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Tecnologia de informação - gestão do conhecimento e mapas cognitivos

Tecnologia de informação - gestão do conhecimento e mapas cognitivos

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Published by: Jorge Humberto Fernandes on Aug 10, 2010
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As tecnologias de informação como instrumentode viabilização da gestão do conhecimento atravésda montagem de mapas cognitivos
Resumo
Para este estudo foi utilizado o software Personal Brain 
TM 
, qual permite mapear os fluxos e os inter-relacionamentos das informações internas e externas à organização. Esse mapeamento torna-se essencial para implementação da inteligência competitiva e da gestão do conhecimento. O software mencionado foi aplicado no departamento de recursos humanos de uma instituição pública. De forma seqüencial, foram criados dois modelos: o primeiro descreve como o departamento trabalha no seu cotidiano; o segundo mostra como o departamento poderá tornar-se mais eficiente à medida que agregue às suas atividades as fontes de informações para suporte e garantia de um serviço de melhor qualidade aos usuários.
Palavras-chave
Inteligência competitiva; Gestão do conhecimento; Personal Brain.
Information technologies as way of viability ofknowledge management by setting up cognitivemapsAbstract
In this research the Personal Brain 
TM 
software was utilized,which allows us building a map that shows the flowing and interrelation of internal and external information in the organization. This mapping is essential to the implementation of competitive intelligence and knowledge management. To verify the applicability of the mentioned software, it was used on a human resources department in a public institution. As a sequential way two models were provided: the former one draws the department routine work, whereas the second one describes how efficient the department could be by aggregating to its activities necessary information sources in order to provide aids and guaranties of the better quality job for their several kinds of users.
Keywords
Competitive intelligence; Knowlege management; Personal Brain.
Gesinaldo Ataíde Cândido
Doutor em Engenharia de Produção pela UFSC, professor adjuntoda Universidade Federal de Campina Grande, líder do GEGIT(Grupo de Estudos em Gestão, Inovação e Tecnologia).E-mail: gacandido@uol.com.br
Nadja Macêdo de Araújo
Administradora de Empresas, pesquisadora associada ao GEGIT(Grupo de Estudos em Gestão, Inovação e Tecnologia).E-mail: nadjamaraujo@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
O atual ambiente de negócios e de gestão sofreinfluências de alguns fatores que são decorrentes dasinovações sociais, econômicas, políticas, institucionais,organizacionais e tecnológicas, fazendo com que ageração e disseminação da informação e doconhecimento passem a desempenhar um papelestratégico nas organizações. Neste contexto, a freqüênciae a velocidade da conectividade, da comunicação e datroca de informações têm sido uma prática cada vez maisintensa e usual nas diversas formas de relacionamentosentre os diversos atores dos diferentes segmentos e setoreseconômicos.Para Castels (1999), o que caracteriza a atual revoluçãotecnológica não é a centralidade de conhecimentos einformações, e sim um ciclo de realimentação cumulativoentre inovação e seu uso. Devido ao constante volumede informações, que são difundidas pelos seus respectivosmeios, surge então a necessidade de melhorgerenciamento dessas informações, de forma que asmesmas possam contribuir para melhor gestão doconhecimento nas empresas. Neste sentido, vê-se anecessidade de as tecnologias de informação estaremsendo executadas em paralelo com as tecnologias degestão.Com a necessidade de os diversos atores sociaisencontrarem os mecanismos mais adequados paraconviver com este cenário de mudança permanente ecada vez mais veloz, os atributos da flexibilidade e daadaptabilidade passam a ser condições indispensáveis.No caso das organizações, este cenário de mudança évivido intensamente, dadas as características do atualambiente de negócios e de gestão, o qual sofre asconseqüências de um processo de globalização, que, entreoutros aspectos, traz a necessidade de as organizaçõesserem cada vez mais competitivas, a partir da utilizaçãointensiva de novas tecnologias de produto e processos,clientes cada vez mais exigentes tanto em qualidadequanto em preços, busca incessante da inovação enecessidade de um convívio mais adequado com ainformação e o conhecimento.
Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 3, p. 38-45, set./dez. 2003
 
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As organizações precisam realizar os ajustes necessáriospara atuar neste novo contexto, buscando adotar novastecnologias de gestão e de informação capazes de gerardiferenciais competitivos tanto nas suas operaçõesquanto nos seus processos de formulação e viabilizaçãodas suas estratégias. A informação, nesse novo cenário,passa a ser considerada como recurso estratégico. ParaBeck (2003), atualmente, toda empresa está envolta comamplos e diversos tipos de informações, e, para competirneste ambiente altamente dinâmico, o segredo do sucessoé a agregação de valor a partir do acesso, do tratamento,da utilização e da disseminação da informação.A partir destas considerações, pode-se inferir que asorganizações precisam encontrar os mecanismos emodelos mais adequados para a convivência com ainformação e o conhecimento, assim como serem capazesde fazer a interligação entre as tecnologias de gestão eda informação. Dentre estas abordagens, destacam-se ainteligência competitiva e a gestão do conhecimento, asquais permitem a uma organização encontrar osmecanismos mais adequados para o convívio com ainformação e o conhecimento.O trabalho mostra como uma ferramenta de tecnologiada informação pode contribuir para a viabilização daprática da inteligência competitiva e da gestão doconhecimento em um setor específico de umaorganização governamental, no qual são definidos osdiversos tipos de inter-relacionamentos einterdependências entre os diversos componentes de suaestrutura, assim como as fontes de informação acessíveise de utilização potencial pelos diversos agentes sociaisenvolvidos. Além desta parte inicial, será abordada acontextualização dos conceitos e aplicabilidade dainteligência competitiva e da gestão do conhecimento;a importância das tecnologias da informação para a gestãodo conhecimento; a descrição da ferramenta tecnológicautilizada na viabilização da gestão do conhecimento, o
Personal Brain;
por fim, é feita uma breve descrição dosetor da organização, objeto da pesquisa, sendo definidoso mapa do conhecimento vigente e, em seguida, aproposição um novo mapa, mais consistente e adequadopara as características e necessidades do setor no que serefere ao acesso e utilização de informações. Ressalta-setambém que duas condições são imprescindíveis para aefetividade do mapa proposto, quais sejam: 1) anecessidade de práticas correntes, no sentido deadequação e contextualização dos interesses enecessidades de informações e a sua devida incorporaçãonos mapas do conhecimento que viessem a serdesenvolvidos, em função das mudanças do ambienteorganizacional; 2) a necessidade de que os demais setoresda organização procurem sistematizar de formahomogênea as suas formas de convivência com ainformação e o conhecimento, em conformidade comos resultados obtidos com a realização do estudo em umdos seus setores, considerando as suas relações deinterdependência.
INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E GESTÃODO CONHECIMENTO
Apesar de os conceitos e práticas da inteligênciacompetitiva e da gestão do conhecimento não seremnovos, uma vez que eles sempre foram aplicados de formamais empírica, existe ainda muita confusão quanto aosseus conceitos, e muitas vezes eles são utilizadosindistintamente, mesmo existindo diferenças básicasentre eles.A inteligência competitiva pode ser definida como oconhecimento sobre o ambiente externo da organizaçãoaplicado a processos de tomada de decisão nos níveisestratégico e tático, tendo em vista a consecução dosobjetivos da organização e a criação de vantagenscompetitivas sustentáveis Tyson (1993). A este conceito,Herring (1997) incorpora os conceitos de sistema e deprocesso no contexto, definindo a inteligênciacompetitiva como um processo de coleta e análisesistemática da informação sobre o ambiente externo, que,por sua vez, é disseminada como inteligência aos usuáriosem apoio à tomada de decisão, tendo em vista a geraçãoou sustentação de vantagens competitivas.Em contrapartida, a gestão do conhecimento pode serdefinida como um conjunto de técnicas e ferramentasque permitem identificar, analisar e administrar, de formaestratégica e sistêmica, o ativo intelectual da empresa eseus processos associados. Existem várias formas deabordagens conceituais para a gestão do conhecimento,com destaque para:– Abordagem de Barclay & Murray (1997), com ênfaseem aspectos culturais e de redefinição de processos;– Abordagem de Sveiby (1998), orientada para a gestãoda informação, para a aprendizagem organizacional epara definição e utilização de competências;– Abordagem de Wiig (1993), baseada nas práticas deexploração do conhecimento e sua adequação a partirde práticas de gestão específicas;– Abordagem de Leornard-Barton (1995), com foco ematividades que envolvem: 1) busca de soluções criativas,de forma compartilhada; 2) implementação e integraçãode novas metodologias e ferramentas nos processos atuais;
