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As OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e a Administração Pública: Intermediação Fraudulenta de Mão-de-Obra sob uma Nova Roupagem Jurídica

As OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e a Administração Pública: Intermediação Fraudulenta de Mão-de-Obra sob uma Nova Roupagem Jurídica

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Enoque Ribeiro dos Santos (Procurador do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná); Professor Doutor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).)

1 Introdução; 2 Desestatização e Privatização; 3 Regime dos Contratos de Gestão (as Organizações Sociais); 4 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP); 5 A Declaração Liminar de Inconstitucionalidade pelo STF dos arts. 5º, 11 a 15 e 20 da Lei nº 9.637/98 (Lei das Organizações Sociais); 6 Da Inconstitucionalidade Reflexa da Lei nº 9.790/99 (OSCIP); 7 Uma Nova Roupagem Jurídica da Terceirização Ilícita por Órgãos da Administração Pública; 8 Responsabilidade da Autoridade Responsável pela Contratação de Servidores, sem Concurso Público; 9 Conclusões.
Enoque Ribeiro dos Santos (Procurador do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná); Professor Doutor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).)

1 Introdução; 2 Desestatização e Privatização; 3 Regime dos Contratos de Gestão (as Organizações Sociais); 4 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP); 5 A Declaração Liminar de Inconstitucionalidade pelo STF dos arts. 5º, 11 a 15 e 20 da Lei nº 9.637/98 (Lei das Organizações Sociais); 6 Da Inconstitucionalidade Reflexa da Lei nº 9.790/99 (OSCIP); 7 Uma Nova Roupagem Jurídica da Terceirização Ilícita por Órgãos da Administração Pública; 8 Responsabilidade da Autoridade Responsável pela Contratação de Servidores, sem Concurso Público; 9 Conclusões.

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As OSCIP (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) e aAdministração Pública: Intermediação Fraudulenta de Mão-de-Obrasob uma Nova Roupagem Jurídica
 Enoque Ribeiro dos Santos
Procurador do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região (Paraná); Professor Doutor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
 SUMÁRIO: 1 Introdução; 2 Desestatização e Privatização; 3Regime dos Contratos de Gestão (as Organizações Sociais); 4Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP); 5 ADeclaração Liminar de Inconstitucionalidade pelo STF dos arts.5º, 11 a 15 e 20 da Lei nº 9.637/98 (Lei das OrganizaçõesSociais); 6 Da Inconstitucionalidade Reflexa da Lei nº 9.790/99(OSCIP); 7 Uma Nova Roupagem Jurídica da Terceirização Ilícitapor Órgãos da Administração Pública; 8 Responsabilidade dautoridade Responsável pela Contratação de Servidores, semConcurso Público; 9 Conclusões.
1 Introdução
 Nosso objetivo é demonstrar nas próximas linhas a perpetuação de umadas práticas mais deploráveis nos tempos modernos, em que o homemprocura tirar proveito do próprio homem, com a manutenção da
merchandage 
1
, porém, sob uma nova roupagem jurídica, substituindoas combatidas e combalidas cooperativas de trabalho (de mão-de-obra)pelas organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP),regidas pela Lei nº 9.790/90, em verdadeiro atentado contra um dos
1
No Direito Comparado, em 1848, a França aboliu a
merchandage 
, sob o argumentode que o trabalho, por não ser uma mercadoria, jamais poderia ser intermediado.
 
fundamentos de validade do Estado Democrático de Direito: o princípioda dignidade da pessoa humana, insculpido no art. 1º, III, da CartaMagna de 1988.Com o advento das privatizações, a partir da década de 70, maisespecificamente com oDecreto-Lei nº 200/67,o Estado passou a transferir grande parcela da prestação dos serviços públicos à iniciativaprivada, em face dos progressos tecnológicos verificados nos campos dainformática, da telefonia celular, da televisão a cabo, da Internet, daquímica fina, telecomunicações, infovias, energia, meio ambiente, etc.,que fez com que os Estados se deparassem com uma nova realidadeeconômica, social e política.Nesse movimento engendrado de transferência de atividades do Estadopara a iniciativa privada, procurou-se criar alternativas jurídicas, combastante criatividade, objetivando "terceirizar" até mesmo os serviçosbásicos essenciais, verdadeiros postulados constitucionais,consubstanciados nos serviços da educação, saúde, transporte esegurança.Nada a contestar se nesse movimento de "publicização", como assimchamou os legisladores, a prática de transferência de atividades doEstado para a iniciativa privada, revelando preocupação em adaptar-seà modernidade, à gestão eficiente de atividades diante do fenômeno daglobalização econômica, se não houvesse, como está havendo, omalferimento de direitos basilares do trabalhador, assegurados nãoapenas pela Constituição Federal, como também por tratados edeclarações internacionais, das quais o Brasil é signatário e que foramdevidamente ratificadas, hoje fazendo parte integrante de nosso sistemaurídico.
2 Desestatização e Privatização
 pós o Decreto-Lei nº 200/67,o primeiro instrumento jurídico a mudar a configuração do Estado como prestador de serviços foi o ProgramaNacional de Desestatização, instituído pela Lei nº 8.031/90, que
 
posteriormente foi revogada pela Lei nº 9.491/97. Tais instrumentostinham por escopo "reordenar a posição estratégica do Estado naeconomia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamenteexploradas pelo setor público", (art. 1º, I, da Lei nº 8.031/90),demonstrando que a busca desse objetivo acarretará a diminuição dadívida pública e a concentração da Administração Pública ematividades nas quais seja fundamental a presença do Estado em vistasdas prioridades nacionais.Na busca desses objetivos, além da associação e formação de convêniosde cooperação e consórcios públicos, o Estado pretendeu modernizar-sepor meio da possibilidade de executar os serviços públicos pelosregimes de parceria, que caracterizam-se pela aliança entre o PoderPúblico e entidades privadas, com o objetivo de fazer chegar aos maisdiversos segmentos da população os serviços de que esta necessita eque, por várias razões, não lhe são prestados.De acordo com José dos Santos Carvalho Filho
2
, "
o ponto característico nuclear desses regimes consiste em que a parceria do Estado é ormalizada junto com pessoas de direito privado e da iniciativa privada,ou seja, aquelas que, reguladas pelo direito privado, não sofrem ingerência estatal em sua estrutura orgânica. A elas incumbirá a execução de serviços e atividades que beneficiem a coletividade, de modo que tal atuação se revestirá da qualificação de função delegada do Poder Público 
".inda consoante aquele autor
3
"
referidas entidades, sem dúvida, se apresentam com certo hibridismo, na medida em que, sendo privadas,desempenham função pública, têm sido denominadas de entidades do terceiro setor, a indicar que não se tratam nem dos entes federativos nem das pessoas que executam a administração indireta e descentralizada daqueles, mas simplesmente compõem um 
tertium genus 
, ou seja, um agrupamento de entidades responsáveis pelo desenvolvimento de novas ormas de prestação dos serviços públicos. É possível classificar os 
2
 
CARVALHO FILHO, José dos Santos.
Manual de Direito Administrativo 
. 13. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 267.
 
3
 
Idem, ibidem, p. 267
.

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Rodolfo Nogari added this note
Muito esclarecedor e excelente para pensarmos a respeito desta função social.
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