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Encarte da revista Banco de Idéias nº 51

Encarte da revista Banco de Idéias nº 51

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MST/FARC: Uma analogia perigosa, de Gilberto Paim (Parte integrante da revista Banco de Idéias nº 51)
MST/FARC: Uma analogia perigosa, de Gilberto Paim (Parte integrante da revista Banco de Idéias nº 51)

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Parte integrante da revista nº 51 - Ano XIV - Jun/Jul/Ago - 2010
 www.institutoliberal.org.br 
MST-FARC: Uma analogia perigosa
Gilberto Paim
Jornalista. Membro do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio
O MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra iniciou-se há 25 anos. A ideiaoriginal do movimento era a de distribuir terras a pequenos agricultores. De 1988 para cáforam realizadas 7.591 invasões. O Movimento tornou-se, com o tempo, um ator político decrescente violência. Não tem existência jurídica, o que tem poupado seus dirigentes de processose indenizações. Tem enorme capacidade de organização, tendo mobilizado alguns anos atrás,em Brasília, 18 mil integrantes com perfeita logística. Diz seu presidente João Pedro Stedile queo latifúndio deixou de ser o inimigo número 1. Agora são as transnacionais e o
agrobusiness
. Alguns de seus dirigentes, como é o caso de José Rainha, declararam publicamente que preten-dem criar uma nova Canudos. Entre os objetivos explícitos do MST se encontra o de reestatizar aempresa Vale. Não há qualquer registro formal das despesas e da origem dos recursos do MST. A revista
Veja
informou que, entre 2003 e 2007, o governo – através de ONGs e órgãosoficiais, como o Incra – aplicou R$ 43 milhões no MST, que ainda recebeu ajuda externa socia-lista de R$ 20 milhões. O MST combate o reflorestamento e já destruiu importantes laboratóriosde pesquisa, desviando, em consequência, investimentos para países vizinhos. Em 2008 a revista
ISTOÉ
divulgou a instalação pelo MST de 20 acampamentos em três estados, para treinar guerrilheiros.Os custos de assentamento do Incra são extremamente elevados, e a produtividade média étão baixa que o governo é obrigado a sustentar os acampados com cestas básicas. Convém nãominimizar os riscos para a democracia de um exército de 467 mil famílias, em boa parteacampadas em fazendas invadidas próximo a eixos rodoviários. O modelo ideológico do MSTsão as FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
 
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m seus 25 anos de existên-cia são milhares as ações doMST, em grande parte praticadasa partir da eleição do presidenteLuiz Inácio Lula da Silva, no pleitode 3 de outubro de 2002. Segun-do o Núcleo de Estudos, Pesqui-sas e Projetos de Reforma Agrária,da Universidade Estadual Paulista,somam 7.591 as ações do movi-mento em 19 anos, iniciadas em1988, e alcançam as mais varia-das formas: invasão de fazendasprodutivas e de prédios públicos,bloqueio de estradas de ferro e derodovias, destruição de laborató-rios de pesquisas e de centros deprodução de mudas de fabrican-tes de celulose. Depois da instala-ção do governo petista, o Movi-mento dos Sem Terra passou a agir com plena impunidade, às vezesoperando como um órgão oficial. Ao colocar na cabeça o boné doMST, em 2003, o presidente daRepública praticamente autorizouo Movimento a agir sob a prote-ção de diferentes órgãos públicos,inclusive do Ministério do Desen-volvimento Agrário, do Incra e daPolícia Federal. Continuaram livrespara a prática de novas depreda-ções os autores, devidamente iden-tificados, da destruição de pesqui-sas da Aracruz, realizadas durante22 anos no Rio Grande do Sul.Explica-se essa liberdade para des-truir. O Incra está dominado por funcionários que saíram das hostesdo MST. A impunidade foi sacramen-tada pelo ministro GuilhermeCassel, do Desenvolvimento Agrá-rio, quando classificou como“Jornada Nacional de Lutas” asações do MST durante o
 Abril Ver-melho
de 2008. Frisou o ministroque “a participação desses movi-mentos é essencial para o fortale-cimento da democracia” no Bra-sil. Sobre a ameaça do MST de in-vadir as instalações da Vale noPará, disse o ministro, conforme a
Folha de S. Paulo
, de 17 de abrilde 2008: “a questão tem mais aver com a reestatização da Vale,defendida também por outrasorganizações sociais, além deuma ala do PT”.O MST está sempre presenteem greves e manifestações de rua. Aliou-se à campanha contra pro-jetos hidrelétricos na Amazônia,chefiada pelo Movimento de Atin-gidos por Barragens, como temocorrido na cidade de Altamira, noPará, contra o grande projeto deBelo Monte, de 11 milhões de kW,pouco abaixo da potência dahidrelétrica de Itaipu. Espera-se aintensificação das invasões de pro-priedades rurais, depois que o pre-sidente da República sancionar oprojeto de novos índices de produ-tividade, como está prometido.Estabelece esse projeto que as ter-ras de uma fazenda que não esti-verem inteiramente aproveitadasserão desapropriadas para efeitode reforma agrária. Não há dúvi-da de que as propriedades assimafetadas darão motivo a um des-mesurado aumento das tensõesno campo, com reflexos na zonaurbana.Com a feição de milícia, o MSTtem demonstrado uma extraordi-nária capacidade de realizar atossimultâneos em 23 estados, comoocorreu no
  Abril Vermelho
de2008. Em quase todo o País asocupações, depredações e outrosatos típicos revelaram o poder deque dispõe o Movimento.Essa capacidade de organiza-ção apresentou mais um dos seusmúltiplos exemplos por ocasião do5º Congresso Nacional desse“partido político” de extrema es-querda, que possui maior númerode membros que as FARC – For-ças Armadas Revolucionárias daColômbia. Observe-se o alto graude organização do MST. Em junhode 2007, 2.000 pessoas se in-cumbiram de montar, em Brasília,em uma semana, barracas de lonatransformadas em grandes dormi-tórios, cozinhas e refeitórios para18 mil pessoas. Eram 140 cozi-nhas que prepararam cerca de trin-ta toneladas diárias de alimentos,durante cinco dias. Uma verdadei-ra operação militar.
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“Ao colocar nacabeça o boné doMST, em 2003, opresidente daRepública pratica-mente autorizou omovimento a agirsob a proteção dediferentes órgãospúblicos, inclusivedo Ministério doDesenvolvimento Agrário, do Incra eda Polícia Federal.”

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