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artigo termografia

artigo termografia

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08/02/2013

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Resumo – 
Falar da termografia comouma técnica poderosa na predição defalhas funcionais e acidentes da indús-tria não é uma tarefa tão difícil, poisdiferente de outras técnicas tais comoanálise de vibração, o produto final deuma inspeção termográfica é conceitu-almente entendido como auto-explica-tivo. Mas será que é?Neste trabalho apresentamos al-guns casos onde, nós fornecedores deserviços termográficos, normalmenteerramos, e nos propomos analisar acausa destes erros, e principalmenteo que deveria ser a ação correta a sertomada.
O que é termografia? – 
São técnicasou métodos que permitem retratar umperfil térmico de forma gráfica. Estespodem ser por contato ou sem conta-to. As termografias por contato sãooriundas de reações químicas sobre asuperfície através de tintas, substânciafosforescente, papéis, cristais líquidos,e outras substâncias especiais sensíveisà temperatura.Quanto a termografia sem contato,também conhecida por termografia porinfravermelho, é a técnica que atravésde captação da radiação térmica emi-tida naturalmente pelos corpos, permi-te a formação de imagens térmicas (ter-mogramas), e a medição da tempera-tura do alvo em tempo real.
Onde aplicar a termografiana indústria?Instalações elétricas
Pelo fato de ser a temperatura aprincipal variável detectável no proces-so de falha de uma instalação elétrica,é onde está concentrada a maior apli-cação da termografia na área industri-al. Uma inspeção termográfica em ins-talações elétricas identificará proble-mas causados pelas relações corrente/ resistência, normalmente provocadospor conexões frouxas, corroídas, oxida-das ou por falhas do componente emsi. Além disto, erros de projeto, falhasem montagens e até o excesso e/oufalta de manutenções preventivas po-dem provocar sobreaquecimento nossistemas elétricos.
Máquinas elétricas
Em motores, geradores e transfor-madores, a termografia deve ser apli-cada de forma correlacionada com ou-tras técnicas. Para os diagnósticos defalhas potenciais elétricas, a termogra-fia infravermelha parte do princípio deque a potência de tais máquinas quenão saem na forma de serviço, de al-guma maneira está se transformandoem perdas e sendo dissipada no meio,através de efeito
 joule 
. Estas análisestermográficas são tanto qualitativasquanto quantitativas e permitem ao
SEÇÃO TÉCNICA
Aplicões termográficas na ManutençãoOnde normalmente erramos!
usuário acompanhar o envelhecimen-to da máquina, bem como diagnosti-car outras falhas decorrentes de curto-circuito parcial entre espiras, falha par-cial de isolação, refrigeração etc.
Conjuntos rotativos
As inspeções em equipamentos ro-tativos utilizando a termografia infraver-melho aplicam-se em todo e qualquerequipamento onde a temperatura éuma variável mensurável num proces-so de análise de falha.Esta aplicação parte do princípio deequilíbrio dinâmico e térmico dos con- juntos de peças girantes e fixas, e é ex-plicada pelas leis da mecânica de flui-dos e de transmissão de calor. O aque-cimento normal resultante do funciona-mento de um equipamento rotativo éfunção da pressão de trabalho, da ve-locidade de deslizamento, do coeficien-te de atrito das superfícies e da visco-sidade do lubrificante. O calor assimgerado é dissipado pelos processos decondução, convecção e radiação. Des-ta forma, numa condição normal de fun-cionamento o conjunto trabalha emequilíbrio térmico entre o calor geradoe o retirado. Caso haja desequilíbriotérmico ou um equilíbrio em níveis su-
 
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Equipamentos estáticos – 
A utiliza-ção da termografia infravermelha emplanos de inspeções de equipamentosestáticos visa a detecção de falhas empotencial em seus estágios iniciais,quando ainda não são perceptíveis pe-los sensores dos respectivos equipa-mentos. Dentre as diversas aplica-ções, citamos:
Detecção e quantificaçãode obstruções de trocadoresde calor;
Detecção de válvulas compassagem interna de óleopela sede;
Filtros em processo inicialde obstrução;
Cilindros hidráulicos compassagem interna de óleopela sede;
Purgadores de vaporestancados.
Na ilustração ao lado vemos acimaum cilindro hidráulico em perfeito es-tado de funciona-mento, e abaixo umoutro similar emprocesso de inicia-lização da falha.
Revestimentosestruturais (tér-mico e anti-ácido)
A aplicação de ser-viços termográficosem revestimentosestruturais baseia-se no princípio deque, existindo umatemperatura emregime contínuodentro de um reci-piente, a tempera-tura superficial ex-terna é uma fun-ção direta da con-dução de caloratravés do com-posto cerâmico darespectiva parede.
SEÇÃO TÉCNICA
periores ao de projeto, numa situaçãoem que o sistema de refrigeração es-teja normal, é possível, através de aná-lises termográficas qualitativas e/ouquantitativas, associar tal irregularida-de a uma geração maior de calor, o quede forma geral, representa um prová-vel problema. Como exemplo de apli-cação, temos mancais, acoplamentos,polias, transportadores, roletes, bom-bas, ventiladores, compressores etc.O valor agregado na aplicação datermografia em inspeções de equipa-mentos rotativos está basicamente naindicação instantânea, clara e exata daárea com problemas. Outras técnicas deinspeções, tais como análise de vibra-ção e ultra-som ou ferrografia devemser utilizadas num processo integradode análise por multi-parâmetros, como objetivo de se encontrar e/ou compro-var a causa do problema.Assim, tanto a degradação do isolan-te térmico como um desgaste do re-fratário são apresentados na forma demapa termográfico. Com o mapa ter-mográfico pode-se planejar, de formaracional, a reforma e/ou reparos loca-lizados do composto cerâmico.
PROCESSOS INDUSTRIAIS
Em processos industriais, a termo-grafia por infravermelho tem sido apli-cada tanto através de sistemas
on-line 
quanto
off-line 
, em fabricação de papel,vidro, lingotamento/laminação de side-rurgia, pelotização de minério de ferro.
 
