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Biologia - Pré-Vestibular Impacto - Vírus - Parte B

Biologia - Pré-Vestibular Impacto - Vírus - Parte B

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MA120208
 
 Vírus - Parte B
FAÇO IMPACTO
 
A CERTEZA DE VENCER!!! 
 
PROFº: HUBERTT
   F  a   l  e  c  o  n  o  s  c  o
    w    w    w .    p    o    r     t    a     l     i    m    p    a    c     t    o .    c    o    m .     b    r
    V    E    S    T    I    B    U    L    A    R   –    2    0    0    9
 
CONTEÚDO
A Certeza de Vencer 
03
3
Vírus: Transição entre a Matéria Bruta e o Ser Vivo:
Os vírus só se comportam como seres vivos quando estão nointerior de células vivas. Somente então podem se reproduzir,originando novos vírus da mesma espécie. Fora delas, deixamde apresentar qualquer propriedade de vida: são apenasmoléculas inertes, capazes, inclusive, de cristalizar-se, como osminerais.Como são desprovidos de estrutura celular, os vírus nãopodem ser enquadrados em nenhum dos cinco reinos: de fato,para alguns autores, eles não podem ser considerados seresvivos. Mesmo sendo acelulares, porém, eles podem provocardoenças nos seres vivos.
A Estrutura e Reprodução do Vírus:
Medindo entre 0,05 e 0,2
µ
m (1
µ
m ou micrometro equivale àmilésima parte do milímetro), o vírus só pode ser observado aomicroscópio eletrônico.Notamos então sua estrutura: são formados basicamente poruma cápsula de proteína, o
capsídeo
, que contém, em seuinterior, uma molécula de ácido nucléico, que tanto pode ser oDNA (ácido desoxirribonucléico) como o RNA (ácidoribonucléico), mas nunca ambos. Esta é uma das característicasexclusivas dos vírus, pois todos os outros seres vivos têmsempre os dois ácidos nucléicos.A cápsula é formada por grupos de proteínas, os capsômeros.Em alguns vírus, a cápsula é coberta por uma membranalipídica, constituída da membrana plasmática da célula invadidapelo vírus. Proteínas virais podem estar mergulhadas nessamembrana
.
Estrutura de alguns vírus. Imagem retirada da página:
 
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/virus/imagens/virus-1.jpg
O vírus é, na realidade, um grupo de genes "empacotados"em proteínas. Como ele não possui as estruturas necessárias(enzimas, ribossomos, etc.) para a duplicação de seu ácidonucléico e para a síntese de proteínas da cápsula, ele precisausar as de uma célula para se multiplicar. Dizemos que o vírusé um
parasita intracelular obrigatório
. Parasita, porque retirasubstâncias da célula, causando prejuízos; intracelular, porquese reproduz dentro da célula; obrigatório, porque é incapaz dese reproduzir fora dela. Quando fora da célula, o vírus étambém chamado
vírion.
 Quando o vírus utiliza o equipamento metabólico da célulapara se reproduzir, o processo é comandado pelo ácido nucléicodo vírus e não pelo da célula.Cada tipo de vírus ataca apenas um determinado tipo decélula. Essa especificidade é dada pela cápsula, que consegueaderir apenas às células que possuem proteínas da membrana(receptores) capazes de se encaixar nas proteínas da cápsula.Isso explica por que determinado tipo de vírus só ataca certascélulas de certos organismos: os vírus são parasitas específicos.
1. A Reprodução de um Vírus de DNA o Bacteriofago
Um dos vírus mais estudados é o
bacteriófago ou fago
, queataca bactérias, reproduzindo-se em seu interior.Tudo começa com o encaixe das fibras da cauda do vírus namembrana da bactéria: a cauda se contrai, injetando o DNA dovírus na célula. A cápsula, vazia, fica do lado de fora (conformea figura).
Esquema que mostra a reprodução de um bacteriófago, um vírus queataca bactéria. Imagem retirada da página:
 
http://es.encarta.msn.com/media_461516656_761575740_-1_1/Ciclos_l%C3%ADtico_y_lisog%C3%A9nico_de_un_bacteri%C3%B3f ago.html
Uma vez no interior da célula, o DNA do vírus
comanda aprodução de uma enzima que inativa o DNA da bactéria. O DNAdo vírus assume assim o comando do metabolismo celular,usando os nucleotídeos e as enzimas da célula para fabricarcópias de seu DNA. Além disso, o DNA do vírus comandatambém a síntese de proteínas da cápsula. As novas cápsulasse associam às cópias do DNA, formando de 100 a 200 novosvírus. Um dos genes do vírus produz então uma enzima quedigere a parede bacteriana, provocando a ruptura e a morte dacélula. Todo esse processo pode levar menos de meia hora ecada novo vírus formado pode infectar uma nova bactéria.Às vezes, o DNA viral se liga ao DNA da bactéria,reproduzindo-se com ele a cada divisão da célula bacteriana,que mantém o seu metabolismo normal.Nesse estado, o vírus é chamado
pró-fago
e não destrói abactéria.Isso acontece porque um gene do vírus comanda a síntese deuma proteína chamada
proteína repressora
, que inibe os outrosgenes virais. Mas, se houver alguma alteração no gene quecomanda a síntese da proteína repressora — uma mutaçãoprovocada por produtos químicos, raios ultravioleta, etc. —, opró-fago pode replicar e destruir a célula.O ciclo em que a célula é destruída chama-se ciclo lítico e osvírus que provocam este ciclo recebem o nome de
vírus líticosou virulentos
. O ciclo que preserva a célula é conhecido como
ciclo lisogênico
e os vírus que provocam este ciclo sãochamados de vírus
temperados ou não-virulentos
. Atransformação do ciclo lisogênico em lítico recebe o nome de
indução
.
2. A Reprodução do Vírus de RNA
Em alguns tipos de vírus de RNA, como o vírus da gripe, dosarampo, da raiva ou da poliomielite, o RNA do vírus orienta aprodução de uma molécula de RNA. Esta, por sua vez, comandatanto a síntese de proteínas da cápsula como a síntese de novasmoléculas de RNA do vírus.Já no grupo de vírus de RNA conhecido como
retrovírus
, queinclui o vírus causador da Aids, o RNA sintetiza uma moléculade DNA que penetra no núcleo da célula hospedeira e se liga aoDNA da célula, formando o que se chama de um
pró-vírus
. EsteDNA poderá então orientar a produção de novas moléculas deRNA virais e das proteínas da cápsula. Formam-se novos vírusque, ao saírem, levam lipídios da membrana da célula ao redorda cápsula.O nome retrovírus (retro = para trás) deve-se à capacidadeque esses vírus têm de comandar a síntese de DNA a partir deuma molécula de RNA — processo inverso ao que ocorrenormalmente na célula. Os retrovírus realizam assim umprocesso contrário à transcrição (síntese de RNA a partir deDNA) e fazem isso com auxílio de uma enzima chamada
transcriptase reversa
.Os antibióticos não têm efeito contra os vírus, mas nossoorganismo possui defesas naturais representadas pêlos
anticorpos
e pelo
interferon
, uma proteína que protege o corpoespecificamente contra os vírus. Contamos também com asdefesas artificiais, produzidas pelo homem, como a vacina e o

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