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O BENCHMARKING COMO SUPORTE AO SISTEMA DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM PEQUENAS EMPRESAS

O BENCHMARKING COMO SUPORTE AO SISTEMA DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA EM PEQUENAS EMPRESAS

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 1
O BENCHMARKING COMO SUPORTE AO SISTEMA DE INTELIGÊNCIACOMPETITIVA EM PEQUENAS EMPRESAS
Luiz Ernesto SANT’ANA
1
Romualdo Douglas COLAUTO
2
; Ilse Maria BEUREN
3
;Francisco Pereira da SILVA
4
 
1 – Mestrando em Engenharia de Produção na UFSC2 – Doutorando em Engenharia de Produção na UFSC3 – Doutora e Professora da UFSC4 – Doutor e Professor da UFSC
RESUMO
 A Inteligência Competitiva tem como finalidade apoiar as decisões em nívelestratégico e tático das organizações. Pode utilizar-se do benchmarking para ajudar  focalização de questões estratégicas para as empresas. Nesse sentido, o trabalho aborda obenchmarking como instrumento de suporte aos sistemas de inteligência competitiva em pequenas empresas. Como recursos metodológicos, o estudo foi delineado como uma pesquisa exploratória, com abordagem lógica dedutiva, por meio de um estudo bibliográfico. Assim, inicialmente faz uma incursão teórica nos aspectos conceituais do benchmarking, comuma breve evolução histórica do método, objetivos, processo básico e a sua tipologia. Aseguir faz uma incursão na inteligência competitiva além de apresentar os aspectoscaracterizadores das pequenas empresas. Após enfoca o benchmarking como suporte aosistema de inteligência competitiva em pequenas empresas.
 Palavras-chave:
benchmarking, inteligência competitiva, pequenas empresas
1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
As especificidades do mercado e do ambiente econômico são elementos que precisam norteara seleção das estratégias empresariais. Devem constituir um referencial para definir ações aserem implementadas a fim de criar vantagens competitivas em relação ao mercadoconcorrente e satisfazer as prementes necessidades dos consumidores.No contexto emergencial, o desempenho competitivo dos diferentes setores está condicionadoa um conjunto de fatores estruturais internos e externos e de natureza sistêmica. Quandoestudados de forma pormenorizada, ajudam a estabelecer as inter-relações necessárias para adefinição estratégica de produtividade e competitividade setorial.Assim, gerenciar o conhecimento e a aprendizagem contínua é necessário para asorganizações adquirirem e manterem um diferencial. Investir em pessoas e utilizar ainteligência plena dos participantes da empresa contribui para a melhoria da qualidade dosprocedimentos internos e para ampliar o potencial competitivo.O monitoramento acerca do mercado, dos concorrentes, dos clientes, processos, tecnologias,fornecedores e do conhecimento humano deve ser aplicado de forma direta e constante, comoinstrumento de suporte ao processo de tomada de decisões. A inteligência competitiva, comoum processo sistemático de agregação de valor, que converte dados em informação e, naseqüência, informação em conhecimento estratégico, para apoiar a tomada de decisão, seinsere neste ambiente como uma forma de auxiliar na gestão das organizações.
 
 2Braga e Santos (2001) afirmam que a utilização da inteligência competitiva em organizaçõestem como objetivo antecipar mudanças no ambiente de negócios; descobrir concorrentesnovos e potenciais; antecipar ações dos atuais concorrentes; e, aprender sobre mudançaspolíticas, reguladoras ou legislativas, que possam afetar o negócio. Além de auxiliar nadefinição de um novo negócio, na melhoria da qualidade em processos de fusão e naaquisição de alianças estratégicas, a inteligência competitiva permite informações maisprecisas e tempestivas sobre as organizações.Nessa ótica, uma das formas de otimizar o processo de inteligência competitiva é monitorarcontinuamente os fatores de sucesso na consecução de planos estratégicos. Isto significadisponibilizar informações preditivas que subsidiem o processo decisório para uma dadasituação. A identificação dos fatores de sucesso permite que as empresas focalizemestrategicamente suas ações e monitorem continuamente o ambiente sócio-produtivo em queatuam.Assume-se como pressuposto que as constantes mudanças provocadas pela evoluçãotecnológica e pelo desenvolvimento social e econômico dos países desafiam as empresas nacapacidade de respostas às demandas do macro-ambiente. Simultaneamente, as empresasnecessitam saber quais fatores os seus concorrentes estão considerando para maximizar suaspotencialidades e minimizar as ameaças, com vistas em aumentar a probabilidade de sucessodo empreendimento.Ao entender o
benchmarking
como um instrumento gerencial para comparar vários aspectosdos produtos, processos empresariais e os fatores de sucesso de organizações do mesmosegmento, este propicia a monitoração do mercado de maneira a buscar meios para igualar ousuperar a competitividade local e global. Por conseguinte, quando utilizado para proverinformações estratégicas para o setor de inteligência das organizações pode ampliar a eficáciado sistema de inteligência competitiva.
2 DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA E DO OBJETIVO DO ESTUDO
A rapidez das mudanças tecnológicas reduz, consideravelmente, o ciclo de vida dos produtos.Logo, como resultado da livre concorrência, um novo produto no mercado é motivo para
benchmarking
pelos concorrentes, gerando ofertas semelhantes e dificultando a diferenciaçãoentre os produtos. De forma sistêmica, a competição global, o excesso de ofertas, acomoditização de bens e serviços, entre outros fatores presentes nas organizações fazem partedo atual macro-ambiente de negócios.Hammer (2001) menciona que os fatores propulsores do desempenho econômico são aprodutividade e a criatividade dos negócios. As empresas, quando reduzem os custos semcomprometer o valor para os clientes, quando criam novos produtos e aprimoram a qualidadedos bens e serviços, alavancam o desempenho econômico do país. Essa cadeia faz com que osclientes adicionem valor aos seus investimentos, implicando em mais economia e,conseqüentemente, possibilitando a aquisição de novos bens. Na perspectiva sistêmica, asempresas aumentam as vendas e os lucros, o que possibilita melhores salários e novos
 
