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Orientações sobre a prática pedagógica e o ensino voltado para o aluno surdo 15.08.2010

Orientações sobre a prática pedagógica e o ensino voltado para o aluno surdo 15.08.2010

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Orientações sobre a prática pedagógica e o ensino voltado para o aluno surdo.
Orientações sobre a prática pedagógica e o ensino voltado para o aluno surdo.

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Published by: Instituto Helena Antipoff on Aug 15, 2010
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07/10/2013

 
 
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http://ihainforma.wordpress.com
 PREFEITURADA CIDADE DO RIO DE JANEIROSecretaria Municipal de EducaçãoSubsecretaria de Ensino :: Coordenadoria de Educação
 
Senhores Diretores, Coordenadores Pedagógicos e Professores.
Dando continuidade à política de produção de orientações sobre nosso alunado, iniciada nagestão anterior, apresentamos o primeiro texto sobre surdez.A inclusão dos alunos surdos é instigante e desafiadora. Instigante, porque, por possuíremoutro universo linguístico, requerem atenção específica, que leve em consideração sua particularidadelinguística e cultural. Desafiadora porque, para os ouvintes, e em particular para o professor ouvinte, écomo dar aula em uma língua sobre a qual a escola ainda pouco
ou quase nada
conhece.Daí a necessidade de adequações como a presença de intérpretes, recursos visuais e táteis, eum planejamento bem sintonizado do professor regente com o intérprete. Sem contar, é claro, anecessidade de uma supervisão pedagógica bastante presente! Outro aspecto importante é avalorização da LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais, a língua natural dos surdos, como instrumentoprincipal de comunicação, significação e troca. No caderno, apresentamos várias estratégiasinspiradoras a respeito da educação inclusiva de alunos surdos.
O “mundo surdo” é, enfim, um universo rico, interessante e que, com certeza, deixará sua escola
bastante motivada a inovar e lançar-se ao desafio da educação inclusiva. Sem mencionar a alegria queseus alunos ouvintes terão ao entrar em contato com este novo universo.Assim, convidamos sua comunidade escolar a abrir este caderno e aproveitar tudo o que eletem a oferecer. Sua escola verá que uma outra perspectiva para compreensão do mundo se abrirá.
Experimente, “deguste” este novo conhecimento!
 Kátia NunesDiretora do Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA)Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro
 
 
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 PREFEITURADA CIDADE DO RIO DE JANEIROSecretaria Municipal de EducaçãoSubsecretaria de Ensino :: Coordenadoria de Educação
 
Orientações sobre a prática pedagógicae o ensino voltado para o aluno surdo
Cristiane Correia Taveira, IHA/SME-RioLaura Jane Messias Belém, IHA/SME-Rio
 
Michéli
 
Accioly Cruz Rezende da Silva, IHA/SME-RioMônica Astuto Lopes Martins, IHA/SME-RioRegina Celi Souza Costa de Moraes, IHA/SME-RioSônia Cristina Medeiros Rocha, IHA/SME-Rio
Parte 1
Introdução
É importante considerarmos alguns pontos sobre o nosso aluno surdo, na Rede Municipal deEnsino do Rio de Janeiro. Conhecer suas necessidades para oferecermos estratégias pedagógicasadequadas. Para tanto, precisamos refletir sobre as características da pessoa surda em nossomunicípio e em nossa região (Coordenadoria Regional de Ensino
CRE).
 Algumas perguntas para compreender o aluno surdo
 
Quem é o meu aluno surdo? Qual a sua história de vida, seus interesses e seuenvolvimento na comunidade, no bairro em que vive?
 
Como me comunicar com os alunos surdos? Com quem posso contar para favoreceressa comunicação?
 
Com quem eu posso contar (parcerias possíveis de Atendimento EducacionalEspecializado, de Sala de Recursos ou de itinerância na área da CRE) para o ensino oumanutenção da fluência na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)?
 
Qual a importância em agrupá-los com outros surdos como forma de incentivar o uso ea fluência da Libras?
 
O que preciso garantir na sala de aula para melhorar o ensino de meus alunos surdos?
 
Os alunos surdos precisam de Sala de Recursos? Que Sala de Recursos devo orientarpara eles?
 
Precisamos providenciar a convivência dos alunos surdos com outros surdos em outrosespaços (na sala de aula, na sala de recursos, em atividades da escola e da família, emclubes, igrejas e associações)?
 
 
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 PREFEITURADA CIDADE DO RIO DE JANEIROSecretaria Municipal de EducaçãoSubsecretaria de Ensino :: Coordenadoria de Educação
 
 
Como despertar ou incentivar o interesse dos outros alunos e dos professores queouvem (ouvintes) pela pessoa surda e pela língua dos surdos (Língua de Sinais)?Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo do texto e são questionamentos queprofessores de alunos surdos se fazem (e se deseja que façam essas perguntas) para melhor atuar comessas crianças e jovens.
Como a criança surda aprende?
Você já parou para pensar como uma criança aprende a falar? Será que a mãe reserva umaparte do seu dia para ensinar o seu filho a falar?No início da vida do bebê, a sua interação com o mundo se caracteriza principalmente porreações de choro, balbucio, na tentativa de apanhar um objeto, e essas ações são significadas pelooutro, cotidianamente.Por exemplo, ao ouvir o bebê chorar, a mãe o amamenta, criando o significado de fome para ochoro do bebê. Em outra situação, quando o bebê ba
lbucia “ma
-
ma”, o adulto significa esse som,
afirmando que a criança quis se referir à mãe, ou a mamadeira. Dessa forma, o que era uma sensaçãode fome, ou a emissão de sons por prazer, são significados e compartilhados pelo adulto e a criança.Assim, o choro e o balbucio assumem uma função comunicativa que marca o início do processo dedesenvolvimento na criança.A partir da interação com o adulto, a criança começa a significar as palavras que ouve e adesenvolver a sua fala, uma língua. Ela começa a utilizar a fala social, com a função de comunicação e,por meio de desenvolvimento de uma língua, esta passa a exercer também uma função planejadora eorganizadora, que orienta e constitui o próprio pensamento da criança que escuta, que é ouvinte.E, no caso da criança surda? Como ocorre o processo de desenvolvimento da linguagem?As interações verbais entre o bebê surdo e a sua família ouvinte vão ocorrer, no entanto, àmedida que utilizarem como meio de comunicação o canal oral auditivo essas trocas e as consequentessignificações estarão prejudicadas. O bebê não ouve (ou ouve alguns sons) e utilizará suas modulaçõesvocais sem conseguir obter o retorno da família por meio da audição. Mas essa criança fará a leitura daexpressão corporal, e reconhecerá as mudanças na expressão facial de seus familiares.Faz-se necessário, então, que a criança surda seja imersa
o mais cedo possível - em umcontexto sócio-linguístico que utilize como meio de comunicação o canal visual gestual e a Língua deSinais para as primeiras trocas de significação com os adultos. Desse modo, as trocas verbais e oprocesso de construção de conceitos e de significações ocorrerão sem prejuízos e o desenvolvimentolingüístico do surdo será equivalente ao desenvolvimento de qualquer criança.É importante oferecer a criança surda uma educação que propicie o seu desenvolvimentointegral, respeitando as condições individuais e as escolhas da família. Para tanto, a escola precisa

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