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o Papel Do Jogo No Processo de Ensino e Aprendizagem

o Papel Do Jogo No Processo de Ensino e Aprendizagem

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O PAPEL DO JOGO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA

Roseli Araújo Barros roseliaraujo@hotmail.com M.Sc Mestre em Educação Matemática INTRODUÇÃO Desde sempre o jogo1 fez parte da vida do Homem, quando crianças: brincamos, exploramos e manuseamos tudo aquilo que está em nossa volta. Construindo, dessa maneira, a compreensão da realidade na qual se está inserido e que se amplia à medida que estabelece processos de abstração. O jogo é considerado uma atividade natural no desenvolvime
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O PAPEL DO JOGO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA

Roseli Araújo Barros roseliaraujo@hotmail.com M.Sc Mestre em Educação Matemática INTRODUÇÃO Desde sempre o jogo1 fez parte da vida do Homem, quando crianças: brincamos, exploramos e manuseamos tudo aquilo que está em nossa volta. Construindo, dessa maneira, a compreensão da realidade na qual se está inserido e que se amplia à medida que estabelece processos de abstração. O jogo é considerado uma atividade natural no desenvolvime

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O PAPEL DO JOGO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEMMATEMÁTICA
 Roseli Araújo Barrosroseliaraujo@hotmail.com  M.Sc Mestre em Educação Matemática
INTRODUÇÃO
Desde sempre o jogo
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fez parte da vida do Homem, quando crianças: brincamos,exploramos e manuseamos tudo aquilo que está em nossa volta. Construindo, dessamaneira, a compreensão da realidade na qual se está inserido e que se amplia à medidaque estabelece processos de abstração.O jogo é considerado uma atividade natural no desenvolvimento dos processos psicológicos básicos, partindo de que não há uma obrigação externa imposta, embora proponha certas exigências, normas e controle. A articulação entre o conhecimento e oilusório, resulta em um desenvolvimento do
autoconhecimento
(até onde se podechegar), e
o conhecimento dos outros
(o que se pode esperar e em que determinadomomento) (BRASIL, 1997).Dentre os que contribuíram para que o jogo se apresentasse como uma propostametodológica, destacamos as contribuições do epistemólogo suíço Jean Piaget e o psicólogo russo Vygotsky. Piaget em seus estudos considera que a atividade direta doaluno sobre os objetos de conhecimento é o que promove o aprendizado e o que sustentao mesmo é o desenvolvimento cognitivo. Vygotsky defendem a participação ativa doaluno no processo de aprendizagem, ressaltando que o conhecimento é conseqüência dainteração do
sujeito
com o meio que ele está inserido e o professor neste processoexerce o papel de mediador.A utilização dos jogos em sala de aula é reconhecida como meio de fornecer aoaluno um ambiente agradável, motivador, planejado e enriquecido, que possibilita aaprendizagem de várias habilidades. Ao que se refere ao desenvolvimento cognitivo,Piaget tem sido, certamente, um dos autores que mais contribuiu com idéias para tornar 
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O jogo mais antigo que se conhece foi encontrado na sepultura de um rei babilônico, morto cerca de2600 anos antes de Cristo. Lá estão o tabuleiro, as peças e os dados. Infelizmente, não incluíram as regras,motivo pelo qual não podemos saber como se jogava.
 
