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Tentando Entender a Gestão do Conhecimento

Tentando Entender a Gestão do Conhecimento

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Published by: Jorge Humberto Fernandes on Aug 10, 2010
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Tentando Entender a Gestão do Conhecimento
Antonio Carlos de Oliveira BarrosoComissão Nacional de Energia NuclearDiretor de P&DRua General Severiano 90 sala 300, Botafogo, RJ021 2756597/5462452email barroso@cnen.gov.brPhD em Engenharia Nuclear pelo MITElisabeth Braz Pereira GomesComissão Nacional de Energia NuclearDiretoria de Pesquisa e DesenvolvimentoAssessora TécnicaRua General Severiano 90 sala 300, Botafogo, RJ021 2756597/5462452email betgomes@cnen.gov.brMSc em Engenharia Nuclear pela COPPE/UFRJ
Resumo
Este artigo apresenta uma revisão a respeito de Gestão do conhecimento e suas inter-relações com outrasdisciplinas, avaliando algumas definições acerca do tema. Estão presentes exemplos do uso desta novaconcepção em algumas organizações e, ainda, uma experiência de implementar uma unidade deinteligência competitiva no Brasil.Palavras-chave: Gestão de Conhecimento; inteligência competitiva; conhecimento.
Abstract
This paper presents a review about knowledge management, its interface with other disciplines anddiscusses some definitons about the matter. Examples of using this new concept in some organizationsare presented and an experience to implement a competitive intelligence unit in Brazil is also described.Key-words: knowledge management; competitive intelligence; knowledge1. IntroduçãoRecentemente um número cada vez maior de empresas perceberam o quanto é importante “saber oque elas sabem” e ser capaz de tirar o máximo proveito de seus “ativos” de conhecimento. Estesrepousam em diferentes locais, como: bases de conhecimento, bases de dados, arquivos e tambémnas cabeças das pessoas, estando distribuídos por toda a empresa. Não importa se o denominamos depropriedade intelectual, capital intelectual, ou base de conhecimento, mas certamente é este um dosmais valiosos ativos de uma empresa. A capacidade de gerenciar, distribuir e criar conhecimento comeficiência/eficácia é fundamental para que uma organização se coloque em posição de vantagemcompetitiva em relação a outras.2. A Importância da Gestão do ConhecimentoNum mercado cada vez mais competitivo, o sucesso nos negócios, nos anos 90, depende basicamenteda qualidade do conhecimento que cada organização aplica nos seus processoscoorporativos/empresariais. Nesse contexto, o desafio de utilizar do conhecimento residente naempresa, com o objetivo de criar vantagens competitivas, torna-se mais crucial.Este fato vem tornando-se mais notável à medida em que: (1) as novas possibilidades técnicas e oconhecimento de mercados determinam as inovações nos produtos; (2) operações funcionais advêmdo conhecimento combinado entre como as coisas funcionam e como poderiam funcionar e (3) aparticipação no mercado cresce com um melhor conhecimento dos clientes atuais e potenciais e decomo melhor atendê-los [1].A Nova Fortuna: ativos intangíveis / A visão de Karl Sveiby [2]Por que o mercado é mais “benevolente” na avaliação de algumas empresas do que de outras ? Deque maneira as ações de uma companhia são negociadas por US$70 quando o seu valor contábil é deUS$7? Isto significa um aumento de 900% sobre seu valor contábil! No mercado de capitais, ações,
 
2têm sido negociadas acima de seus valores patrimoniais, desde que se tem estatísticas, portanto istonão é uma novidade. Mas este sobre-prêço tem crescido muito para certas ações.O que está acontecendo? Por certo, analistas de mercado atribuirão esta nova realidade à lucratividadeou a um impressionante recorde de crescimento, que gera uma forte expectativa de lucro. Sob umótica diferenciada, esta situação poderia ser atribuída a ativos invisíveis ou intangíveis.Em muitas empresas, a importância do seu ativos intangíveis supera o de seus ativos contábeis. Maisainda, a relação de valor entre os ativos intangíveis e os ativos contábeis tem se tornado cada vezmaior.A figura 1 mostra claramente como o mercado está reconhecendo esse fato. A ilustração citadaapresenta uma progressão temporal do índice “Dow Jones” expresso, percentualmente, pelo seu valorexcedente em relação ao valor contábil das ações que o compõem entre 1920 e 1995. O gráfico mostraque os ativos intangíveis vem desempenhando um papel crescente, em especial nos últimos quinzeanos.
Ativos
Fig. 1Patrimônios Intangíveis em % dos Patrimônios Tangíveis - Down Jones Industrial
-500501001502002503001920192519301935194019451950195519601965197019751980198519901995
Ano
%
AtivosIntangíveis
Um exemplo notável é a conhecida companhia americana INTEL, que apresenta $24 bilhões emativos no seu relatório anual de 1996. Estes ativos são financiados por $7 bilhões de dívida de curtoprazo e de $17 bilhões de capital acionário. Isto seria a realidade contábil. No entanto, tais ações sãonegociadas por um valor muito superior ao contábil. Em 1996, o valor de mercado das ações excedia$110 bilhões. Em outras palavras, um dólar de ativo convencional valia seis dólares no mercado. Aalta lucratividade e a boa taxa de crescimento da INTEL advém de seus ativos intangíveis, ou emoutras palavras, de seu capital intelectual. Por isso, o valor de mercado deste capital era de $93bilhões em 1996. Caso a INTEL tivesse sido adquirida por outra companhia por este valor, então os$93 bilhões iriam para a contabilidade do comprador como “ágio” de mercado. Porém, para efeito deanálise, isto não seria muito útil, deveríamos enxergar tal situação como uma avaliação de mercadodos ativos intangíveis da INTEL.Um assunto importante porém...É fácil concordar com a importância destes ativos, no entanto não é fácil entender como lidar comesta riqueza tão recentemente “descoberta”. Por outro lado, a intuição nos leva a crer que oconhecimento é a base comum a todos estes ativos e como tal deveria ser administrada.A dimensão do problema é entendida com facilidade se observarmos que a informação detida por umaempresa, ou melhor, o conjunto de seus conhecimentos, vem crescendo exponencialmente.Funcionários criam e trocam informações com mais rapidez e num volume muito maior do que sepoderia imaginar no passado. Embora grande parte desse intercâmbio se faça sob a forma
 