 3investimentos de capital; os acionistas beneficiam-se com os lucros e a valorização das açõese, em determinado espaço de tempo, percorre-se o círculo virtuoso de crescimento econômico.O
benchmarking,
segundo Camp (1998), é uma metodologia de pesquisa contínua esistemática para realizar comparações de processos e práticas de uma empresa com outrasportadoras das melhores práticas administrativas, com o objetivo de avaliar bens, serviços emétodos de trabalho, no sentido do aprimoramento organizacional e da superioridadecompetitiva. Quando usada como suporte ao sistema de inteligência competitiva, subsidia oprocesso de formulação do planejamento estratégico.Considera-se que a inteligência competitiva é uma alternativa estratégica capaz de impelir asorganizações no desenvolvimento sustentável. Por conseguinte, e paralelamente àsnecessidades de pesquisas teóricas que contextualizem a possibilidade das pequenas empresasutilizar-se de instrumentos como
benchmarking
para dar suporte aos sistemas de inteligênciacompetitiva, buscou-se, por meio deste estudo abordar o
benchmarking
como um instrumentode suporte aos sistemas de inteligência competitiva em pequenas empresas.Quanto à organização do trabalho, fez-se inicialmente, como subsídio às discussões, umaincursão teórica nos aspectos conceituais do
benchmarking
com uma breve evolução históricado método, objetivos, processo básico e a tipologia. A seguir comentou-se sobre a inteligênciacompetitiva. Na seqüência, apresentou-se os aspectos caracterizadores das pequenasempresas. Depois enfocou-se o
benchmarking
como suporte ao sistema de inteligênciacompetitiva a pequenas empresas. Por último, apresentou-se as considerações finais dotrabalho.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O delineamento da pesquisa caracterizou-se como um estudo exploratório, utilizando-sefontes secundárias, com abordagem lógica dedutiva. De acordo com Tripodi, Fellin e Meyer(1981, p.64), o estudo exploratório tem por finalidade principal “desenvolver, esclarecer emodificar conceitos e idéias, a fim de fornecer hipóteses pesquisáveis para estudosposteriores”. Ao se referir à pesquisa exploratória, Andrade (1997) elenca como finalidadessubstanciais: a) proporcionar maiores informações sobre o assunto que se vai investigar; b)facilitar a delimitação do tema de pesquisa; c) orientar a fixação dos objetivos e a formulaçãodas hipóteses; ou d) descobrir um novo tipo de enfoque sobre o assunto.No que se refere aos procedimentos sistemáticos para a descrição e explicação dosfenômenos, o estudo se desenvolveu num ambiente que preconizou a abordagem qualitativa.O método qualitativo, conforme Richardson (1999), caracteriza-se pelo não emprego deinstrumental estatístico como base no processo de análise de um problema. Isto é, não se atéma numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas. Assim, como limitação do estudocabe destacar o fato de tratar-se de um estudo bibliográfico sem a pretensão de esgotar oassunto abordado.
4 ASPECTOS CONCEITUAIS DO BENCHMARKING
As raízes lingüísticas e metafóricas do
benchmarking
vêm do termo usado pelosagrimensores, que designavam-no como uma marca ou referência (BARBOZA et al. 2000).Assim, o
benchmarking
servia como referencial para determinar sua posição em termos

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