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o ambiente de ensino bastante rico em quantidade e variedade de jogos.Os estudos de Piaget nos proporcionam o entendimento de que os jogos não sãoapenas uma forma de entretenimento. O pesquisador considera as atividades lúdicas ummeio da criança se integrar e se relacionar com o ambiente. Para Piaget a natureza ativae livre dos jogos faz com eles tenham um valor funcional, contribuindo não só para odesenvolvimento intelectual, mas também para o social e afetivo. Ao jogar, a criançadesenvolve sua inteligência, as experimentações a o pensamento, estabelecendo, assim,seu conhecimento com relação ao mundo que a cerca.Os jogos contribuem para o desenvolvimento do pensamento lógico matemáticoe a aplicação sistemática das regras encaminha a deduções. As regras e os procedimentos devem ser apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e possibilidades de ação de cada jogador, a responsabilidade de cumprir normas e zelar pelo seu cumprimento estimula o desenvolvimento da iniciativa, daatenção e da confiança em expressar com honestidade seu pensamento.Desde cedo, o jogo exerce um determinado fascínio sobre o ser humano, para ascrianças os jogos são as ações que elas repetem ordenadamente, ações que possuem umsentido funcional, que geram prazer e percepção. Esse sentido funcional está presentenas suas atividades desenvolvidas no ambiente escolar, onde os jogos são importantesno sentido de ajudar a criança a entender as regras pré-estabelecidas. Assim, as regrasapresentam um aspecto importante, pois nos jogos
o fazer e o pensar 
formam
 faces deuma mesma moeda
.Segundo Goulart (2000), as regras impostas pelo jogo despertam no aluno osentimento de
respeito mútuo
e
 sentimento de justiça
, quando isso acontece à justiçaacentua a própria obediência e torna-se uma regra central, que no campo afetivo éequivalente as normas de coerência no terreno das operações cognitivas a ponto de, nonível da cooperação e do respeito mútuo, haver uma relação de conformidade entre asoperações e a estruturação dos valores morais. O jogo faz parte do cotidiano e ajuda naconquista de uma autonomia moral, passando pelas mesmas fases de desenvolvimentomoral em que passam os seres humanos. De acordo com Piaget citado por Franco(1996), essas fases são classificadas como:
 
Anomia: nesta fase as crianças desconhecem as regras impostas pelo jogo, elas apenas brincam;
 
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Heteronomia: nesta fase elas gostam das regras impostas pelo jogo,se tornando uma exigência para as mesmas, mesmo que em algunsmomentos elas sintam necessidade de violar essas regras, iniciativareprimida pelos envolvidos, nesta fase elas descobrem o parceiro de jogo;
 
Autonomia: nesta fase as regras são interiorizadas, conscientes, econseqüentemente exigem um aprimoramento intelectual.De acordo com essas fases Franco (1996, p. 20) afirma que:
[...] o jogo de regras é importantíssimo para o desenvolvimentoda autonomia moral. È através dele que as crianças constroemas relações de parceria, de respeito, além de desenvolverem acapacidade perspectivas e crítica frente aos jogadores.
Ao mesmo tempo, os jogos em grupos também oferecem ao aluno umaconquista cognitiva, emocional, moral e social e um estímulo para o desenvolvimentodo raciocínio lógico. Segundo Kami (2001), os jogos são situações ideais para troca deopiniões, promovendo uma motivação para controlar a contagem e a adição de outrosadultos, conscientes do confronto com situações de trapaça ou erro dos envolvidos. Umdos aspectos essências e relevantes nos jogos são o desafio, o despertar para competiçãoque eles provocam no aluno. Machado (2001, p 40) ao tecer uma análise dos jogoscomo uma metodologia de auxílio didático afirma que:
Quando se analisa o papel dos jogos nas atividades didáticas,muito freqüentemente, duas dimensões sobressaem a todas asoutras; a lúdica em sentido estrito, com ênfase no divertimento,na brincadeira, na arquitetura das estratégias vencedoras, e aque diz respeito aos aspectos prático-utilitários envolvidos(jogos para introduzir certos temas, como as frações, ou paraexercício e a fixação técnicas operatórias). Em ambos o caso, permanece-se o universo semântico do jogo em si, com a predominância das interpretações literais, tanto das regrasquanto das ações envolvidas.
Por isso, é necessário e importante que os jogos façam parte da
cultura escolar,
e quando convenientemente preparados, são um recurso pedagógico eficaz para aconstrução do conhecimento matemático. Neste contexto cabe ao professor analisar eavaliar a potencialidade educativa dos diferentes tipos de jogos e o aspecto curricular 

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