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Nesta edição:
Arroz Transnico
2
Declaração Alimentar
3
Fusão Resioeste/Valorsul
5
Biodiversidade
6
Ecossistemas
7
Corpos Sociais MPI
7
Anúncios
8
MPI
 — 
Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
B
OLETIM
 
I
NFORMATIVO
 
Abril de 2010
Ano 6, N.º 19
Tome nota:
Diz não aoArroz Transgé-nico!
(ver pág. 2)
 
Melhorar oEstado do Mun-do: Repensar,Redesenhar,Reconstruir.
(ver pág. 6)
 
Inicia-
se mais um ciclo na história do MPI com a eleição
de novos corpos sociais. Na Assembleia-Geral convocada
para o passado dia 13 de Março para além das eleiçõesforam aprovados o Relatório e Contas de 2009 e o Plano deActividades e Orçamento para 2010. Embora haja umacontinuidade no trabalho até aqui realizado, propomo
-nosrealizar um novo tipo de actividade, as Oficinas de Forma-
ção. Nesta edição aproveitamos para divulgar a primeirainiciativa nesse âmbito, a Oficina de Fabrico Tradicionalde Pão e em preparação está já a Oficina de Cozinha Sus-tentável.Esperamos que os sócios aproveitem estas oportunida-
des para adquirir e partilhar conhecimentos, e enriquecer
cada vez mais a nossa associação!
 
A presidente da Direcção
 
Mª Alexandra Azevedo
 
Editorial
Dia 18 de Abril de 2010no Moinho de Aviz na Serra do Montejunto
Data limite para inscrições: 14 de Abril. Limite 20 inscrições.
 Custo por pessoa: 20
 
sócios, 25
 
não sócios.
 
Inclui: refeição (almoço e merenda) e documentação. Inscrições no site ouver contactos na última página
 
Formadores: Alexandra Azevedo (MPI), João Vieira (agricultor), JoséTavares Soares (moleiro ), Manuel Batista (moleiro e padeiro), Miguel Luís (reconstrutor de moinhos) e Cremil-
de Cordeiro (padeira)PROGRAMA10:00 -
Recepção e distribuição da documentação;
 10:15 -
Introdução: objectivos e breve história do pão
 10:45 -
Preparação do levedante natural, massa de pão de trigo, pão ázimo de broa de milho;
 11:30 -
Os cereais: práticas agrícolas e variedades tradicionais;
 12:30 -
ALMOÇO: Sopa, fruta, buffet de pão (pão de bolota, focáccias, broa de milho e pão de trigo), azeitonas,queijos, enchidos, coelho caseiro estufado com ervas aromáticas da Serra do Montejunto. (mais de 50% dosingredientes serão biológicos e quase todos serão de produção local/regional)
 14:30 - A moagem tradicional;15:30 -
Preparação do forno a lenha e cozedura das massas de pão;
 17:00 -
Merenda com degustação de pão
 18:00 -
Avaliação e fim dos trabalhos.
 
D
A
T
ERRA
 
AO
P
ÃO
 O
FICINA
 
DE
F
ORMAÇÃO
 
F
ABRICO
T
RADICIONAL
 
DE
P
ÃO
 
www.mpica.info
 
A Plataforma Transgénicos Fora lançou uma campanha contra o arroz transgénicos que a Bayer (empresa ale-mã) pretende ver aprovado para cultivo na União Europeia.
 
A campanha “DIZ NÃO AO ARROZ TRANSGÉNICO NOS NOSSOS PRATOS” está disponível na pagi-na principal do site da Plataforma em: http://www.stopogm.net/ e apela à ajuda para defender o nosso arroz...antes que o cultivo de Arroz transgénico seja aprovado em Portugal!Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenhariagenética chegou directamente ao nosso prato. O que fazer?
Três passos simples:
 1. Informar-se!2. Agir!3. Divulgar!
1º passo: Informe
-se!
SABIA QUE...
... o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos osdias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come emmédia cerca de 15 quilos por ano!... a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove a importação e consumo do arroz LL62, um arroztransgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cál-cio, ferro e ácidos gordos?... o arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do her-bicida glufosinato, também da Bayer?... na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a par-
tir de 2017?
... os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz?... a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contami-nação dos campos de cultivo de arroz normal?... a Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, ape-nas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuí-zo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Des-
cartou-
se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «umacto de Deus»!... esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo.A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivoem países com legislação mais frágil.... nada está perdido? Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador eoutra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe umtotal de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor
-
só um voto contra éque interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posiçãopode fazer a diferença na balança europeia.
2º passo: Passe à acção!
ESCREVA ao Ministro da Agricultura e diga-
lhe para votar contra qualquer autorização do arroz transgénico
LL62.
DIZ NÃO AO ARROZ TRANSNICO NOS NOSSOS PRATOS
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2
 
