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Os três pilares da gestão do conhecimento

Os três pilares da gestão do conhecimento

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Published by: Jorge Humberto Fernandes on Aug 10, 2010
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12/11/2012

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Os três pilares da gestão do conhecimentoEduardo Jorge Lapa Lima* As empresas vêm muitos anos fazendo aquisição de novastecnologias, implantando novos sistemas, investindo em conectividade eintegrando sistemas de informação sempre com a preocupação de ter atecnologia como suporte para o negócio. Não muito recente, foi imensaa quantidade de empresas que redesenharam seus processos denegócio, muitas que nem tinham seus processos estruturados, definidose documentados partiram para tal e muitas até gastaram bastantedinheiro, ou investiram bastante dinheiro, em consultorias e ferramentaspara modelagem dos processo, ao mesmo tempo nossa sociedadeesteve, ou está, imersa numa transição de era. Estamos passando àsociedade do conhecimento, era da informação, pós-capitalismo, enfim,chamamos do nome que acharmos melhor, mas o fato é a transição deuma era para outra e junto com a transição, as mudanças culturais. Aí entra o recurso humano. Como está o trabalhador dessa nova era?Como deverá ser o trabalhador dessa nova era?Não querendo discutir conceitos, mas apoiado no conceito de gestão doconhecimento de Davenport e Prusak, onde a Gestão do conhecimentopode ser vista como uma coleção de processos que governa a criação,disseminação e utilização do conhecimento para atingir plenamente osobjetivos da organização, sempre acreditamos que os projetos ouiniciativas de gestão do conhecimento estão apoiadas numa tríadeformada por pessoas, tecnologia e processos de negócio. Para tratardesse alinhamento, podemos fazer um paralelo com a definição dadapor Davenport e Prusak. Onde dizem que a gestão do conhecimento éuma "coleção de processos" e citam "atender aos objetivos daorganização" podemos rapidamente relacionar com os processos denegócio, ou seja, a coleção de processos dita pode ser vista como umaincorporação de processos de gestão do conhecimento - explicitação,socialização entre outros - aos processos de negócio das organizações -processo de vendas, processo de produção, processo dedesenvolvimento de sistemas entre outros. Onde os autores falam"criação, disseminação e utilização de conhecimentos" não falam demais nada a não ser das pessoas, pois conhecimento está nas pessoas,é criado pelas pessoas, é utilizado pelas pessoas, então fica confortávelfazer essa relação. E nos dá margens a pensar: onde entra atecnologia de informação? Reflexivamente, conseguimos enxergar essarelação, pois o que mantém, ou ajuda a manter os processos de
 
negócios bem estruturados é a tecnologia de informação. O que ajuda, emuito, na disseminação de conhecimento é a tecnologia de informação.O que pode fazer a união mais frequente de pessoas geograficamentedistribuídas é a tecnologia. Dessa maneira, temos tranquilidade em falarque esta tríade está formada. Para não ficarmos na superfície desses três sustentadores dos projetosde gestão do conhecimento, podemos ver cada um com um pouco maisde cuidado. A gestão de pessoas na era do conhecimento Constantemente estamos ouvindo alguém falar que estamos nasociedade do conhecimento, que o conhecimento é que gera riquezaspara uma nação, que os homens mais ricos do mundo "vendemconhecimento" entre outras similaridades. existem alguns quechamam de sociedade s-capitalista, de era do conhecimento,sociedade da informação e por aí adiante. O fato é que, como ditoinicialmente, estamos vivendo uma nova era, se já não estamos nela,certamente estamos passando por um período de transição. Seja comofor que queiram chamar, é preciso pensar na gestão das pessoas à luzdos novos anseios e desafios para os profissionais do conhecimento.Vejamos agora algumas evidências que merecem atenção de pessoasque estarão envolvidas em projetos de gestão do conhecimento. O fatorque tem impressionado bastante a todos é o aumento significativo demão-de-obra autônoma ou se preferirem mão de obra auto-confiante.Segundo pesquisa da US Dept of Labor, da Epic/MR, até o ano de 1900,50% da mão de obra era autônoma, entre 1900 e 1977 somente 7% dao de obra era aunoma, provavelmente pelo movimento darevolução industrial e crescimento do número de indústrias em todo omundo. Já em 1996 este percentual cresceu para 16 e vem aumentandosignificativamente. E como isso afeta os projetos de gestão doconhecimento? Bem, imaginemos a situação de uma empresa qualquer,que terceirizou ou contratar por peodo determinado, servos deprocessamento de dados ou serviços de desenvolvimento de sistemasde informação. Os profissionais contratados logo que terminem o projetovão sair da organização, ou um dia acabará o contrato do terceirizado e
 
a pergunta é: como reter conhecimento de uma pessoa que trabalhapara minha organização e o é meu funcionário? Analisandorapidamente, podemos pensar que colocar uma cláusula no contratodizendo que "o contratado é obrigado a me contar tudo que sabe"resolveria esse problema, mas na prática as coisas não são tão simplesassim e as organizações que terceirizaram serviços ou já tiveram aexperiência de contratarem temporariamente, sabem disso.A diminuição do comprometimento na relação empresaXfuncionário éalgo evidente, não precisaríamos de nenhuma pesquisa mais profundapara detectar esse ponto, mas segundo a McKinsey e Co, em 1971somente 20% das pessoas tinham demissão antes de dois anos detrabalho nas empresas, entre 97 e 98 este percentual já está em 48. Nosdias de hoje não vimos mais a preocupação no jovem de ingressar numaempresa e manter-se nela durante muito tempo, a rotatividade já é umaestratégia de carreira dos mais jovens. As pessoas estão querendocrescer profissionalmente, novas experiências, novas oportunidades eviver o clima de outras organizações.Essa questão da falta de comprometimento, tem alguns possíveismotivos, como a abertura e expansão de novos canais de informaçãosobre empregos/empresas, anteriormente fechados, como rede derelacionamentos, internet e contratação por indicação. Os profissionaisde hoje estão melhor educados que as gerações anteriores, ou seja,possuem melhores formações. A AON Workforce Commitent Studyafirma até que pode estar até acontecendo a vingança dos quepassaram por um downsizing! O talento esescasso e controla omercado de trabalho, a tecnologia a baixo custo liberou os profissionaispara trabalhos sob demanda entre outros aspectos que podem terinfluenciado na questão da estabilidade. Nessas questões que a gestão do conhecimento pode ajudar, deixandodefinido e estruturado o processo de necio contendo etapas deprocessos de gestão do conhecimento. No exemplo citado acima, podeestar dentro do processo de desenvolvimento de sistemas uma etapaonde ao desenvolver e entregar um módulo de um sistema deinformão, o profissional deve entregar a documentão daqueledulo de sistema, deve documentar quem foram as pessoasenvolvidas nas definições, deve documentar as atas das reuniões delevantamento, deve documentar e disponibilizar manual técnico e assimpor diante.

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