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Por que pensar, também, em Gestão Financeira quando se fala em Terceiro Setor?

Por que pensar, também, em Gestão Financeira quando se fala em Terceiro Setor?

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Gestão Financeira para Terceiro Setor (ONG's) e seus benefícios
Gestão Financeira para Terceiro Setor (ONG's) e seus benefícios

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Published by: Ilídio C. de Oliveira Jr on Jun 25, 2008
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Por que pensar, também, em Gestão Financeira quando se fala em Terceiro Setor?
 IIídio C. de Oliveira Jr.
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 Existe uma grande preocupação nas médias e grandes empresas com respeito àssuas finanças. Análise de Balanços, avaliação de índices, gestão de caixa, necessidadede capital circulante líquido e outros são algumas ferramentas muito estudadas eaplicadas nessas empresas. Sua observância é de extrema valia, pois gera resultados,tanto no aumento de suas Receitas (entradas), como na diminuição das Despesas(saídas). Não obstante, sendo isto tão valioso para o Segundo Setor, o Setor Privado,será que estas ferramentas, também, não teriam o mesmo grau de importância erelevância para o Terceiro Setor?Ricardo Falcão, consultor em Elaboração de Projetos e Captação de Recursos,em uma de suas palestras, disse, com muita propriedade, a respeito do caos em que seencontra o Terceiro Setor, no que tange à captação de recursos para manutenção dasatividades operacionais da instituição: “Imagine que eu (Falcão) seja gerente de umbanco e você (platéia) um cliente em potencial. Em minha visita, digo que você precisacolocar seu dinheiro no meu banco, porque senão ele fecha. Você colocaria? Nem eu”.O exemplo que ele usou é muito pertinente, pois as organizações têm vendido miséria eninguém participa, investe, associa sua marca à falência. É interessante notar que asinstituições do Terceiro Setor têm feito isto todos os dias, vendido miséria. O que aspessoas gostam de ouvir é de sucesso. O sucesso atrai. Ninguém coloca seu currículoem uma empresa falida, ou em vias de... Por isso, quando for apresentar seu projeto,você deve mostrar a realidade do atendimento hoje (indicadores qualitativos,quantitativos, etc), mas também, o quanto agregará com a sua contribuição, o impactoque a contribuição gerará naquela localidade, e, por conseguinte, nas pessoas.Quando pensamos em Finanças ou Gestão Financeira para o Terceiro Setor, aprimeira coisa que vem à cabeça são os Balanços Patrimoniais e os Demonstrativos de
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Ilídio C. de Oliveira Jr.,
administrador de empresas especialista em finanças, consultor e diretor da IGFCONSULT, consultoriaem finanças para Terceiro Setor e Estabelecimentos de Ensinos.
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Resultados. As organizações olham para eles e não entendem o que os números podemdizer ou estão falando.
“Como posso saber se a minha instituição está bem ou não financeiramente?”
É a mesma coisa quando desejamos saber sobre os níveis decolesterol, de açúcar no sangue, de ácido úrico, ou qualquer outro indicador do sangue,se não fizermos um hemograma completo. Da mesma forma, precisamos realizar umaAnálise das Demonstrações Financeiras (Balanços Patrimoniais e Demonstrativos deResultados) para saber a real situação no curto e longo prazo, ver a capacidade dehonrar compromissos, descobrir se vale a pena usar capital de terceiros (empréstimo embanco) ou capital próprio (superávit do exercício anterior) para financiar obras deexpansão, manutenção, modernização ou de qualquer outra natureza, como também,outras tantas informações que advém deles. São tantas decisões que precisam sertomadas à luz da Análise de Demonstrações Financeiras, contudo, às vezes, elas não sãoas melhores, por falta de conhecimento deste ferramental, e por isso, na maioria dasvezes, compromete toda a instituição. Nesse momento, o melhor remédio é chamar um“médico” especialista em finanças: o consultor em finanças.O consultor vai analisar o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultados,pois eles são instrumentos preciosos para fornecer informações imprescindíveis natomada de decisões estratégicas e operacionais que definirão o presente e o futuro dainstituição, a partir do seu passado. No Terceiro Setor, as instituições precisam abrir osolhos para as suas finanças, porque o andamento dos seus trabalhos no dia-a-diadepende de uma boa administração dos seus recursos, e não de um bom resultados nofinal do ano. Quem paga as contas é o Caixa e não o Superávit (Lucro), no final doexercício. A grande preocupação que tenho é ver grandes organizações se perderem aolongo do tempo, por não colocar um administrador de empresas à frente das instituiçõese ao lado do conselho diretor, para que haja um fórum de debates de orientação, quantoà otimização de todos os recursos da instituição, não só os financeiros. Se desejar abrirum processo contra alguém, devo procurar um advogado devidamente registrado; seprecisar fazer uma operação, devo procurar um médico; se quiser construir, devoprocurar um engenheiro ou arquiteto; se precisar de alguém à frente de uma empresa,vou contratar um administrador de empresas. No entanto, o que tenho mais visto émédico administrando hospitais. Então, imagine colocar um administrador no centrocirúrgico. O que vai acontecer? É o que estão fazendo, não só com hospitais, mas,também, nas organizações do Terceiro Setor. A presença de um técnico (administrador)
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à frente das instituições é imprescindível, pois olhará, também, para as finanças e, seporventura esta não for a sua área de conhecimento, com certeza chamará umprofissional.O Terceiro Setor tem se aprimorado para realizar bem o seu trabalho, poisexistem excelentes profissionais atuando nas organizações, entretanto, ainda há ausênciade técnicos especializados em finanças agindo nesta área, porque são poucos e oTerceiro Setor ainda não acordou para avaliar a positiva correlação custo-benefício nacontratação de consultores financeiros para ajudar as suas instituições, e com isso,maximizar os escassos recursos e potenciais, e assim, melhorar a qualidade de vida dasinstituições. O melhor remédio para uma boa saúde financeira de uma organização doTerceiro Setor, só quem pode receitar é um consultor financeiro.
Verão de 2007  Rio de Janeiro Brasil 
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