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Princípios do Direito do Trabalho

Princípios do Direito do Trabalho

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08/18/2013

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1 - E
DSON
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RAZ
 
DA
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NIDADE
03PRINCÍPIOS PECULIARES DO DIREITO DO TRABALHO
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ECLARAÇÃO
U
NIVERSAL
 
DOS
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IREITOS
H
UMANOS
.
 A
RT 
. 23.
Todo homem tem direito aotrabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis detrabalho e á proteção contra o desemprego. Todo homem, sem qualquer distião, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. Todohomem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória,que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necesrio,outros meios de proteção social. todo homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.
1. FUNÇÕES DOS PRINCÍPIOSa) Função informadora
– Os princípios regentes do Direito do trabalho têmentre suas funções orientar o legislador na edição das normas trabalhistas.Inspiram e o fundamento ao ordenamento judico específico para asrelações de trabalho.
b) Função Normativa
– Na falta de normas formais ou de usos e costumes,os princípios têm a função de servirem como fonte supletiva de Direito doTrabalho (8º CLT).
c) Função Interpretadora
Nos casos de conflitos de interpretaçãointranorma ou internormas, os princípios têm a função de municiar o juiz ouinrprete de critérios para optar pela solução que mais beneficie otrabalhador. Os princípios o um importante meio de integrão eharmonização das normas trabalhistas.Segundo Plá Rodrigues
1
, “Todos os princípios devem ter algumaconexão, ilação ou harmonia entre si, já que em sua totalidade perfilam afisionomia característica de um ramo autônomo do direito, que deve ter suaunidade e coesão interna.” 
2. PRINCÍPIOS EM ESPÉCIE
No dizer de Rodrigues Pinto
2
, o Direito do Trabalho teve origemna iteração do fato econômico e com a questão social e neles assentou seuspreceitos estruturais de modo a ganhar identidade própria na tutela dos
1 Apud2
PINTO, José Augusto Rodrigues – Curso de direito individual do trabalho : noções fundamentais de direito do trabalho, sujeitos eInstitutos do direito individual - 2. ed. – São Paulo : LTr , 1995.1
 
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trabalhadores e marchar na direção de sua autonomia científica.Os trabalhadores se uniram com o intuito de participar doprogresso econômico e social resultantes de seu trabalho. A idéia central era acriação de normas que lhes permitissem negociar o atendimento de suasnecessidades em igualdade com o patronato. Portanto, a força motriz do Direito do Trabalho foi, é e será aproteção do trabalhador em sua relação com o patronato.
a) Princípio da Proteção ao Hipossuficiente Econômico ou Princípio daProteção ao Trabalhador.
O Principio da Protão ao Trabalhador constitui o princípiobasilar do Direito do Trabalho. É a coluna mestra que dá sustentação aosistema jurídico trabalhista. Sendo primário, dele se derivaram os outros quecomporão a rede de proteção do trabalhador.Na definição de José Augusto Rodrigues Pinto, consiste em que “é imperioso amparar-se com a proteção jurídica a debilidade econômica doempregado, na relação individual de emprego, a fim de restabelecer, emtermos reais, a igualdade jurídica entre eles.” 
3
b) Princípio do
 In
 
Dubio
 
 pro
 
Misero
ou pro Operário
Para Rodrigues Pinto
4
, não seria verdadeiramente um princípio esim uma
regra de
 
interpretação do Direito
. Porém ousamos discordar domestre e afirmar o seu
status
de princípio, mesmo que seja elemento deinterpretação e integração das normas trabalhistas. Essa utilização específicanão invalida a sua condição de princípio peculiar do Direito do Trabalho.Este Prinpio consiste em solucionar-se um conflito deinterpretação intranorma optando-se pela interpretação mais benéfica para oempregado, ou seja:
 
sempre que
uma
norma permitir mais de umainterpretação, opta-se pela interpretação que mais beneficia o empregado.Para a incidência desse princípio precisa haver
uma
norma com
duas
ou mais interpretações. O conflito deve existir
dentro
de uma mesmanorma (
conflito
 
intranorma
).Advertimos que essa regra diz respeito somente ao direitomaterial e não processual. No caso de dúvida processual sobre a existência ou
3
PINTO, José Augusto Rodrigues – Curso de direito individual do trabalho : noções fundamentais de direito dotrabalho, sujeitos e Institutos do direito individual - 2. ed. – São Paulo : LTr , 1995. P.74.
4
 
Obra citada
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inexisncia de um fato alegado pelas partes, o juiz deve equacionar oproblema com base na moderna divisão do ônus da prova, decidindo contra aparte que tinha o dever de produzir a prova e não se desincumbiu do encargo.
c) Princípio da Aplicação da Norma mais Favorável
Este Princípio consiste em resolver-se um conflito deinterpretação internomas optando-se pela norma mais favorável aoempregado, ou seja: havendo
mais de uma
norma de classes diferentes e desentidos diversos e aplicáveis a
uma mesma
situação jurídica, deve preferir-se a norma que mais favoreça ao empregado. Como exemplo: quando aconvenção coletiva de trabalho trata mais generosamente um benefício para otrabalhador que a lei.Para a incidência deste Princípio, é necessário o delineamento deum quadro fático que traduza a existência de
mais de uma norma
tratandoda mesma matéria e em sentidos diversos, de modo que o intérprete tenhavida sobre qual norma deva aplicar para a solução do problema.Diferentemente das hipóteses de aplicação do P
rincípio in dúbio pro misero
,onde o conflito é dentro de uma mesma norma, na invocação do Princípio danorma mais favorável deve acontecer o conflito entre duas ou mais normas(
conflito internormas
).Considerando que a norma posterior revoga a anterior quandotrata da mesma matéria de maneiras diferentes, para a aplicação do Princípioda norma mais favorável é essencial que as normas em conflito sejam deorigens, categorias ou classes diferentes, caso contrio o se temverdadeiramente um antagonista entre normas, porque a norma posterior terárevogado a anterior. Neste caso, devemos aplicar as regras de solução deconflito de normas no tempo.
d) Princípio da Observância da Condição mais Benéfica
Este Princípio consiste na manutenção das condiçõesestabelecidas pela empresa para o empregado auferir um certo benefício ouvantagem. A condição anteriormente outorgada por seu regulamento deveprevalecer sobre a nova condição que vier a ser estabelecida pela empresa,desde que a condição prerita o tenha sido institda com tempodeterminado, ou a título precário, e se mostre mais benéfica ao empregado. Asalterações ou a revogação da condição pela empresa, somente alcançarão osfuturos empregados, permanecendo vigente a condição anterior enquantoperdurar o vínculo dos empregados contemporâneos à instituição da vantagemou benefício.Segundo o mestre Arnaldo ssekind, este Prinpio tem
3

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