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Em todas estas aplicações a termo-grafia busca essencialmente as perdasqualitativas da assimetria térmica des-tes processos.Na ilustração acima apresentamosa termografia sendo aplicada no proces-so de fabricação de papel, onde astemperaturas apresentadas no perfiltransversal da folha têm uma relaçãoinversamente proporcional à umidadee gramatura.
Métodos de aplicação da termogra-fia –  
A termografia por infravermelhopode ser somente qualitativa ou qua-litativa/quantitativa dependendo daaplicação. Vamos conceituar estedois métodos:
Termografia qualitativa
Quando o que interessa é o perfile não os valores térmicos apresenta-dos. Esta é a característica que clas-sifica a termografia infravermelhacomo uma técnica que fornece laudosinstantâneos.
Termografia quantitativa
SEÇÃO TÉCNICA
É através deste método que se de-fine o nível de gravidade de uma ano-malia. Vale salientar que este métodoé sempre o segundo a ser aplicado, poisincondicionalmente, a primeira análisesempre tem de ser a qualitativa. Casocontrário, é bem provável que o termo-grafista (inspetor) não está fazendonada além de análise comparativa.
Os termógrafos (termovisores)
São câmeras equipadas com detec-tores especiais que transformam leitu-ras de campos de temperaturas emimagens de deo.A cada temperatura é designadauma cor ou tom de cinza, de tal ma-neira que em uma cena se pode detec-tar as diferenças de temperaturas en-tre os vários componentes. Os sistemasde gravação de tais câmaras são nor-malmente em fita cassete (VHF) ou si-nais digitalizados gravados em disque-tes, PC card ou memória interna.A figura abaixo ilustra na linha dotempo o desenvolvimento e portabilida-de dos termógrafos para aplicação nocampo civil (AGA/AGEMA/FLIR). Vale sa-lientar que junto a todo este desenvol-vimento temos também uma significa-tiva redução no custo destes equipa-mentos.
ONDE NORMALMENTE ERRAMOS!Qual o argumento que estamos uti-lizando para medir o retorno de in-vestimento com serviços termográ-ficos? – 
Ainda é comum tratar a de-tecção de um ponto sobreaquecidocomo retorno do investimento, utilizan-do-se o argumento de que se o mes-mo não fosse detectado a tempo, po-deria ter provocado uma falha e/ou aci-dente.Entretanto, se fizermos uma análi-se crítica da anomalia, possivelmentevamos concluir que o que prevaleceufoi o fator sorte, pois as temperaturas já estavam acima de uma zona de pre-visibilidade de degradação do objeto.Nestes casos o recomendado é ca-racterizar esta anomalia como perdasevitadas e não retorno de investimen-to, e tratar de estudar o que mudou equando mudou para ter provocado estesobreaquecimento.Se porventura algum dia a sortenão estiver do seu lado, e vier a ocor-rer a falha e/ou acidente, qual o argu-mento que você usará para justificá-lo?... pois com certeza, alguém queaprovou o investimento em termogra-fia acredita incondicionalmente queestá protegido... Pense nisso!!Agora, se você quer de fato retor-no de investimento com termografia,trabalhe sobre o risco em potencial,que assim terá argumento técnico con-vincente para negociar a redução docusto anual com a seguradora!
Como estamos medindo a eficáciados planos de inspeção termográfi-ca? – 
Organizações que utilizam aquantidade de pontos detectados aofinal de cada inspeção termográficacomo fator de medição de eficácia dosplanos de inspeção termográfica, es-tão trabalhando sob dados vulneráveise facilmente manipuláveis.Dúvida?... Então faça um teste derepetibilidade com 2 termografistasnuma mesma rota de inspeção termo-gráfica e veja as discrepâncias... Oporquê nós veremos mais à frente.

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