3documental, há também uma grande troca de conhecimento informal ou tácito nas interações entre aspessoas.Sob este ponto de vista, seria possível definir gestão do conhecimento como o trabalho de gerenciardocumentos e outros veículos de informação e de conhecimento, com o objetivo de facilitar aaprendizagem da organização (entendimento ).Isto conduz as empresas a um novo desafio que é o de implementar sistemas de gestão doconhecimento para facilitar a eficiência, melhorar o serviço para os clientes e, ainda, aumentar acompetitividade.2.1. O que é “Conhecimento”?Na prática, as palavras INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO são, freqüentemente, utilizadas semdistinção por alguns autores [3] e muitas empresas que julgam já estar praticando a gestão doconhecimento, estão apenas gerenciando informação. Gestão do conhecimento é, muitas vezes,discutida na literatura de negócios e dentro de um contexto de ferramentas comerciais, ignorando-se aquestão da natureza do conhecimento e simplesmente tratando-se informação e conhecimento comosinônimos.Gestão do conhecimento é então, aclamada como uma abordagem holística da gerência deinformação. No entanto, se você pretende gerir conhecimento, é melhor entender o que você quergerir antes de prosseguir[4].Uma primeira definição prática:Numa tentativa de utilizar o senso comum e adaptando as definições de Fred Nickols, DiretorExecutivo – Planejamento e Gestão Estratégica da Empresa, Educational Testing Service, podemosdizer que conhecimento tem um significado duplo.Está, em primeiro lugar, associado ao conceito de um corpo de informações que constitui-se de fatos,opiniões, idéias, teorias, princípios e modelos. Mas também pode referir-se à situação ou estadoDe uma pessoa em relação àquele conjunto de informações. Este estado pode ser ignorância,consciência, familiaridade, entendimento, habilidade, etc.Esta definição é, de alguma maneira, similar à distinção de Michael Polany's entre conhecimentoexplícito e conhecimento tácito. Sendo o primeiro, também chamado de conhecimento codificado ouformal, o que pode ser articulado através da linguagem e transmitido a indivíduos; e o último(também, conhecimento informal) significando conhecimento pessoal enraizado na experiênciaindividual e envolvendo crenças pessoais, perspectiva e valores.Enfocando o papel do conhecimento em organizações de negócios, conhecimento tácito é, comfreqüência, visto como a verdadeira chave para resolver os problemas e criar valores novos, enquantoconhecimento explícito é considerado apenas como suporte.Assim, nós freqüentemente encontramos uma ênfase na “organização que aprende” e outrasabordagens que reforçam a internalização da informação (pela experiência e pela ação), além dacriação de novos conhecimentos através da interação.Numa visão mais objetiva, o que realmente importa é como o conhecimento é adquirido e como nóspodemos usar este conhecimento – tanto explícito quanto tácito – de maneira a alcançar resultadospositivos que venham de encontro às necessidades da empresa [3]. Há um ponto essencial acerca danatureza fugaz do conhecimento, que está muito bem caracterizada na lei de Bentov, cujo enunciadodeclara que “o nível de ignorância aumenta exponencialmente com o conhecimento acumulado”. Istoé cada nova informação que alguém adquire gera, em contrapartida, muitas outras dúvidas de talforma que cada informação produz de 5 a 10 novas perguntas. Estas questões se acumulam a umataxa muito maior do que o próprio conhecimento. Por isso, quanto mais uma pessoa aprende, maior éo seu nível de ignorância.As observações acima ilustram bem as dificuldades envolvidas e como gestão do conhecimento podeoriginar muitas e desafiantes pesquisas.Conhecimento e conceitos correlatos:As idéias apresentadas nesta seção foram fortemente calcadas no material da referência[4],contextualizado para os propósitos desse trabalho, mas certamente não conseguem reproduzir o valordo trabalho original.
 
Hierarquia de Valores

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