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3) prática de experimentos, a partir de protótipos eprojetos-piloto para desenvolvimento de competências;4) importação e absorção de metodologias e tecnologiasexternas;– Abordagem de Nonaka & Takeuchi (1995), baseadana transformação do conhecimento explícito emconhecimento tácito e vice-versa, a partir das práticasde combinação (explícito para explícito), internalização(explícito para tácito), socialização (tácito para tácito) eexternalização (tácito para explícito);– Abordagem de Edvinson & Mulone (1998), baseadaem três tipos de recursos organizacionais e seus inter-relacionamentos: capital humano, capital organizacionale capital do cliente. Nesta abordagem, estas relaçõesgeram o capital intelectual de uma organização, e, nestesentido, é preciso expandir a expertise, encorajar ainovação e exercitar a integridade.Para Davenport (1998), conhecimento é definido comouma mistura fluida de experiência condensada, valores,informação contextual e
insight 
experimentado, a qualproporciona uma estrutura para a avaliação eincorporação de novas experiências e informações. Eletem origem e é aplicado na mente dos conhecedores.Nas organizações, ele costuma estar embutido não sóem documentos ou repositórios, mas também em rotinas,processos, práticas e normas organizacionais.Para o autor, ao contrário dos ativos materiais, quediminuem à medida que são utilizados, os ativos doconhecimento aumentam com o uso, na medida em queidéias geram novas idéias e o conhecimentocompartilhado permanece com o doador ao mesmotempo em que enriquece o recebedor.A partir destas considerações, pode-se inferir que a práticada inteligência competitiva e da gestão do conhecimentoprecisa estar atrelada à criação, desenvolvimento eviabilização das estratégias empresariais, considerandoque este é um processo intensivo em conhecimento queprecisa contemplar a identificação e desenvolvimentode competências essenciais da organização; a geração eaplicação de conhecimento sobre forças competitivasdo ambiente em que as organizações atuam. Nestesentido, torna-se imprescindível à geração de modelos emetodologias capazes de integrar a inteligênciacompetitiva, a gestão do conhecimento e as estratégiasempresariais. Além disso, é preciso definir qual o tipode tecnologias de informação e de gestão mais adequadopara a viabilização da gestão do conhecimento, sendoesta uma etapa preponderante e imprescindível para osucesso no processo de acesso, busca, tratamento,utilização e disseminação de informações nasorganizações.
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO PARA AGESTÃO DO CONHECIMENTO
As características do atual ambiente de negócios e degestão trazem a necessidade de as organizações seremcada vez mais adaptáveis, flexíveis e ágeis. Nestaperspectiva, suas estruturas e processos precisam estarsendo permanentemente reavaliados, reestruturados erevitalizados. Neste sentido, as tecnologias de informação– dentre estas, os sistemas para acesso, busca, tratamento,utilização e disseminação de informações – funcionamcomo um mecanismo de suporte para implementaçãode novos modelos e abordagens de gestão.Neste contexto, as organizações precisam criar,desenvolver e implementar tecnologias e sistemas deinformação que apóiem a comunicação empresarial e atroca de idéias e experiências que incentivem as pessoasa se unirem, a participar, a tomar parte em grupos e a serenovarem em redes informais. Para Teixeira Filho(2003a, 2003b), estas práticas estão diretamenterelacionadas à formulação de estratégias, nodesenvolvimento do conhecimento coletivo e noaprendizado contínuo, tornando mais cil, naorganização, as pessoas compartilharem problemas,perspectivas, idéias e soluções.As principais tecnologias de informação utilizadas paraimplementação e viabilização da gestão do conhecimentosão videoconferência,
growpware
, painéis eletrônicos egrupos de discussão, bases de dados
on-li
ne, CD-ROMs,Internet, Intranets, sistemas especialistas, agentes depesquisa inteligentes,
data warehouse / data mining
egerenciamento eletrônico de documentos. Recentemente,surgiram novas formas e práticas que facilitam aimplementação e a viabilização da gestão doconhecimento nas organizações, uma das que mais têmsido utilizadas são as ferramentas para mapear os fluxose os inter-relacionamentos das informações externas einternas de uma organização. Neste sentido, têm sidodesenvolvidas tecnologias de informação específicas,dentre elas, o
Personal Brain
™, o qual, além de realizar omapeamento da informação, pode ser utilizado pararepresentação de problemas, desenvolvimento deprotótipos e modelagem e análise de cenários denegócios.Para atender aos interesses e os objetivos deste trabalho,optou-se pela utilização do
Personal Brain
™, paraidentificação e mapeamento de informações em umaorganização, objetivando facilitar os processos de criação
Gesinaldo Ataíde Cândido / Nadja Macêdo de Araújo
Ci. Inf., Brasília, v. 32, n. 3, p. 38-45, set./dez. 2003

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