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EDITORIAL
LUTA SOCIAL: Balanço de três anos de percurso
O Colectivo Luta Social surgiu em finaisde 2004, após a Conferência Libertária deSetúbal, da qual algumas pessoas quevieram a fundar o Colectivo, foramorganizadoras e participantes.Os pressupostos do Colectivo foram,desde logo, anti-capitalistas e anti-autoritários, para realizar trabalhocentrado nas lutas sociais.Desde o início do seu percurso (Março de2005), o Colectivo Luta Socialdiagnosticou a óbvia necessidade, nopanorama português, de um sindicato decariz anti-autoritário e anti-capitalista, quepossa renovar o sindicalismo eapresentar-se como alternativa aosindicalismo burocrático reformista.Não foi portanto por acaso que surgiu oprimeiro sindicato de base, após o 25 deAbril de 74 em Portugal, mas antes pelaacção do Colectivo, cujos membrosdecidiram fundar a Associação de ClasseInterprofissional (AC-Interpro) em Junhode 2006.Tinha este grupo de militantes jáparticipado na fundação, um ano antes, deum núcleo da FESAL-E, a FederaçãoEuropeia de Sindicalismo Alternativo,ramo Educação. Pensou-se, um anodepois, que estavam reunidas ascondições para a criação de um sindicatode cariz anti-autoritário.Após a Assembleia fundacional, em Junhode 2006, levou-se cabo a tarefa dalegalização do sindicato, tendo havidonecessidade de uma mudança dosestatutos para ficarem conformes à lei. Asua aprovação ocorreu em finais deOutubro de 2006 e a publicação no boletimdo Ministério do Trabalho em Novembrodo mesmo ano, veio legalizar estesindicato de base.Paralelamente, o sindicato ia iniciando asua actividade:- Tomou posição, em vários comunicados,face às questões que afectam ostrabalhadores portugueses e também fezdivulgação de informação sobre as lutassociais em Portugal e no mundo;- Realizou reuniões com militantes esimpatizantes para definir a suaestratégia;- Efectuou Jornadas Interprofissionais,ainda em 2006, com debates públicossobre precariedade laboral, privatizaçãoda educação e globalização da luta declasses;- No ano de 2007, realizou um seminário,em Lisboa, sobre «violência na escola,violência na sociedade», por iniciativado seu sector da Educação;- Em Abril-Maio de 2007, a AC-Interproparticipou na conferência de Paris i07,que contou com sindicatosrevolucionários e autónomos dos 5continentes.Mas, desde cedo, surgiram dificuldadesdiversas:As reuniões eram, por vezes, poucoparticipadas. A organização horizontalnecessita da participação activa de todosos interessados; a ausência de hierarquiasimplica a assunção dasresponsabilidades, por parte de todos.Um obstáculo imprevisto foi a acção doMinistério Público contra a AC-Interpro,em Janeiro de 2007, com o intuito de a
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