numa novagráfica, a Multitema.Ainda assim, as últimas notícias sãobastante agradáveis para a revista daAssociação Juvenil de Ciência já que, umpouco antes das Férias de Verão, foifinalmente garantido o completofinanciamento da CJ. Todavia, e tal comoreferido anteriormente, as verbasatribuídas tardam em vir, e é por isso quesó agora este número duplo chega até ti.Ainda assim, achamos que nos próximostempos poderás contar com uma Ciência Jmuito mais regular e madura.Desta forma, e visto que o últimoexemplar da CJ chegou ao público emFevereiro do presente ano, há imenso paracontar nesta edição. De facto, desdeentão, a AJC não parou, e foram imensasas actividades em que, directa ouindirectamente, a Associação Juvenil deCiência esteve envolvida. Desde a Reuniãode Ciência do Interior, na Covilhã, ao XIIEncontro de Jovens Investigadores,realizado no Barreiro, passando pelasvárias campanhas de construção de micro-foguetes, que tiveram lugar em locais tãodistintos como Guarda, Aveiro, Loures,Barreiro, Coimbra, Braga ou Covilhã, e quefizeram voar as mentes de centenas deestudantes portugueses (e por vezes atédisparar o coração). Para além de tudoisso, nesta edição, e como não podiadeixar de ser, os Núcleos Regionaismostram, uma vez mais, que não existempor mero acaso, espelhando as actividadesem que se têm empenhado com grandesucesso.Quanto ao plano internacional, éimportante referir a participação de 5sócios da AJC no
International ScienceSummer Camp
, que teve lugar na Suécia,de 6 a 12 de Agosto, e a participação naúltima ESE (Expo Sciences Europe),realizada em Tarragona, Espanha, de umprojecto apresentado no XII EJI: a casaecológica.Para além de tudo isso, terminourecentemente o maior evento daAssociação Juvenil de Ciência (no fim decontas, aquele que fez com que a AJC seformasse), já na sua 24ª edição! Apósalguns problemas com a organização,devido a alguns membros teremabandonado a equipa, a entrada dossócios André Lindo e Paula Figueiratrouxeram um fôlego incrível e fizeram doúltimo Encontro Juvenil de Ciência umverdadeiro sucesso, e justificaramtotalmente o grande aplauso espontâneoque receberam da parte de todos osparticipantes e colaboradores, no final doEncontro.Assim, esperamos que esta edição(tripla) da CJ seja o verdadeiro marco doseu renascimento. Porque se o últimoexemplar marcou o renascer da Fénix, apartir das suas próprias cinzas, esperamosque o presente número assinale o seuregresso aos céus da ciência. Pelo menos arecente notícia do reforço do orçamentopara a Ciência parece trazer boas notícias.Até breve!
David Sobral
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