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Empregado

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UNIDADE 05 - EMPREGADO
Antes de nos ocuparmos do objeto central de nosso estudoneste Capítulo,
o
 
empregado
, penso ser oportuno e didático estabelecer oconceito de trabalhador e sua classificação básica, pois como prevenido emlinhas pretéritas,
toda relação de emprego constitui uma relação detrabalho, porém, nem toda relação de trabalho importa em umarelação de emprego.1. Trabalhador. Classificação Básica de Trabalhador
No âmbito trabalhista, trabalhador é a pessoa natural queexerce atividade profissional remunerada, por conta própria ou por conta deoutrem.Em rao de peculiaridades presentes no momento daprestação dos serviços, que são determinantes para a definição da naturezada relação jurídica estabelecida entre o trabalhador e o tomador dos seusserviços, podemos formular a seguinte classificação básica de trabalhador:
a) Trabalhador Autônomo
- é a pessoa natural que exerce por
contaprópria
atividade profissional remunerada.
b) Trabalhador Subordinado
– é a pessoa natural que exerce atividadeprofissional remunerada e
dirigida por outrem
.
c)
 
Trabalhador Avulso
– É todo trabalhador que, sindicalizado ou não,presta serviços especificados no art. 11 do Decreto nº 80.271/77, ou emPortaria do Ministério do Trabalho em Emprego, intermediados por suasrespectivas entidades sindicais.
d) Trabalhador Empregado
– é a pessoa natural que presta serviços denatureza o eventual a empregador, mediante subordinação eremuneração e com pessoalidade.
e) Trabalhador Voluntário -
é a pessoa natural que exerce por contaprópria ou dirigida por outrem uma atividade profissional
sem almejarremuneração
, motivado por convicções pessoais de ordem religiosas,poticas, sociais, esportivas, humanirias, etc., nos termos da Lei 9.608/98
2. Empregado
Mesmo abrangendo e protegendo também a relação de trabalhoavulso, por força do art. 7º, XXXIV, da Constituição Federal, o foco principaldo Direito do Trabalho recai sobre o trabalho prestado em decorrência deuma relação de emprego estabelecida com os requisitos do art. 3º da CLT(trabalhador urbano) ou nos moldes da art. da Lei 5889/73(trabalhador rural) ou ainda na forma do art. da Lei 5859/72
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(trabalhador doméstico).Que pese a Justiça do Trabalho deter a competência material para julgar litígios de todas as relações de trabalho, por força do art. 114, I, daC.F, esses julgamentos não acontecerão sob o pálio da regras trabalhistas esim do Direito Civil e de acordo com as cláusulas contratuais pactuadasentre os litigantes para regência da relação havida entre eles.
2.1. Conceito legal de emprego
- “Toda pessoa física que prestar serviçosde natureza não eventual a empregador sob a dependência deste mediantesalário.” art. 3º CLT.
2.1.1. Pessoa física
- Somente a pessoa natural pode ser empregado,pessoas jurídicas não podem prestar serviços como empregados. Em razãodesse requisito essencial para a configuração da relação de emprego, algunsempregadores desonestos tentam fraudar a legislação trabalhista e exigemque o trabalhador constitua formalmente uma empresa e preste-lhesserviços como pessoa jurídica, no jargão popular como PJ.Porém, não basta que o serviço seja prestado por uma pessoanatural, é necessário para configuração da relação de emprego que hajapessoalidade. Significa que o trabalhador se compromete a executar elemesmo os servos contratados, o podendo fazer-se substituir naexecão do contrato. No dizer de JoAugusto Rodrigues Pinto, “A
 pessoalidade
é elemento caracterizador do contrato de emprego por
derivação direta da subordinação
.” 
1
 “Com efeito, sendo a energia individual o alvo do interesse doempregador, para utilizá-la conforme seu poder de
subordinação
, é evidente que a substituição da fonteenergética descaracterizaria o objeto do contrato.Isso acontece, convém esclarecer, o apenas gras àsubordinação, que traduz disponibilidade de energia, mastambém porque a escolha da
fonte energética
é feita comvistas à
virtualidade individual 
, bem traduzida pelo que seconvenciona chamar de
qualificação
do empregado, variávelde indivíduo a indivíduo, mesmo quando submetidos a preparoprofissional e treinamento absolutamente iguais.” 
2
Em resumo, podemos afirmar que a pessoalidade dá-se emrao da prestação ser admitida
intuitu
 
 personae
. A obrigação doempregado é infungível, ou seja, não pode ser executada por outrem. Oempregado o pode se fazer substituir na execução dos servoscompromissados com o tomador.
2.1.2. Serviço de natureza o eventual
 
ou permanente
Outroelemento essencial para a caracterização da relação de emprego é a nãoeventualidade dos serviços prestados. Significa que os serviços prestados
1 PINTO, José Augusto Rodrigues – Tratado de direito material do trabalho – São Paulo : LTr 2007 , p. 1202 Idem
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pelo trabalhador se inserem nas necessidades permanentes da empresaditadas por suas atividades normais (atividades-fim ou atividade-meio). “Otrabalho que se presta ocasional e transitoriamente, não decorrente daatividade normal da empresa, não atribui a seu executor a condição jurídicade empregado.” (Rodrigues Pinto)
3
Essas necessidades podem ser mera decorrência fática dasatividades permanentes da empresa ou uma opção do empreendedor. Emalguns casos o serviço tomado decorre de uma situação eventual que não seinsere nas atividades permanentes da empresa, mas o empreendedor optapor incluí-lo por mera comodidade ou para garantir agilidade na solução dealguns problemas eventuais que ocorrem com uma certa regularidade.Por isso, não é empregado o pintor que a empresa chamepara pintar o seu estabelecimento, o eletricista que repara a instalaçãoelétrica. Porém qualquer um desses profissionais será empregado quandoinserido na atividade permanente da empresa, por exemplo: seempregado o pintor que trabalha na empresa de constrão civil oureforma; bem como o eletricista que trabalha na empresa de energiaelétrica.Como visto, a permanência pode decorrer de uma situaçãofática ou de ato de vontade da empresa. Assim, se os serviços contratadosnormalmente não se inserem nas atividades permanentes da empresa, mas,por opção do empreendedor, o trabalhador é contratado com continuidade,a situação ensejará a formação do vínculo empregatício.
O tempo deserviço mais ou menos longo é um forte indicativo de permanênciaou habitualidade por vontade do empregador.
Um serviço que a princípio seria eventual pode transmudar-separa permanente, se prestado com continuidade por livre e exclusivavontade do tomador. Ex: a escola que resolve contratar um eletricista paraficar permanentemente a sua disposição.
b) Continuidade
– “É a permanência absoluta”. É do interesse da empresaque o empregado esteja todo o tempo a sua disposição. A continuidade seriaum adjetivo da permanência. É a repetição sem solução de continuidade.A continuidade, no sentido de tempo em que o empregadoefetivamente trabalha ou fica à disposição do empregador, não é essencialpara a caracterização do vínculo de emprego, porém ajuda a definir a nãoeventualidade da prestação dos serviços. 
c) Exclusividade
– Pode ajudar na definição da existência da relação deemprego, mas o é requisito essencial para a sua caracterização. Otrabalhador pode prestar servos com nculo de emprego a riostomadores, com por exemplos professores, médicos e outros profissionais
3 PINTO, José Augusto Rodrigues Pinto – Curso de direito individual do trabalho – 2ª ed. São Paulo :LTr. 1995
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