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OLETIM
I
NFORMATIVO
 
MPI
n.º 19 - Abril de 2010
 
 
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3
 
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OLETIM
I
NFORMATIVO
 
MPI
n.º 19 - Abril de 2010
 
Morada: Ministério da Agricultura, Praça do Comércio, 1149
-010 LISBOAEmail: gabministro@madrp.gov.ptFax: 213 234 604
Para quem pretender usar um modelo de carta, está disponível no site da Plataforma: www.stopogm.net
 
3º passo: Peça aos seus amigos para fazerem o mesmo!
 
Envie aos seus amigos, familiares ou conhecidos a indicação para vir a esta página ou mande
-lhes a informa-
ção de modo a que também possam escrever ao nosso ministro. Também é importante que fiquem a saber quetodos os pedidos/protestos ao ministro devem ser enviados com cópia para a Plataforma Transgénicos Fora
(info@stopogm.net) para que possamos fazer uma contagem aproximada.Em nome do nosso arroz, das variedades cultivadas, das variedades cozinhadas, dos campos e dos ecossiste-mas,Obrigado!
―D
ECLARAÇÃO
A
LIMENTAR
E
UROPEIA
 
Um amplo grupo de organizações – 
 
de agricultores, consumidores, ecologistas, e ONGs de saúde pública e
de desenvolvimento
– 
 
preocupados com o futuro da alimentação e da agricultura na Europa criaram uma“Declaração sobre Alimentação na Europa: por uma Política Agrícola e Alimentar Comum saudável, sustentável, justa e solidária”, que reflecte as directrizes que acreditamos que devem formar os objectivos da PAC (PolíticaAgrícola Comum) para as próximas décadas.Na Europa, à semelhança do que acontece noutras regiões do Mundo, o número de pessoas e de organizaçõesque trabalham por um sistema alimentar mais justo, mais inclusivo e sustentável vai aumentando e estão a surgirexemplos alternativos ao nível do aumento da produção local, dos mercados locais, do consumo local e da troca
de sementes, entre outras.
Mesmo assim, as actividades de base e os movimentos locais não são suficientes, pelo que consideraram estarna hora a construção de uma ampla coligação de grupos a nível europeu para contestar a actual Política AgrícolaComum (PAC), bem como os planos declarados da Comissão Europeia e dos governos para a renovação da PACem 2013, cuja visão vai no sentido de manter a “competitividade” global da indústria agro
-alimentar europeiacomo objectivo principal da PAC.
O MPI, a título individual e a Plataforma Transgénicos Fora, da qual o MPI faz parte, aderiu à Declara-ção, juntando
-
se assim a muitas outras organizações como a Coordenadora Europeia da Via Campesina, Amigosda Terra Europa, Plataforma Europeia para a Soberania Alimentar e Consórcio Europeu de Saúde e Agricultura.
 
Declaração Alimentar EuropeiaPor uma Política Agrícola e Alimentar Comumsaudável, sustentável, justa e solidária
 
A nova Política Agrícola e Alimentar Comum:
 1.
considera a alimentação como um direito humano universal e não como uma mera mercadoria.
 2.
estabelece como prioridade a produção de alimentação humana e animal para a Europa e volta a colocaro comércio internacional no seu devido lugar, controlando
-
o com equidade, justiça social e sustentabili-dade ambiental. A PAC não deve prejudicar os sistemas agrícolas e alimentares de outros países.
 3.
promove modelos de alimentação saudáveis, orientados para dietas à base de vegetais e para uma redu-ção do consumo de carne, gorduras saturadas, produtos altamente transformados e ricos em energia,respeitando, simultaneamente, padrões alimentares tradicionais e culturais.
 4.
dá prioridade à manutenção da agricultura em todo o território Europeu, com muitos agricultores queproduzam alimentos e mantenham a paisagem rural. Isto não é possível sem preços justos e segurospara os produtos agrícolas, que permitam um rendimento digno para os agricultores e trabalhadoresrurais e preços justos para os consumidores.
 

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