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Leitura-Traducao PI

Leitura-Traducao PI

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Published by: precariosinflexiveis on Jun 25, 2008
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05/09/2014

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Precári@s INflexíveis
REFORMA DAS RELAÇÕES LABORAIS
Uma leitura / tradução para português daspropostas do Governo em sede de concertaçãosocial, no âmbito da revisão (em baixa) doCódigo do Trabalho
EXECUÇÃO SUMÁRIA
dos direitos no trabalho, das vidas precárias e outr@s explorad@s(com ou sem “acordo”)
Lisboa, 25 de Junho de 2008 
 
Objectivo
 Na forma: consenso, compromisso, diálogo, acordo, debate, concertação, proposta. Ah… eemprego, claro!
Uma redacção à medida dos proponentes e, justamente, dos seus objectivos. oenunciados propósitos que ilustram uma estratégia de comunicação baseada na intenção dealcançar um acordo entre as partes do costume e na propaganda das medidas-para-encher-o-olho e desmobilizar descontentamentos.
 No conteúdo: agravar as condições para trabalhar e beneficiar o lado forte no jogo dasdesigualdades.
Apesar dos rodeios, a proposta é clara nas escolhas que faz. O Governo adopta a estratégiada precariedade e do desemprego, facilitando e legalizando ambos. Ao contrário do prometido em tempos de campanha, o objectivo já não é “revogar as medidas maisgravosas do Código de Trabalho”: três anos depois, o Governo descobriu as virtudesliberais do documento anterior e quer aprofundá-las. Numa palavra, as propostas são ofertasaos patrões, que se limitaram a dizer que se “poderia ir mais longe”. 
Diagnóstico
 
 Flexibilidade nunca é demais!
O Governo considera essencial tornar-nos ginastas do trabalho. Horários, férias e descansoé coisa de molengões! Este exercício é feito à medida dos patrões e da descoberta danecessidade de “aumentar a adaptabilidade das empresas e trabalhadores” e está-se mesmoa ver para quem vão sobrar as lesões e os traumatismos.
 É preciso despedir mais, mais rápido e mais barato
 No dia da apresentação das propostas do Governo aos parceiros sociais e ao país, Vieira daSilva esclareceu, acossado por um preocupado patrão dos patrões, que “não é difícil odespedimento em Portugal, senão não haveria o nível de desemprego que existe”. Apesar da brutalidade da frase, o Governo não arrisca nada e abre caminho aos despedimentos
à lacarte
, ou seja, à vontade do patrão.
 A lei… se calhar… não é lá muito cumprida…
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) não tem a notoriedade duma ASAEnem é conhecida pelas suas acções espectaculares. Ficámos até a saber recentemente quetem metade d@s inspectores/as que estão previst@s na lei. O Governo já percebeu que éum escândalo e mostra “preocupação” com o assunto. Não consta que os patrões estejam a2
 
tremer de medo. Estamos no país das impunidades e quase tudo o que é desumano até jáestá na lei.
 A precariedade está a dar nas vistas
O Governo optou por eleger a precariedade como eixo central de comunicação para as suas propostas na Revisão do Código do Trabalho. É fácil perceber porquê: a precariedadechegou a todos os cantos deste país e tem tido mais visibilidade do que era de esperar até há pouco tempo atrás. Migalhas não calam precári@s, sobretudo quando estamos perante uma(mal) disfarçada legalização da precariedade.
Eixos de Actuação
 Nesta seão explicam-se as mais importantes propostas concretas do Governo,acompanhando os eixos de actuação definidos pelo executivo. Para facilitar a leitura,apresentamos no final do documento índices das duas principais categorias de propostas:
declarações de guerra
1
e
rebuçados
2
 
 – duas faces, mas do mesmo lado da moeda, com queo Governo pretende falar em “equilíbrio da proposta”.
 Eixo 1: mais flexibilidade para aumentar os lucros da exploração
 O essencial das propostas deste eixo visam acabar com “luxos” como o direito a umhorário, sendo difícil dizer que ainda há um limite de horas de trabalho diário. Com o“banco de horas” (“
declaração de guerra nº1
”), na prática, passa a ser legal os patrõesexigirem o que já se faz muito por aí: horas extraordinárias não pagas e sem direito a seremrecusadas.É também neste ponto que entra aquilo a que chamamos
“rebuçado nº 1”
: o alargamentodas licenças parentais. Em primeiro lugar, esta medida não abrange pessoas em situação precária. Ou seja, é só para quem trabalha com contrato e conseguir enfrentar a conhecidachantagem nestes momentos. E mais: para beneficiar do grosso do alargamento da licença é preciso que se trate duma “família tradicional” (pai e mãe) e, mesmo assim, nos últimosmeses, é também preciso ser rico, porque só são garantidos 25% da remuneração. Feitas ascontas, pouco mudará. Para @s precári@s (e não só) continuará a ser difícil compatibilizar a maternidade e paternidade com o trabalho.
 Eixo 2: ir acabando com a contratação colectiva
1
Tratam-se de propostas em que o Governo poupou no esforço de tentar disfarçar as suas verdadeirasintenções com esta Revisão. São ataques a direitos básicos e ofertas descaradas aos exploradores.
2
o as medidas que visam garantir a propaganda do Governo. Muitas delas são até agravamentosrelativamente à situação anterior, mas procuram adoçar o descontentamento e a revolta. Cedo ganharam aatenção e o carinho da comunicação social, o que não espanta porque foram feitas à medida desse objectivo. Énestas propostas que Sócrates e Vieira da Silva sustentam frases como: “nunca outro Governo teve a coragemde enfrentar o problema da precariedade como o estamos a fazer!”.
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